SITIADOS SOB NOVO ULTIMATO

Pacheco Pereira e PSD há muito que nada têm a ver. Pacheco armadilha lideranças como as moças da vida aviam clientes. Vício de confortável comentador sibilino, o tacticismo tortuoso do comunistólogo-deputado fá-lo agora considerar que a única solução para aquele partido e para o País será submeterem-se ambos ao novo ultimato socratista. O PSD está sitiado pelo mestre da chantagem. Mas também pelos velhos conselheiros da covardia de todo o decadente espectro partidário. Mais um trago de veneno e será o fim. Recordemos, porém, que tudo o que Pacheco pariu, urdiu, como discurso e como táctica, incluindo banir Coelho das listas de deputados, foi frustre, foi vão, foi contraproducente. É impossível confiar num Queiroz do comentário político, num Queiroz da táctica política, como Pacheco, que me merece todo o respeito como comunistólogo, mas não como sede de uma vaidade cegante. Tem de haver e há uma saída para além do nulo PM, alguém que já é para os demais Europeus uma fonte inesgotável de gás e de humor; alguém que merece dos demais Europeus a pífia credibilidade do igualmente pífio e miserável bad english, do tempo perdido e infinitos logros contra o seu próprio País. Na verdade, cada vez me agrada mais o espectro de uma Crise Política bem clarificadora aberta pelo Não a um Orçamento que degrada Portugal. Há que escolher entre o desastre, a vaidade e a obstinação no abismo socialistas, Pacheco já escolheu com a sua retórica retorcida e plástica de camaleão!, e qualquer coisa sem mais impostos, sem SCUTS, sem mais miséria, sem mais retrocesso, sem recessão, com futuro. Entre a chantagem e a liberdade, os comentadores Soares, Manuela Ferreira Leite, imensos cagarolas aterrados, terrificados, escolhem, na habitual posição de quatro, mais chantagem com mais capitulação. Nós imploramos por liberdade.

Comments

Eduardo Freitas said…
O ultimato, o verdadeiro, não vem de Sócrates. Vem dos credores. Derrubar o governo agora (se Sócrates se demitir, o que não é evidente...) para só termos uma alternativa (muito diferente da actual?) lá pelo Verão, no meio da maior tempestade econonómica-financeira dos últimos 80 anos, à beira da bancarrota que só pode ser impedida por ajuda externa é a atitude mais prudente?

Exige-se racionalidade, não emoção. E isto nada tem a ver com o sr. A ou a sra. B e os ódios ou admirações que possam ou não suscitar.
manuel gouveia said…
"...armadilha lideranças como as moças da vida aviam clientes." Por vezes entusiasmas-te com o verbo. Falta no PS um Pacheco para que Sócrates não tivesse chegado a onde chegou.
joshua said…
Pois falta, falta. Inteiramente de acordo, Manuel.

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