sexta-feira, julho 31, 2009

SEM PENSAR

«Aos €200, o PS chama-lhe compensação: «O PS vai compensar as famílias com 200 euros por cada bebé que nasça em Portugal.» Desculpem lá, mas como redacção é espantoso. Compensar? Em nome de quem?» Francisco José Viegas, A Origem das Espécies

UMA BLOGCONF LAMBEBOTISTA


«Tenho de reconhecer que este PS e alguns dos seus seguidores continuam a ter o condão de me surpreender, infelizmente, pelas piores razões. É que a transmissão via net não funcionou, e no formato escolhido pelo Primeiro Ministro só puderam estar presentes vinte blogues, com prévia inscrição, o que tornou a BlogConf, em inúmeros momentos, num confrangedor acto de "lambebotismo". E, apesar destes dois "pormaiores", os acólitos do costume conseguiram, sem reservas, saldar a iniciativa como tendo sido um estrondoso sucesso. Salva-se a honestidade intelectual de pessoas como o Eduardo Pitta.» Rodrigo Adão da Fonseca, Jamais

LEIS A MARTELO NO PAÍS DE CAVACO


É impressionante o números de vezes que o Tribunal Constitucional é chamado a fiscalizar as leis emanadas fundamentalmente da Maioria Paquidérmica PS, embora quase todos os demais partidos não estejam isentos do mesmo tipo de incompetência legislativa ou hábito pavloviano de não resistir ao Ímpeto Compressor da tal maioria. A hora, essa é toda de Cavaco Silva, diga-se o que se disser: «O Presidente da República considera “importante que tenha prevalecido o superior interesse nacional” no acórdão do Tribunal Constitucional que declarou inconstitucionais algumas normas do Estatuto Politico-Administrativo dos Açores. “Não considero uma vitória do Presidente da República, mas uma vitória do interesse superior do Estado português”, disse.»

BOSS AC, "ESTOU VIVO"

UM PAÍS COM MENOS PARASITAS-PS

Tanto o tripé ministerial como o seu mentor, Sócrates, fizeram dos factos consumados, com os quais torturaram a realidade e os seus intérpretes docentes, uma regra que trucida a Lei as vezes que for preciso, a frio, sem cuspo, até entrar. Isto poderá desencadear o desmoronamento do edifício precário e totalitarizante subjacente ao chamado novo Estatuto da Carreira Docente. Se o Supremo Demagogo e Manipulador se determinasse com o mesmo ímpeto foleiro a vergastar as parasitagens na Administração Pública, muito lucraria o País, mas não. Pelo contrário. A Parasitagem Política está bem como está. Os professores é que podem ser metidos no colete de forças de uma avaliação com quotas rígidas e critérios de mixórdia e introduzidos ao Torcionário Mundo Desmotivacional de Kafka, assim como os alunos ao Paraíso do Facilitismo. É muito por isto que as Sociopatias Ilegalitárias a que se entregou com furor este XVII Governo Constitucional contra os docentes terão no voto popular uma oportunidade de ouro para serem vingadas e corrigidas, uma vez que se foi longe de mais num inaudito vandalizar dos profissionais do Ensino, tratados como lixo, como lastro, como escória. Não será impunemente que este simpático sociopata ou socioganso se arrogará ter alcançado em quatro anos e meio uma Escola Pública, «com menos professores e melhores resultados». Tudo o que for devidamente torturado apresenta os resultados que o burocrata louco e seus acólitos ensandecidos quiserem: «Estas “discrepâncias” estiveram na base de um pedido de inconstitucionalidade apresentado ao TC por um grupo de deputados de todos os partidos, à excepção do PS, por poder estar em causa uma violação do “princípio da legalidade”, já que uma lei superior (o decreto-lei que aprovou o ECD) foi alterada por outra de natureza inferior (decreto regulamentar).»

ORGASMO A PATRIMÓNIO MUNDIAL


Por ser hoje o Dia Internacional do Orgasmo, o i sugere três restaurantes afrodisíacos, onde se aposta na gastronomia como o melhor dos preliminares, tudo isto a fim de devidamente se comemorar tão bela data. Não está, porém, ao alcance de todos essa Preliminaresca Restauração, como está simplesmente o Sexo. Por isso, aqui sugere-se a fome. A Fome está a chegar sem ser chamada. E nada como a fome que fez todos os filhos que pôde nos anos em que só o sexo a entretinha. Só uma fome intensa e cruel para fazer de este dia todos os dias. De resto, o Orgasmo já deveria ter sido erigido como Património Espiritual da Humanidade uma vez que propriamente património mundial, como as Pirâmides, não faz sentido, ao contrário do que titula esta posta.

A VELHA E GAY SOPA DE PEDRA-PS

Esse velho partido ratazanal, esguio e viscoso, dos mil ardis, das milhares de tretas, em que o Sociopata Simpático Sócrates transformou o PS tem tanto empenho nas causas Gay e Lésbicas como o Zé Zé Caraminha na abstenção sexual. Acontece que o seu estafado oportunismo político e o hábito da manipulação mais deslavada ditam que esta liderança procure agarrar o Mundo Inteiro com as pernas lançando num programa todos os cantos de sereia de Esquerda e de Direita, sopa de pedra da trapaça. Quanto à realidade de um país pré-falido, isso agora não interessa nadaO Partido Socialista mantém a intenção de reconhecer os casamentos homossexuais na próxima legislatura, como consta do programa eleitoral, sublinhando a divisão no seio do Tribunal Constitucional, que deverá rejeitar a oficialização civil de uma relação lésbica.»

UM DEUS PERORANDO PELA BRISA DA TARDE

Como aturar sobre-humanamente uma Missa do Partido Socratesco com a duração de quatro horas, sem aspersão com o hissope, sem cautelas, sem caução, sem precaução, só com comunhão civilizada (e cinzelada a cínico, contida) que uns têm e outros não?! Impossible to tell. As políticas mais selváticas traduzidas numa língua sorridente e simpática, até moderada, tipo tu-cá-tu-lá, nem parecem tão devastadoras, torturantes nem esfomeantes para quem foi devastado, torturado e esfomeado a fim de que, por fim e acima de tudo, esse sorriso resplandecesse forte, decidido, de cara lavada, com obra feita, índices certos e certificados internacionalmente. O divino messias devolvido ao seu Povo, desfilando amaneirado de Alcácer-Quibir. O corpo e a mente habituam-se à polé e ao jugo se o jugo e a polé forem vendidos com derramadas e gradativas doçuras. E esse deus perorando pela brisa da tarde na sua, muito sua e inédita, BlogConf despiu-se da superior indiferença do homem de Estado para se declarar extraordinário, supremo, reformador, patriótico, democrático, homem suficiente para olhar na face uma amostra os agentes da maledicência e do botabaixismo blogosférico. Ai dos que o não amem! Ai dos seus detractores! Esse deus que perora, um democrata!, é implacável! Menos durante a humildade da campanha e antes que obtenha acontecer-lhe ser Poder, naturalmente e de novo, porque é jovem, tem cinquenta e um anos e avôcantigasmente tem a dizer: «No meu tempo, lembro-me bem»... Como aturar sobre-humanamente mais uma Missa do Partido Socratesco?!

quinta-feira, julho 30, 2009

BENTO TWENTE A ZERO

Não bastava o inglório e venenoso empate com o Twente, tinha de ser segregado justamente agora o tal castigo com que o treinador do Sporting fica suspenso por um mês pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na sequência de declarações proferidas na época passada, há mais de oito meses, após o jogo da Taça de Portugal frente ao FC Porto!

CAVACO ENCRAVA OBSTINAÇÃO PS

O modo como o PS se deu a represálias morais sobre / e a confrontações com o PR, a propósito do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, parecia qualquer coisa de definitivo e duradouro nos seus efeitos vexatórios sobre a figura e os poderes do PR, sobretudo quando o Governo-PS tinha ainda aqueles fumos de absolutismo incontestado na mais viscosa obstinação arrogante. Agora é como se os artigos considerados inconstitucionais [quanto à audição dos órgãos de governo regional em caso de dissolução da Assembleia Legislativa Regional e marcação de datas de eleições e referendo regionais; quanto à impossibilidade de a revisão do estatuto ser feita pela Assembleia da República e apenas por proposta do Parlamento Regional] fossem apagados com uma borracha, como se nunca tivessem sido aprovados, como opina o constitucionalista e ex-deputado do PSD Jorge Bacelar Gouveia: «O Tribunal Constitucional deu hoje razão ao Presidente da República, ao considerar inconstitucionais algumas normas do polémico documento que chegou a ser vetado por Cavaco Silva mas que foi novamente aprovado no Parlamento. Os pedidos de fiscalização sucessiva foram feitos pelo PSD e pelo provedor de Justiça.»

