segunda-feira, outubro 28, 2013

CAMBALHOTAS, CONSPURCAÇÕES E BRANQUEAMENTOS

Portugal volta a estar em perigo por causa da reincidência interventiva de Sócrates na vida pública, tal como a usurpa Soares, outro perturbador pedante, outro arrogante inveterado. O Nojo, afinal, não suportou o período de nojo natural que lhe incumbiria enquanto ex-Primeiro-Ministro. Não nos deu tempo, afinal, para nos livrarmos da pátina de toxicidade petulante da sua desgovernação, dos efeitos de uma gestão com os pés da Coisa e Endividamento Públicos 2005-2011. Temos, pois, que o que há de mais odioso em Sócrates reincide. Sou dos que escrevem e insistem no perigo que a sua majestática deriva narcísica coloca ao País, desde sempre. Se antes foi pela retórica obscena, hostilizadora, pela acção ou inacção dolosas e manhosas, hoje é basicamente pela palavra-atrito com que alveja a um tempo o rival que o apeou do Partido, Seguro, e o rival que o apeou do Governo e que o sucedeu no País, Passos Coelho. Mas também todos os inimigos que fez zelosamente. O odioso em Sócrates não pode ser ignorado, embora nem ele nem o seu entorno imaginem o cansaço, o esgotamento da paciência de milhões de portugueses só com a contemplação fortuita da sua fronha ou a audição casual da sua voz. Muito me surpreende que alguns venham lançar um borrifo de água benta sobre tal reformado da vida pública e pouco mais falte para santificar, sacralizar e inocentar esse narrador e a sua narrativa de saltimbaco político. «A coisa» não deixou de ser a coisa: o vazio ideológico e programático continuam lá disfarçados de abrangência naquela volatilidade à espreita de antena no oportunismo injusto de envenenar e perseguir, segundo o mesmo espírito oco e baixo com que se atafulha de testosterona e ambição mediática uma Casa dos Segredos. O odioso em Sócrates fez-se do cabotinismo ideológico no poder e da desideologização ainda mais perfeita lá. Se hoje se comporta com extremo indecoro e procura armadilhar e perturbar Passos Coelho, um Primeiro-Ministro em exercício, isso compagina-se com a velha malícia, velho estupor e degenerescência dos filhos espirituais e netos de Soares, a quem tudo se tolera e nada, nenhuma intervenção gagá, lhe é negado. Pelo que se vê, se há quem patrocine o regresso de Sócrates à retórica abrasiva e à mentira compulsiva na vida pública é Soares, o que, enquanto alto patrocínio, lhe deve sair caro. Nunca compreenderei como é que seis anos de passeio narcísico possam merecer absolvições e indulgências, tantos os casos justiciários mal ou nada explicados para onde o seu nome resvalou. Poucos políticos sem vida profissional própria ostentaram tanto como ele e se pavoneiam tão descaradamente quanto ele, o que, no estrito plano moral, e tendo em conta a miséria para que milhões de portugueses foram atirados, não deixa dúvidas a ninguém. E se o assunto dos assuntos, em 2010, era o PlayBoy então no Governo, convém recordar de que provocatório e obcecado consigo mesmo foi feita a intervenção pública desse actor literal. É profundamente anormal que se investiguem Primeiros-Ministros em casos sucessivos e todos tenham sido arquivados, sendo os arquivadores amigos e devedores de favores do alvo da matéria arquivada: Pinto Monteiro foi o Procurador Geral Restrito e Privativo de Sócrates. Há portanto uma causa directa para que sobre o hoje Manequim Político das Esquerdas terem abundado notícias de pequenos, médios, monstruosos, casos, de forma tão insistente sem qualquer esclarecimento: nunca um Primeiro-Ministro em Portugal foi tão agressivo como o actual Ayatola das Esquerdas, Sócrates. Nada da sua vida intima, do património da sua família, do seu percurso profissional e académico, na forma como exerceu os seus cargos políticos anteriores foi, depois de escrutinado, esclarecido e, depois de esclarecido, justificado. Nada. Mesmo as escutas ocultas a esse Primeiro-Ministro sem face o País não as chegou a ouvir nem a ouvir com que linguagem chula se referia ao Presidente da República, a Manuela Moura Guedes e ao caminho de falência inexorável para que conduzia o País, última ocasião propícia para aquelas negociatas cujas facturas caem hoje mesmo e amanhã nos Orçamentos de Estado de outros Governos. A verdade é esta: Sócrates, o Viciado em Si Mesmo, vende tantos jornais quanto Liliane Marise. Se gera tantos ódios não é só porque criou todas as condições para a bancarrota de Portugal, coisa agudizada pelo contexto de 2008 e 2010 e que apenas vitimou, excluindo o caso Irlandês, sociedades e democracias carcomidas de corrupção, dano, dolo, avidez e descontrolo, desorçamentação e manipulação mediática, como a Grécia e Portugal. Não, Rato Mickey Daniel Oliveira. O PlayBoy Diletante, na sua pesporrência sapateira, na sua arrogância petulante, na sua aparição quotidiana