CONTRA DESALMADOS
A dificuldade de falar para o País real é uma das crueldades dos maus líderes que suportamos e de que fala Soares para extensões europeias. Os líderes são maus porque agem em permanente contradição com as palavras, desacreditando-se todos os dias. António José Seguro vê desigualdade nos sacrifícios pedidos aos portugueses. Outro espírito independente a fazer cerco à Situação e aos seus consensos mortíferos. Penso que quanto a líderes, nos tempos portugueses que correm e seus maus ventos, bastaria que fossem decentes e construtivos como o Tó Zé Seguro, cujo ar não é o de um selvático Lello trauliteiro sobre quem ponha em causa os interesses clientelares socialistas. Ele não lembra em nada um Almeida Santos, velho zeloso sobre os mesmos interesses caprichosos da tribo a que preside. Os maus e danosos líderes que temos de aturar, líderes desalmados, não hesitam. Entre as ambições do Poder e os legítimos interesses das pessoas, escolhem os do Poder. Depois regougam o oposto em infinitas e cansativas oportunidades para homilias. Regicídios e outros atentados deram-se por bem menos. As vítimas quase nunca foram refinados ladrões e cínicos demagogos, mas suficientes ou insuficientes servidores da rei publicae. E isto deveria pôr os maus líderes a pensar um pouco.
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