SONHO DE UM BUROCRATA LOUCO

«Há qualquer coisa de tremendamente errado quando um primeiro-ministro se orgulha de deixar uma Escola com, citando-o, 'menos professores, mais alunos e maior sucesso'. (Como aqui e aqui.) Só alguém que não pensa nada sobre a Escola e não sabe do que fala pode dizer uma coisa daquelas. Aquela resplandecente trindade nunca pode ser o fito de uma política escolar. Para além de ser apenas um estribilho vazio que nada diz (como Sócrates gosta), é uma pretensa descrição que passa completamente ao largo do que deve ser a Escola. Aquele entusiasmo despropositado do primeiro-ministro corresponde ao sonho de um burocrata louco.[...] A tendência nociva já vem de trás, mas graças a estes quatro anos de governação Sócrates (uma governação que não pensa nem vê), a Escola portuguesa tornou-se inóspita para aqueles que poderiam ser bons alunos. Esta Escola "socrática" não os deixa. Sufoca-os desde os primeiros anos e vai fazendo-os vegetar na mediocridade ao longo do percurso. Todos os sinais são dados para que os rapazes e as raparigas, desde o início, não vejam o esforço como meritório. E não têm outra Escola que os reconheça. Gradualmente, ir-se-ão submetendo à rasoira. No fim, lá estará o "sucesso" "socrático" garantido.» Carlos Botelho, Jamais

MEDIOCRIDADE DA CLASSE POLÍTICA

FESTA, CHAMPANHE E SERPENTINAS


A absolvição, em Portugal, é uma espécie prerrogativa de suserania. Tornou-se num absoluto lugar comum sobretudo para certas personalidades longamente marinadas nos Media, como a simpática Fátima Felgueiras. Já estamos habituados a estas absolvições. O suserano é sempre absolvido. Pode, sim, senhor, haver arguidos, notificados, ir-se a julgamento. Mas tratando-se de suseranos, a absolvição é garantida. Às vezes até se muda a lei à pressa e se cumprem prescrições só para bater certo com a absolvição do suserano. Todos os demais cidadãos são vassalos ou são nada e são obviamente passíveis de condenação se incorrerem em delito. Quanto à suserania e à absorção de Portugal por um Partido com tal perfil suseranesco e vassalizante que coordena todos os subterrâneos da Justiça, sente-me muito isso quando se ouve o Habituem-se António Vitorino a discursar. Ele tem tiques, enfim, de suserano! É um exemplo, tal como Almeida Santos lembra Armand Jean du Plessis, Cardeal de Richelieu, mas do laicismo e da maçonaria com estômago, muito poder e liberalidade para dar cargos, honrarias, prebendas a quem lhe aprouver, comércio de gratidão. Como diria Guterres, «é a vida» portuguesa odorosa a esgoto. Hoje, cocktail, champanhe e serpentinas, com Lopes da Mota e tudo, no sítio do costume: «O Tribunal de Felgueiras absolveu hoje Fátima Felgueiras de todos os crimes de que era acusada no denominado processo do futebol. A autarca estava acusada neste processo de sete crimes de participação económica em negócio e um de abuso de poderes sob a forma continuada. Havia, ainda, outros nove arguidos.»

AUMENTA POBREZA DOS MAIS POBRES

Insisto muito nesta ideia: a riqueza dos mais ricos além de ser um aparente direito deles numa sociedade livre, é na maior parte dos casos uma realidade imoral, escandalosa. Apenas vislumbro em Rui Nabeiro uma orientação ética modelar de um rico na sociedade desigual portuguesa, dado o seu nobre sentido comunitário. António de Sommer Champalimaud está morto e é fácil ter causas nobres e fundações e pensar nos outros depois de morto. Américo Amorim e Belmiro de Azevedo parecem estar nos antípodas dos mecenas ou dos homens com causas cívicas e sociais que se vejam a não ser maximizar os seus lucros e pagar às hordas de milhares de funcionários o mínimo que a lei prevê e se menos previsse menos pagariam. O tão esquecido Cristo insistia que era mais fácil fazer passar uma corda pelo buraquinho de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus. É porque a riqueza acumulada por um clube restrito torna-se num grave problema abrasivo nas relações humanas. Por muito que seja necessária à sociedade, segundo os termos simplistas em que MFL coloca a questão, há um problema profundo social, cósmico, planetário, com os extremamente ricos que instaura um princípio de caos. Dada a sua lógica exclusivista, cada rico consumado implica histórias de muita exploração e muita miséria para milhares de anónimos: escandaliza que o trabalho de um só homem sem vícios, sem extravagâncias, sem gastos loucos, ao longo de 55 anos de vida, numa das empresas milionárias de Portugal, não o tenha enriquecido, não o tenha favorecido no seu bem-estar, mas apenas mantido. Esse homem leal e cumpridor é meu pai. Para haver um corticeiro Américo Amorim é forçoso que haja milhares de portugueses com menos de 270 euros/mês para se manter a si e aos seus, como eu: «A fortuna do empresário Américo Amorim foi a que mais caiu em 2009, ano em que as fortunas dos 25 mais ricos de Portugal caíram, em média, 8,5 por cento, segundo o ranking da revista Exame hoje divulgado.»

IDIOTIA DE FALAR PARA O BONECO

Infinitos factos acumulados numa só Legislatura fizeram da palavra de um líder pequeno e do seu partido privativo uma coisa esgotada em que pura e simplesmente não se crê. Para que continua o PS a falar para o boneco, insistindo em ter ideias?! Dada a rarefacção ou subversão dos valores e da ética observável nestes dirigentes, as suas melhores ideias serão tão admiráveis como o cocó, coisa que é cultural esconder: «"Temos ideias", sublinhou o secretário-geral. " Não precisamos de esconder nem as nossas ideias nem os nossos valores."»

quarta-feira, julho 29, 2009

BIGODE EXPIATÓRIO

Há sempre um bode ou bigode expiatório menor a actuar com todo o voluntarismo pessoal e "independente" no "diálogo" em nome do Partido e a assumir depois, se preciso for, todo o ónus, tal como Pinho e os Cornos. Paulo Campos, secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, admitiu esse mínimo, se bem que manter «contactos pessoais e privados» seja uma impudica e indiscreta alusão a intimidade e a sexo. A linguagem deveria ser outra. Mais bem escolhida. Eis portanto, um partido com válvulas de escape, caso as coisas negociais não corram bem, que ilibam naturalmente as cúpulas crápulas. O Paulo não supôs por um momento que a coisa poderia dar estrilho?! Não, que a mala estava recheada de argumentos insultuosamente sedutores, só recusáveis por uma fêmea 007 recheada de carácter. Cada vez me convenço mais de que Joana Amaral Dias, fora da cúpula política do BE e ex-deputada desde o incidente Soares, era o engodo lançado ao PS, a ratoeira posta ao PS, o chamariz atirado ao PS. E funcionou: «...segundo a "Visão", Paulo Campos terá dito ter “carta-branca” do secretário-geral do PS, José Sócrates, para escolher um nome para o acompanhar nos três primeiros lugares da lista por Coimbra. E foi nesse pressuposto que decidiu, primeiro, sondar a sua amiga, antiga deputada do Bloco de Esquerda.»

HÁ SALDOS NO INFERNO Y REBAJAS

Não digamos mal, apenas por serem ideias programáticas do PS. Eis o "pugrama" do PS. Digamos mal apenas por serem boas de mais para terem sido concretizadas a não ser para com as empresas amiguinhas de este Governo, ao longo da toda uma legislatura que agora finda. Esse chuveiro de boas ideias do PS, todas subscrevíveis e todas certamente impactantes, contrasta com as crateras e as feridas deixadas no espírito dos portugueses. Viu-se o desdém governamentalesco por quem saíu às ruas em protesto. O silêncio. O nulo. Os portugueses foram importunados com mentiras de toda a espécie tal como hoje são aliciados com a Forma e atirados ao Conteúdo Volátil e Esquecível de um Programa, basta recordar o lançamento em grande da Nova Alcântara. Porque isto, com o PS, podemos estar a passar fome, mas os lançamentos e os anúncios são sempre em grande, ainda que pífios. Os portugueses foram molestados por todos os lados. A classe média viu-se emifrada, apertada e enganada. Por isso, e na verdade, todo esse programa-PS de Leite internacionalizador e Mel de Energias Renováveis em Portugal sublinha somente a ideia de que há Saldos no Inferno. Quem quiser que acorra em massa a votar no Espírito de Malfeitoria sobre Fracos, a comprar a uva mijona ao preço da chuva, a deixar-se enganar e trair vez após vez após vez: «Aumentar o peso das energias renováveis, reforçar a competitividade empresarial, sobretudo ao nível das Pequenas e Médias Empresas (PME), incrementar a sua internacionalização e aproximar Portugal do centro europeu através da melhoria das infra-estruturas são as quatro linhas mestras do programa eleitoral do Partido Socialista para a área económica, que está a ser apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.»

COMENTADORES E DESMONTADORES

Gostava muito que o Pitta descesse das Esferas Inefáveis do Socratismo e permitisse os comentários no seu blogue, como ainda acontecia em 2006, quando me iniciei, com prazer e proveito, no Da Literatura. Seria, com toda a certeza, montado um novo fecundo tempo de interacção democrática, como deveria sempre suceder no século XXI das liberdades cívicas e do pleno direito de opinião, mesmo a imbecil, que nunca cansa e até diverte. Estes socialistas lembram a Dona Adosinda das últimas páginas de Os Maias que foi amante do Défice, um belo rapaz empregado do Banco Inglês com quem chegou a raspar para Sintra: «O PS apresenta o seu "programa". Na realidade, não precisava. Temos quatro anos dele para escrutinar a 27 de Setembro. Este é apenas mais do mesmo, com umas nuances ditadas pela época eleitoral. Fundamentalmente o PS pretende continuar a desprezar a classe média. O resto é renda de bilros para distraídos e brinquedos para os rapazes e raparigas. Por falar em rapazes, vê-se mesmo que o Eduardo Pitta não conhece o prof. Carlos Santos que com ele perpetra num blogue de apoio ao dito PS. Chamá-lo à colação para "comentar e desmontar" o que quer que seja equivale a convidar Fátima Campos Ferreira a "comentar e desmontar" estes quatro anos de "socratismo". Ou pedir a um apresentador da Sic-Radical que "comente e desmonte" o último romance de Le Clézio. É, como o Eduardo tanto aprecia dizer, todo um "programa".» João Gonçalves, Jamais

