ERAM TEMPOS DE BUFFET E CIRCENSES ERECÇÕES
Não passaram muitos meses desde o fim do socratismo, mas o escondimento e o silêncio são a alma da impunidade. Não faltam coisas, azares, desperdícios, assim, fracassos a roçar a vergonha absoluta, voluntarismos pífios que vieram a redundar em nada de nada. Agora que já não há mais nada que comer, resta perguntarmos «porquê?» Que festas fúteis em fim de dia, que comitivas enfarpeladas, que pedantes yes men com o salgadinho entalado entre o polegar e o indicador, alinhados e desfilando, como se tivessem botas de bons e sonantes tacões nazi, que prodigiosa fantasia justificou chegarmos a esta nossa fome, a este encostar à parede, talvez ao chão, na expectativa de que o tempo passe rápido pela bonança de um euro ou dois? E isso dar para umas latas de feijão.
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