SUBESTIMEM-ME QUE EU GOSTO

Sou um tipo de pessoa que sofreu ao longo da vida duas ou três provocações que me levaram a actos e atitudes do tipo «mais do que prometia a força humana». Foi graças a isso que passei três quartos dela-vida apaixonadíssimo por um foco de interesse de cada vez, esmerando-me nele em absoluto, para o bem e para o mal, com o bem a levar claramente a melhor. Pertenço ao número dos que duas ou três vezes se viram subestimados, varridos para canto, postos à parte, fora de quaisquer razões objectivas ou subjectivas para isso, se é que elas podem sequer existir seja para com quem for. Não há nada mais estimulante. Não há raiva decorrente mais transformadora. Só ainda não me dá sustento para uma vida digna. Parafraseando Jobs relativamente às suas e nossas escolhas profissionais e vectores de realização pessoal  «Find you passion»  tenho encontrado sem dificuldade as minhas paixões. Uma de cada vez.

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