domingo, setembro 30, 2012

CAPUCHO, PSD, PS, TUDO UMA MERDA AMORFA

A expressão do comentador e ex-político Capucho é quase feliz, ele que agora passa por sibila frequente e imprescindível a arrotar opinião. No fim de contas, tudo o que nos tem sido habitual tolerar quanto a Governos e a Partidos não passa de uma merda amorfa que decide a contento da merda rendeira e oligárquica que por sua vez nos despreza e nos trata abaixo de merda amorfa. Se a merda amorfa da política e do comentário político se limitasse a um partido ou dois, mas trata-se de um rio de merda de interesses instalados intocáveis que desagua em cataratas de merda até à consolidação inconsolável do nosso estado de miséria galopante e da insustentabilidade do Estado de que aliás não temos culpa.

ESPANHA, RASTILHO PARA O FIM DO MUNDO

Rapidamente a Espanha torna-se um barril de pólvora que fará ir pelos ares tudo o que apanhar pela frente. O resgate está por dias, mas a rua, por muito menos que os delírios dos borges, vai rubra, senão de sangue, pelo menos de raiva. Mesmo a questão finalmente agudizada da desagregação do Regime, com a iminente secessão da Catalunha, coloca-se como nunca. As turbas enchem as ruas de Madrid, apanhadas pelas consequências de anos de desvario aliás comum ao nosso. Rajoy governa a medo, esboçando fogachos de austeridade e de chantagem sobre os directórios europeu e do FMI, revestidas do velho embrulho castelhano que também não faltava a Quixote: o tonto orgulho ferido e falido. Mas como ostentar o velho orgulho fantasioso perante um desemprego a roçar os 30%?! Isto não é somente o efeito da sementeira do FMI, mas a crença enraizada por sucessivos Governos falsamente apodados de socialistas de que, fosse como fosse, logo se veria, pelo que governar para reeleições, com o olho nas rendas e privilégios advenientes do Poder, tornou-se o cerne e a razão de viver dessa linha socialista quer em Portugal quer em Espanha, variando apenas o grau de cara de pau e lata para insistir em dívida. Berlim e Bruxelas não agem. Ok. Mas o que fazer para salvar a credibilidade de instituições na Europa do Sul que nunca foram suficientemente democráticas nem transparentes e traíram os seus próprios povos, cobrindo-os do manto diáfano das Taxas, dos Impostos, das Fraudes, dos Saques Legais, de uma Oligocracia Instalada e bem Instalada?! Se eu estivesse em Berlim e me contassem um terço do que o Procurador Geral da República Pinto Monteiro é, fez ou não fez, em defesa dos cidadãos em Portugal, eu não teria qualquer vontade de salvar as instituições desse País, mas tudo faria por que se renovassem e regenerassem. Se, em Berlim, me viessem pormenorizar o que os Governos Socialistas dos Países da Europa do Sul, Portugal, por exemplo, fizeram ao longo dos anos, o modo como os políticos nos não representaram, nos enganam e traíram, nos esmagaram e exploraram, eu jamais mexeria um dedo para salvar instituições que de democratas nada têm nem merecem o nome. É a nossa Aristocracia Política e Oligárquica que anula o espaço de alternativa política e programática mínima e se obriga, obrigando qualquer Governo, a esta agenda de empobrecimento forçado. Enquanto os cidadãos apostrofam os respectivos representantes dessa Oligarquia, vagamente Governos, de “gatunos”, consagra-se a exposição e denúncia do espaço de mediação que deveriam ser e não são de representação democrática. O que se está a passar na Europa do Sul é uma purga. Se continuarmos por esta via, a austeridade rebentará com os simulacros de democracia que se pariram na Europa do Sul, os Regimes mudarão, as cabeças rolarão. No fundo, isto não se joga com François Hollande ou Merkel. O terreno que a austeridade pisa é o das fraudes impunes, dos BPN, das PPP, dos monopólios EDP, e todos os confiscos que inventaram para nós e nos colocam para pagar: mas como tolerar que paguemos anos e anos de desmandos que tivemos, excessos que não cometemos, obras ruinosas que não aprovamos, roubos que não perpetramos?! Mudar a política europeia passaria por mudar a merda da política dos Países do Sul [castigando e impondo cortes à própria Oligocracia] e talvez programas que não estão a resultar resultassem. Os fanáticos socialistas e os cínicos socialistas - tantos as pessoas como as instituições vêm clamar, e com razão, contra o Curativo da Troyka, mas na medida em que os preocupa a vigência de Regimes que falharam, a vigência de um statu quo imutável que salvaguarde a mesmíssima Aristocracia Política que nos trouxe ao Abismo, merece rechaço popular e arruadas. eu não tenho medo de mudar de Regime. Não tenho medo de resistir à receita cretina e covarde dos Governos-Troyka. Faz todo o sentido que se mate o mal pela raiz na Europa do Sul: aprofundar a democracia, dizer não à manutenção das PPP, de todas as rendas e privilégios intocáveis. Acho que a Europa do Norte veria com bons olhos que os Governos do Sul trocassem mais impostos por aqueles cortes para os quais não parece haver qualquer coragem e, pelo contrário, autorizam as receitas brutais e assassinas dos borges, sem que se toque um dedo nas decisões criminosas, ruinosas, que bastos decisores políticos nos legaram.

