Quinta-feira, Outubro 06, 2011

JOBS, APLLE E PAZ NA TERRA

Jobs fica para a paz na Terra e a unidade da espécie humana, pela sofisticação das formas de partilha, pela sofisticação do conforto tecnológico e da comunicação, como, por contraste, Marx ficou para a luta de classes e a revolução do proletariado, apesar de um arrependimento tardio a que os exegetas não costumam dar relevo. Já se sabe que o século XX alombou com as utopias do livro que regeu jornadas de sangue enquanto impunha uma fraternidade forçada e sobretudo viciada. Embora bem intencionada, a semente má fora lançada e o semeador cedo pôde perceber que caminho ou bronzear maligno levava a sua cizânia. Jobs, pelo contrário, viu o alourar de uma outra seara bem mais promissora e pacífica. Ainda pôde recolher o grão em milhões de dólares e milhões de clientes felizes à parte o facto de que nem tudo foram rosas. Não há, porém, por enquanto, invenções nem aplicativos que contornem uma enfermidade fatal, apesar da luta desigual e heróica travada. Mas há óbitos relativos, tendo em conta «os que se vão da lei da morte libertando» por feitos grandiosos que a Humanidade muito agradece.

2 comentários:

A efervescência da mente disse...

Fale-se do proletariado e a sua contextualização histórica quem perceba dele e o saiba realmente responder. Não existe contraste nenhum, muito menos analogia. Existe sim uma evolução de acontecimentos, um influente do outro. Foi por Marx se preocupar com empregados de fábrica a viver em condições miseráveis que hoje poderemos disponibilizar de todo o conforto da evolução erudita tecnológica, e possamos balbuciar sobre ela sete ventos de intelectualidade brejeira. Marx foi a conveniência de Lenine, assim como a Democracia foi a conveniência de Hitler. Acrescento ainda que também não existe qualquer comparação entre República e Marxismo, somente relação sectária de diferentes assuntos em órgãos de poder, um parafilosófico, outro parapolítico.”

joshua disse...

eu sei que o post é meio desajeitado. Vale o que vale.

Mas mantenho que a violência foi teorizada como processo de luta contra as desigualdades. Em vez de último recurso teorizou-se como recurso prioritário e inevitável.

A compaixão de Marx pelos explorados da indústria poderia ter seguido um caminho diverso, rompendo com o velho fermento e o velho vírus sangrento. Não é verdade que a violência da Bíblia também foi a conveniência das Igrejas?