Nem sempre nos aparecem para frente pais repletos de bonomia e civilidade. Muito pelo contrário, muitas vezes, o que nos surge pela frente é o tom de ameaça prévia, o mais completo e trágico desequilíbrio mental, a grunhice à qual foi possibilitado sentar-se à mesma mesa connosco, docentes, e de pleno direito, ainda que melhor fora um colete de forças ou um açaime. Como é que nos defendemos do descontrolo psíquico de alguns pais aos quais a porta de um Conselho de Turma é impudicamente franqueada?! Como é que sequer resistimos aos ímpetos violentos deles e pomos a salvo a independência dos nossos juízos avaliativos? Quem é que nos protege? A polícia que prende para logo soltar um criminoso com as mil e uma atenuantes de uma Justiça cara e um sistema presidiário ainda mais caro de manter?! Isto acontece e acontecerá porque a democracia portuguesa pariu uma muito peculiar forma de rebaldaria que consiste em passar a ser de bom tom o sapateiro tocar rabecão e o negro passear-se de carapinha loira, isto é, a falta de consequências para uns pais de merda que se dão ao luxo de agredir professores e com os quais, ainda por cima, se dialoga. Dialoga em nome de quê?! Lamentavelmente, após o canhestro consulado de Maria de Lurdes Rodrigues, uma reles e brutal ministrazeca de merda de quem sintomaticamente Cavaco gostava, dá para tudo. Façam bom proveito.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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1 comentário:
Engraçado, há 15/20 anos a minha mãe dizia à professora para me bater se eu me portasse mal. Diga-se que levei umas belas reguadas. Às vezes havia professores f.p. que batiam indiscriminadamente nos alunos, pra expurgar os seus problemas, causando graves danos psicológicos nos mesmos e na sua relação com a escola Não se passou comigo, mas conheci um ou dois casos. Ainda assim, se calhar fui da última geração das reguadas. Passou-se 8 para o oitenta. É triste. Os filhos de hoje, desconfio, não terão tamanha complacência no futuro.
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