AS CHEIAS DE 1967

«Mas havia prisões políticas, violência, tortura. Claro que havia. Os comunistas e, até uma dada fase, os anarco-sindicalistas eram os principais alvos. Os socialistas e os republicanos dos cafés da Baixa eram mais ou menos tolerados, ou pelo menos controlados. O que eu quero dizer é que até no uso da violência o regime era pequenino e selectivo, paroquial. E o regime nem sempre foi linear durante os seus 48 anos. Basta ver, por exemplo, que na última fase do marcelismo, desfeita a esperança de abertura, houve um claro endurecimento, até por reacção à luta armada e ao movimento estudantil. A censura foi uma constante. Neste momento estou a preparar uma investigação sobre as cheias de 1967, que foram a maior tragédia natural que se abateu sobre Lisboa depois do terramoto de 1755. Na altura, nada se pôde escrever. Morreu mais de meio milhar de pessoas em pouco mais de uma noite - e quase meio século depois não há um único livro, não há sequer um artigo científico sobre isso.» António Araújo

sábado, setembro 29, 2012

O ET BORGES NÃO É PORTUGUÊS

Até dou de barato que numa perspectiva fria de náufrago para um País de náufragos, Borges até tenha razão e só lha demos daqui a muito tempo, mas no plano imediato da persuasão e sobretudo da incarnação na nossa vida, este técnico simplesmente não pode pertencer à espécie humana e, pelos vistos, não é tampouco da espécie empresarial nacional. Mais um lunático demasiado avançado para parecer um de nós ou ao nosso serviço.

SUBMERSOS NAS PPP

Seis submarinos por ano, eis o custo que as PPP implicam durante mais de duas gerações.
Vamos mesmo ter de encher o Terreiro do Paço todos os dias,
embora uns e outros nos façam pensar
que é tarde de mais.
E tudo o PS 
mamou.

