quarta-feira, janeiro 18, 2012

PORTUGAL DE PERNAS ABERTAS COMO NUNCA

«O problema maior de Portugal é bem maior que Portugal. É a União Monetária, é a provável saída da Grécia do euro, é o risco de descontrolo posterior, é o corte de "rating", é as taxas de juro terem ontem disparado mais trezentos pontos (!), é a paragem cardíaca da economia, é a falta de receita fiscal - é a falta de dinheiro, de dinheiro vivo para pagar dívidas, contas, salários, importações. Por isso se vendeu a EDP depressa e bem, por isso se tenta aviar a REN enquanto há tempo, por isso se acolhem chineses, se visitam colombianos, se entronizam angolanos, se assediam brasileiros, se desejam russos, árabes e omanenses.» Pedro Santos Guerreiro

1 comentário:

Anónimo disse...

Portugal está de pernas abertas, de esfíncter anal dilatado e apontado para a Lua, boca-aberta-de-sombra, esfarrapado, sem fronteiras, sem alfândega, sem defesas ou artilharia anti-aérea. Completamente à mercê. Os 'mercados' definem e arrotam - nós caímos de borco no mesmo instante. A Europa, essa entidade mítica que tem como líderes uma mulher-ensacada e o respectivo moço de recados (que fala francês) e dois cabides catatónicos chamados Barroso e 'Roncoiso', é incapaz de agir como um todo e com a devida rapidez. A resposta às acções de guerra americanas devia ser fulminante e desproporcinal de brutalidade. Doutra maneira não adianta. Mas a "europa" não tem meios; não tem nem quer ter. Por outro lado, ainda poderemos ver em breve uma crise de dimensões bíblicas com o 'dollar' - que cada vez vale menos em relação ao preço do algodão necessário para fabricar as próprias notas. Até o preço das tintas usadas pela FED está pela hora da morte. Quando a dívida ingerível e impagável dos EUA ficar completamente a nu - de modo que nem a Moody's possa fingir que não vê - então teremos mais outra catástrofe global em cima de várias outras nunca ultrapassadas. Só com golpes e burlas os americanos poderão recuperar as suas contas. Estima-se que o sector industrial americano empregue neste momento apenas cerca de 11% da população activa; o que estarão a fazer os outros 89%?

Ass.: Besta Imunda