segunda-feira, julho 29, 2013

CENAS MENORES CONTRA UM BODE EXPIATÓRIO

É preciso deixar de repetir o que muitos socialistas e outras abéculas do fanatismo insultador dito de Esquerda têm-se esforçado por demonstrar e tem falhado no âmago: que Maria Luís Albuquerque recebeu a totalidade da informação pertinente relativa aos swap aquando da transição de pastas entre Governos cessante e empossado, em Junho de 2011. Perante o Parlamento e os portugueses, Albuquerque disse que não recebera tal informação cabal nessa altura. De todas as vezes o disse. Modificou a forma de o dizer, mas manteve o que disse. Afinal, farrapos de emails, informações avulsas a seu pedido, relatórios tardios, resumos, elementos posteriormente enviados, acrescentados, portanto informação em construção, indicam que mentiu segundo a sindicância peremptória da Oposição?! Porquê?! O ataque concertado de que Albuquerque é hoje alvo também é uma manobra, mais uma, que fundamentalmente branqueia e oculta as aselhices e incúrias dos Governo Sócrates. Sobre a matéria de facto e os acontecimentos passados relativos aos swap importaria explorar por que se fizeram em tal número e quem deles beneficiou lateralmente. Nunca o saberemos porque sabê-lo não é típico do modo como se sindica dolo e desgoverno em Portugal. Não se sindicam. Insista-se na mentira da Ministra e sindicar-se-ão ainda menos. Não temos razões para acreditar que, neste imbróglio, só Teixeira dos Santos, Carlos Costa Pina e Pedro Felício é que são a parte rigorosa no relato dos factos. Pelo contrário, tendo em contra o fluxo de informação subsequente àquela transição solicitado pela então secretária de Estado, este tripé de sábios pouco saberia do que lhes foi por ela solicitado. Pouco ou nada saberiam os facultadores da informação. Andariam aliás tão às aranhas quanto caloiros à entrada no Curso Superior, sendo que aqueles estavam de saída do regabofe governamental e ignoravam as perdas escandalosas que aqueles contratos comportavam. Quem esteja apostado em fazer escola na grosseira inquisição da Ministra relegando o escândalo dos cento e quarenta e tal contratos swap assinados sob Governos Socialistas, deveria mudar de agulhas e tão pronta e hipócrita acusação: quem é que, no sistema político português e na baixa barganha PS-PSD, pode cantar de galo por gerar demissões imediatas quando há perda de credibilidade técnica ou política ou por cada um desses partidos não tolerar a impunidade após uma mentira ou uma reformulação da linguagem para dizer o mesmo?! A informação recebida por Albuquerque era lacunar e não permitia tomar decisões no imediato. Demonstrem que não é assim, se puderem. Se isto é ser a má moeda que expulsa a boa moeda, no paleio hiena de Daniel Oliveira, é uma pena que a má moeda do comentário político se encarnice por aí: no meu baixímetro do comentário político, medidor de lambe-botas, tendenciosos e contorcionistas da opinião, por exemplo, Pedro Marques Lopes e Daniel Oliveira são a má moeda, a moeda facciosa, a moeda ambivalente e viscosa do comentário, sempre para o mesmo lado, que expulsa a boa. Ora eu não gosto, mas vivo muito bem com isso. O enfoque numa suposta mentira sem olhar ao entorno e à gravidade do assunto é o resumo da porcaria em que labora a política doméstica e o respectivo comentário: ater-se ao supérfluo, branquear o cerne, julgar sumariamente uma parte. Por trás, nada mais que o tardo-socratismo a tentar desesperadamente salvar a própria pele e a não olhar a meios para deslizar airosamente das responsabilidades pela decisão política que engendrou sobejos swap, sobejas PPP e sobejos parques chular. Nisto, não há escrúpulos nem princípios. Trata-se de um trabalho degenerado que procura dar à generalidade da população uma opinão que só agitadores avençados e vingativos formulam, que só tendenciosos cultivam. Maria Luís Albuquerque não é santinha. Ok. Mas não passa de pretexto para uma caçada e um biombo para esconder a imponderável responsabilidade e o padrão danoso das governações socialistas. Se cair, o circo que foi montado pelas oposições partirá para outra. Se não cair, os palhaços, pantomineiros e focas das oposições moralóides e convictas mudarão de assunto de orelhas murchas. Tudo cansa. Mesmo mentir acerca de uma mentira que vai-se a ver e é verdade. 

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