ELE FOI À MANIF DO TERREIRO DO PAÇO

Foram várias as testemunhas que esta tarde, no Terreiro do Paço, viram o Parisiense de braço dado com o Fóssil Arménio a gritar palavras de ordem. Inflamado de patriotismo e furor democrático, não resistiu ao estribilho «Passos Gatuno» ou «Não há Cu para a TSU». Passada a palavra, fomos para lá e o confronto foi inevitável, sobretudo quando Paulo Campos veio à conversa. Atirou-se, com o melhor esgar, a rasgar: «Não percebo, pá. Toda a gente tem nojo ou medo do Paulo Campos, pá. Então não chamas o homem que é tão porreiro a conversar contigo para dar todos os esclarecimentos? Achas justo ostracizá-lo apenas porque escondeu 750 milhões de euros ao Tribunal de Contas e por outras coisas e contas escondidas com que, só à conta das PPP, Carlos Moreno, José Gomes Ferreira, Paulo Morais e outros grunhos da Direita Decadente vêm asfixiar democraticamente a gestão dos meus governos socialistas? Não sabem dar ouvidos ao Cândido Santos?! Já não me bastava o Crespo, a Moura Guedes, a Helena Matos e o Correio da Manhã, tinha de ter um dinossauro à perna?! E, sim, antes que perguntes o que faço aqui, no Terreiro do Paço, entre os ranhosos da CGTP, recordo que o Campos das centenas de milhões de euros das PPP que terá metido no bolso das construtoras amigas está disponível para uma grande entrevista contigo. E agora vou ali apostrofar o Gatuno e a merda que fez no défice 2012». Foi o monólogo possível. Afinal ele é o célebre Primadonna com o qual, ainda esta semana, o grande Procurador Socialista e Estátua de Sal do Regime, Pinto Monteiro disse ter falado talvez apenas uma vez.

MINTA AND THE BROOK TROUT - FALCON

A REVOLTA DO CARUNCHO

A hora é de ir para a rua e permanecer lá. Toda a gente, unida, num propósito pacífico e regenerador. Contra o caruncho dos partidos, contra o caruncho dos sindicatos, contra o caruncho no Parlamento, contra o caruncho das governações e directórios europeus anti-cidadãos e anti-famílias, contra o caruncho do Regime. Caruncho também é não querer ver que os chulos da autoproclamada Esquerda Moderada, que chularam Portugal na última década e meia, e cujos actos decisórios determinaram para nós pesados problemas nas contas públicas devem ser criminalizados como parte compensatória dos nossos sacrifícios e do sentido geral de Justiça que todo se esboroa. Não devem os socialistas ser criminalizados pelo simples facto de serem socialistas nem isso faz qualquer sentido, mas o que acontece é que são protegidos, absolvidos e perdoados pelo simples facto de serem socialistas quando o seu único socialismo é o das lautas comissões sornas nas PPP, o socialismo ávido dos tachos, sinecuras, benesses e posições. Os partidos de Poder, PS/PSD/CDS-PP, são caruncho e todos eles socialistas na acepção carunchosa de socialismo tal como os restantes partidos de Esquerda comem as migalhas do Sistema Podre do Regime e só fazem sentido na medida em que passemos mal nesta viagem inexorável de mal a pior. Nenhum deles pode salvar-nos do Portugal que minaram e destruíram. Necessitamos de decisores com profissão e sem nada a perder, desde que nos federem a confiança e a crença e não se separem das gentes, como Passos-Borges fizeram.

sexta-feira, setembro 28, 2012

ACORDEM, FODA-SE!

