Quarta-feira, Outubro 12, 2011

PILHAGEM SEM PROSCRIÇÃO

Até ao Governo Passos, todos os governantes exerceram as suas funções com dolo e perversão das prioridades, especialmente o último, última aberração consentida por quem vota com o ânus e as respectivas conexões neuronais migrantes do seu lugar natural. Um partido político e um mau líder que se esmeram em pilhar e enganar o seu Povo, enriquecendo à sua custa, passando depois a um sereno exílio dourado, merecem o quê? Não o exílio do luxo, mas a proscrição vergonhosa, no mínimo. Mas esses actos, esse devorismo, essa mentira, esse embuste, que deveriam ser severamente punidos e são, embora só em Países a sério, vêem-se aqui, na modorra nacional, premiados com condecorações e outros benefícios honoríficos em Paris, nos Trópicos, nos Negócios. É como se o violador, depois de passar violando por anos a fio, pudesse finalmente descansar em paz num lugar paradisíaco qualquer à sua escolha. Por isso rechaço os que têm medo de incendiar as consciências dormentes quanto à necessidade de criminalizar a política, não consoante as cores, porque o que valha para Sócrates deverá valer para Jardim e para quem quer seja. Crime é crime. O crime político julga-se nos tribunais e não nas eleições para que gente sem escrúpulos e capacidade de prejudicar populações, enquanto ceva os seus, não se fique a rir com cursos de filosofia para encher e uma vida de luxo após tanto dano causado a terceiros a quem supostamente deveria ter servido pelos caminhos do bom senso e da prudência, não do aventureirismo e da crispação estéril. Não é uma aberração nem um caminho perigoso que se criminalize a maldade contra um Povo, a fraude contra um Povo e o prejuízo do erário de um Povo à pala da política por ser política. Criminalizar a política não se trata de um ataque à democracia e muito menos de um extremo de demagogia ou populismo. Trata-se simplesmente de Justiça e de uma forma de nos protegermos e prevenirmos de actores daninhos, sem escrúpulos, capazes de tudo para si e para a sua facção. A falta dessa Justiça demonstra-se pelo facto de estarmos como estamos. Se há musas a que apelar são as da rectidão e do rigor, do escrutínio democrático e as da transparência, que as da liberdade deram-nos trafulhas e mentecaptos. Não há actividade mais doentia que esconder informação e enganar a opinião pública com um «comportamento teimoso e abrasivo». O que faz Sócrates fora da prisão ou de qualquer acusação fundamentada? Por que tomamos os islandeses e os ucranianos por parvos? 

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