BPP E JOÃO RENDEIRO'S BAD SHIT
Para todos os efeitos, enquanto as polícias e o MP actuarem como lhes compete mas Rendeiro continuar solto e intocável; por muito que o caso BPP configure um caso em tudo similar ao do BPN, mas nada acontecer e rapidamente, estaremos perante o efeito síndrome Casa Pia, isto é, escândalo nos jornais e inconsequência nos tribunais. Entretanto, os nomes de José Rendeiro, Paulo (es)Guichard e Salvador Fezas Vital tresandam não apenas para aqueles pobres burlados à porta da sede lisboeta da instituição bancária, mas para o português informado e ainda escandalizável (que não se sabe se ainda existe e se compreende o poder do Voto para limpar a ambiência corrupta na atmosfera político-financeira nacional): «As diligências das autoridades tiveram como alvos a sede da instituição, em Lisboa, e o gabinete de um advogado da sociedade de advocacia PLMJ, de que é sócio o presidente da mesa da assembleia geral do BPP, José Miguel Júdice, também advogado do banco. A acção policial levou ao "arresto preventivo" de contas envolvendo uma quantia de cerca de 12 milhões de euros. Em causa estão suspeitas de práticas de branqueamento de capitais, de fraude fiscal qualificada, de abuso de confiança e de falsificação de contabilidade, por parte de três antigos administradores do BPP: João Rendeiro (fundador e ex-presidente), Paulo Guichard, ex-presidente executivo, e Salvador Fezas Vital, ex-CFO (gestor com o pelouro financeiro). As averiguações estão a cargo da nona secção do DIAP e as diligências de ontem resultaram da cooperação entre os procuradores e peritos da CMVM, que localizaram empresas sediadas em paraísos fiscais.»
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