Um ano depois do início redentor da austeridade às mãos da agremiação técnico-experimentalista Governo Passos-Troyka já todos percebemos que a receita estoirou. O Sul da Europa, apesar de nos anos oitenta ter aderido à estrutura basicamente estalinista e antidemocrática convencionada charmar-se União Europeia, mais tarde com o Euro a servir de Rublo, e com todos os benefícios daí decorrentes, não consolidou de todo níveis superiores de civilidade, democracia e um pulsar saudável do pluralismo mediático, mas, pelo contrário, viu florescer uma cleptocracia sofisticada agregada a partidos habituais no poder e que a si mesma e à sua ideologia apoda de 'socialismo', não passando de um socialismo da Banca e de um Socialismo da Prosperidade da Elite Política pela Prosperidade da Elite Política. Portanto, a minha tese é esta: a União Europeia acabou por equivaler, nos Países do Sul Europeu, a menos Democracia, a menos Prosperidade e a infinitamente menos Justa Distribuição da Riqueza, a menos Participação Cívica, a Máxima Corrupção Política aliada a um grau de Impunidade absolutamente intolerável, embora largamente tolerada pelas respectivas opiniões públicas domesticadas e morfinizadas pelos detentores do poder total também mediático. Ninguém Acorda-Foda-se! no sentido total da expressão, à excepção de quem se suicida na Praça Sintagma e o explicita por escrito ou de quem ousa declarar que a impunidade chegou ao fim para logo levar com a Tralha Socialista toda em cima, tão ciosa do respeitinho formalista, a grande puta. A estratégia austeritária dos Países do Norte Europeu sobre os do Sul vem provar que a Europa solidária e unificada já era, enquanto projecto e sonho dirigido por burocratas. Note-se que se hoje nós, os do Sul, somos punidos por uma linha de rumo catastrófica, sacrificial, não podemos imputar exclusivamente a essa Europa do Norte o abandono à nossa sorte e miséria. Foram precisamente as elites profundamente corrompidas, degeneradas, negreiras, instaladas nos núcleos de Poder dos Países do Sul, as primeiras a, fazendo-se eleger e reeleger com base em Demagogia e Mentira, deixar-nos para trás, traindo e saqueando concidadãos, e quem saísse no fim fechasse a porta. Em Portugal, o Partido Socialista foi o último a sair e fechou a porta com o fragor que se conhece. Em Espanha, o mesmo [veja-se a quantidade de obras de Regime, estradas, aeroportos, linhas de TGV, que se pariram em por onde, tal como em Portugal, só fantasmas e almas penadas circulam; veja-se o quanto e  por que motivo o socratismo se bateu por que nos enterrássemos ainda mais com TGV e Aeroporto mesmo à vista do estoiro final e iminente das contas públicas. O caso grego foi mais do mesmo.] Daí que a receita punitiva dos programas de ajustamento [fomos nós a solicitá-lo], receita que está a destruir a economia grega e a abalar os demais Regimes imperfeita e erroneamente chamados de Repúblicas ou Democracias, é uma receita aberta por anos de saque e gestão danosa interna a esses Países. Não é a Banca do Sul a sofrer sacrifícios, não são os empórios económicos do Sul a sofrer com a austeridade. Quem enriqueceu com contratos e decisões políticas em causa própria, absolutamente ruinosas para nós, está fora de qualquer sofrimento. O sofrimento social e económico é todo nosso, dos Povos. É como se, para nos curarmos dos desequilíbrios de décadas de desgovernança, os eleitorados do Sul estivessem sob castigo em função de escolhas suas marcadas pelo comodismo e por um grau de exigência sobre a classe política menos que nulo e que afinal se paga bem caro, conforme estamos a sentir na pele. Agora que o receituário aplicado deixa um rasto de destruição na economia portuguesa e espanhola, abraçadas no mesmo declínio pelos próximos anos, não vale a pena apontar o dedo somente à estratégia e aos estrategos. Comecemos por questionar se, afinal, é mesmo sob democracia que temos vivido ou, pelo contrário, sob um simulacro pervertido dela. Se concluirmos que o Regime está morto, que a Democracia é um formalismo mentiroso, opressor, enganoso, está na hora de aperfeiçoar-lhe a face, encher as ruas como no dia 15 de Setembro para pressionar pacificamente os donos das rédeas e do cabresto, exigir Justiça e Mudar. Talvez um Governo, devidamente persuadido, aprenda a colocar-se fundamentalmente do lado de um Povo, para variar.