RICARDO SALGADO, BABA MERCENÁRIA

Graças a Deus, nem todos ousam ser tão categóricos como Ricardo Espírito Santo Silva Salgado e o seu BES. Na verdade, o modo como este Banqueiro evidencia uma apetência precipitada por que se avance com os Aeroportos e TGVs, das duas, uma: ou não quer saber, don't give a fuck, don't give a shit, das consequências para o Estado e para o Povo de cujo sangue se nutre o BES e os seus interesses ou então há algo de tenebroso ainda escondido que só esses investimentos e financiamentos massivos poderão disfarçar numa nuvem de olvido. Que é estranho, é. Daí que as palavras de Nuno Amado, CEO do Santander Totta, ressoem ao bálsamo da prudência, que é o mínimo a exigir a esta gente perdida nas esferas das abstracções que são dinheiro. Quanto à construção da "Ibéria", definitivamente, o sr. Ricardo está com ideias inconfessáveis. Só os banqueiros e os seus acólitos podem ganhar "alguma coisa" com a capitulação em toda a linha de Portugal a Espanha. Os Governos do Bloco Central têm trabalhado bem, negociado como fracos com a Europa, aberto de par em par as prateleiras dos supermercados a produtos alimentares espanhóis; maus negociadores nacionais comprados como tordos por pratos de lentilhas para satelitizar e mediocrizar Portugal rapidamente. Vão com esse trabalho bem lançado, com duas décadas de enfraquecimento produtivo geral [um País de Serviços, diz Ricardo, facilitisticamente]. Para descendente de D. Afonso Henriques, parece que a Ricardo rebentou um fusível e agora quer mesmo enterrar rapidamente um equívoco chamado Portugal e assim corrigir o Sonho e Precipitação absolutamente independentistas do antepassado. Basta endividar isto até ao tutano. E já está!: «“Eu não seria assim tão peremptório [como Ricardo Salgado] a dizer que se deve fazer o mais rapidamente possível” os projectos de infra-estruturas”, considera Nuno Amado, para quem “todos os investimentos devem ser objecto, caso a caso, de uma análise rigorosa “para a avaliar o efeito na economia do país e na Balança de Pagamentos [no endividamento externo].»

PING-PONG JUCUNDO

O 31 da Armada, que é um extraordinário blogue de bocas finas, o Corta-Fitas, blogue de boas maneiras e boas famílias, e O Afilhado, um dos blogues mais intelectualmente perturbadores e precoces da bloga nacional, têm passado semanas num ping-pong de remissão recíproca incessante. Eles e os das agremiações centrais, vórtice de ideias e fantasias Jamais/Simplex. Não porque tenham sempre, mas sempre!, coisas suculentas e interessantíssimas a partilhar com os seus leitores ou a aduzir-se mutuamente. Mas apenas porque é Boa Política Blogueana e um exemplo que todos os aspirantes ao estrelato da relevância nestas coisas devem seguir. Basicamente, a coisa funciona assim: eu dou-te relevo a ti e tu dás-me relevo a mim. Sempre amigos ou fingidos polemistas em fingida dissensão. Enfim, velha preghiera de religioso velho. Depois, segundo a lei de audiências, partilhamos o share e suas vantagens no acesso às BlogConfs do futuro e a vida segue ou sangra adiante. Que posso mais dizer ao meu amigo blogger Daniel que olha cismabundo, como eu, tal coisa jucunda rolando como se tivesse rolamentos?!

ESTABILIDADE, PALAVRA MALDITA

Governar para os indicadores dá em desastre e este XVII Governo Constitucional superou todos os limites para adequar à Casaca Apertada que lhe impõem outros um povo cada vez mais carente de tudo. Computadores sem pão! Ciência sem sabedoria ou simples bom senso! Quem for reler Os Maias perceberá que está ainda viva e governa essa mesma geração de medíocres submissos à carapaça da Civilização, mas não às suas aquisições indeléveis, sobretudo sociais. E está flagrantemente ainda viva e governa essa mesma geração de medíocres frementes pelos deslumbramentos de uma Europa parisiense e londrina, dos indicadores bem passíveis de forja ou inflaccionamento para inglês ver. Geração ainda mais parola e tacanha que a do último quartel do século XIX a que se reporta aquele fabuloso romance. Geração viva para o supérfluo. Morta para o social e para a fome e sede de justiça em todos os planos que por cá muito rareia. Os ditames do dinheiro internacional e dos fortes interesses estabelecidos no País porventura a isso obrigam e os cidadãos votam sem real discernimento no PSD ou, muito pior ainda, no PS. Enfim, governa-se para os indicadores, mas era urgente que se governasse corajosamente em Portugal para as pessoas. Finalmente para as pessoas. Isso, sim, seria inovador, desde o vinte e cinco de Abril de 1974. Entretanto, fala-se em estabilidade para significar o sistema velho que perdura em trinta e cinco anos como se a aposta estável em ciência dependesse da manutenção de um sistema partidocrático obsolescente, completamente incapaz de se refrescar, como se dependesse da manutenção em funções governativas um Governo-PS completamente insensível, cego e incapaz de servir todos os portugueses, mas só alguns. Só os seus apaniguados, avençados e apoiantes declarados com provas dadas ao grande Polvo dos Favores: «José Sócrates falava na abertura do "III Encontro Ciência 2009", que termina quinta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, num discurso em que advogou que a ciência constituiu uma das principais apostas do seu Governo ao longo da legislatura e, por outro lado, que Portugal progrediu em todos os indicadores internacionais nesta área de actividade. [...] "É preciso paciência para obter resultados. Por isso, a área de actividade científica tem de estar protegida das turbulências económicas e financeiras e até das turbulências políticas. A estabilidade no investimento e a persistência na aposta são factores absolutamente decisivos para que os resultados apareçam na ciência", frisou o primeiro-ministro, num recado político em relação às opções em jogo na próxima legislatura.»

DAR-SE O MARTIM AO TRABALHO

Martim Avillez Figueiredo, neste editorial, parece esquecer a enorme avidez que alimenta as hostes socialistas, pela voz de Teixeira dos Santos, em passar uma mensagem que agrade à esquerda "fiscocoerciva" que lhe devora presentemente o eleitorado. Vale qualquer coisa que sugira ir tirar aos mais ricos para redistribuir pelos mais pobres, ainda que pouco fundamentado e ulteriormente tal enormidade vaga se deixe cair ou rasgue, como de facto se deixa cair e rasga todos os dias porque para além da questão fiscal de cuja "justiça" ou "redistribuição" não resulta um País menos assimétrico na riqueza e no bem-estar, o Estado é profundamente discricionário nos prémios que paga, nos milhões que larga. Em suma, quer o anúncio pomposo de Teixeira dos Santos quer o fardo de ter o Martim de escrever sobre esta matéria ressuma a cínico e dá pena que no fundo da consciência de esta gentita menor político-pensante ou jornalístico-escrevente não ressoe a voz de milhões de portugueses que grita: «Temos passado fome. Temos passado fome. Temos passado fome. Temos passado fome. Temos passado fome. Temos passado fome. Temos passado fome. Temos passado fome.» PS e Sócrates nunca mais, Martim! O resto é mera aritmética e falta de vontade política que só se corrigirá arredando o Bloco Central de todas as hipóteses de Poder para ensaiar completamente outra coisa, antes que uma Revolução Sangrenta estale. [Declaração de interesses: Defendo uma Monarquia Constitucional por plebiscito universal a todos os portugueses residentes no Território e na Diáspora; defendo o reforço parlamentar imediato do CDS-PP, do Bloco de Esquerda e do PCP]: «Teixeira dos Santos deseja cobrar mais impostos aos que apelida de ricos - aqueles que ganham acima de 5000 euros/ mês. Três mil euros líquidos/agregado familiar. Recorrendo às divisões fiscais, existem 180 mil famílias portuguesas com estes rendimentos. Multiplicado por três pessoas/agregado, dá meio milhão de portugueses. Ricos? Bom, o IRS diz que sim. E por isso são estes quem financia 56,6% da receita fiscal nacional (dados de 2005). É justo?»

VESTIDOS PARA INSULTAR

Um debate tenso, aflitivo, sorna nas bocas enervantes de Costa. Insulto potencial entre ambos por explodir a cada frase. Desdém recíproco velado. Coisa agreste a que se boceja e de repente deixa de ouvir. Debate flop. Para esquecer. Propostas sem carisma e autoridade, numa cidade-estado como Lisboa, é melhor esquecer. Vantagem de Santana, quanto mais não fosse pela paixão combativa de um homem que os Media lisboetas ao serviço do Partido Sôfrego forcejaram por destruir e teima em ressuscitar. Um carácter absolutamente raro, portanto. A esta luz dá-me nojo o papel a que Cavaco se prestou fragilizando-o com a conversa da boa moeda que expulsa a má moeda. Sócrates, com quem esta Presidência contemporizou até ser calcada e cuspida com o insolência do Estuto Político-Administrativo do Açores, levou bem longe o conceito de má moeda, no entanto sempre em pé, intocada, apesar do esgar de escândalo que o cidadão comum esboça ao articular dquele nome: «Vestidos de forma muito semelhante, blazer azul-escuro e camisa clara, com gravata também em tom azulado, os candidatos à Câmara de Lisboa Santana Lopes e António Costa protagonizaram ontem o primeiro debate televisivo da campanha eleitoral autárquica. Foi na SIC, e quem queria ficar a conhecer as propostas dos socialistas e dos sociais-democratas para melhorar a vida na cidade ficou mais ou menos na mesma.»

