VOLUPTAS, CUPIDITAS, SERVITUDO
Quem vê Alegre, vê as políticas anti-sociais, o lado controleiro, a injustiça que o socratismo representa. Foi a isto que ele se colou. Era o único, ou dos poucos, da deputação que se levantava no Parlamento contra a duplicidade das medidas: de rapina e encurralamento sobre contribuintes, professores, cidadãos; de enriquecimento rápido e obsceno das clientelas políticas, lógica criminosa em que os amigos do Poder vicejam com lucros, pactos de silêncio ou apoios explícitos a desonestidades políticas, vampirismos de toda a espécie, vantagens pessoais e partidárias com o dinheiro de todos. Mais de doze mil milhões de euros de passivo acumulado na Parpública: eis bem a medida da voragem saqueadora dos Orçamentos, predadora do Erário que o PS perpetra e parece ser da sua natureza extremar ao mais despudorado descontrolo. A tal bacchanalia festa. É também por isso que imaginar o BE e o PS num mesmo barco por Alegre constitui o cúmulo da trapalhada e da ambiguidade. Não é à toa que nem Louçã nem Sócrates darão a sua bênção conjunta ou em separado a tal quimera de esquerda fajuta chamada Alegre. Cheira ali demasiado a derrota. Bastaria ao Rato Mickey Alegre que se tivesse posicionado corajosamente acima dos partidos, acima da barganha reles que representam. Bastaria tê-lo feito por nossa causa. Nunca poderia ser calando sornamente e a pedido que se federaria uma vasta massa de desesperançados e desiludidos.
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