«ESSE BOLOR MALIGNO DO ECONOMÊS»

«Por não ser disso que se trata, caro Joshua. Como em quase tudo que é importante, é mais complexo o formato que o conteúdo. Mudar sim, mas não forçosamente de regime, mudar de gente, isso sim, não é só urgente como incontornável. Que futuro podem dar a Portugal criaturas como Sócrates ou Passos Coelho. E que esperar de Cavaco, que deveria ser a alma disto tudo e não é mais que um alfaiate que procura transformar uma camisa de vénus num sobretudo para o inverno? E que futuro pode ter um país onde os seus mais velhos, que ainda dão a cara, espetam o focinho em interesses ubíquos e tremendamente duvidosos, como Almeida Santos? O que "isto" precisa é de Homens Bons, e, para já, olha-se em volta e, para além dos citados e quejandos, apenas se encontram desengonçados mentais amarrecados em conceitos fruto do aturdimento dessa merda a que chamam nomes como "mercados", "competitividade" etc., como Medina Carreira e o seu grupelho de pândegos. Em breve vai surgir no mundo um país que porá em causa tudo isto, servindo de novo farol para o resto da humanidade. Por que não Portugal a assumir isso mesmo? Que se quilhem os mercados e essa modorra, esse bolor maligno do economês que está a transformar gente em martelos pneumáticos. Basta olhar para as ampresas, quase todas transformadas em quartéis militares». Rita

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