Não queria acreditar nos meus olhos, esta noite, ao ver a tosca figura de Paulo Querido, pelas TV, a fazer de palhaço entre palhaços, ostensivo diante das câmeras, às portas de Belém com a tal caricatura exibicionista e estéril do peditório. Nasceu-me imediatamente dentro um certo asco inefável, dada a biografia recente do espécimen: diz-me com quem andas... Ora, as companhias do Querido definem-no videirinho entre videirinhos: outrora, de tão íntimo de Sócrates, de tão deslumbrado com Sócrates, de tão enroscado a Sócrates, cioso dele, repleto dele, foi sintomático que pela mesma altura me tenha arrumado sumariamente no seu credível departamento do lixo. O que vale é que por cada Paulo Querido — de bem com o Mal e ainda melhor com a Paródia —, haja talvez três ou quatro Paulos Futre, pessoas com um coração absolutamente humano e fraterno, capazes de empatia com qualquer outro ser humano e superior capacidade de encaixe. O encaixe da crítica mordaz e da discordância de princípio. Disso, o Querido, que é histérico, vai sendo uma caricatura de mau gosto.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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1 comentário:
Não conhecia esse tal de Querido (fiz uma pesquisa rápida, a despachar). Parece que é uma coisa que se faz de útil e que promove o 'jornalismo netista' vigiando constantemente a bloga e as notícias sem interesse que caem na Webb todos os dias. Escreveu emocionado, em 2009, sobre o efeito "de bomba paralisante" que teve a morte de M. Jackson (!) em "tempo real" nos 'chatrooms' deste mundo ocioso (...). Querido só parece interessar a ele-próprio e ser bom para ele-próprio. Em suma, mais uma nódoa nacional. Está bem para o folclore; e o ambiente safado de acampamento e farturas à porta de Belém fica-lhe a matar. Mas tenho que referir aqui algo que ouvi ontem ao gesticulante-e-sabedor Ricardo Costa, na Sic-N: dizia ele que Cavaco estava agora a pagar pelo uso do FaceBook e pela comodidade impensada com que resolveu utilizar essa arma de múltiplos gumes - que num segundo se vira contra os próprios. Dou-lhe razão; Cavaco, como PR, devia estar acima dessas modas, pesar - sim - as suas intervenções públicas e comunicados, seguir vias mais tradicionais e não (ter dado) dar confiança a mais a gente (que ele devia conhecer bem...), nas suas reacções excessivas, invejas e baixarias - 'gente' que é muitas vezes este pedaço vociferante e despenteado de povo português. Em certo sentido é bem feito: pela boca morre o peixe.
Ass.: besta Imunda
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