2012, BEM-VINDOS AO MASSACRE
Por amor da despesa desenfreada, do desbragamento das clientelas, do luxo nas obras de regime, do neo-riquismo partidário em perpétuo regabofe e da promiscuidade da política com os negócios, passeamos pela fantasia mentirosa socratista, essa espécie de contagem decrescente até ao rebentamento da nossa soberania e da sustentabilidade do próprio Estado. Agora, os tempos são de imenso rigor, do massacre feito de sacrifícios e da reinvenção do nosso viver. Por mim, já ando a pé de casa para o trabalho e do trabalho para casa há um ano e este ano é o mesmo. Era assim que os meus avós viviam: sobre as pernas, segundo o suor. No entanto, há qualquer coisa que avulta no meio do anúncio tão gravoso de esta noite: se nos esperam tantas dificuldades, se é o massacre o que sofreremos sob medidas brutais, então àqueles que nos conduziram aqui, [e qualquer um pensa em Sócrates, aos gestores políticos e trabalhadores das empresas públicas e suas mordomias e suas regalias, imoderação de décadas, e todos os despesistas enraivecidos, qualquer um pensa em Jardim] nada lhes acontece?! Estou pronto para o combate quotidiano, para as privações e as dores que me testam a resiliência e a combatividade. À minha volta, os velhos gastos, a velha vida, os velhos hábitos. Será a vida a virar tudo ao contrário e não a antecipação racional de muitos cidadãos ao que se prepara para entrar em vigor.
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Comments
Se foi isto que Passos Coelho prometeu, há iliteracia a mais entre os portugueses, ou é um aldrabão refinado, de outro estilo, que não o de Sócrates.
Passamos de um engenheiro técnico para um economista de 3ª, que não sabe o que anda a fazer e já lá vão 4 meses a sacar e mais nada.
Até o Frasquilho gagueja!
E só os funcionários públicos é que pagam?
deviam ser criminalizados
mas ninguém tem colhões