

Nem pelo singelo facto de ser bispo castrense
da Igreja que sou e em que me fiz e farei, levo a sério o discurso
embrutecente de D. Januário Torgal Ferreira, especialmente quando atira coisas desta natureza:
«esta noite foi uma "noite de jubilo" para os portugueses que votaram neste governo». Dispenso ironias e sarcasmos de quem come e bebe do melhor, grita ao pormenor e cala o por maior. É preciso ter um cérebro do tamanho de um colhão adormecido para rebaixar esta questão dos esforços e sacrifícios nacionais à miserável questão dos votaram e dos que não votaram no PSD e no CDS, especialmente quando o que ali subjaz é a aclamação sorna e a santificação manhosa da 'bondade' maliciosa residente na 'esquerda' chupista e reles do anterior primeiro-ministro, corja com as costas quentes em quem, graças a Deus e já foi tarde, não se votou a reeleição, mas se puniu e com resultado lisonjeiro. Definitivamente, este bispo que se acha mediático não me representa nem me diz nada tal como a demais nódoa eclesial do patriarcado que não denunciou nem confrontou alguma vez quaisquer laivos de miséria moral no exercício do poder pelo socratismo. A chantagem abortista do socratismo passou sem guerra, sem teologia e sem humanização em face de tão espessa e agressiva insanidade laicista. Se este bispo consegue
consolar a tralha socratista,
I rest my case, estamos conversados. Cambada de fracos, de insossos bíblicos! Parece que a esses Deus os vomita, embora os vomitados também não se fartem de vomitar alarvidades.
Comments
Ele não fala como bispo, nem representa a Igreja, porque eu entendo-o e não sou praticante e reconheço-lhe uma tentativa de aplicar a visão e a doutrina cristã à realidade, o que não acontece com o partido social cristão.
Há dias o Patriarca de Lisboa deu uma palmadinha nas costas nas medidas de PPC que se esperavam (muito mais mansas) e o Joshua não se insurgiu... Será que se D. Januário aplaudisse este saque lhe tiraria a razão? E já agora, no tempo do Sócrates, foi um dos muitos responsáveis da Igreja católica a condenar as suas políticas anti sociais. Não basta negar e muito menos querer estigmatizar, porque a posição do Joshua é a mesma, ao contrário.
Amanha publico eu.
como a de muitos outros, mais emocional que racional, porque racionalizar que 10 milhões de portugueses se demitiram de ter um papel na política do estado, desde que o estado lhes desse as prebendas mínimas, racionalizar a demissão de todos os que comeram na gamela pública (ou adjacentes)é impensável
logo é melhor arranjar bodes na falta de bodos
é a inducação incívica que criámos a todos os níveis
Para que conste Passos Coelho é um reles traste, que não sabe o que é trabalhar, tinha uns lugarzitos arranjados pelo seu mentor e que chegou ao poder mentindo com todos os dentes. Até mentiu para as crianças ao afirmar que nunca pensou em retirar o subsidio de natal aos trabalhadores. Não foi um, nem dois que tirou, foram mais e merece cada escarro que lhe seja dirigido. É um nojo de pessoa. Eu trabalho, sempre trabalhei, à 40 anos sem baixas nem reformas para matar a fome a esse cab...
Eu que votei neste Governo começo a acreditar que foi mau termos derrubado Sócrates.
Luis Carlos