sexta-feira, julho 05, 2013

SE A RUA CALA, CONSENTE

Parece que a rua portuguesa não arranca do sofá, não acompanha as bandeiras do PCP-PEV em Lisboa, não trauteia os refrões poético-satíricos do BE nem olha para as queixinhas de Seguro em bicos de pés para ser e parecer o homem certo para o leme incerto da Nação. Portanto, após as piruetas lesa-EuroZona de Segunda e Terça-feira, temos que a bola está de novo nas mãos de Portas, Passos e Cavaco, donde o melhor que poderá suceder será uma refundação robusta de um Governo até aqui cindido entre os austeritaristas puros e duros e os crescimentistas voluntaristas com um olho nas autárquicas. As contas públicas estavam em ruínas em Maio de 2010: o clima eleitoral de 2009, bebedeira e optimismo, era pólvora à espera do rastilho. Por isso os défices derrapavam, trimestre a trimestre, num descontrolo penoso, a economia estava em coma por razões imediatas de política despesista, a cunha crónica e o clientelismo endémico, e razões estruturais de décadas que nos condenaram a uma estagnação e a um abismo em relação à média europeia ocidental. Passos dançava o tango com Sócrates, pondo a mão por baixo vez após vez após vez. Foi a crise europeia que gradativamente pôs a nu a grande falácia distributiva socialista, servida por seis anos histéricos com uma pressão e um assédio mediáticos como não há memória no pós-25-de-Abril. Hoje, a opinião pública compreende duas coisas muito límpidas: 1. é extremamente difícil o êxodo para a luz de um País atolado em dívida pública, em pré-bancarrota, por Corrupção de Estado [2011]. Esse êxodo pode ter sobressaltos e revezes mais por razões políticas [a nossa elite política é covarde, calculista e medíocre no plano da defesa do interesse nacional] que por razões sociais ou económicas. 2. Qualquer tropeço mostra-se terrível mesmo para quem procura fazer as coisas bem feitas, com amplo e consensual apoio externo, pois é muito fácil criar um rumor interno maligno que detraia a água suja do banho [desemprego], a bacia [a economia] e o menino [ajustamento]. O caminho para o crédito nos mercados, para a credibilização externa no melhor dos mundos far-se-ia também num contexto de apoio das mentes e dos corações, coisa apenas possível quando se obtêm resultados e se faz alarde deles. Tardam, ainda. Em 2011, Sócrates era o agente da bancarrota e o PS aquela entidade parda que assinava por baixo todos os excessos, todos os delírios de um só. Portugal pagou e continua a pagar a factura. Qual o álibi e o biombo dessa gente no seu dolo, incúria, exclusivismo, amiguismo, gente negociatista, das rendibilidades obscenas nas PPP rodoviárias?! O contexto internacional. A alternativa para a linha seguida entre 2005 e 2011, se acaso o interesse nacional e não o eleitoral movesse essa gente socialista do dolo e descontrolo da pré-bancarrota, teria sido simplesmente a prudência: menos estradas, menos pequenos-almoços com Figos, menos cerco mediático e avenças a opinadores, a comentadores nas TV, a jornalistas, menos fixação eleitoralista, menos demagogia, menos controlo tentacular da Justiça, menos sufocação chavista do Regime e da Sociedade Civil, mais frugalidade com os dinheiros públicos, menos protagonismo sul-americano, menos auto-endeusamento africano, menos autopromoção icónica do tipo xiita, menos abusos nos cartões de crédito à pala do Estado, menos pomposidade incineratória de dinheiros públicos, menos barragens-atentado ao Tua, atentado ao Sabor. Menos! Recordar o quanto um só se excedia, tripudiava a sua função de Estado, fantasiava, traía, não é difamar a nosso bel-prazer. É só registar factos e registar a História. A situação internacional a partir de 2009 não serve de desculpa a nada até redundar no grande álibi, grande treta, do PEC IV. O bem comum defende-se com prudência e com aviso. E hoje a rua só pode reconhecer ser imperativo essa prudência e esse aviso individuais, fugindo a sete pés do sangue, da violência artificial, que um punhado de imbecis sonha promover. Também é imperioso fechar os ouvidos e afastarmo-nos, como da peste, do quixotismo incendiário que representariam eleições antecipadas, as quais dariam a Seguro talvez uma maioria tangencial. Ou nem isso. Ou muito menos que isso.

2 comentários:

Floribundus disse...

o olho das autárquicas é cego e denomina-se 'ilhó'.

Anónimo disse...

SEGURO DE MORTE !
Caros Compatriotas,



se porventura e por malapata do destino ou sina vossa e de Portugal, um dia o boy António José SEGURO, caudilho do Partido Socialista por deserção dos principais culpados de terem colocado o país na bancarrota, aparecer num boletim de candidato a PM de Portugal, corram a fazer um seguro de vida e a encomendar um caixão, porque a morte é certa.

Esta nulidade política, além de não saber nada de nada, não sabe fazer contas e, mais que isso, declarou com todas as letras e a petulância de um boçal desmiolado que " não vai reparar o mal que foi feito ao país " , pelo seu predecessor na cátedra xuxalista, o prendiz de feiticeiro das novas fronteiras, filósofo das novas oportunidades, que contraiu dívidas que, por natureza, seriam eternas, mas, afinal, não são e o povo tem que pagar com língua de cão.

Está tudo dito!
O totó SEGURO não passa de um choné que pretende ser o monhé que levará a tugolância ao colapso fatal. O homem é tão imbecil e tão imberbe que só sabe ser eco de ressonância da factulância fecal dos mais disparatados " bitaites " que algum dos seus betinhos mais devotados lhe vão zorrando aos ouvidos.

Com que então o " toUzé " inseguro diz que vai taxar e trair os chulos que criou e a quem encheu os bolsos e o pretérito de milhões de euros que agora fazem falta para a Saúde, a Educação e impedir que a nação morra de fome e não sabe quantos tostões lhe renderá tal " imposto " !

Vindo dos impostores e falsários que arruinaram o país, tal medida sópode ser mais uma imposturice, que é uma burrice de imposto ou o imposto dos burros !
Por favor, portugueses, arrangem bem depressa uma maneira de fazer o tempo voltar para trás e livrem-se de vez do Seguro e de todos os pulhas que militam nos partidos ou deles se aproveitam como fundo de comércio.

Se, por capricho do destino, António José Seguro algum dia jurar servir Portugal, como Pantomineiro Mor da pátria, ponham de atalaia todos os padres e as carpideiras da tugolândia, porque o funeral estará para breve, disso tenho a certeza absoluta.

Só não sei se o ajuste de contas entre os traidores e os cúmplices de tal assassinato não começará logo no cemitério, aproveitando-se a cova para enterrar como cão, e antes que a pestilência alastre tal bomba de napal, quem estiver envolvido em tão hediondo crime de lesa-pátria!

Basta ler as páginas das actas governamentais e o registo das " patranhas imorais " para que Justiça seja feita!

Deus salve Portugal

Luís Macedo Martins Pereira - Luxemburgo, 18 de Setembro de 2012.