segunda-feira, setembro 24, 2012

POR QUE SE ENERVAM ELES COM AS PPP?!

A pouco e pouco toda a gente com dois palmos de testa compreende a que ponto o Estado Português está refém e foi armadilhado pelos que queriam permanecer no Poder custasse o que nos custasse. E compreende que as PPP terçadas pelos socratistas estão repletas de bicho. Tudo aponta para a evidência de esses contratos terem sido celebrados contra o Estado e contra os Contribuintes, para tanto bastando o quanto as cláusulas, anexos secretos, estudos e estimativas alarmam e escandalizam os técnicos mais isentos. Faz parte do senso comum saber que os beneficiários abusivos são a Banca, as empresas envolvidas. Sabe também quais os beneficiários comissionistas directos, assessorados pela consultoria caríssima e inútil dos mega-escritórios de advogados: ex-decisores socratistas, o que explica vidas desafogadas que nenhuma actividade profissional ou riqueza anteriormente conhecida justificam. Houve, evidentemente, PPP no curtíssimo e atribulado Governo de Barroso-Portas-Santana. Mas o que se sabe é que, mesmo à vista de uma escalada descomunal de endividamento e explosão do défice, os socratistas devoristas, ávidos, sôfregos, ranhosos e imbecis, broncos e analfabrutos, insistiram numa puta de uma receita que, está provado!, engolfa os Estados em dívida descontrolada, em custos supervenientes, em juros sufocantes. Hoje fala-se das PPP socratistas nos cafés, confeitarias e supermercados. Fala-se não porque outros as não tivessem feito, mas porque as deles foram excessivas, exorbitantes, uma calamidade para as contas públicas. Por que motivo insistiram numa receita que por todo lado, da Inglaterra ao Brasil, está provado que derrapa e entra em galopante descontrolo?! Voz do Povo, voz de Deus. Ninguém tem culpa que a imagem de socratistas corruptos a meterem ao bolso como se o Estado fosse um enorme BPN se implante naturalmente nas psiques. Esse e tantos outros desmandos foram consentidos graças à opacidade e desonestidade de velhos e rançosos processos de decisão e também à iliteracia e a baixíssima cidadania das turbas que, alienadas e ignorantes antes, agora surgem a gritar e a ganir «Gatunos!» desfocadas dos antecedentes, de anos e anos de gatunagem. Os cafés, as praças de táxis constatam o óbvio: estamos em pré-bancarrota, não há dinheiro, porque os socratistas andaram a gamar o tempo todo. Já só falta que apareçam no Portal do Governo todos excertos desses contratos com as tais cláusulas rançosas expostas. Já se sabe, e o caso Freeport apenas o confirma, que os corruptos absolutos absolutizam todos os processos possíveis de fuga e disfarce. Temos todas as razões para suspeitar dos negócios do Estado que escapam à atenção de variadas entidades, que não são escrutinados por qualquer metodologias de análise e variadas agendas. Ora, neste contexto de enormes problemas para fazer face ao défice e à dívida pública com brutais custos sociais associados, não pode haver nem perdão nem contemplações para com a corrupção dos ex-decisores políticos de topo. Os Países geridos por tiranos, ditadores e corruptos baqueiam sempre. Os casos de corrupção na União Europeia, que se saiba, não determinaram a falência correlata de nenhum País como determinaram a bancarrota no nosso caso. Por cá estamos à espera de saber tudo sobre todas as mais recentes PPP. Se Paulo Portas e António José Seguro as referem como óbices ao défice, propondo-as ou como alvos absurdos de taxação ou como passíveis de emergente renegociação é porque o berbicacho é grosso. Falta quantificar, explicar e demonstrar por que motivo o Estado Português está refém delas, capturado por elas, e por que motivo foram negociadas e feitas, apesar de se saber sufocariam as nossas contas. Já sabemos por que se enervam e espumam de raiva os socratistas ao constarem estar o senso comum e a Opinião Pública a acordar para os danos, incúria e malfeitorias dos Governos anteriores. É muito fácil e confortável instigar a populaça a apostrofar de «Gatunos» os que agora se vêem a braços com o défice e os compromissos assumidos em nome do Estado Português por outros e lançados para o futuro. Há quem não se interesse tanto por apurar que políticos enriqueceram e comem do bom à conta de secretas comissões criminosas em negócios ruinosos para Portugal. A nossa desgraça é proporcional à vida demasiado fácil, demasiado airada, demasiado boa desses ladrões doentios e grotescos.

2 comentários:

Anónimo disse...

Continua amigo, esses filhos da puta parisienses & Cª ainda vão parar à choldra ou este país vai-se revoltar, a verdade há-de vir ao de cima.

Anónimo disse...

Não há choldra para ninguém.
Tinha que começar pelo Cavaco, não vês que até o outro que foi matar a velha ao Brasil está em casa?