REBUÇADOS, DROPS E BOMBONS


A imbecilidade tem destas coisas: alicia, promete, inventa. As idiotias que jorram da pena de alto quadro remunerado da GALP, de momento empenhado redactor do programa eleitoral do PS, António Vitorino, não contemplam com a mais pequena ideia a realidade vivida pelos que mais sofrem e mais penalizados são na insultuosamente assimétrica sociedade portuguesa. Nós, os jovens pais, vemo-nos e desejamo-nos para matar a fome e ter para o básico. É também graças ao parco abono de família, o dinheirito que cai na conta por causa do nascimento das bebés e cujo escalão parece tão arbitrário, que se mete gasolina, se compra leite em pó e se mata um pouco a fome em casa. Esses duzentos euros seriam preciosos, infelizmente, para outras finalidades imediatas, o Redactor Iluminado e Assediante Vitorino devia sabê-lo, se não vivesse na estratosfera. Quando o Estado dá ou se propõe dar, mas pensa o nosso dinheiro, além de despejar rebuçados, drops e bombons ao eleitorado, percebemos como para os seus actores políticos há por aqui um povo na menor idade. E o inexcedível pessoal político do PS pensa assediar, leiloar e arrematar esse eleitorado tresmalhado do voto certo nesse partido ao melhor lance. Não há vergonha! Nem sequer respeitam a nossa extensa e gravíssima fome gerada e não criada por políticas estultas, ciclópicas apenas para a nata do empresariado e uma caterva de banqueiros a pedir prisão, dos megarreformados do regime, de esse pessoalzinho menor avençado, hermafródita, digladiando-se em blogues coxos e manetas separados à nascença: «O programa eleitorial que hoje o Partido Socialista apresenta propõe a criação de um subsídio de 200 euros para cada criança nascida em Portugal, que seriam depositados numa conta a prazo e que só poderiam ser mexidos quando a criança completasse os 18 anos.»

terça-feira, julho 28, 2009

BLOGCONF DE AMOR E MEL

Melífluo, apaziguador, a sedução em pessoa no tom cordato e aveludado em que anda useiro e vezeiro, por ser campanha. Houve convites e inscrição livre simultaneamente, por ser campanha. Lindo! É o efeito campanha. Todos são moscas quando o melaço é melaço. Ninguém supera o Governo e o seu extenso e luís-catorzeano staff quanto à leitura dos Blogues, mas ele diz que os não lê. O sorriso. O Riso. A transbordante simpatia a tentar fazer esquecer jornalistas processados, ou marcas indeléveis odiosas de governação: «com a sua indisponibilidade para separar o Estado dos negócios, manteve a promiscuidade entre agentes políticos e agentes económicos (...) este Governo nunca se inibiu de fazer represálias ou utilizar a chantagem para tentar calar posições críticas ou travar acções privadas que são legitimas mas que contrariam a sua vontade (...) Parece cada vez mais generalizada a indignação e o mal-estar provocado pela fraca prática democrática demonstrada por este Governo». E segue meigo. Manso. Cordato. Cof... Cof... Puf! Se ao menos fosse nesse tom humanizado, e não histérico, que o Ainda-PM tivesse terçado argumentos com os deputados, na Assembleia da Republica, onde a sua ferocidade vã e as histórias da carochinha de aparentar, parecer e simular imperavam; ou assim tivesse encarado as multidões esbulhadas, por causa de políticas suas, em protesto nas ruas, ou assim escutasse as razões de queixa dos cidadãos, adressando directa e diligentemente os pescadores na respectiva miséria induzida, as centenas de desempregados excluídos dos apoios sociais, os professores empalados em burocracia e em irrelevância no Sistema, as gentes afinal calcadas, exploradas e esquecidas por um Governo Cínico, Hipócrita e Falso! Agora é tarde e tudo é campanha. Ontem Teixeira dos Santos ao falar de Fisco na cara de José Gomes Ferreira, na SIC-N, fazia campanha e Francisco Van Zeller veio dizer hoje que o Ministro mentia dentro da lógica da campanha. Pois mentia! Que há de novo, Francisco?! Desastre gestionário. Que farei e que faremos com as supostas qualidades privadas, íntimas, de um mau servidor público camaleónico e amigo de trafulhar?!: «E fico com muito boa ideia da blogosfera [...] Poupo-me a ler-vos. Ainda não cheguei a isso.» Pois devia ler-nos ou admitir que nos lê e chegar dignamente a isso. Talvez finalmente se envergonhasse das várias máscaras que ostenta e troca e do seu camaleonismo político em mau.

LIEDSON NA SELECÇÃO? INTEIRAMENTE A FAVOR


Muitos portugueses, jogadores ou não, seriam reprovados no âmbito dos seus deveres de cidadania se devidamente escrutinados. Pelo que não é a cultura de origem nem o local de nascimento fora de Portugal que determinam seja o que for. Nunca o deveríamos esquecer desde o tempo em que se nascia Português em Timor, em Macau, em Moçambique, em Angola, no Brasil, na Guiné, em Cabo Verde, em São Tomé e Príncipe, ainda hoje nos países ricos na Diáspora e Imigração Portuguesas. Liedson é um excelente avançado a quem acontece também desejar Portugal e poder obter a respectiva cidadania. Tem, portanto, toda a legitimidade de ser mais um jogador de Selecção. Para quem a isto torce o nariz, e não faltam muitos por aí, é bom que se lembrem que a partir do momento em que se obtém a nacionalidade portuguesa passa-se a dispor dos mesmo direitos de qualquer outro cidadão português. E dos deveres também. A parte dos deveres anda muitas vezes pela lama em Portugal, enfraquecendo organicamente um País na sua coesão e na sua força. Como? Não votando, por exemplo. Não pagando os impostos devidos. Sonegando aos empregados uma retribuição justa, segundo critérios de bem-estar e harmonia na sociedade. Banqueiros ladrões; Políticos criminosamente desonestos; Empresários incapazes de imitar a obra social de Rui Nabeiro; Gente que explora e não vê no outro um Próximo carente; Elites Decadenes hábeis sugadoras do Estado e insensíveis aos socialmente mais frágeis: são todos estes elencados menos Portugueses? Não. Talvez devessem ser, dada a esterilidade social e a insensibilidade humana que demonstram. Portanto, absolutamente nada a dizer de quem nos deseje a cidadania, de quem dela se orgulhe e nos faça orgulhar, como tenho a certeza o fará Liedson. Na Selecção Nacional de Futebol: «"Todos os jogadores que tenham naturalidade [nacionalidade] portuguesa podem ser convocados pelo seleccionador. O jogador manifestou esse desejo muito forte (...) e se ele tiver garantidas todas as condições para poder jogar por portugal, concerteza será bem vindo", disse.»

PINHO TEM SÓCRATES BY THE BALLS

Esse grande espertalhaço da lata malfeitora e trapaceirista, Sócrates, o grande vilipendiado e satirizado da bloga por todas as boas razões que Paulo Querido*, dadas as suas opções e gratidões, nunca vislumbrará, deve ter feito um enorme inimigo a partir do ex-ministro Pinho, embora só mais tarde tal se venha a revelar em todo o seu esplendor. Aquele homem com perfil de japonês e cara de menino da primária com bibe deve saber mais que o que pode contar. Em certo sentido, deve trazer o Ainda-PM by it's small and pinky balls. Primeiramente, é necessário, a bem de Portugal, que a Queda de Sócrates se concretize. Que o indivíduo enfrente a Justiça do Voto e a chamada Justiça Justiciária e Mediática, crivando bem crivado um passado cheio de grossas derivas irregulares e um presente governativo que não parece diferir em nada daquelas sombras passadas, indiciadoras de um carácter deformado e deformador da realidade. Recorde-se o estado de guerra fria intestina ao País, a crispação estéril gerada entre os portugueses, o empobrecimento deliberado da Classe Média que a sua governação representou e não são coisas a que se possa sorrir. Pinho e Sócrates não estão de bem. Cem empresários a elogiar Pinho é desagravo não extensivo a um Governo, que é péssimo. Na verdade, o respaldo absoluto que esta gente se prometeu, Pinho, demais membros do Governo e Sócrates, todos de pedra e cal, apesar de tantos deslizes, um respaldo no matter what, foi afinal grosseiramente violentado por Sócrates. Sob cerco da Oposição e da Sociedade, por um gesto corneante que não rasura um homem nem as suas noites sem dormir, Sócrates cedeu ao formalismo e deixou cair um ministro que se sentia seguro como todos os outros, apesar de falhas de substância que há muito justificariam demissão. Pinho nunca lhe perdoará a fraqueza e a deslealdade socratinescas, quando mais precisava de protecção e condescendência. É uma questão de tempo até pelo menos o eleitorado fazer evacuar um gigantesco equívoco chamado Sócrates: «Virgílio Vasconcelos, administrador da Bi-Silque, líder na produção de quadros interactivos, considerou que Manuel Pinho "teve um bom trabalho enquanto ministro" e "foi um indivíduo incansável que se sacrificou profundamente pelas tecnologias ligadas à energia".»
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* Paulo Querido ainda não interiorizou a verdadeira diferença, na bloga, entre lixo e objectividade jornalística: na bloga só há lugar a liberdade editorial absoluta e a qualidade é um factor flutuante, mais jornalístico ou mais literário Depois, uma certa bloga com agenda, institucional, com direito à frisa na BlogConf serve e é servida pelo Poder que está ou pode estar (PS/PSD). Paulo Querido serve o Poder que está, nem que seja por não o molestar de maior. Outros, como eu e milhares, batem-se por uma Democracia Participada Civicamente, pelo Pluralismo Parlamentar, pelo fim das maiorias absolutas demagógicas e mentirosas, maiorias bem longe dos desígnios de promoção das pessoas, investindo muito mais no reforço dos Fortes, do seu Poder, dos valores do Lucro e do Dinheiro sem qualquer bondade e fecundidade sociais; são pela estabilidade governativa assente na tensão e na negociação apertadas e permanentes, pela transparência absoluta da Administração Pública, pelo fim de todas as nomeações de confiança política; são pelo bom exemplo e pela boa governança do Estado. Sócrates, o seu PS, e mesmo o velho PSD das décadas anteriores, estão nos antípodas disto. Se Paulo Querido ainda se entusiasma por um exercício do Poder trauliteiro, bafiento, desonesto, salazarento, corporizado em Sócrates, há que lamentá-lo profundamente. Não temos culpa, mas a verdade é que esse lixo Portugal dispensa-o bem.

segunda-feira, julho 27, 2009

BLOGCONF DE UM PROMITENTE INVETERADO

Promitente inveterado, refinada vítima e tagarela consumado. Cada vez gosto mais do Público e quero ser sempre criança: «Vocês são todos pessoas adultas para acreditarem em tudo o que vem no Público.» Um artefacto vagamente chamado BlogConf, afinal blindado ao contraditório, normalizado pelo trabalho de sapa do Paulo Darling, com algumas bocas de impacto levemente cómico-jocoso pré-fabricadas para o Ainda-PM lançadas ao Público e à simplificação do que seja dizer mal dele na bloga. Completa macaqueação promocional. Quer ser reeleito a todo o transe e nem se lembra que nos empobreceu sem dó nem piedade. Essa pseudo BlogConf devia ter sido a doer, com abandono da sala pelos minoritários em protesto pelo fortíssimo condicionamento e pela enorme oportunidade de tagarelização do sr. Promitente Inveterado.

