NO PAÍS DA LAMA TÓXICA

A nossa Crise de Financiamento, a nossa Crise da Dívida Pública, a nossa Crise do Défice, a nossa Crise Moral, a nossa Crise de Crescimento, a nossa Crise Democrática, a nossa Crise de Credibilidade, a nossa Crise de sermos a Pior Economia, são uma só coisa e têm como autoria e raiz uma só realidade recente. Um pequeno grupo que não federa. Um pequeno grupo que não escuta. Um pequeno grupo que sorveu o pluralismo, abocanhou os magros recursos públicos, matou o debate. E se fechou em torno de uma figura parda, petulante e nefanda. Sócrates. Crise acalentada e amada por Emídio Rangel e por José Miguel Júdice. Crise protegida por Marinho Pinto e, corolário de tudo, sufragada pela minoria dos que ainda votam nos seus partidos-patranha-clube e pela maioria dos que se abstêm por sistema. Em tom de sibila, o fugitivo e igualmente pardo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, alvitra que se Portugal não resolver os problemas com as suas finanças públicas a situação do país «passará de má a péssima» e a única forma de ultrapassar as dificuldades «é aplicar as medidas que as autoridades portuguesas se comprometeram a levar a cabo de maneira a garantir a sustentabilidade das finanças públicas portuguesas». Errado, caro fugidio e fugitivo Durão. A única forma de nos salvarmos será através de uma Crise Política, a única Crise que poderá resolver as outras. Nada como começar de fresco, limpando a lama tóxica socratista.

Comments

Lérias said…
VIVA A MONARQUIA.
floribundus said…
o ps terá sempre 1,5 milhões de votos
Eduardo Freitas said…
De acordo. Mas só depois do próximo PR deter plenos poderes constitucionais. Ou estar-se-á a pensar em alguma Belenzada?
Luis Melo said…
Se há coisa que sempre detestei no PSD foi o facto de haver uma espécie de “reserva moral” social-democrata, em Lisboa, que tem sempre de meter o bedelho, e logo quando o partido e o país menos precisa. É que ainda por cima falam apenas com o objectivo de manter o status quo.

Nas últimas semanas vários membros dessa “reserva moral” têm pressionado – a palavra é mesmo esta, porque o objectivo deles é mesmo pressionar, através da comunicação dita social, da opinião pública ou dos interesses económicos e partidários – Passos Coelho para que este aprove o OE2011.

Esses senhores têm dito várias coisas, entre as quais registei “não podemos brincar com coisas sérias“. Ora brincar com coisas sérias foi o que o PS tem vindo a fazer na última década e meia! E vamos oferecer-lhes mais um bilhete para a diversão?

Aliás, brincar com coisas sérias foi o que alguns destes senhores da “reserva moral” de Lisboa têm vindo também a fazer ao longo das suas carreiras político-empresariais! Nada interessa o país, e nada interessa o povo. O importante é a sua conta bancária e o seu poder.

Ora… chumbe-se o OE2011 e venha de lá um governo de iniciativa presidencial. Seja ele PS com novo PM, PSD-CDS, Tecnocrata, ou outro tipo qualquer de executivo. Tanto dá, desde que não tenha pelo meio Sócrates, Silvas Pereiras, Santos Silvas, Teixeiras dos Santos e afins…

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