FRISO SOCIALISTA EM MAIS ANTENA ZAROLHA

Ser 'socialista' e ser Marinho e Pinto implica que as questões de forma, caso belisquem o socialistismo, suplantem de longe as de substância que lhes sejam justamente imputadas. Ninguém verá Marinho e Pinto, Isabel Moreira, José Lello, o Puto Galamba e outros 'socialistas' a rasgar a puta das vestes porque os agentes e responsáveis políticos do seu Partido-Facção soterraram Portugal de agravados problemas financeiros para muitos e bons anos. Não. Já a forma, a linguagem, a subtileza com que uma Ministra ouse roçar ao de leve o sacral presunto de inocência relativo a António Mendonça, Paulo Campos e Mário Lino, isso, sim, é imperdoável, passando a paixão santo-oficial desses 'socialistas' a arder mais intensamente que o escândalo pela minha fome, pelo teu desemprego, pela tristonha e galopante emigração dos nossos familiares. O friso dos zelosos mastins do statu quo socialista-parasitário, incluindo deputedo e ex-titulares de cargos, não perdoa nenhum deslize sacrílego do não-socialista, não-parasitário, sempre precário titular de um cargo público por não ser socialista. E o friso é sempre o mesmo. Às Segundas, temos o Abaixo de Zero Procurador Socialista a defender, com aquela convincente voz sibilina de tasqueiro, a Virgindade Impoluta do Parisiense Socialista; às Terças, pode surgir o Bórgia Papa Soares Socialista sibilando sentenças e enristando o dedo acusador à Caravela Passista; às Quartas, pode ser Marinho e Pinto no habitual protesto talibã contra os putativo-hipotéticos cartoons anti-Maomé-PS da Ministra; às Quintas, Sextas, Sábados e Domingos, haverá outro guardião socialista qualquer a defender à vez a obra fantástica socialista ou num ataque concertado aos gambuzinos, por exemplo o Pão-Galamba Socialista, a Courato-Isabel Moreira Socialista, o Almeida Padrinho Santos Socialista ou a Edite Pitonisa Estrela Socialista. Sempre a mesma coisa socialista e volta tudo ao princípio. Eles falam. Eles têm toda a antena. Eles são donos disto. Eles são esta obra gloriosa feita ao País. Eles não há meio de limpar as mãos à parede.

PETARDO BOLHA-PASSIVO REBENTA NA LUZ

Esta noite de Quinta-feira vai ficar na história do Sport Lisboa e Benfica e da liderança visionária e rasa de Luís Filipe Vieira: a bolha passivo rebentou, rebentando o relatório e contas do Clube, chumbado com 56% de votos contra, na Assembleia-Geral realizada no pavilhão do Estádio da Luz. Empurrão daqui, petardo daqui, insulto acolá, a coisa promete não deixar pedra sobre pedra, tanto mais que todos observam não andar Vieira a passar apertos ou dificuldades pessoais, ao contrário de boa parte dos sócios que já não vai no parlapiê escaganifobético dos árbitros como desculpa para insuficientes resultados desportivos. Boa sorte, lampiões! Quem vê o Sport Lisboa e Benfica contempla a viciosa e velha Pátria Portugal pela qual há um mar de lágrimas vãs a derramar.

SOARES VOLTA A FALAR DO ALTO DA BURRA

Constato com amargura que os técnicos do Governo Passos e o próprio descompassado Passos têm metido água e agido com frios cientistas políticos, manipulando com pinças as nossas vidas e logo com os resultados de merda que se conhecem. Basta ler o Blasfémias e O Insurgente para perceber que esta gente, hoje a assessorar o Além-Troykismo, debita pretensiosamente acerca de um País que não frequenta e acerca das nossas vidas que não conhece. Gente que fala, aliás, do alto da burra técnica acerca do que fazer-compressor das nossas duras vidas, falhando o alvo, falhando metas, falhando objectivos-chave do Memorando. Esse tipo de azeiteirice altaneira, desumana e experimental, é apenas a última parte trágica que o Regime segregou. A outra parte, completamente abominável e esgotada, é que Mário Soares continue a falar do alto da sua burra zarolha e sectária. Ainda que o bracito necrótico e raquítico da Justiça não alcance nem belisque os mentores e executores socialistas-socratistas de grosseira e contumaz gestão danosa do Estado, o veredicto popular, não necessariamente populista, está feito e é a execração total e liminar por muitos e bons anos. Não se conhece em Soares zelo por contas públicas sãs, por moralidade, frugalidade, limites na vida política. Tal nunca esteve no seu discurso porque nunca habitou a ara intangível da sua pontificalidade diletante. Em suma, quase todo o seu trajecto político é uma merda. E, graças ao jornalismo de merda com o microfone ocioso sempre espetado nessa bochecha papal, é uma merda orgulhosa da sua substância. O Regime apodrece e está a um peteleco de tombar. Continue Vossa Miopia a falar que talvez tombe mais depressa!