para qualquer coisa com sorridências para as TV, pôs-se a jeito. Nunca pensei que mesmo Vossa Excelência, Rato Mickey Oliveira, quisesse também ele fazer sua a grande narrativa branqueadora dos sequazes do PlayBoy, como os valupis e o corporações. Não vale a pena. Para entrar em default, ontem e amanhã, bastará ter um País na mão do Partido Chupcialista o tempo suficiente e bastará ter a cúpula corrupta que Soares pariu ao longo das décadas. Não é preciso mais. A Grécia também teve os seus ladrões de banco disfarçados de governantes. Qualquer grego sabe isto. Qualquer português deveria saber por que cargas de água tem estado Portugal tão à mercê de bancarrotas e de que vírus corruptor padece este Regime de glutões e autoridades morais de Esquerda, como Soares e a sua prole moral, Sócrates. Se há diferenças com outros Primeiros-Ministros, Barroso, Guterres ou Cavaco? Infinitas. Nenhum teria tomado decisões financeiras desastrosas diante da parede, na iminência de crash, nenhum teria acelerado mais PPP, mais despesa, mesmo com um Ministro das Finanças, como Teixeira dos Santos, a fazer um braço de ferro contra a fantasia à fartazana de bunker berlinense do SóCrash, os últimos ajustes directos à pala e com o biombo da crise: a Crise das Dívidas Soberanas deram para tudo. Inclusive para piorar o que já era mau de mais. Nenhum daqueles ex-PrimeirosMinistros sucumbiria tão monstruosamente a interesses, tráficos de influências, mentiras, medidas demagógicas e eleitoralistas. Só-Crash foi absolutamente único. Quem vê Só-Crash vê Vara e quem olha para Vara vê em que maus lençóis está metido Portugal para muitos e bons anos. Na escala de videirinhos da política, Soares foi um ás. Sócrates um perito em poker. Portanto, Rato Mikey Daniel Oliveira, o ódio a e o odioso em Mister Boa Vida têm raízes na práxis abjecta e no mau comportamento público, maquiavélico, revelado em crescendo ao longo de seis anos. Por exemplo, se venceu duas vezes as eleições, a última delas foi graças a uma monumental burla dos números do défice, a uma completa armadilha e campanha contra o Presidente, com inversão dos postulados e dos ganhos eleitorais, e ainda com amendoins provisórios para os funcionários públicos. António Costa nunca o teria feito. Rui Moreira e Rui Rio são o contrário disto e a ética que é preciso se sedimente na governação do País. E o que é que hoje verificamos? Que o vilão parece procurar criar uma aura forçada de salvador, coisa a que artigos como o do Rato Daniel Mickey se parecem prestar. Nunca, vendo o que hoje se vê, com a mão de Soares enclavinhada na carótida do Governo e o nervosismo dos parasitas no Aparelho de Estado nos destinos deste Ajustamento Externo, nunca outro Governo, sem a Troyka, poderia afrontar tamanhos interesses instalados e revolucionar as opções económicas e políticas de um País paralisado na capacidade de crescer praticamente desde a Revolução. Rato Mickey Daniel, o Despesista Negociatista Sócrates quis ser uma estrela e fabricar-se reluzente como a merda acabada de evacuar. Para isso investiu balúrdios com dinheiros públicos não só para perseguir e denegrir adversários, com Câmara Corporativa, como para que uma bateria de assessores lhe desses as melhores petas, as melhores palavras oportunistas da hora, o lado mais assim ou assim, dia após dia após dia. Se nem tudo se resume à inegável incompetência de Sócrates, tudo quanto o Regime é capaz ou incapaz se resume com a extraordiária húbris de Sócrates, o topete permanente de Sócrates, a insistência automediatizadora de Sócrates e provavelmente a sobreposição progressiva de Sócrates ao acutal líder do PS, Seguro. A Mentira está sempre em boa forma. E reincide. Este Governo, que é tão mau para o Rato Mickey Oliveira, tem é demasiadas contas para pagar contraídas por outros Governos. Nada mais biombo e útil do que ter surfado a complexidade desta crise para agravar, pelo gigantesco ajuste directo do último chupcialismo socratista, todas condições de vulnerabilização do Estado Português, entre 2010-2011. Manuela Ferreira Leite, a Velha, não parecia alternativa a Sócrates? Seguro não o é a Passos. A Troyka está a impor-nos austeridade, essa austeridade provoca uma revolução na estrutura económica do País, menos dependente de financiamento e mais dependente da capacidade de gerar autonomamente riqueza e captar investimento. Nunca nada ficará exatamente na mesma, especialmente para Funcionários Públicos, reformados e pensionistas, embora haja mais País e mais economia para além deles. Teremos de ter viva a capacidade de ver o que de positivo resulta para o País no atual quadro europeu exigentíssimo, quais as transformações úteis, que nos homologam aos Países mais ricos. Que sinais positivos se observam quotidianamente? Nada disto interessa ao Rato