PS E PSD, BROCHES E BROCHURAS

A parafrenália do Bloco de Centro mostra-se ronceira, atarantada, trôpega. Evidentemente que a realidade supera o Espectáculo Exibicionista da Treta do PS, o seu "pugrama" e as suas listas de cocó obediencial, mas a realidade também ultrapassa a máquina preguiçosa do PSD. Do velho baú bafiento, recuperam-se figurões, cromos, monos, tarecos de família, broches e brochuras lançados como promessas falhadas do passado repletas de futuro. O País tem de assistir a essa arqueologia impávido e sereno. Certo é que o mês de Agosto não fará esquecer quatro anos e meio de um autoritarismo que empobreceu toda a gente, especialmente as classes médias, fez sofrer meio mundo de portugueses, vexou e desprezou gente, tudo tão ao contrário do que deveria ter acontecido. Padeceu enxovalho todos os dias este Povo, o mais explorado e mais maltratado da zona Euro. O partido de Constâncio, de Armando Vara, de António Vitorino precisa de um longo pousio do Poder. Carece da experiência de uma enorme e desconhecida humildade. Virá o dia em que nos libertemos do seu jugo e diremos um grande Habituem-se à irrelevância porque os portugueses merecem respeito, merecem que façam por eles o melhor do melhor, merecem o fim do extenso poder de esse partido siciliano, merecem esquecer as cunhas e favores de Don Corleone Almeida Santos, merecem ser ouvidos de todas as formas e por todos os meios e contar para alguma coisa neste raro País, plataforma privilegiada de exploração grosseira do contribuinte, do cidadão, do consumidor: «Um grupo de dirigentes do PSD vai propor que as listas de candidatos às legislativas bem como a designação da líder para candidata a primeira-ministra sejam votadas esta noite através de voto secreto.»

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