quinta-feira, janeiro 19, 2012

CHULOCRACIA PORTUGUESA COM CERTEZA

Não posso dar demasiado a valor à amostra de 1207 inquiridos e ao trabalho de campo decorrido em Julho de 2011: não temos massa crítica para se pronunciar, com peso, sobre a pseudo-democracia insalubre que nos calhou na rifa, mas é intuição geral o fosso deprimente em que nos metemos com muito do pessoal rapace que se alcandorou à política. Tudo é lixo, tudo é lastro. Tanto podemos ter o grau zero da governação mais reles e mais imoral [Sócrates, com o seu Aborto Contraceptivo, o seu Acordo MerdOrtográfico, a sua hostilização gratuita e sacana dos Professores, a sua avidez comissionista, a sua cupidez facciosa, a sua devastação endividatória infrene e exponencial do Estado] como o grau zero do reles sindicalismo [anacrónico, irrealista, antipatriótico]. Não é que apenas 56% dos portugueses considere que "a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo", e isso perturbe, mas, sim, que a percepção geral seja simplesmente esta: qualquer outra democracia europeia é, de longe, preferível à chulocracia em que os principais partidos da alternância chulante e clientelar converteram o actual Regime, com as suas cartas viciadas, com a reivindicação básica de direitos irrealísticos, mas sem produção de riqueza, sem trabalho, sem equilíbrio de contas públicas. Sintomático é também que, ao ataque externo dos mercados, como escreve hoje, e bem, Daniel Deusdado, corresponda o ataque interno da CGTP, essa cambada da só-garganta ao serviço dos seus nababos delegados sindicais. Por que é que não vão para os países nórdicos aprender a servir simultaneamente os trabalhadores e os melhores e mais sustentáveis caminhos para a geração de riqueza?!

2 comentários:

Floribundus disse...

esta coisa não passa duma revolução socialista
este socialismo de 'distribuição' é só para uns tantos e sempre os mesmos

gostava de viver em democracia, mas não me deixam

Anónimo disse...

Em tempo de crise até a memória se vai, desaparece por interesse e "lambebotismo".
Se assim não fosse enaltecia-se o papel da CGTP, pois foi graças a ela que muitas das regalias que os trabalhadores conquistaram, e que hoje o capitalismo rouba, se devem ao seu labor.