PUNIR OS NOSSOS QUERIDOS LADRÕES
Estas manifestações são excitantes, têm cio, larga berraria e uma alegria trágica servida com angústia e estamos todos fartos de sofrer e de nos ver prometido mais sofrimento. Pensar que a humanidade real s pode conjugar e unir, forçando um modo novo de ser servida é ainda uma bela ilusão. Estou no Porto e, embora sejamos muitos a encher os Aliados, não há vozes autorizadas que coloquem um começo de dedo na verdadeira ferida que nos fende, só testosterona e dispersão por enquanto. Perante o nosso tão extenso e tão justificado agastamento devido ao esmagamento das nossas condições de vida, está na hora de devassar, caçar, julgar e punir quem decidiu contra nós nos últimos anos e ainda ousa regougar razões de mau pagador e colocar no terreno os insultos que não colam com o esforço e a seriedade dos actuais actores da decisão política. Está na hora de ir à procura dos ladrões risonhos dos últimos anos e que a Justiça seja servida pela primeira vez, em Portugal, uma vez que após a derrocada do salazarismo, sem qualquer crivo, sem qualquer clarificação, sem qualquer forma de ajuste de contas, o que nos foi dado foi o sucessivo desbragamento político playboy com o nosso dinheiro sob o disfarce da pseudo-democracia ao serviço da sofreguidão de muito poucos. Pense-se só nos últimos seis anos, pelos quais políticos mentirosos e desonestos se articularam com comentadores serviçais e venais, vendendo a alma ao diabo, escamoteando a realidade, enfim, chega! As praças enchem-se tarde, a insciência e a distracção gerais, vê-se agora, acabam por custar demasiado muito caro, especialmente quando se assassinam e menoscabam os que alertam e avisão. Mandem uma brigada a Paris. Expulsem do Parlamento decisores evidentemente danosos e insolentes que se recostam languidamente nas cadeiras de espaldas nas comissões cuja presidência deveriam ter vergonha de assumir. Comecem pelo princípio, e esse será o nosso começo de conversa, começo dos pontos nos ii, começo da nomeação dos bois.

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Comments
Muitos parabens pela sua inconsistencia ideologica
Pedro Santos, Londres