Não se estranhe ser o negócio das Scut entre o Governo de José Sócrates e o Grupo Mota Engil apenas a ponta de um extenso e esmagador iceberg de seis anos danosos e devastadores sobre o Estado português. O que Marques Mendes revela e acusa, com uma coragem rara em Portugal, merece de um Ministério Público, ainda Pinto-Capado e Monteiro-Partidarizado, as devidas acções e consequências: em 2010, ano em foi decido colocar portagens nas Scut, houve um acordo entre o Governo de Sócrates e o grupo Mota para a introdução de portagens nas auto-estradas Costa de Prata, Grande Porto e Beira Litoral, só que nessa ocasião o Grupo Mota exigiu que para introduzir portagens naquelas três Scut fossem também renegociados os contratos de outras duas concessões (a da Grande Lisboa e a do Norte – A7 e A11). O Governo aceitou uma exigência de uma forma absolutamente irresponsável, colocando-se pelo interesse particular contra o interesse público. Ora, se os custos para o país deste negócio, em 2010 daquelas duas concessões (a da Grande Lisboa e a do Norte – A7 e A11) eram zero, a partir de 2010, a estimativa de encargos que o Estado vai ter com aquelas duas concessões será de 1,42 mil milhões de Euros, ou seja, 281 milhões na Grande Lisboa e 1,139 mil milhões na do Norte. Prejuízos quase davam para pagar o subsídio de férias e de Natal que vai ser cortado aos funcionários públicos e pensionistas (cerca dois mil milhões em termos líquidos. Se isto não é criminoso, o que será criminoso? É por isso que quando vemos que Sócrates goza os frutos da sua honestidade e extrema diligência por Portugal em Paris e Paulo Campos vai cagando e rindo enquanto se recosta e respalda o real cagueiro nos bancos do Parlamento, temos nojo. Onde está uma Justiça que obrigue a uma cabal explicação? Até que ponto um País quase falido com jogadas destas pode suportar a mais reles promiscuidade com contrapartidas obscenas e negociatas pelo meio sem que nenhumas responsabilidades seja assacadas ou a devida criminalização agilizada?! Não é necessário muito esforço para provar e comprovar a gestão ruinosa e irresponsável de José Sócrates e Paulo Campos, ex-secretário de Estado das Obras Públicas. Faltam, sim, colhões para o trabalho processual, para a produção de uma acusação, sendo que a sociedade, para mal de si mesma, parece perdida e nem se une nem se dói perante os que tão desbragadamente a lesaram.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
3 comentários:
O contrato a que alude MM e a que se refere no post não foi visado pelo Tribunal de Contas? Se sim qual foi o resultado. Se não...não era obrigatório?
Não te tirando razão, com o devido respeito, Isaltino não foi reeleito? Alguém duvida que, apesar de condenado pelos crimes que foi, volta a ganhar as eleições?
O problema é só um: a complacência (e até apoio!!) dos cidadãos, de um povo à corrupção e ao compadrio. Por isso, não faltam "colhões", falta um povo à séria que os aperte!!
"a sociedade [...] nem se une nem se dói perante os que tão desbragadamente a lesaram [e lesam]" no ontem, hoje e, infelizmente, no amanhã.
faltam quê?
isso é machismo
as gaijas não os têm e trabalham mais que os que os têm (em média)
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