A partir do momento em que o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, se ausentou das reuniões com a Toyka a fim de fazer algo por nós, nem que fosse a simular, perdeu a face e foi punido nas urnas. Agora como sempre as suas intervenções enfermam de nula força moral, de exemplo e sobretudo de saídas exequíveis. Cavaco, Carvalho da Silva, João Proença e Francisco Louçã são comentadores fracos e até, em certo sentido, nulidades dispensáveis. São, todos eles, autores do nosso monstro. Para combater o monstro já não se pode criminalizar um Governo criminoso como o de Sócrates, interrompendo as maldades e os negócios maldosos que se fizeram. A única forma é ir às pessoas, ao bolso das pessoas e sobretudo à dignidade das pessoas uma vez que as pessoas dormiram na forma, votaram em Governos de Rapina, reelegeram incompetentes e toda a casta de malfeitores. Cavaco, Carvalho da Silva, João Proença e Francisco Louçã estão esgotados. Não foram vozes de alerta veementes o suficiente ou sequer atentas. O Padre Caviar Louçã chegou ao fim da linha. Mas sempre houve cadáveres inconscientes de o serem.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
3 comentários:
Se bem percebi, se tivesse ido à reunião com a troika, tudo seria diferente. E a culpa pela preferência dos portugueses por gatunos também é dele. A velhinha não queria atravessar a estrada, mas o "padre" obrigou-a. Assim é que teria estado bem. Agora, é deixar o poder cair nas mãos dos campistas sem voto que gritam nas ruas. Excelente vida nos reserva o futuro.
Se tivesse reunido com a Troyka ganharia uma legitimidade superior e o País ganharia com isso. O exercício da retórica autopsiante está esgotado: aquilo que separava Louçã de Sócrates no Parlamento nunca foi até às últimas consequências e não foi porque, em última instância, o Parlamento é um local de delícias individuais, no presente e mais tarde, quando advier a reforma.
Reconhece, portanto, autoridade à troika ao ponto de tornar obrigatória a participação numa encenação de negociação (hoje, é pacífico que o foi) mesmo a partidos que não estavam no Governo. é um pouco difícil compatibilizar isto com a crítica às medidas que nos estão a afogar, não acha? Ou será que seria mais útil que o BE também se tivesse ajoelhado para confirmar a teoria que, pelo que vejo, também partilha, do "eles são todos iguais"? Excluí a apologia da encenação por achar que, ainda assim, defende verdade na política.
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