terça-feira, julho 23, 2013

MENTIR PARA GANHAR ELEIÇÕES

Vai um homem desprevenido ler certas coisas e queda-se a pensar que entre um pseudo-suposto economista e um aprendiz de amestrador de gambuzinos não há diferença. Não pode haver. Há mistificadores para todos os gostos, mas nada se compara ao mistificador demagógico socialista. O mistificador demagógico vive preocupado com a opinião dominante, hoje arrasadora da gestão demagógica do País, entre 2005 e 2011. O mistificador demagógico anda aterrorizado com o alastrar das evidências, provas, números da dolosa incompetência e malignidade de um Estado Socialista Gastador e completamente desenfreado a comissionar, por exemplo, PPP rodoviárias dispensáveis, sob o estímulo igualmente pernicioso e parasitário do banqueiro Salgado. O mistificador demagógico socialista vive apavorado com a rejeição liminar por parte de milhões de eleitores portugueses da demagogia socialista que promete o céu, se tivermos eleições antecipadas, e promete a suavidade do dinheiro abundante em qualquer circunstância, se se remover o actual Governo e o actual Presidente, hereges blasfemos da sacral casa socialista dos soares, dos alegres e do diabo que os carregue. O mistificador demagógico socialista cai no descrédito nas televisões, rádios, jornais, nos cafés, nos transportes públicos, quando insiste na folga e na possibilidade de folga para parar com a austeridade ou na capacidade de unilateralmente a parte portuguesa obter mudanças na parte troykiana. Todavia, insiste. O mistificador demagógico socialista não tem aderência à realidade, mas continua a mistificar demagogicamente porque estas coisas, muito convictas e muito engajadas na sensibilidade social, avençam-se: há milhões em offshores para avençar e branquear patranhas passadas e patranhas futuras que possibilitem o modelo soarista de organização do Estado Português: falar muito em democracia e em igualdade, sugar os recursos do Estado, socializá-lo aos milhões entre amigos e amigalhaços plutossocialistas, socializar umas migalhas com o eleitorado sensível a aumentos e a actualizações de pensões. Depois dar com os burros na água das bancarrotas e passar à segunda fase que é atacar a Direita. Mentir para ganhar eleições ainda está na cabeça dalguns artesãos socialistas de uma opinião pública inquinável por falsidades e por meias verdades. O mistificador demagógico socialista vive para deformar um juízo público válido sobre as responsabilidades passadas e vive para inventar oníricas alternativas políticas à austeridade presente, garantindo que para resolver os nossos problemas será possível regressar às grandes enxurradas de dinheiro em vez de promover e manter uma sólida sobriedade na gestão das contas públicas. Ao populismo optimista gastador descontrolado socialista opõe-se porventura o populismo passista do cumprimento demasiado férreo das nossas obrigações de devedores e até é possível que por isso mesmo se degrade a qualidade da democracia. A primeira forma, porém, de deformar a qualidade da nossa democracia passou por garantir à Opinião Pública que o Estado Português poderia continuar a suportar as prestações sociais que o eleitoralismo passado pariu. Não pode. Habituem-se. A mistificação socratista continuará, denodada, a fazer o seu caminho a grande velocidade em direcção à grande parede do corte epistemológico político em decurso onde partirá os cornos. Os espíritos leigos e independentes já perceberam que, em Portugal, não há receita fiscal para tamanha vontade de gastar, de comprar votos, de artificializar a generosidade social, e já perceberam que, se gastar foi a forma de os Partidos  especialmente o PS e especialmente sob a forma de prestações sociais assentes em dívida  foi a forma de os Partidos, repito, ganharem eleições, já não é possível ir por aí. Acabou o dar com uma mão, para extorquir quem trabalha com outra. Acabou o mentir para ganhar eleições. Alguém ajude Seguro a domar os macacos do grande circo socratista de reescrita do passado e engendramento de novas ilusões para o futuro, se os néscios lho derem.

1 comentário:

Anónimo disse...

O Autor está mal documentado quando afirma no ponto 6 que a maior subida da dívida foi em 2001 com Cavaco Silva. A afirmação do BP pode ser verdadeira mas possivelmente datada de 1982-3, pois realmente em 1981 houve um aumento grande (de 29% para 36% do PIB) na dívida pública (só essa interessa, a dívida dos privados é assunto deles).
Essa proeza não é nada! Recentemente houve quem fizesse muito pior, e com a agravante de que a situação já estava preta(em apenas 6 anos Socrates DUPLICOU A DÍVIDA que era em 2004 de 60% e em 2011 ficou em 102% do PIB).
Agora depois das dívidas das festas de Sócrates temos os juros a comer à nossa mesa!
Para VERIFICAR FACTOS basta consultar a PORDATA http://www.pordata.pt/Portugal/Estado+stock+da+divida+directa+em+percentagem+do+PIB-989