O ÓBITO OPTIMISTA
A culpa pelas medidas estrangulatórias do País é do PSD? Sim, dirá este Governo incompetente e maligno. Sim, afirmará a máquina de chouriços comunicacionais socialista. E dirá mais. Dirá que a culpa, a pressão, vêm todas dos mercados financeiros. Advêm das agências de rating. Têm a ver com o FMI. Têm a sua génese na União Europeia. Nasceram no Governo alemão. Sócrates, afilhado de Almeida Santos, protegido de Mário Soares, protegido por Pinto Monteiro e Cândida Almeida, protegido pelo Jornal de Notícias, protegido pelo Diário de Notícias, apoiado por Figo, apoiado por Ricardo Espírito Santo Salgado, amigo de José Miguel Júdice, amigo de Proença de Carvalho, defendido pelo descabelado tato Emídio Rangel, amparado pelo virginal Marinho Pinto, lançado pela abnegada Edite Estrela, amado pela isenta Alice Vieira, simboliza todo um princípio de falência moral tão grave e tão obsceno como não há memória desde a célebre fraqueza de D. Fernando que enfraquecia a forte gente ou desde o desastroso efebo misógino D. Sebastião. Isto não são violentas medidas de austeridade de aniquilar tudo. É toda uma criminosa e injusta certidão de óbito a Portugal. Óbito pela clamorosa falha da execução orçamental. Óbito pelo irresponsável aumento da despesa do Estado no primeiro semestre que levou o défice, no final de Junho de 2010, aos 9,5% do PIB, desvio relativo de 30% perante o objectivo de 7,3% inscrito no PEC II. Valha-nos que se trata de um óbito optimista graças à "combatividade" política de José Sócrates cujo optimismo de bêbado alegre, de demente sob opiáceos, o grande opiáceo da imagem fanfarrona e pífia, nos converte em sólidos alemães e em felizes japoneses.

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