JOBS, APLLE E PAZ NA TERRA
Jobs fica para a paz na Terra e a unidade da espécie humana, pela sofisticação das formas de partilha, pela sofisticação do conforto tecnológico e da comunicação, como, por contraste, Marx ficou para a luta de classes e a revolução do proletariado, apesar de um arrependimento tardio a que os exegetas não costumam dar relevo. Já se sabe que o século XX alombou com as utopias do livro que regeu jornadas de sangue enquanto impunha uma fraternidade forçada e sobretudo viciada. Embora bem intencionada, a semente má fora lançada e o semeador cedo pôde perceber que caminho ou bronzear maligno levava a sua cizânia. Jobs, pelo contrário, viu o alourar de uma outra seara bem mais promissora e pacífica. Ainda pôde recolher o grão em milhões de dólares e milhões de clientes felizes à parte o facto de que nem tudo foram rosas. Não há, porém, por enquanto, invenções nem aplicativos que contornem uma enfermidade fatal, apesar da luta desigual e heróica travada. Mas há óbitos relativos, tendo em conta «os que se vão da lei da morte libertando» por feitos grandiosos que a Humanidade muito agradece.

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Comments
Mas mantenho que a violência foi teorizada como processo de luta contra as desigualdades. Em vez de último recurso teorizou-se como recurso prioritário e inevitável.
A compaixão de Marx pelos explorados da indústria poderia ter seguido um caminho diverso, rompendo com o velho fermento e o velho vírus sangrento. Não é verdade que a violência da Bíblia também foi a conveniência das Igrejas?