quinta-feira, setembro 27, 2012

O ANTÓNIO É FINÓRIO E NÓS SOMOS BURROS

«O Costa sabe-a toda. Sabiam que teve a arte de vender os esgotos de Lisboa à EPAL por 100 milhões de euros? Ou seja, que nós, contribuintes de todo o país, pagámos uma fortuna para sermos donos das tubagens onde circulam águas limpas e sujas evacuadas por meio milhão de lisboetas e provenientes das suas sanitas, lavatórios e urinóis? Cheira bem, cheira a Lisboa? Até me arrepio só de pensar nisso! Sabiam que vamos comprar por seis milhões de euros os terrenos onde está o CCB? Sabiam que lhe pagámos 286 milhões de euros para Lisboa não atrapalhar a privatização da ANA e reconhecer a propriedade do Estado sobre os terrenos do aeroporto, alvo de disputa porque, quando os adquiriu, Duarte Pacheco acumulava o Ministério das Obras Públicas com a presidência da Câmara de Lisboa e havia dúvidas sobre qual conta passou o cheque? O António é um finório que aproveita o dinheiro que lhe damos para brilhar, alindando Lisboa com obras tão catitas como a pasteurização do Intendente, enquanto a SRU Porto Vivo não tem dinheiro para mandar cantar um cego. Ele é finório e nós somos burros se não aproveitarmos o caminho desbravado. Após dez anos em que ficou a meio caminho entre o sujeito e o complemento direto, Rio parece ter finalmente percebido que nas relações com o Terreiro do Paço não pode ter medo de usar os cotovelos e deve falar alto e com voz grossa - com um pau na mão direita e um frasco de mel na esquerda.» Jorge Fiel

RENDO-ME

Vitor Pereira diz que é bom ser líder, mas melhor é aumentar vantagem
Rendo-me a Vítor Pereira. A minha impaciência com ele, na época passada, que era a minha e a de milhares de adeptos, foi, afinal, tremendamente injusta. Na época 2011/2012, a um futebol qualitativamente intermitente, nas frentes internas, e tíbio, no plano europeu, correspondia um balneário repleto de atrito, má fé, e barriga cheia de glorias vãs passadas. Tal cansaço de ganhar, depois da conquista de tudo, não nos interessa para nada. Todo o valor e humanismo de Vítor Pereira [um católico assumido que passa solidez humanística, enorme sensibilidade afectiva e relacional] só poderiam prevalecer com a anteposição do Clube a todos os desígnios pessoais dos jogadores e uma limpeza cirúrgica e gradual. Esta época espelha já o resultado. Foi necessário revolucionar serenamente as lógicas de força e de compromisso dos jogadores com ele, com o Clube e com os interesses da equipa, trabalho paciente. Outro factor de mudança é o discurso muito mais certeiro e limpo. Tenho tido o prazer e a surpresa de ver e ouvir o Vítor a falar de futebol como poucos, como no pós-FC Porto-Beira Mar. Penitencio-me de quanto lixo precipitado aqui escrevi perante os seus problemas da época passada. Não é que tenha passado de besta a bestial, mas se há poucos meses não o admirava nem acalentava grande esperança no seu trabalho e na sua liderança, dentro de mim essa perspectiva mudou completamente. Haja o que houver, um abraço sincero, sentido e portista, ao grande Homem [o modo como se arrependeu das farpas iniciais a Jesus define-o porque lhe define a grandeza!] e grande homem do futebol Vítor Pereira.

