MOITA FLORES AFAGA SÓGRATES


Nada de dramático que Moita Flores não vote em MFL. Há muita gente a não votar nela e muito menos em Sócrates passando a votar em quem nunca até agora fora opção. Fugir do Número de Circo de Sócrates ou da Verdade Hemiplégica de MFL é a coisa mais natural do mundo. Para os braços do PCP, do PP, do BE? Mas certamente que sim. Já a ideia repugnante de putativamente Flores votar em Sócrates é um atentado a todos os pergaminhos intelectuais de autor e de polícia curriculado, loquaz, interessante. Votar Sócrates é obrigar os antepassados de Flores a revolver-se na tumba de puro escândalo. Votar em Sócrates é transformar o comentador SICariano Flores, tão Peremptório e Sibila, na especialidade Madeleine McCann, num vulgar pusilânime insciente popularucho que, no que toca a Sócrates, do que gosta é de pancada nas corporações, mas não nas Clientelas, do que gosta é de ver que Sócrates sabe da luva e a faz bem feita, como a vendeira mamalhuda do Bolhão lhe sugeriu ostensiva. Como pode Flores ser capaz do terrorismo irresponsável de um voto ouro-entregue-ao-bandido?! Esse «não sei» tóxico faz-me rever toda a aura de simpatia com que sempre envolvi a figura artística de Flores. Ser passento para com o Ainda-PM caracteriza por demais o votante em face do votado. A não perder a boca com que contempla JPP ao dizer que: «... não faz campanhas que magoam Santarém.» O sentido de humor floresiano foge ao vulgarismo e interpreta provavelmente um sentimento bastante generalista entre as pessoas comuns. E sem necessidade nenhuma. Bastaria que JPP fosse menos olímpico, menos inacessível ao comentário pronto e directo, menos divino, menos sacral enquanto blogger e analista político: «Na entrevista, Moita Flores não exclui até a hipótese de votar em José Sócrates: "Não sei, talvez", responde o autarca de Santarém.»

Comments

atascadotijoao said…
Teria a entrevista sido feita depois de almoço? O tinto do Cartaxo è do Catano !
daniel tecelao said…
Flores homem informado e atento,percebe sem esforço que o bando PPD se está a organizar para voltar a abocanhar o poder para o usar em seu favor e dos amigalhaços.
Percebe tambem que a velha do restelo M.F.Leite e os seus apaniguados,alguns à perna com a justiça,não é solução para o país.
Percebe tambem que o PPD é mais do mesmo,não tem gente capaz nem ideias para modernizar o país,não passa de um estrondoso embuste!!!
Talvez...
Em linguagem de quem ocupa um cargo público, isso quer dizer 50% sim ou 50% não. Perfeito.
Bernardo Maltez said…
Concordo Daniel. Para mim isto neste momento resume-se a voto útil. Eu não vejo ninguém no PSD (ou PPD como o Daniel acertadamente caracterizou) capaz de governar este país nomeadamente MFL e o seu bando de velhotes na casa dos 70 como ela própria. O descontentamento que o PS de Sócrates provocou foi um mal necessário e neste momento acho que é imperativo o PS manter a maioria. Absoluta ou relativa? É essencial a relativa embora a absoluta esteja a ser dizimada por o excelentissimo PR Cavaco Silva. É concerteza o PR que mais leis vetou em todo o seu mandato. E pensar que ainda só vai em 1!! Tenha vergonha sr. Cavaco, as suas ideias primitivas do cavaquismo dos anos 80 já não faziam sentido na altura, quanto mais agora. A juventude revolta-se com a política mas é tão necessária.. Portugal precisa de reformas, Sócrates tratou de algumas. Mas a mais importante é a renovação dos políticos, estes parecem ser os mesmos há anos e não evoluíram. São estes políticos que mantém Portugal na cauda da Europa

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