SARAMAGO E HAWKING

Saramago foi por aí, capitalizando uma visibilidade mediática com o respectivo retorno possibilitado por todos os pretextos e ressentimentos que a espécie humana engendra no seu direito-deleite à mesquinhez. Hawking está a ir por aí, teologizando a sua matéria de filigrana racional. A ir por onde? Pela fábrica de polémicas artificiais a fim de originar um Big Bang na venda do seu novo livro. Criador do seu próprio sucesso incontestável e meritório, deseja criar um sucesso planetário explosivo com aquele spicy way to sell it well que é meter Deus ao barulho. Estou com o rabino Jonathan Sacks, quando declara no The Times que a ciência trata de explicar e a religião de interpretar e que à Bíblia não interessa como se criou o Universo, pois se a ciência desarticula as coisas para ver como funcionam, a religião junta-as para ver o que significam. Escreve ainda Sacks que se trata de dois trabalhos distintos. Até ocupam diferentes hemisférios do cérebro. O marketing planetário de livros situa-se algures pelo meio de tudo isto.

Comments

floribundus said…
Eça dizia a historiador sobre a descrição dum acontecimento:
«estiveste lá?. viste?»
quanto a estes aldrabões da ciência:
«in oculum descansum est»

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