GOVERNO DE MOLUSCOS E DE ASELHAS

«Os impostos estão a matar a economia. Nem é necessário explicar porquê. Basta ver que um terço da austeridade prevista para o próximo ano decorre da recessão que a própria austeridade provoca ou agrava. E isto é admitindo que o PIB só cai 1% em 2013, o que já parece optimista. Não é preciso esperar por relatório nenhum para adivinhar que a actividade económica travou em Setembro, imediatamente após o anúncio de novas medidas de austeridade. [...] A parte difícil é outra. É perceber que "cortar despesa" além das reduções temporárias de salários significa fazer reduções brutais como provavelmente só o Ministério da Saúde fez este ano. E com esse custo social. Nem despedir todos os políticos parasitas bastaria. "Cortar despesa" é reduzir serviços nos hospitais, nas escolas, nos tribunais, sítios onde já há falta de meios. "Cortar despesa" é tirar dinheiro a muita gente, médicos, professores, militares ou polícias. "Cortar despesa" é fechar partes de empresas públicas e organismos do Estado. "Cortar despesa" é abrir um programa de rescisões entre os funcionários públicos, o que nunca foi feito - e que numa economia em recessão é dramático.» Pedro Santos Guerreiro

OUTRAS FORMAS DE COADJUVAR A BANCARROTA

O nulo quase ex-Procurador diz que só falaram uma vez.
Ontem, uma miséria deplorável de Procurador em fim de festa bolçou opinião, portanto subjectividade, facciosa e protectora sobre a corrupção em pessoa, demagogizando absurdamente o seu paleio e a sua acção, como se perante um assaltante de bancos lhe fosse possível prostituir a verdade sem rebuço, porque pode, pouco antes de sair de cena. Uma lástima que me envergonha e revolta! Se eu tivesse poder para isso, apresentaria uma queixa-crime na Procuradoria contra o próprio Procurador pela sua pusilanimidade, conivência e cumplicidade com os que devastaram Portugal. Quem assim se abstém de me defender da miséria, de defender o meu Povo e o meu País das humilhações e empobrecimento presentes, prevenindo e actuando sobre actores políticos daninhos e videirinhos, merece a prisão dos passentos, a prisão dos cúmplices. 

A JUSTIÇA MEDIÁTICA E OS CÍNICOS DO CARALHO

Num País em que a Justiça funcionasse normalmente, em que se cortasse a direito, e não se lhe visse ponta de partidarização, valeria a pena pôr de lado a luta partidária para defender a separação das esferas da política, do Ministério Público e dos Tribunais. Isso tem sido impossível, basta acompanhar atentamente o discurso cínico do hipócrita Pinto Monteiro ou as certezas grotescas de Cândida Almeida quanto à inexistência de corrupção em Portugal. Por isso só nos resta sejam, ou comecem por ser, os media a julgar sumária e abductivamente, por exemplo, António Mendonça, Paulo Campos, Mário Lino, agentes das últimas PPP mais Ruinosas, embrulho bem atado no colo do Governo Passos, e ontem sob buscas policiais. É a nossa decadência cívica e a opacidade de Governos Danosos que determinam serem os media os agentes compensatórios com um outro tipo de Justiça, a Justiça Informal e Instantânea, matando a muito conveniente presunção de inocência, matando igualmente o muito conveniente arrastamento dos processos e só assim perturbando a impunidade e o deboche instalados, rompendo com a igualmente conveniente apologia do silêncio, quando não há sequer arguidos nem julgamentos em curso porque, sim, nem Paulo Campos, nem António Mendonça nem Mário Lino são ainda arguidos. Valha-nos os media. Num País como o nosso, a morte mediática de gente que emporcalhou a política é o mal menor que nivela o facto de a impunidade ser a regra quando se tem milhões para pagar mega-hiper-advogados como os proenças de caralho. As fugas de informação são também um mal necessário contra as estruturas de corrupção que passam ao largo de quaisquer consequências pelos seus crimes. Faz muito bem quem não comente notícias como a das referidas buscas aos domicílios de Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, evitando corroborar na nossa única forma e no nosso único recurso de Justiça para um Povo Indefeso e à Mercê da Desgraça Colectiva, a justiça mediática. Já quando alguém ousa opinar em meu nome e em nome dos instintos mais corneados da Opinião Pública, por exemplo, a Ministra da Justiça, a propósito dessas mesmas buscas, pedindo rapidez e exigindo o apuramento de responsabilidades, isso faz-me justiça a mim e a quantos se vêm pobres e esbulhados por causa precisamente de políticas ruinosas e processos de saque continuado instalados no exercício do Poder. Quero que se fodam os princípios decorrentes do Estado de Direito se alguém os viola por me vir dizer, através das TV, que, um dos sinais das buscas de ontem, é que a impunidade acabou. É uma esperança que me mantém vivo.

