PILINHA DE HAMSTER

Não. Não era preciso vira a Standard and Poor's considerar que a economia portuguesa, progressivamente uma viril pilinha de Hamster em quinze anos de colonialismo socialista do Aparelho de Estado, deverá contrair 1,8%, em 2011, penalizada pela queda do consumo que resultará do aumento dos impostos e das restrições no acesso ao crédito. Toda a gente sabe disso e percebe porquê. Sabe que a desgraça é que essa retracção será cumulada com um aumento do desemprego para números superiores aos 700 mil portugueses. Sabe que o Governo não foi capaz de limitar os vencimentos dos cargos de nomeação pública para progressivamente acabar com esse tipo de posições. Sabe que o Governo não é capaz de reestruturar empresas falidas como a RTP. Aliás, ninguém espera que Sócrates, haja o desastre moral e económico que houver, dê qualquer exemplo quando o mau exemplo vem de cima, vem dele, rodeado do ruído da própria imagem para a qual batalhões de assessores se aprestam a todos os retoques de hipócrita e a todos os requintes de cínico, uma vez que a imagem é tudo na proporção do recheio não valer puto. Bem pelo contrário. Toda a gente espera o pior possível e até se acomoda que o pior possível nasça naturalmente dos últimos dias do socratismo. Era bom que a abertura demonstrada pelo PSD a uma pluralidade de contributos tivesse consequências.

Comments

floribundus said…
com a involução a pilinha
converte-se em hemorroida
Anonymous said…
É brilhante, não é? José Sócrates primeiro aperta o cinto ao seu povo e depois diz que a recessão foi culpa dessa medida necessária, como se sem ela o país fosse crescer a 4% ou mais.

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