UMA SELECÇÃO A FALECER
Não gosto de constatar exéquias, sr. Merdail e sr. Cueiros, mas as coisas na Selecção estão tão feias, tão feias, que podemos estar a assistir, graças exclusivamente vocês, a uma regressão tão grave ao ponto de voltarmos àquela nulidade que sempre fomos, exceptuando mil novecentos e sessenta e seis. Uma Selecção com Meireles sem pré-temporada e sem tarimba de jogo ao mais alto nível. Uma Selecção sem Liedson-resolve. Uma Selecção sem guarda-redes. Com síndrome dos jogos amigáveis, exceptuando Quaresma. Com passes falhados sucessivos. Com a filigrana nula dos passes para o lado e para trás. Pior que tudo isso, com o fantasma agoirento de um semi-seleccionador abominavelmente incapaz de uma substituição reflexo de uma leitura de jogo perceptível a partir do nosso sofá. Morre o prestígio. Morrem os patrocínios. A McDonald's™ passa a ignorar Portugal e acabam as momices palermas de hamburger nas mãos após os raros golos. Morre o carisma. Morre o espírito de grupo. Nada mais que uma Selecção a falecer, caso o problema, o mal residente, não leve um biqueiro no cu e não vá para a rua, já! Sem fé, disciplina, cabeça limpa, é sempre a descer. Até à tumba.
+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments
os cadafis-sapatilhas estão para 'lavar e durar'.
estamos 'fudidos' e mal pagos