segunda-feira, julho 01, 2013

GASPAR E A BANCADA DA MAIORIA

Parece-me óbvio que Gaspar não suportou a desfeita da votação favorável da maioria às medidas apresentadas pelo PS e disse: «Para mim, chega!» Fora uma facada à linha duríssima seguida pelo técnico do BCE delegado no Governo Português. Fora um golpe intestino. Até às autárquicas, a cavalgada dos partidos da coligação é pela minimização dos danos eleitorais, a reversão da imagem do Governo. Daí a mudança de registo no sentido da confrontação com os técnicos da Troyka, a recusa de ir mais além na flexibilidade laboral ou no corte de pensões. Resta saber se o terror por uma hecatombe eleitoral resultará em perda de rigor e de capacidade de fazer o que esteja correcto e seja do interesse do País. Em lugar de Gaspar, uma mulher, Maria Luís Albuquerque. Demasiado mulher para se deixar abalar pelas vozes caninas dos socratistas, pelas falácias de ex-ministros socratistas e pela pressão de toda a xuxada ávida de pote.

5 comentários:

Anónimo disse...

Uma pasta difícil e de enorme desgaste político e pessoal. Muito mais num período de resgate financeiro. Vitor Gaspar afrontou muitos interesses instalados, como de resto o teria de fazer face ao monstruoso descontrolo financeiro do Estado. Resgatou a credibilidade internacional das finanças portuguesas. Não teve imprensa e gerou muitas antipatias, mesmo junto dos gurus influenciadores da praça (mesmo os do PSD). Foi especialmente criticado por não acertar nas previsões, ainda que não exista governo europeu, eurostat, ocde, bancos centrais e os auto-designados bruxos da economia que tenham acertado uma vez que fosse. O rigor (mesmo aquele de que não gostamos de ouvir falar) foi o pilar da sua acção ministerial. Não foi nem nunca se afirmou com grande politico mas foi um bom ministro!

Anónimo disse...

Foi um bom ministro. Nesta travessia de Portugal pelo cabo das tormentas mostrou-se corajoso e lúcido. Grande HOMEM.

José Domingos disse...

É um Senhor. Mandou-nos á merda, fartou-se de aturar pindéricos ávidos de poleiro e dinheiro fácil.
As máfias, aregimentadas ao orçamento de estado, tiraram-lhe o tapete e claro a ultima greve geral.
Isto, não é um país, é um armário cheio de esqueletos.
Neste paí, quem governa são as centrais sindicais, os bancos, os escritórios de advogados, o tribunal constitucional, menos quem deve.
Estamos muito perto da Grécia.

Anónimo disse...

Como dizem os "anónimos" precedentes e, com o devido respeito,não haja dúvida que assim é muito fácil ser-se "corajoso": reformados e funcionários públicos pobres corta-se-lhes a pensão e os vencimentos; os privilegiados poupam-se!
"Afrontou muitos interesses instalados"; quais? As câmaras gastam à tripa forra, sem nada que as detenha; o pessoal do Banco de Portugal com regalias obscenas;dizem que recuperou cerca de trezentos milhões de euros com as PPPs, só não dizem que esse acordo tem uma cláusula que obriga o Estado a ficar com o encargo do arranjo e reformas dessas estradas o que no fim de contas em vez de poupar esse dinheiro ainda vai gastar mais;institutos, fundações, observatórios, empresas públicas, etc. etc.passou sempre ao lado do ex-governante. Nota-se ser, de facto, um ministro muito corajoso. Atacou, não há dúvida,os interesses, mas dos pobres, que trabalham noite e dia por uma vida melhor

Anónimo disse...

Sim...você é um cromo! Prepare lá a fatiota e vá a 3 funerais...