segunda-feira, janeiro 16, 2012

NÃO PAGO CARALHO NENHUM!

«Enquanto partidário de todas as liberdades, não me incomoda nada que cada professor, como qualquer outro cidadão, decida fazer as formações que lhe aprouver e espatifar, como o entender, o seu próprio dinheiro. Além do mais, a incorporação de saberes e de competências pode sempre constituir um factor de desenvolvimento pessoal, mesmo que a formação obtida não conduza, na prática, a qualquer tipo de reconhecimento profissional, mercê do interminável e entorpecedor inverno que se instalou na carreira dos professores. [...] Se, neste país, até os funcionários do Banco de Portugal têm um subsídio anual para aquisição de livros, material informático, automóveis e segundas habitações, será que os professores, vergastados com cortes nos seus salários, congelamentos das suas progressões e confisco dos seus subsídios, ainda têm uma particular disponibilidade e voluntariedade para reduzirem mais os seus rendimentos e para se mortificarem com formações que, no fundamental, são iscos por medida e de que não tiram qualquer proveito pedagógico, didáctico e de compensação na carreira?» Octávio V. Gonçalves

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