CÓMICO ENGROSSAR DA CAUSA GAY

O que não se faz e como se hesita nesta vida pela causa e coisa gay!

ESTATUTO DESCARRILA DOCÊNCIA

A intransigência e a clivagem entre o ME e os Professores foi tão absurda, tão insana que só um recomeço de rostos e de propósitos satisfará o desígnio de paz e coesão na Escola Pública Portuguesa. A Maioria Absoluta de um PS impante e desproporcional foi o álibi para impor factos consumados, como o novo ECD e assim usurpar, num ritmo alucinante, à negociação leal o que à negociação leal competiria. A expectativa era que a Sociedade Portuguesa tivesse adorado o lado Bruto do Governo sobre os docentes, amarrando-os de imposições e burocracia papeliana lesa-pedagógica, e o premiasse por isso, renovando a sua Maioria Absoluta. Fareja-se por aí que assim não será. Bem pelo contrário. Em nome da democracia e do bom senso, do desprendimento dos cargos públicos por todos os respectivos titulares transitórios, é possível agora, votando!, dever cívico!, derrotar inequivocamente esta forma grunha de exercer política e assim dar amplo desemprego a um tripé ministerial desastrado, incapaz, violentador, em serviço, deve-se recordar!, do seu mentor, aliás, agora mesmo entretido no País da Fantasia. Onde? Numa célebre Blogconf, precisamente aqui: «"Para nós foi uma não revisão do Estatuto [da Carreira Docente], em que nada daquilo que pretendíamos foi acatado pelo Ministério da Educação, tudo nos foi imposto. Não houve da parte do Ministério da Educação qualquer aproximação às nossas propostas", criticou a dirigente sindical Anabela Sotaia, em declarações aos jornalistas, no final da reunião com a tutela.»

CARLOS GUERRA SUPERSTAR

Carlos Guerra esteve há poucas semanas no epicentro de um grande espectáculo de profunda dissonância e aldrabice entre Jaime Silva e Sócrates no Parlamento. Foi caricato assistir às declarações aos jornalistas, no Parlamento, de Jaime Silva, que afirmava que ainda iria naquela tarde ouvir Carlos Guerra, gestor do PRODER [Programa de Desenvolvimento Rural], e que em função disso tomaria uma decisão, e precisamente ao mesmo tempo o primeiro-ministro, José Sócrates, a comunicar aos deputados que Carlos Guerra falara já com o ministro da Agricultura «na semana passada imediatamente a seguir ao momento em que fora ouvido pela Polícia Judiciária». Muito teatral e pior ensaiado. Enfim, Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza, é mais um personagem secundário arguido no âmbito do caso Freeport. Agora que tal protagonista mediático reaparece referenciado pelos Media como tendo estado no TCIC, certamente numa vaga Acção de Formação, percebe-se bem que o embaraçoso caso da Sexy Joana Amaral Dias, indiferente a uma suculenta honraria-PS, é matéria que rapidamente cairá no olvido não fosse isto Portugal e todas as disposições preventivas terem sido dispostas. Nunca se viu uma tal convulsão coscuvilheira a abater-se sobre um País entorpecido. Logo a um Domingo: «Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) constituído arguido no caso Freeport, esteve hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), Lisboa, para diligências no âmbito da investigação, disse fonte ligada ao processo.»

UMA BLOGCONF MANHOSA E RESTRITA

Para quem não sabe, ocorre hoje a partir das 17:30h, na LX FACTORY, a tal BlogConf manhosa e restrita, com o secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates. Este famoso publicitário e também Primeiro-Ministro estará uma vez mais ao centro como uma espécie Michael Jackson Póstumo. O que não se faz ao serviço de mais um passe propagandesco inovador! Será moderada por Paulo Querido, com transmissão em directo via Sapo. Está limitada a vinte bloggers de supostas tendências políticas variadas e treze suplentes, números que se lamentam por tão escassos e tão escol que ninguém plebiscita. Largas centenas de bloggers participariam e bom grado nessa Promoção-Pepsi se para tal lhes fosse dada a singela possibilidade. Uma panela, portanto, com controlo de qualidade. Enfim, dentro de tal universo restrito e perfeitamente aleatório, destaquem-se os eternos "inscritos" nestas Corridas no Hipódromo Tomás Vasques, Carlos Leone, Carlos Santos, João Gonçalves, João Jesus Caetano, José Reis Santos, Luís Novaes Tito e Tiago Moreira Ramalho. Nada mais que os Pesos Pluma da bloga.

CONFERÊNCIA DE ALGUNS BLOGGERS

Uns "organizam". Outros choram. E outros aplaudem. Eu é que não me iludo: «Dado o apertado calendário, com fim-de-semana pelo meio e com limitada divulgação (presume-se), é legítimo concluir que isto não passa de uma pseudo conferência de bloggers para alimentar a estratégia eleitoral do PS. Note-se que nada há contra um grupo de bloggers fazer a sua conferência e que até a definam como uma «conferência de bloggers». Agora pretender que é uma iniciativa aberta aos bloggers, onde até há uma página de inscrições não passa, nestas circunstâncias, de hipocrisia.» Fliscorno

EXTINGUIR O PS MAFIOSO

«Há uma diferença fundamental entre o PS e o PSD nestes assuntos: O PSD sempre que se vê envolvido em casos de polícia, não se arma em vítima por inteiro e não faz de conta que é tudo uma cabala e uma urdidura para decapitar a direcção do partido e os seus notáveis. O PS faz sempre, sempre esta rábula. E quando a não faz de modo explícito, conta com os seus peões de brega para lhe resolverem os problemas como foi o caso do fax de Macau que envolvida Mário S. e Almeida S. e nunca foram investigados criminalmente por isso, uma vez que "não se recolheram indícios suficientes. Na Casa Pia, e é por isso que cito sempre este caso que é exemplar do que funciona mal na democracia portuguesa e tem o PS como epicentro. Repito: o PS devia extinguir-se como partido com estes dirigentes. Tal como aconteceu com o PSI italiano. A mafia, os métodos, os meios, até os personagens têm o mesmo recorte.» Caixa de Comentários, Blasfémias

domingo, julho 26, 2009

COMPRAR HOMENS COM HONRARIAS E CARGOS

Há muito socialista cego e humilde, que mal sabe escrever português nas caixas de comentários de esses blogues que batem no PS-Que-Merece-Apanhar (onde não incluo homens probos e inteligentes como Henrique Neto ou António José Seguro), por cuja cabeça pura nem passa a sordidez do partido-clube da sua paixão fatal, acrítica, crédula. Soubessem eles que o seu PS de cegueiras não passa de um rodízio de interesses, onde o poder é olhado como Suma Moeda, o favor como Suprema Filosofia, o Tráfico de Influências como absoluta ideologia a marcar esse Partido Sôfrego e seria o desatino completo para tais indefectíveis. Esteve bem no innuendo que lança sobre o sistema subterrâneo de tal Partido esse grande juvenil da bloga e das fracturas de direita(?), Tiago Moreira Ramalho, ainda para mais sobre uma figura "simpaticamente" sinistra de il Padrino socialista por excelência, sempre aos beijos e aos abraços com o Ainda-PM: «Uma jornalista perguntou a Almeida Santos, Presidente do Partido Socialista, se este considerava que Palma Inácio havia sido suficientemente reconhecido pelo país e pelo próprio Partido Socialista. Almeida Santos respondeu de forma algo perturbadora: «O Partido Socialista esteve sempre disponível para o compensar e o recompensar da forma que ele quisesse. Nunca quis nada. Ele no fundo foi vítima da sua própria modéstia. Nunca quis nada: nenhuma honraria, nenhum cargo, nenhuma nomeação». Temos aqui um perfeito exemplo disto que aqui escrevi e da necessidade de se mudar a lógica da utilização do Estado para «recompensar» pessoas. Já agora, e sobre este assunto, recomendo o que escreve a Helena Matos.» Tiago Moreira Ramalho, Jamais

LISTA/HISTÓRICO DO MAU E DO PÉSSIMO

«... já afirmei por mais que uma vez ter sido entusiasta do choque fiscal, o que motivou ter recusado o meu voto ao PSD em 2005, a realidade é esta: 150 mil empregos, licenciatura, casinhas da Guarda, Cova da Beira, Freeport , relatórios "tipo OCDE", painéis solares que são meras bombas de calor. Não se trata de Esquerda vs Direita, José Sócrates de facto não serve, é mesmo bastante mau, quando for afastado do poder, agora ou mais tarde, será atirado para o esquecimento pelos seus correligionários. Mas dou-lhe razão num ponto, as alternativas não são lá grande coisa, Portugal vive um dos seu piores momento quanto a políticos, todos eles, e até existem alternativas no interior dos partidos.» António de Almeida, Direito de Opinião

ESSA FARSA DE DESMENTIR

«Joana Amaral Dias, militante do BE, apoiou Mário Soares nas eleições presidenciais de 2006, por motivos que a própria explicou na ocasião. Sempre disse que se manteria no seu quadrante partidário. Cumpriu. Como toda a esquerda falhou nas presidenciais ninguém deste quadrante a pode censurar por não ter conseguido impedir a vitória de Cavaco Silva.Três anos depois foi afastada da direcção do BE com argumentos que não convenceram ninguém. Reagiu ao acto mas não se afastou. Agora alguém no PS pensou ter chegado a hora de lhe dar a escolher entre manter-se no BE sem cargos ou entrar nas listas de deputados por aquele partido, como independente, em lugar francamente elegível. Declinou. Visto assim ninguém fica mal na fotografia. Para quê então ataques e desmentidos por parte daqueles que se não deram conta de estarem perante uma rara e forte personalidade política?» E a palavra de Medeiros Ferreira, no Blogue Bicho Carpinteiro, não serve de nada, esclarecendo todo o contexto em que os convites foram feitos? Atente-se bem no que escreve Medeiros Ferreira, pois Joana Amaral Dias, por sinal, escreve e milita nesse mesmo blogue: «O líder do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã afirmou hoje que os "diversos" desmentidos do PS ao eventual convite dos socialistas à militante bloquista para integrar as listas às legislativas são "esclarecedores e iluminadores" sobre o assunto. "Hoje com o desmentido do primeiro-ministro e de Vieira da Silva [ministro do Trabalho] vamos já no quarto desmentido", afirmou o coordenador bloquista.»

