Sobre o que Cavaco Silva veio dizer desta vez, já muito foi escrito e dito. Ele não veio em defesa dos funcionários públicos, mas quebrar a solidariedade com um Governo recém-empossado e veio pregar mais um pregro no caixão da legitimidade democrática para abrir caminho a um putativo projecto de Governo de Salvação Nacional encabeçado por si, presidente de todos os portugueses que desejem suspender a democracia por uns meses ou uns anos e resolver as coisas doutra maneira. Ele faz parte da classe social dos insensíveis às condições de vida e dificuldades daqueles que há muito sofrem toda a espécie de faltas e carências. Se tivesse sido sensível aos que sofremos e padecemos faltas e carências, teria dissolvido a tempo e horas um Governo UltraDesonesto e UltraDespesista, como o de Sócrates, a tempo de impedir as medidas draconianas agora em perspectiva. Havia em Cavaco um homem absolutamente satisfeito e deslumbrado com as sacanices de Maria de Lurdes Rodrigues, títere do honestíssimo de Sócrates, ao caluniar e 'pôr na ordem' os desprezíveis professores: afinal o crime compensou e a desonestidade fez sentido, estamos muito melhor agora. Conivente nesse assassínio de uma classe profissional, não se pode dizer que lhe conheçamos convicções a não ser a da sua imaculada condição de sibila indubitável e não passível de enganos.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
domingo, outubro 23, 2011
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