A BOLSA ESQUÁLIDA E O BOLSO
«Um excessivamente reputado jornalista de última-página — no DN — referia na 'sua'coluna, em finais de 2008, "como tinha ficado agradado de verificar que a falência da banca-dos-produtos-tóxicos, nos Estados Unidos, tinha trazido finalmente o desalinho e a descompostura aos gestores, especuladores, bancários e 'banqueiros'; e como esse ar de desarranjo, desilusão e de perfume mais barato e menos arrogante — junto com as expressões carregadas dos seus rostos visíveis na rua — o reconfortava": aparentemente, segundo este nobre escriba, estaria finalmente a ser feita justiça. Pois sim. Em Wall Street já ninguém ouve falar deles; a maior parte está de novo no activo, outros estão presos ou em vias disso, e tudo se 'renovou' num moderadíssimo optimismo. Cá em Portugal não houve notícias de despedimentos na banca, e só O. e Costa está a braços com a Justiça. Agora, a falta de linha, o ar amarrotado e pobre, a falta de perfume, a cor amarelada no rosto e a magreza ficaram inteiramente do lado do povinho e do funcionalismo envergonhado-remediado. Estes rejubilares prematuros com o "fim do capitalismo" dão depois nestas constatações penosas — que não podem deixar de atingir o escriba em questão, assim como outros felizes profetas do neo-marxismo.»
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Comments
Clinton mas também os dois Bush foram os grandes promotores políticos do "affordable housing" nos Estados Unidos. O FED entretanto "dormia" e ajudava à festa (de que maneira!).
Na Grã-Bretanha, as autoridades monetárias estavam a dormir quando se assistia a que bancos como o Northern Bank ofereciam empréstimos hipotecários a 125% do valor da casa, sem entrada inicial, e num montante superior a seis vezes o rendimento anual do mutuário?