SPE SALVI, O SOFRIMENTO

«36. Tal como o agir, também o sofrimento faz parte da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por outro, do volume de culpa que se acumulou ao longo da história e, mesmo actualmente, cresce de modo irreprimível. Certamente é preciso fazer tudo o possível para diminuir o sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes; amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Todos estes são deveres tanto da justiça como da caridade, que se inserem nas exigências fundamentais da existência cristã e de cada vida verdadeiramente humana. Na luta contra a dor física conseguiu-se realizar grandes progressos; mas o sofrimento dos inocentes e inclusive os sofrimentos psíquicos aumentaram durante os últimos decénios. Devemos – é verdade – fazer tudo por superar o sofrimento, mas eliminá-lo completamente do mundo não entra nas nossas possibilidades, simplesmente porque não podemos desfazer-nos da nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, da culpa que – como constatámos – é fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia fazer: só um Deus que pessoalmente entra na história fazendo-Se homem e sofre nela. Nós sabemos que este Deus existe e que por isso este poder que «tira os pecados do mundo» (Jo 1,29) está presente no mundo. Com a fé na existência deste poder, surgiu na história a esperança da cura do mundo. Mas, trata-se precisamente de esperança, e não ainda de cumprimento; esperança que nos dá a coragem de nos colocarmos da parte do bem, inclusive onde a realidade parece sem esperança, cientes de que, olhando o desenrolar da história tal como nos aparece exteriormente, o poder da culpa vai continuar uma presença terrível ainda no futuro.» SPE SALVI, Benedictus XVI

E DESMENTE ESPALHAFATOSAMENTE

Todos os desmentidos são patéticos. Mais patéticos serão se se tornarem frequentes, banais. Para aliciar, seduzir e assediar a sexy JAD para outras campanhas como um Troféu de Caça, a lembrar o 'roubo' falhado pelo FCPorto de um jogador apalavrado ao Benfica, dois ou três telefonemas bastariam com a vantagem de não implicar ter de ver o produto. Por isso, dizer Sócrates que já não vê Joana Amaral Dias há três anos é algum argumento com pés e cabeça?! Este PS subvertido porque socratinizado já não tem capital de fiabilidade e isso é péssimo para a nossa frágil 'democracia'. Houve um tempo em que atribuíamos um módico de verosimilhança aos enunciados de um qualquer membro de este Partido Sôfrego. Hoje, graças ao desastre messiânico grisalho e armaninesco de Sócrates, não lhe atribuimos nenhuma e até menos que nenhuma. Que pode ter o homem praticado para uma tal inaudita deflacção da sua palavra (de honra?) que nem advérbio salvador nenhum lhe mitiga o soar a falso, nem o espalhafatoso "categoricamente"?!: «"Aliás, já não vejo a Joana Amaral Dias há pelo menos três anos", acrescentou o primeiro-ministro. "O que lamento é que um líder político utilize uma falsidade para atacar outro, ainda por cima, insinuando que andamos a traficar influências", criticou. "Utilizar mentiras e usar inverdades para atacar um líder político é uma coisa que não se deve fazer", concluiu.»

ASSIMÉTRICA FACE DE VIEIRA DA SILVA


É triste ver Vieira da Silva, porventura um dos poucos, senão o único, PS "humanizado", mas humanizado por inerência das funções desempenhas, vir atravessar-se na barreira de fogo de todas as Oposições contra José Sócrates o qual, negando ter assediado ou aliciado Joana Amaral Dias com um suculento e irresistível tacho automático num putativo Governo PS futuro, já não goza do menor resquício do benefício da dúvida. Apanhado a mentir tantas vezes, recentemente na mistela PT/Media Capital e no Relatório pseudo-OCDE e em tantas e tantas matérias, como quer que acreditemos em si apenas porque que nega o aliciamento?! Triste e trágico, no meio de tudo isto, é vir um homem como Vieira da Silva dar a assimétrica face por Sócrates, uma vez que muitos desempregados, não todos!, vêem nele uma espécie de patrão simbólico, algo de benévolo e "firme", garante de uns trocos que matam a fome a muitos e às suas famílias pelo menos durante o curto período de quinze dias. Ora, Vieira da Silva, símbolo de tal socorro a milhares de desempregados, deveria saber mais que vir em socorro dos Monopolistas da Mentira. Por muito que lho pedissem, deveria dizer não. Meteram-se nelas, agora façam o favor de se desenrascar. Até porque ao atravessar-se assim faz perigar a confiança de centenas de milhar de desempregados na escassa migalha a que têm direito: «O ministro do Trabalho acusou hoje, no Algarve, o líder do Bloco de Esquerda (BE) de estar a "mentir grosseiramente" sobre o alegado convite a Joana Amaral Dias para integrar as listas do PS nas próximas eleições legislativas.»

SEXY JOANA AMARAL DIAS ASSEDIADA


Ela, a deputada sexy, com o seu estilo contundente e imparável; ela, sempre a abrir a ferida da desonestidade do Partido governamentaleiro e a meter os dedos nela onde quer que seja chamada a falar; ela, ligeiramente petulante, jactante e altiva, mas certeira na crítica a uma gente governamentalesca que pouco mais fez ao longo de estes quatro anos e meio que ir gerindo os seus próprios interesses, os do partido e dos grupos a que estão ligados, ignorando de um modo crasso o Povo, as Pessoas; ela foi a derradeira assediada-aliciada politicamente por onde esse mesmo negacionista PS procurou abrir brechas no outro Partido que o emagrecerá e o engolirá, não tarda. Não é preciso ser-se profeta para perceber que o PS de Ultra-Direita Socratinesco será engolido pelo partido da Esquerda de Luxo, o BE. É uma questão de tempo. Não há dúvida que os efeitos sobre o PS da passagem imperfeita do Zeca Neuras serão devastadores. As feridas são inúmeras. E os sinais de que esta gente procura desesperadamente salvar o couro tornam-se cada vez mais evidentes assim como a sua falta de nível e de classe. As prisões estão demasiados vazias para a grossa culpa milionária de não poucos políticos ávidos e enlameados. É só toda a gente acordar, não pactuar com o Canto de Sereia de esses imorais, e depois votar noutro qualquer sentido: «Foi Francisco Louçã quem acabou por vir em socorro de Joana Amaral Dias, acusando Sócrates de "tráfico de influências", por oferecer cargos de Estado e funções políticas em troca de apoio. "Primeiro ofereceram a Joana Amaral Dias o segundo lugar por Coimbra e depois sugeriram a presidência do IDT - Instituto da Droga e da Toxicodependência ou um cargo no Governo", em contactos feitos nos últimos dias, contou ao PÚBLICO.»

MICROFILMES EM CUECAS?

Só se for por isso, João, que a PJ vai ridiculamente ao pormenor da devassa de cuecas e soutiens. Na fogueira mediática arderão mais sete, dizes? Pois venham eles arder no poste da Praça Pública. Este auto-de-fé para putativos corruptos não poupa ninguém e, enquanto outros ardem, o sr. Freeport relaxa mais um pouco com a lata infinita que lhe conhecemos. Todas as manobras de diversão são-lhe bem-vindas para que se descentrem dele todos os olhos e todos os ouvidos.

