«Tou-me a cagar para o segredo de Justiça», disse um dia Ferro Rodrigues. Depois disso, fomos compreendendo facilmente que o Partido Socialista estava-se, afinal, a cagar para Portugal. É por isso que não me sinto em nada sensibilizado pel'A Plataforma das Comissões de Utentes da Carris quando resolve deplorar profundamente o facto de estarem em avaliação estudos no sentido de acabar com as nove carreiras do serviço nocturno, matéria sob avaliação pelo grupo de trabalho criado pelo Governo para estudar a reforma dos transportes públicos. Se é verdade que as carreiras em causa asseguram o acesso a casa de estudantes, profissionais dos serviços de saúde e até aos trabalhadores dos grandes centros comerciais, pois não possuem viatura própria, e tais cortes põem ainda em causa o programa «Lisboa à Noite», cujo objectivo será aumentar a oferta de transporte público e aumentar a segurança na cidade, certo é que o fim das carreiras da rede da madrugada significará simplesmente o fim dos circuitos mais onerosos para a empresa. Aqui acabam os argumentos porque nem são precisos mais. O que é oneroso ao Estado deve acabar para que se não perpetuem vícios, dívidas, o desastre da gestão em qualquer lado. Não existe meio termo, uma vez que o sector público de transportes deve 16,8 mil milhões e isto merece uma resolução corajosa e rápida. Por uma vez, que a razão dos contribuintes se sobreponha à lei do menor esforço e ao comodismo de um irrisório número de pessoas, por mais legítimas sejam as suas aspirações.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
domingo, outubro 30, 2011
PCU DA CARRIS VS. PLATAFORMA DE CONTRIBUINTES
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