quarta-feira, novembro 07, 2012

FACADA PS E FUGA À PANTOMINICE DEMOCRATEIRA

Com ele, a prioridade é o crescimento e o emprego.
Não percebo o PS. Nunca percebo o PS. Menos ainda numa hora crítica como esta. Num excelente artigo de opinião no Público, o deputado Francisco Assis sublinhou que a rua não pode ser escutada a todo o transe sob pena de ser a própria democracia a estar em causa e recordou que pensar assim é correr riscos de incompreensão; ao passo que Soares, pelo contrário, diz sagrado e obediencial tudo o que a rua/o povo digam [grande impostor e interesseiro!] e, nesse caso, como a rua não suporta Soares, pois considera-o um dos mais vis repetentes, inveterados viciados e chulos do Erário Público desde há décadas, ficamos conversados quanto ao que, para o PS, seja a rua, o povo: depende. O PS é isto, esta dualidade calculista e tumoral no uso das palavras e dos conceitos. Só confio em Manuel Maria Carrilho e em Socialistas Desprendidos, infelizmente uma raridade tenebrosa e sintomática. Sensível à rua adversa aos seus adversários e insensível à rua que lhe é adversa a si. Para além de justas manifestações de protesto e indignação. Depois há outro aspecto com o PS se confronta no que respeita à rua. O populismo. O PS acha que se há uma ameaça populista na rua, na comunicação social, na internet, e que passa por olhar os políticos, à partida, como réus, culpados, interesseiros, impostores, ruinosos, fica uma oportunidade para um campeonato de verdadeiros democratas. Por um lado, temos Soares a degradar, desrespeitar ainda mais as condições da vida democrática em Portugal, não se limitando a reservas relativamente ao Orçamento 2013, mas exigindo a demissão caprichosa do Governo. Pode ser um Orçamento que violenta o contrato em que os portugueses votaram, mas é, quer se queira, quer não, o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI, pode ser ou parecer um Orçamento irrealista, inexequível, incompetente, mas é o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI; pode ser ou parecer um Orçamento que ataca os fundamentos da nossa sociedade e da nossa economia, mas é o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI. Acho deplorável que o PS seja o único a achar que a democracia tem de ser defendida por todos os democratas, mesmo que tanta democracia represente fome, peste e exclusão e degradação da imagem de Portugal no panorama internacional. Estou cansado, demasiado farto dos democratas socialistas, quase todos ricos, gordos e bem na vida, que agora se afirmam. Estou basicamente exausto em ouvir falar num Parlamento que se prestigia, sendo ele, ao que se sabe e a fazer fé no que Paulo Morais e outros apontam, um covil de negócios particulares, com muito pouco Povo dentro e ampla negligência e escasso escrutínio no sentido de defender Portugal e os Portugueses, no mínimo, de uma bancarrota. A arma da democracia, o voto, para o PS é para se usar imediatamente, quando não é ou não está o PS a engendrar «crescimento» e «emprego» tirado do cu com um gancho, sim, porque o que se vê é Soares e outros socialistas, Marques Mendes também foi um grande empregador, a empregar os seus afilhados com afinco e num afã digno de nota. O PS não gosta da solução soarista de remoção do quisto Passos/Portas/Relvas/Gaspar por impulso presidencial ou autoproposto. O PS prefere o voto. Nota-se que ganha balanço para novas eleições, mal se verifique a menor falha na execução do OE2013. Entretanto, o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI, segundo o PS, está eivado de  falsidades, irrealismo, consequências terríveis, Orçamento aliás contra o programa da maioria, contra o que convenceu os portugueses a confiar nos partidos da maioria e certamente contra o que o PS viesse prometer de diverso. Só é possível votar num Orçamento contrário ao programa dos partidos que o suportam porque estes não são os tempos de festa e optimismo dos que urdiram toda a forma de dívida aventureira: estamos à beira do abismo e, perante o abismo, os programas dos partidos fodem-se.  Aquilo a que o PS chama troykismo radical, alheado da realidade e sem qualquer capacidade de auto-crítica é o único troykismo possível. Não há outro. Hollande, por exemplo, não tem Troyka, mas já tem e pratica o seu troykismo radical, também pratica inovações, experiências e desvarios nas políticas sociais e fiscais, também ele impõe mais cortes sociais. Antecipa-se também ele ao Troykismo da Troyka para trabalhar a sua própria matriz espoliadora, um equilíbrio francês á medida dos franceses, de credibilidade francesa à medida dos franceses, de adesão à realidade francesa à medida dos franceses. O PS português, pelo contrário, é um antro de escândalos selectivos. Apresenta propostas diletantes como se não tivesse assinado o filho da puta do Memorando, com o Secretário-Geral António José Seguro, agora navegando com o vento que lhe sopra a bombordo e lhe enfuna as velas do cu, asseverando que a maioria governamental se arroga à surdez em democracia: mas com que tesão poderemos alguma vez criar as condições em Portugal e na União Europeia para voltarmos ao crescimento e à criação de emprego?! Mas que merda é essa e como se faz?! Como é que o PS, no século XXI, ainda pratica o verbo de encher?! Serão boas propostas meras palavras sem dinheiro, sem um Estado ágil, transparente, organizado?! Como é possível um País encharcado de dívidas, de empresas públicas atoladas, com erros de décadas agravados em triplo, quádruplo ter veleidades com paleio voluntarista?! O PS é um Partido Merda. O PSD é outro Partido Merda, mas com um pouco mais de capacidade de gerir e de fugir à pantominice democrateira. Seguro, tal como os demais elementos do PS, voltam as costas a Portugal, ao cheiro de Governar como dantes, na generosidade de antes, trocos para o Povo, milhões para os amigos, nada para a Economia. As alternativas do PS é paleio, palavras, politiquice. A credibilidade do PS está ferida de morte. O PS é uma leucemia fulminante na fluidez decisória nacional, não passa de  um tumor a entumescer de lentidão e inépcia as horas mais dramáticas de coragem e de rumo, ancorado num quadro constitucional absolutamente caduco e anacrónico em face de um Mundo impiedoso sob todos os pontos de vista. Tudo o que possa melhorar o futuro do País passa por reciclar a velhice viciada e desastrosa desse partido tampão de saídas e criatividade. O PS fala em confiança politica, em crescimento económico e em equidade social e elas aparece abracadabramente: treze anos de socialismo na governação, mais de noventa mil milhões de euros de financiamento extra depois, em 2005 de uma dívida pública de 60% do PIB para uma dívida pública acima dos 120% depois, nem crescimento económico nem equidade social, nem merda nenhuma made by PS. Onde está o dinheiro? Tem-no todo o BES Amigo do PS-Ex-Governos?! Está todo em offshores? Quem enriqueceu escandalosamente e por que motivo empobrecemos nós tão desesperada e radicalmente?! Em nome do futuro do País e pela credibilidade da democracia portuguesa, investiguem o PS. Contra o definhamento da democracia que tem de ser travado, investiguem o PS. A favor dos superiores interesses de Portugal e dos portugueses, escrutinem até ao mais ínfimo cêntimo os nababos do PS e os nababos do PSD. Perguntem a Sócrates e a Paulo Campos para onde foi o nosso dinheiro.

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