BOSTA DE JUMENTO SIMPLEXIANO

O que o Asinus não faz para defender o patrão Estado-PS, bipolarizando muito um debate entre PS e PSD que nem sequer existe! Para começar, a situação económica portuguesa agrava-se pela aplicabilidade lenta e falhenta de políticas governamentais amplamente anunciadas e por isso é artificial inventar desonestidade intelectual no discurso das Oposições por falta de qualquer relação entre as medidas adoptadas e a suas consequências. Para que serve ao Sr. Director-Geral O Jumento recordar justificatoriamente em defesa do seu Patrão-Estado-PS que durante a legislatura que agora termina ocorreu o maior aumento especulatório dos preços dos produtos alimentares desde a primeira guerra mundial, se antes de esse aumento o investimento estrangeiro baixava dramaticamente em Portugal devido ao labirinto legal e fiscal vigentes, se as maiores empresas nacionais, altamente favorecidas e "internacionalizadas" pelo Governo, vivem dos Cimentos, da Construção Civil, das Estradas, de MegaEstruturas e, ao que se sabe, nem a MotaEngil nem a Martifer nem o Clube de Bancos e Banqueiros com que este Governo se promiscua produz alimentos nem gera o grosso dos empregos em território nacional?! Para que serve ao sr. Director-Geral O Jumento recordar que a economia teve que suportar o maior aumento dos preços do crude desde 1973 e que a crise financeira foi a maior desde a Grande Depressão se muito antes disso este Governo vinha causticando a sociedade no plano social e laboral, onerando em Fisco os Reformados e os Portadores de Deficiência, passando leis iníquas de retroactividade anticonstitucional em muitos negócios de compra e venda no imobiliário quando outra lei os regia, procedendo a toda a espécie de cortes de serviços públicos locais de ensino ou de saúde os quais as populações isoladas davam por adquiridos?! Não é isso senão falta de rigor e falta de honestidade intelectual?! A este Governo exigem-se medidas mitigadoras das consequências sociais da Crise, mas este é um Governo sem linhas de diálogo com as PMEs, só com as GMEs (Grandes e Mega Empresas) com as quais urde contratos fechados, chumbados ou censurados depois pelo Tribunal de Contas por serem ruinosos ao Estado. Evidentemente que com tais cortes, com a imensa opacidade dos milhões constantemente anunciados, com tais bloqueios rançosos às PMEs afinal responsáveis pelo grosso dos empregos nacionais e sobretudo com tais desabridos favorecimentos às GMEs, o défice das contas públicas torna-se matéria de superior gravidade e nem é porque MFL o recorda. Trata-se somente uma questão de Honestidade Intelectual e Transparência. Mas o curioso aqui é que um Governo cheio de esquemas, hábitos torcionários, controlo mediático esmagador tenha de ter, além de isso tudo, um Jumento a perorar à Frei Tomás pelo rigor e pela verdade. Um blogue do Sr. Director-Geral a fazer da falta de honestidade intelectual uma arma ilegítima na luta blogosférica ao serviço do seu patrãozolas Estado-PS. Isso é demasiado simplex para ser honesto, não acha Jumento-Outro Anónimo de Peso, espécie de Outro Miguel Abrantes governamentalesco antes de mais qualquer outra coisa?! E quem cala consente.

DO ALICIAMENTO AO BRANQUEAMENTO

Há alguns dias, eu, que sou mais um desempregado engendrado pelo Sistema Socratinesco de desonestificar e fazer estéril e deserto tudo aquilo em que politicamente toque, sobretudo o opositorzeco blogueano, fui aliciado a deixar de escrever o que bem entendo sobre a situação abominável de Mentira e Falta de Vergonha no País Político Português actual. E a deixá-lo em troca nem sei de que coisa ambígua revestida de ironia. Evidentemente que não posso renunciar à minha natureza nem aos meus olhos, mesmo com perdas pessoais, evidentemente, e bem grossas. Por isso resisti como parece que Joana Amaral Dias terá resistido a um assédio e aliciamento nunca vistos neste Estertor Socialista, ao que parece directamente de José Sócrates: «ao ter oferecido à militante bloquista Joana Amaral Dias um lugar de Estado em troca de apoio às listas socialistas para as legislativas e ao insistir em convidá-la para cargos de Estado em troca de um eventual apoio, seja a chefiar um instituto público na área da saúde, seja num qualquer lugar de Governo.». Assim vai o desespero emulsionado de pouca-vergonha em gente capaz de tudo para garantir o sorriso do Poder Imerecido. Nada que não fosse concebível dentro da degradatória e inaudita linha mefisto-maquiavélica a que este pequeno Fausto se têm entregue. Na verdade, este Governo e o seu PM são uma nulidade no que é palpável e essencial: aplicação do QREN (3%), aplicação dos prometidos fundos de combate à Crise (13%). A Oposição feita pelos blogues e pelos fora — Oposição muito além da categorização pífia de Direita e de Esquerda — não se cansa de recordar que o ímpeto reformista do actual Governo foi agressividade e desmoralização infrenes contrabalançadas e atenuadas com propaganda. A Mentira, o Marketing, o Power-Point, as Estatísticas, os Relatórios falsos da OCDE, o Controlo Paquidérmico da Comunicação Social — a enorme fanfarronice e maior ainda soberba do Zé Neuras. Tais acusações são confrontáveis com os factos mais límpidos. O Governo fala na redução do número de funcionários públicos, mas não fala no acréscimo de parasitas na Administração ao serviço redundante de toda a espécie de gabinetes governamentais, criados ab nihilo*, para satisfazer o apetite insaciável das clientelas, não fala nos Observatórios de Empregar Boys e Girls para cruzar os Prada em cima da mesa do gabinete e controlar vagamente o que a bloga nacional pensa de este Executivo, a sua maledicência como último recurso e o seu pessimismo de esbulhados e ignorados das Políticas Desumanas. No programa apresentado em 2005, o PS prometeu menos 75 mil funcionários públicos. Resultado no final de 2008: menos 60 mil. É pouco, pergunta o João Galamba? É de mais, responde a sociedade de todas as falências, esvaziada de verdadadeiro empreendedorismo e de uma economia que absorva mão-de-obra fora do Estado. Sem preparar o País para as consequências sociais de esse corte, o PS cumpre o 'objectivo' mas por alguma razão a despesa corrente do Estado, bem antes da Crise, mesmo assim explode para índices nunca vistos ao que temos de perguntar: para que serve cortar em funcionários públicos, seguindo à risca as recomendações de Bruxelas, se o regime de favorecimento amiguista inter-socialista abocanha todos os recursos de dinheiros públicos e as MegaEmpresas encontram toda a espécie de respaldo priviligiado da parte do Governo, plataforma de caução ou bloqueio aos negócios, a todos os negócios num país minúsculo?! O que é governar? É fazer evadir-se toda a gente jovem do País?! Não é isto governar para o Boneco?! Ufanar-se o João de que "nunca num regime democrático se fez uma redução desta dimensão" é na verdade ufanar-se de um lixo moral. A jactância do sr. Sócrates com o défice é efectivamente criminosa porque para esse défice se efectivar famílias como a minha e pessoas como eu foram injustamente reduzidos à mais extrema miséria, foram encurralados de uma só vez pelo Fisco, pelo Desemprego e por um Cerco de Fumo Fantasioso bem montado enquanto durou a pantomina com que se descreditou o cidadão professor, o cidadão enfermeiro, o cidadão polícia, o cidadão juiz. Nunca se puniu tanto português comum, nunca se desmoralizou tanta gente de uma só vez, nunca a emigração portuguesa disparou com tanto fulgor para quase toda a parte, Angola, Europa, Grande Moscovo, nunca a treta governamentalesca mais impudica grassou livre e sem censura pois grande é o desânimo e ainda maior a anomia. Novamente, entre os simplexianos, o João Galamba é mais um que não viveu no mesmo país de carências e misérias em que habitei nos últimos quatro anos e meio, em parte por razões meramente políticas dentro de essa malícia dicotómica que fez, por exemplo, com que o sr. Sócrates processasse João Miguel Tavares, José Manuel Fernandes, Paulo Ferreira, Cristina Ferreira e o jornal Público e amasse um Daniel Proença de Carvalho ou um José Miguel Júdice, estrídulos apoiantes de esse Asinus Aureus. No terreno houve quem fizesse outro tanto com infinitos portugueses mais e com nulo estrilho mediático.
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sábado, julho 25, 2009

IMPUDICO CARDÁPIO DE FALSIDADES

Depois de quatro anos e meio de devastação punitária do lado mais fraco da sociedade portuguesa: sobretudo os jovens!, sobretudo os portadores de deficiência!, como é que Sócrates ainda tem o topete de procurar aliciar eleitorado com promessas contra as quais afinal militou impudentemente com estrondosa insensibilidade?! Um Estado Pré-Falido não tem o direito de aliciar ninguém nem leiloar falsidades por votos. Um Partido digno de respeito não faz chantagem promitente com os seus cidadãos. Um Estado-PS exaurido de recursos e deles desperdiçador-Liscont com Vastas Clientelas devia ter tento na língua. Porém, com Sócrates, o impudico está na ordem do dia e o jogo político é uma falsificação solene, marchando impante. É preciso limpar Portugal de este perfil indecoroso viscoso com toda a lata do mundo: «O secretário-geral socialista afirmou hoje que, se formar Governo, resolverá a situação dos 25 mil jovens desempregados que não podem beneficiar do subsídio de desemprego e prometeu que nenhum deficiente com incapacidade total para o trabalho terá rendimento inferior ao limiar da pobreza.»

PS GAY ABRAÇA PAÍS COM AS PERNAS

Inês de Medeiros e Miguel Vale de Almeida independentes? Que independentes? Uma, sedenta por existir nem que tenha de improvisar ideias e vida própria, o que recorda as opções berlusconianas com beldades da moda para o Parlamento Europeu. O outro, mero transfuga do Desemprego Político de Esquerda, com verdadeiro horror ao destacho. Como poderia um partido que censura os libertários da disciplina de voto da corrente de opinião alegrista alguma vez consentir em independentes, esse formalismo precioso? Jamais. Tais rostos servem apenas de títeres-fantoches gratos e servis ao dictat do Grande Tirano Armani. E estão em lugares elegíveis nas listas do PS às legislativas unicamente para serem ainda mais dóceis e telegénicos ao lado do Maneirento NeoSalazaresco durante a campanha eleitoral. Dentro da grande linha farsante a que esta gente nos habituou, preparemo-nos para mais negaça na Cultura da qual Sócrates tem uma vaga noção neanderthalesca do que seja; antecipemos mais cassete dos prioritaríssimos casamentos gay e mais faz de conta nas preocupações sociais. A ideologia de estes tempos PS é o estômago, a falta de escrúpulos, a desonestidade como forma de vida, desde que com boa cara, boa gravata de demais panos por cima. Vive este PS com alegria o Reles Moral, o triunfo da superficialidade bem vestida, a lei do mais forte e vociferante, mas nunca do mais recto. Não admira que um tal amor ao poder absolutizante vicie e tente encores. Não é um Robocop Gay, mas um PS Gay à procura de abraçar com as pernas todo um País em pantanas. Nada contra a agenda Gay. Tudo contra tal oportunismo modista e manipulatório dos nomes: «Políticas sociais, mais atenção à Cultura e casamentos gay: as ideias com que os socialistas vão a votos têm protagonistas a condizer. Mas no partido há feridas abertas. [...] Já Miguel Vale de Almeida é o rosto perfeito para o debate em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo, prometido pelos socialistas para a próxima legislatura. O activista do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) é um defensor dessa bandeira desde os tempos em que era dirigente do Bloco de Esquerda (BE), do qual saiu em 2006 para se dedicar à causa da igualdade de género. .»

