Jesus, enquanto treinador durante os jogos, recorda-me largamente o meu avô, adepto ferrenho do Valadares. Tornou-se um ícone na Vila porque se colocava invariavelmente por trás da baliza, seguindo todas as jogadas rangendo os dentes e simulando, com o corpo todo, todos os movimentos entre as quatro linhas, todas as quedas, todas as falhas, e imitando mesmo o guarda-redes em todas as defesas e impossibilidade delas. Sabe-se que insultava os árbitros, gritava, gesticulava, sofria e atirava o boné ao chão. Sabe-se que ria às gargalhadas por vezes: era um espectáculo dentro do suposto espectáculo de jogo. Mas o meu avô não era o treinador. Jesus é. Tem de começar a filtrar as figurinhas em que se coloca, a não ser que haja dois dentro dele, o Jorge e o Jesus. O Jorge é o adepto do Sporting sublimado em adepto do seu onze SLB de cada vez: e aí passa-se, descontrola-se, excede-se. Por sua vez, Jesus é o profissional que depois surge pachorrento nas conferências de imprensa, como um buda do futebol, como o mestre do Panda do Kung-Fu... tebol. Pois, mas a UEFA, mal ou bem, como todas as instituições poderosas e até certo ponto selectas e secretas, não perdoa ao Jorge. Ainda não descortinámos o que pensa de Jesus.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
quinta-feira, outubro 27, 2011
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