ELISA, A EMPRESTADA IMPRESTÁVEL

O negócio da política — e para o PS [talvez ainda para o PSD!] fica patente que pouco mais é que um negócio de lugares elegíveis numa lista à toa marralhada e à toa olhada como prémio de lealdades — corre o risco de desmoronar para os lados do Rato, pelo menos nas suas ambições portuenses de penetração autárquica. O monopólio das gaffes atribuído prematuramente à Líder do PSD acaba de ser oficialmente cedido a Elisa Ferreira. Provavelmente alguém terá de vir a terreiro a fim de corrigir o seu dito [“apenas emprestei o nome à lista”] tal como, segundo alguns maldosos, costuma ser necessário corrigir e clarificar certas afirmações de MFL, serviço inglório a que se dedicam certos comentadores e deformadores de enunciados na ânsia de exercerem erosão ao nome e discurso do oponente. Certo, certo, é que Paulo Rangel, no meio de toda esta questão da política como oportunismo rasca, emerge com o carisma, o saber e a liderança que fazem falta, pois acredito que nem todos os políticos tiram os seus cursos em vãos de escada, esconsa e clandestinamente. Também os há com mérito e capacidade intelectual, estudo doloroso e aprofundado, sentido de Estado e Alta Exigência Ética, Espírito de Serviço e não de Luxo impotente e insultuoso. Mas não se pense que o voto dos portugueses apostará num partido, PSD, sem um claro compromisso assumido por correcção das injustiças sistémicas urdidas pelo Autismo Social e Boicote Deliberado à coesão interclassista perpetrados pelo desastroso e devastador PS: «O cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, questionou hoje a “credibilidade e a seriedade do PS” por incluir um nome como o de Elisa Ferreira que ontem disse que “apenas emprestou o nome à lista”. “Eu vou ao Parlamento Europeu (PE) assinar o nome. Quero é vir para cá para o Porto”, declarou a candidata durante uma visita ao bairro do Viso.»
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