MAGNA METÁFORA
Há um termo higiénico e rápido que deve ser posto à irrealidade socratina, mas esse termo é urgente desde há quinze anos, quando o Primadonna, deslumbrada loura burra ávida de oportunidades, perfurava o aparelho socialista e disseminava já fermento tão volúvel quanto maligno. Os últimos seis anos foram de acrescida parasitagem devastadora perante a desinformação alheada de massas de portugueses desligados de tudo e preparados para permanecer desligados de tudo, ainda que uma horda de hunos lhes saqueasse as vilas e lhes violasse as filhas. Simbolicamente, o socialismo ilusionista não faz outra coisa. Incompetente ou manhoso a planear e prever, oculta a realidade e decide à traição. Tudo em conformidade, aliás, com o povo que apascenta, criando condições para a miséria ser mais geral. Nem de propósito, magna metáfora, Portugal transformou-se na pífia gasolineira de Vara e Sócrates. Tudo tem um fim e pode até ter um fim antes mesmo de começar. O nosso é este: termos de arrostar com as consequências da impunidade entre vorazes aparelhistas e reflectir à força sobre se vale a pena permanecer indiferentes ao carácter deformado daqueles políticos que se nos vendem, persuasivos, com evidentes e repetidas falsidades.
+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments
instantia crucis