PATÉTICO VITAL DA CHARLA


Ofensivamente, o piranhesco e farfalhudo Vital urde bocas após bocas esquisitóides contra os seus adversários, num tom e em termos do imediato pós-aprilino revolucionário. É molestando oponentes e mentindo, dentro da mais rasca linguagem política, que desfere as suas provocações. Falar do PSD pelo lado reles de se falar de outro partido. Estigmatizar o PCP com comparações desprezivas. Mas a que propósito?! Que influência teve o PCP nas derrotas económicas e éticas que o PS averbou para o País, envergonhando-o?! Intuitivamente, o eleitorado compreenderá que o que empobrece o País é a lógica corporativista do PS, para o qual as coisas fiam de outra maneira, lembrando os velhos partidos absolutistas de todos os tempos: uma Justiça laxa para os nossos. Uma Justiça hirta para os outros. Cargos, posições, sinecuras, prebendas, benesses, empregos para os nossos. Desemprego, desqualificação moral, desprezo e esmagamento dos outros. Liberdade para os nossos. Perseguição e agressão para os outros. A dinâmica, as cores e o elementos do povo que o PS com muitos euros 'mobiliza' são fáceis de analisar pelas imagens dos resumos de campanha assim como a crispação agressiva e insolente com que o Cabeça e os seus candidatos tratam os jornalistas: o mesmo despeito, o mesmo nojo e falta de à vontade e naturalidade. Na face transpirada de Vital compreendemos que se afadiga por lutar contra a inevitabilidade de uma derrota de que nem a espectaculosidade dos dispendiosos recursos socratinescos o salvará. O eleitorado deseja punir quem degradou económica e moralmente Portugal. O eleitorado nada tem contra os sacos de pancada e papões habituais PCP, BE, sempre à mão de ofensas e insultos de este PS UltraDireita na prática e Esquerda Moderna no discurso. Repare-se na correcção e moderação de Jerónimo, de Ilda, de Nuno Melo, Miguel Portas, mesmo de Rangel. Haverá comparação com o descabelo e a atitude descomposta e cuspilhante de Vital?: «O PS deixou o caso BPN fora dos comícios, mas apertou as críticas contra o PSD, que agora chama de “PCP de direita”, seja a linha oficial de Manuela Ferreira Leite, seja o “lider alternativo” Pedro Passos Coelho. No comício esta noite no Cartaxo, Vital Moreira sublinhou o contraste entre as festas socialistas e o “deserto de ideias e pessoas” do partido rival. “O candidato do PSD começou por andar sozinho e não tece o povo com ele. Foi buscar a líder e continuou sem ter o povo com ele. Hoje foi buscar o líder alternativo e continuou sem ter o povo com ele”, frisou o número um da lista socialista.»

Comments

100anos said…
Essa história de apurar popularidades através do número de apoiantes neste ou naquele comício revela a estupidez quando não a desonestidade de quem assim argumenta, ignorando que as presenças em comícios são quase sempre fruto de um bom trabalho de organização - autocarros para idosos (que são convidados para "um passeio"), como aconteceu com um comício do PS salvo erro em Braga (em que iam matando os velhinhos com as temperaturas tórridas atingidas no local da charla).
Aldra !...

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