quarta-feira, setembro 19, 2012

UMA REPÚBLICA SOB APUPO E DESPREZO GERAIS

A propósito de Regimes, se a nossa República prestasse, se fosse recomendável, não teríamos vaias gerais ao Presidente da República de repente não-referência e desprestigiado por palavras próprias sonsas; também não teríamos fundadas suspeitas de incúria amiguista, nem sentiríamos desdém, desprezo interminável pelo venal moluscóide Procurador Geral da República, só agora de saída, e pelo submisso amanuense Presidente do Supremo Tribunal de Justiça; não teríamos apupos e desilusão precoce com um Primeiro-Ministro-Bisturi, demasiado Frio e Exacto em desgraçados anúncios públicos para lá do injusto e do sádico, incapaz de sentir, quanto mais calcular!, o que sofremos, ainda por cima acabadinho de eleger. Se o Povo não rompe com o estado crónico de saqueado pelos sucessivos Governos; se a República já não tem qualquer credibilidade e não acerta uma, então experimentemos um registo Novo, Comprometido. É que as nossas classes dirigente da República não têm classe nem grandeza, não possuem um genuíno e credível sentido do outro e por isso mesmo encaminharam-nos até ao Precipício para onde só elas deveriam resvalar a fim de sofrer e perecer conforme a esmagadora maioria sofre e perece.

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