DA DERRADEIRA DIATRIBE

A causa monárquica peca por ser, ainda, demasiado tímida, branda, e só por isso algo pactuante com a podridão que desde sempre denuncias por aí, João. Não há em Portugal ursos mais ursos nem palhaços mais palhaços que os demais. Todos contribuem. Todos. Às vezes, principalmente os de demasiada eloquência à distância, algures no seu quentinho, nas suas chinelas, no seu chazinho com bolachas, na abundância de livros que mascara o trágico défice de pessoas, maleita que o tempo tece. Falta é quem exerça, doa a quem doer, o dom divino da diatribe, sobretudo agora que tanto o PR como o PM nos colocam sob chantagem, insinuando que, por causa do famigerado Orçamento, a crispação entre os medíocres actores políticos é inconveniente. Pois é. Assim como o silêncio e a contemporização pedidos às pessoas perante um PEC intolerável fruto de erros crassos do cavaquismo, do guterrismo, e imperdoáveis erros recentes ainda mais atávicos e crassos do socratismo contra todos os apelos ao bom senso. Pedem-nos que paguemos em silêncio as consequências de nula sensibilidade à sociedade civil, ao clamor das gentes, à necessidade de verdade e transparência? Teremos de continuar os jumentos da incompetência deles? Parece que sim. Dizem-nos que tudo isto é o Mundo. São os Mercados. É o paradigma neoliberal seguido erroneamente pela Zona Euro. Mas é também o Regime que estiola e pede algo Novo. A progressiva aderência adesiva de tantos à Causa Real incomoda muita gente. Paciência. Isto não vai lá com palhaçadas de urso perpetradas pelo Moita do 31. Só com compromissos políticos, a diluição da crispação entre políticos, um Orçamento obsceno aprovado. Nada de rupturas com a doutrinação chantagista enunciada pelo PR e pelo PM. Sintomaticamente subscrita por Soares.

Comments

Anonymous said…
Os monárquicos não vão longe com o pretendente ao trono que têm.
Troque-se com o Francisco Van Uden, melhor ainda, com o Adriano, e vão ver de repente o interesse a despertar.

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