sábado, novembro 03, 2012

VER O FC PORTO E PENSAR NO FC BARCELONA

Ontem, o FC Porto foi brilhante. O jogo, dominado pelos dragões de fio a pavio, teve uma beleza, um ritmo, fora do comum, em Portugal. Avultou o facto de as rápidas e sucessivas trocas de bola, os cinco golos, a movimentação, enfim, da minha equipa não só não se ter ressentido quando três atletas saíram por lesão, como recordou em quase tudo os processos de jogo do FC Barcelona, cujo poder de posse prodigioso consiste na vertigem entre a extrema mobilidade em progressão até à estocada derradeira. Sou dos que bocejam com o FC Barcelona. Prefiro um tipo de competição taco-a-taco, em vez do simulacro dela por hegemonia técnico-táctica de uma das equipas. Mas se os atletas portistas se compenetrarem da forma exigente de dominar e triunfar exibida ontem, se a consolidarem, passará a haver duas equipas no Mundo sob um estilo de jogo virtualmente irresistível e semelhante. Do meu ponto de vista, irritante, quando seja o FC Barcelona. Apaixonante, em qualquer caso, se for o FC Porto. Vítor Pereira, confesso mais uma vez, com um balneário adverso, não passava de um patinho feio, na época anterior. Precisava de tempo para forjar um balneário absolutamente leal. Por isso, surge hoje, justamente, como um prodigioso cisne. Se há futebol, se há espectáculo, o mérito é inteiramente seu.

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