JARDIM, UM MOSTRENGO NA NOITE DE BREU

O post de João Carvalho, a seguir parcialmente reproduzido, vem sublinhar algo extremamente grave segregado pela ética balofa jardinista. Não deveria passar em claro aos eleitores da Madeira, se é que os há efectivamente e não robots passíveis de traficância, caciquismo primário e consciência tranquila sob uma tirania mais ou menos sub-reptícia: «A uma semana das eleições regionais, o líder do CDS-PP da Madeira contou com a presença do seu líder nacional e disse, para quem quis ouvi-lo e com as palavras todas, que parte das verbas tranferidas de Lisboa para a reconstrução da ilha após a catástrofe foi desviada para as vistosas iluminações de Natal e para o Carnaval (imagino incluído o desfile pseudo-brasileiro que costuma abrilhantar a tradição madeirense). Esse desvio de verbas, que não foi desmentido, configura não só um escândalo enjoativo, mas um novo (tipo de) buraco nas contas que Alberto João Jardim anda há anos a decidir à sucapa. Pelos vistos, o homem não se limita a fazer letra morta das obrigações que tem, mas também descai para opções à revelia do mais elementar senso comum e do respeito que deve aos outros, ao país, aos que foram acudir à reconstrução da Madeira.» João Carvalho

Comments

Anonymous said…
Urge fazer uma verdadeira revolução, que não foi feita (era o que mais faltava...) quando se deu a paupérrima e logo aproveitada 'revolução dos cravos'. Urgeria se a UE, o mundo, a merda da globalização e os capitais dos corretores-negros não tornassem isso agora impossível. Mas se pudesse 'urgir', ela era fundamental - imprescindível - para podermos continuar a existir, em dignidade, por mais algumas décadas ou séculos. A urgente revolução está para acontecer desde que se deu 'o grito do ipiranga' e - apenas munidos da carta de 1822 - ficamos sós a contemplar o nosso umbigo pobre. Mas ela não se deu; esfarrapados por 3 invasões francesas, geridos por generais ingleses, destroçados e roubados pela Guerra nós portugueses decidimos caprichosamente que a diferença entre absolutismo e liberalismo era apenas uma mudança de personagens e de caciquismos locais terratenentes (agora novo-rico, burguês e falso nobre). A propriedade foi repartida entre partidos (autêntico...), a Companhia das Lezírias um embuste burlão, as barafundas inúteis na Guerra Carlista em Espanha uma negociata de armas e pólvora; e os nossos infelizes Soberanos contemplavam tristemente a farsa da Regeneração - enfarpelada, envernizada de novo em armazéns à Baixa. Mais algumas décadas para concluír (convenientemente) que "o mal, todos os males, estavam na Monarquia; a República é que era!!!". Depois mais 16 anos de CRIME e BRUTALIDADE para concluír que "os nossos ideais são muito bons, as condições é que são péssimas". Depois mais algumas décadas debaixo da orientação de um severo Pai para nos dizer como viver (que é a única maneira de o povo português se sentir bem...). Depois a falsa revolução que - passados os disparates leninistas, trotskistas e maoistas - conservou tudo o que havia de pior do regime do Estado Novo (compadrio, cunhas, corrupção, pedinchice, preguiça, funcionalismo aldrabão e utilizador de atestados médicos falsos, acomodação, etc); entre os males seculares que nos assombram estão os caciques e a moleza do povo apra o aceitar a troco de umas migalhas. Alberto João é uma relíquia histórica, é um fóssil vivo; e sócrates, uma reles tentativa provinciana de imitar Fontes; e os deputados e autarcas que defendem ferozmente as suas gamelas são os eternos personagens de uma sociedade enferma e viciosa; e o Povo é o pano de fundo deste teatro carnavalesco. A manter-se toda esta malta nada melhora: "para mudar um sociedade há que mudar as pessoas, mudar de agentes; não se pode mudar de política com os mesmos políticos".

Ass.: Besta Imunda

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