Mickey Oliveira nem à boca merdificante, mal-humorada e pessimista das Esquerdas mais Raivosas. Nada disto interessa às Eminências Pardas do Regime, aos soares e aos pobres diabos do quanto pior, melhor. Nada disto interessa ao raivoso e vingativo Parisiense cuja meta é ver Portugal a colapsar precisamente agora que se encontra na derradeira curva de saída desta puta desta Troyka. Também por isso, o ódio a Sócrates e o odioso em Sócrates são o que são e nascem do que nascem. Para que nos serve quem está sempre do lado do Show da política e não conhece a palavra escondimento, desaparecimento para não atrapalhar e não emerdar a nossa vida já suficientemente penosa?! Só um charlatão nos venderia a ideia de que, após ter destruído tudo, poderia salvar e solver tudo e fazer diferente. Diferente como quem, pelo amor de Deus e à espera de quem?! Diferente de Hollande e a sua pressão fiscal ultrapesada?! Não sou de Direita. Sou da Ética. Da ética ainda que politicamente tíbia de Rui Rio, da Ética de Eanes, cada vez mais próximo da honestidade básica de António Costa, cada vez mais da ética pública que Rui Moreira vai corporizando, apesar de ter sonhado qualquer coisa de mais ágil e mais musculado para o meu Porto. Sou mesmo capaz de uma crítica tão impiedosa à suposta Direita em Portugal, que não conheço [o CDS-PP é uma espécie de socialismo cristão ambíguo e híbrido] quanto à Esquerda Regimental, sórdida e violenta sobre os que a contestam. Àqueles, como o Rato Mickey Daniel, que consideram as novas gerações de Direita particularmente agressivas, conviria recordar-lhe as consequências evidentes do Esquerdismo Excessivo por que se pauta o Desaguisado Constitucional, onde nunca há consenso nos óbices aos Orçamentos, e alguma da Elite Política e Aparelhística que se acoita em Lisboa: são péssimos gestores e ainda piores matemáticos. Se a Nova Direita representasse contas sérias, rigor, disciplina, defendendo Portugal dos Bancarrotas Chupcialistas, teria de ser bem-vinda. E se uma Nova Esquerda [que não conheço senão no que António Costa promete vir a liderar] representasse um desejo de transparência, seriedade e rigor nas Contas Públicas, coisas que o PlayBoy traiu em toda a linha, também seria bem-vinda. Mas as contas da Velha Esquerda são sempre de subtrair e a retórica da Velha Esquerda só conhece direitos, está-se a cagar para os deveres. Fabricou um País Político de Paxás e Pançudos. Olha-se para Almeida Santos, Manuel Alegre e Mário Soares e ficamos a perceber o que é a Velha Esquerda: uma cambada de nababos, de paxás, gente bem confortável na vida, acumulando os milhões que o deslizar habitual nos direitos à portuguesa tece. Essa Riqueza do Regime que a Velha Esquerda ostenta não a ostenta o PCP, valha-nos isso, reduto, apesar de tudo, morigerado e coerente dele-Regime. Se, em seis anos, foi criado um cerco de suspeição e um debate quase exclusivamente em torno do carácter do ex-Primeiro-Ministro PlayBoy, não foi somente porque esse Apolo dos valupis e Messias dos corporativos se prestou deliberadamente a isso, mas porque tal deus mediático é de uma estupidez verbal que se dispensa. Não estamos interessados em ninguém anguloso-obsessivo de pretenso centro-esquerda, que confunde coragem política com aventureirismo e desbocamento. Onde alguns avençados da opinião lêem extraordinária capacidade de confronto e combate, só se pode ler verbalismo estéril, vício de boca, mania do palco, esterilidade, psicopatia. Portanto, mesmo que por mera hipótese académica, é um acto inominável e impensável incensar o regresso do PlayBoy Parisiense à política activa, ao politicar forjado por Lula. Para que quer a vida pública portuguesa um homem sem convicções, só com vinganças, político enlouquecido, imprevisível, bon vivant, sempre a meter veneno e a atirar pedras à engrenagem nacional?! Há ainda um papel histórico que lhe pode ser reconhecido: a última e derradeira higiene de desaparecer. Fique lá com esses dinheiros não só de um outlet em Alcochete, mas de todas as comissões decisórias e favoritismos que levam hoje Ricciardi do BES a reapreciar o modo como o Estado Português deva pagar o que deve, no âmbito do monstruoso conluio dessas PPP; favoritismo em crise hoje quando Ricardo Salgado ostenta um ar pesado e compungido por causa da taxa com que este Governo quer taxar a Banca. Somos todo um País, toda uma mole de Direita, de Esquerda, sem Esquerda e sem Direita, com Fome de Ética na Política, que se está a cagar para a ambição imortalista de Sócrates através de uma reedição mais chula de uma vil e gasta omnipresença mediática. Bastou o que bastou e foi mortífero da nossa paz e de parte do nosso futuro colectivo. Se o Daniel Mickey Oliveira não percebe isto, meta explicador.

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