MISTERIOSA NOVELA OFTALMOLÓGICA

Acidentes acontecem, mas o drama dos seis pacientes em situação ou em risco de cegueira expõe o quanto a divergência ainda se faz pelos pressupostos errados, quando o desejável seria silêncio e convergência no essencial: o bem-estar de estes pacientes. Tal drama releva como os ressentimentos para com este Governo estão à flor da palavra e com a maior das facilidades ao ponto de certos qualificativos se terem banalizado. Há quem se sinta profundamente defraudado. A palavra do Poder deflaccionou deploravelmente em apenas quatro anos e meio. Daí que o mesmo Poder viva agora o síndrome do Menino e do Lobo, com muito de lobo e pouco de menino. Entretanto, o mistério adensa-se. Que causa ou causas determinaram as infecções intraoculares?: «Hipóteses mais prováveis são a troca do fármaco injectado ou a sua adulteração. Demissão na Comissão do Medicamento do Infarmed por explicar.»

sexta-feira, julho 24, 2009

REGA FINANCEIRA MORTÍFERA

Concordar com o Daniel terá de equivaler a agir por algum lado, votando. Votando sempre. Há que estancar o Regador Mortífero da longa e estafada coligação PS/PSD para à qual não há dúvida que as pessoas estão em último lugar absoluto e a aritmética financeira em primeiro absoluto. São partidos que desfiguraram e perverteram um País que merece mais e melhor, apesar de ser tarde.

POLÍTICA ASNA, DEMODESERTIFICAÇÃO

Que fará Portugal depois de erodir completamente os factores de atractividade do trabalho com um Código Asno que abre a caixa de Pandora à hemorrágica emigração em massa? Com um Código Asno por cima de salários já de si uma merda pois fazem sorrir mesmo os escassos imigrantes provenientes do Bangladesh logo a virar agulhas para a Islândia após umas horas por cá? Passará a ter de recontratar e reempregar os seus idosos, certamente. Dada a fuga do capital humano jovem qualificado, mas nada valorizado nem respeitado nem acarinhado por cá. Assim teremos idosos nas caixas do Pingo Doce, nas Caixas do Continente, a regressar aos cafés como empregados e aos hospitais como médicos porque o pessoal jovem não perderá a oportunidade de viver onde se paga bem e se estrutura uma vida não por favor, mas porque tudo isso reverte em benefício da totalidade de uma sociedade. Por cá, a EDP, a GALP e outros megapólios que brutalizam quem não tem escapatória no mercado interno vão certamente perder clientes, perder dinheiro, "baixar" os lucros com as multidões que se evadem de cá. A ganância sistémica portuguesa reverterá este Jardim à Beira Mar num Desolador Deserto Humano não tarda nada: «Na Europa, até há muito pouco tempo, esta era uma "especificidade" portuguesa, adianta. Ou seja, Portugal era um "caso único" nesta dupla composição dos fluxos de saída.Como não existem registos exactos do fluxo de saídas, os dados do INE são apenas estimativas. O que quer dizer que a realidade poderá ser pior.»

PITTA SIMPLEXIANO E A ABSURDIDADE ABSOLUTA

Mais argumentário fantasista no SIMplex, de esta vez de Eduardo Pitta, a merecer que se contraponha um outro: A Opinião Pública não tem questões que a dividam no plano das minorias ou maiorias. Quando se é enganado e enganado muitas vezes, quando PS e PSD mostram de quanta corrupção são entretecidos, há pouquíssimas dúvidas, embora o hábito de votar no mesmo e o abstencionismo consumam todas as possibilidades. Foi-nos vendido por décadas o gato por lebre da necessidade de maiorias absolutas de estes dois partidos para preservar a "estabilidade governativa". Nada mais contraproducente e desgastado. Há países com governos sérios, líderes incorruptos, em que os acordos parlamentares pós-eleitorais com a oposição permitem governar em minoria e isto deveria e poderia ser feito à esquerda e à direita em Portugal. Infelizmente, não existe sequer experiência que demonstre o contrário de essa possibilidade. Nos últimos quatro anos e meio, o PSD teve uma flutuação natural devido a lideranças mal maturadas e reagiu como deveria, em sintonia com as populações e os seus problemas, o que é diverso de populismo, e fê-lo nos momentos-chave seguintes: [1] na insurgência contra as leviandades dos cortes consumados de urgências e maternidades sem tacto, sem pedagogia, sem gradualidade preparatória das populações, com mortes em ambulâncias em plena estrada, factos que determinaram por fim a demissão de Correia de Campos; [2] já sob direcção de MFL, o PSD reagiu com compreensível compreensão pelos camionistas economicamente estrangulados com a alta dos combustíveis, Junho de 2008, com um morto nos piquetes, levados a exacerbar os seus protestos quando a mais crassa ataraxia varava o gabinete do então e Ainda-PM; [3] o PSD agiu em óbvia cumplicidade objectiva com os Professores esmagados, vexados e oprimidos por este ME no caso da pífia avaliação-trambolho urdida no Planeta Kafka, e não só, matéria ainda hoje na ordem do dia e fonte de impasse e clima de guerrilha aberta nas escolas. Ora, quando o PSD quase de certeza chegar ao governo governará, deseja-se, ao encontro do que for razoável para os Professores, rasgando o que foi feito de malicioso, irrazoável e martirial aos Professores, avaliando finalmente a competência científica e pedagógica dos docentes mas sem os discriminar nem encaixotar nas quotas absurdas que abrem a porta a toda a espécie de favorecimento indevido, aleatório e partidocrático. Porque o resultado de 27 de Setembro nunca poderá ser a maioria relativa do PS, nem sequer é cogitável a possibilidade de o PCP e o BE viabilizem o programa de um Governo PS com um legado devastador a todos os níveis, menos no Fogo Fátuo de todas as Sugestões e Aparências. Nem sequer é pensável que Sócrates governe «mais uns tempos» gerando não apenas escândalo entre os cidadãos mas também enorme instabilidade por razões de moral e ética públicas, confundindo o espírito de todos quantos nem dependem do PS-Estado nem trabalham para o Estado-PS. Ou pelo menos nem querem depender nem querem trabalhar como se essa entidade de Grossos Favorecimentos Grupusculares agisse por Portugal, e não age. Se a maioria relativa for do PSD seria naturalíssimo que o conjunto dos deputados com bom senso colocassem de lado esse velho jargão improdutivo da esquerda e da direita, num País em Perigo de Viabilidade, para convergirem no essencial e corrigirem as feridas e falsificações de toda uma legislatura de Fantasia e de Mentira, de Favorecimento só dos Poderosos capazes de retribuir devidamente aos rapazes de este PS. Eduardo Pitta termina o seu vasilhame de argumentos-de-hélio contando a hipérbole de um facto passado. Não colhe. Os tempos então eram verdes. Por isso nem vale a pena vir para terreiro agitar o papão circunstancial de Alfredo Nobre da Costa, primeiro-ministro do III Governo Constitucional, ter sido imposto em 1978 por Eanes e que o Parlamento fez cair ao fim de pouco mais de 80 dias. Não avestruzarás, Pitta, nem tratarás por imberbes os eleitores. É caso para perguntar, tens mais argumentos num tom tipo Ó Evaristo, tens cá disto? Depois de ver o BE e o PP a trabalhar cooperativamente na Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, não posso acreditar nem em balelas de instabilidade nem em historietas da Carochinha, quando as galinhas tinham presas de sabre.

DESCONTINUAR A POLÉ SOCIALISTA


Esta gente anónima formiga de aflições ao nome profanado de Miguel Abrantes, o anónimo ou pseudónimo mais hermético da blogue pró-socratinesca. Provavelmente é o próprio Primeiro-Ministro, daí o secretismo parolo de que se reveste ou então o tacho é Gordo, dentre a vasta horda de colonizadores do Estado e especialistas em Imagem Desastrosas. Há que dizer que faz todo o sentido que se saiba quem é esse cromo escondido, sobretudo agora que se agregou ao blogue quase oficial de apoio à continuidade da Polé Socialista. Força, PPM, assiste-te a razão!

ROGÉRIO, O SIMPLEXIANO SIMPLÓRIO

É nítido que Rogério da Costa Pereira não tem passado fome. Nem espera passar. E esforça-se denodadamente por não passar. Como? Indo a jogo contra o Jamais. Com quê de relevante? Nada. Simplexmente, botando faladura de argumentos simplórios feita, claro! Além de uma irritadiça virulência sem arte nem talento, mas desejosa de mostrar serviço: «Não querendo isto dizer, pardon my french, a ponta dum corno, arrisco um ensaio de interpretação especial, matéria em que não sou versado. Assim, João Gonçalves, que parece renegar o experimentalismo mas não a experimentação - ou não defenderia que "a política, em democracia, é imperfeição, erro, tentativa, contingência" -, parece querer defender que em vez de "experimentalistas de ocasião", o país precisa é de qualquer coisa parecida com carreiristas da experimentação agarrados a lugares-comuns com sentido. Parece coisa boa, mas não tendo a certeza que corresponda ao que se quis dizer, terei mesmo que esperar pelo Ponto Contraponto na SICN - a não ser que o Jamais já tenha garantido o preview da coisa.»