quarta-feira, janeiro 18, 2012

SÓ UM BÊBADO SAUDOSO DA CHARLA SOCRATESIANA

Se atreve a comparar o incomparável. Depois de Teixeira dos Santos ter estabelecido para o Governo o limite de 7% os juros da dívida pública como ponto de não retorno para o pedido de resgate, o certo é que esse valor foi ultrapassado sem que nada se passasse. Foi preciso que os Bancos nacionais gritassem aqui d'el-Rei, não podemos comprar mais dívida pública, que, pelo Primadonna, a escalada dos juros continuaria. Mudar de Governo (i.e., limpar Portugal da sua nódoa Sócrates, coisa daninha, pessoalizadora do poder, sempre embevecido consigo mesmo, o grande narciso, masturbando-se todos os dias no teleponto como monarca absoluto, vingativo, mimado e tirano) nunca poderia ser condição exclusiva e isolada para a descida das taxas de juro. Já estávamos parcialmente nas mãos de factores externos fora do nosso controlo directo, mas era necessário fazer a nossa parte, instituir a transparência lá, onde havia vigorado a trapaça e o favor amiguista. Neste momento, as agências de notação não degradam o rating da República em função do descontrolo orçamental, mas, sim, em virtude dos desequilíbrios macroeconómicos entre países do euro. Não se pode escamotear isto. O optimismo que Sócrates brandia, como grande analfabeto e parvalhão que era, a sua euforia irrealista, as suas fantásticas prestações a bordo dos aviões de mendigar ao colo de Chávez, as suas maratonas solistas, redundaram em nada mais que em pré-Bancarrota. Para obviar a esse cenário, este Governo aumentou o IVA, reformulou prestações sociais, introduziu um conjunto de alterações com impacto directo na despesa do Estado, implicando sacrifícios e realismo em face da nossa efectiva produção de riqueza  éramos um País a viver como a Cigarra da fábula: 10% anual para lá do PIB. Aguarda-se pelos devidos efeitos de quanto se negociou com a Troyka. Simplesmente, fazemos parte de um sistema europeu assimétrico, armadilha das armadilha. Pode o mundo europeu até ruir, mas temos de fazer o contrário do Governo Sócrates, que à pala da Crise das Dívidas Soberanas  grande biombo para ainda mais trapaças e ajustes directos ; bem como à pala da grande treta de estar esse Governo a defrontar um problema internacional, continuou a dinamitar as nossas hipóteses no triénio 2008-2011, na avidez de não perder pau e bola eleitoral com o suporte da grande indústria privativa de enganar papalvos — esses assessores maquiavélicos especialistas em comunicação, converseta mentirosa, operações plásticas à verdade. Sim, nos últimos seis meses, as agências de notação baixaram o rating da República e efectivamente os juros romperam a barreira dos 14%. As causas são sistémicas. A crise é a do Euro. Com Sócrates essas causas seriam sistémicas e morais. Era evidente a incompetência, a errância discursiva e a extrema descredibilização do seu papel nefando, ao conduzir o País à iminência de falir. Quem conduz Portugal à iminência de falir, falha em toda a linha e merece processo, julgamento, prisão. Sócrates, essa bailarina apenas desculpabilizada e absolvida pelos seus amigos do peito, dos seus pagamentos, dos seus blogues em rançoso e baboso cheerleading, manobras de bastidores, não tem nada a ver com a situação em que ficámos. Nem foi a doença nem foi o coveiro, coitado. Erijam-lhe uma estátua. Talvez só mesmo os pombos lhe façam a justiça devida.

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