O CANCRO CORTA NO CANCRO

Sinais de decadência luso-global: se para Sócrates, grande vítima dos preconceitos, das difamações, das calúnias, dos assassinatos de carácter e das campanhas negras, não valesse tudo para meter dinheiro ao bolso à custa do desastre nacional, talvez o mais sagrado dos deveres do Estado, a Saúde, fosse poupado a cortes cegos. Ganha a Banca. Perdem os doentes. 

quarta-feira, setembro 26, 2012

UM PAÍS SÓ PARA COMER COM OS OLHOS

AUTÓPSIA A UM POVO DE PACHORRENTOS

Muito bem, Pedro. Hoje é um bom dia para me apaixonar intelectualmente por ti, introduzindo o meu membrudo raciocínio nesse teu post. Agora somos quatro numa espécie de bolinho de bacalhau de amor intelectual: tu, eu, o Luís e o Filipe. Já éramos estreitos os três. Faltavas tu. LOL Agora a sério: nós, portugueses, simplesmente substituímos a violência anti-institucional por uma violência difusa, atomizada, social, horizontal. Depois há outra coisa ainda mais poderosa e dissuasora: antes que nos queixemos e abrasemos a rua, vem a EDP, vem a GALP, vêm as Águas, vem o Gás, vem o Fisco, vêm as PPP, vêm as Taxas Moderadoras, vêm as facturas traiçoeiras e ranhosas das SCUT, vai e vem o caralho de quanta injustiça e esmifranço o Planeta Terra já viu. Recebemos tanto malho, flagelam-nos e desmoralizam-nos de tal modo que não há energia moral, mental, para lhes resistir sem um rasto de má consciência, tirando uns fogachos mal direccionados do tipo «Passos Gatuno» ou «Pinóquio, Ladrão, Fodeste o Povo ou não?». Portanto, se não consigo pagar toda esta merda, o defeito só pode ser meu, que não emigrei, que não estudei, que não me fiz político nos anos fáceis de Cavaco ou nos anos pauis de Guterres, que não soube fazer como Relvas, que não tive engenho de extorquir como Sócrates, que não fui sorna, habilidoso e ratazanal como Dias Loureiro, que não soube adoecer e arrepender-me de roubar muito, no tempo certo, como Oliveira e Costa. Como poderei, pois, ser violento e danado de raiva como um espanhol, sangrando e cuspindo nas praças, becos e ruas, se no fundo todo me compunjo por não ter tido, como me competia, o máximo de lata e competência técnica para ser um parasita de sucesso, como um Mário Soares, ou fagueiro burlão como um Vale e Azevedo, sempre luxuoso e glorioso de lágrima ao canto do olho, ou então, vá, no mínimo, um genoma perdido do Ricardo Espírito Santo Salgado?! O defeito, em suma, só pode ser meu. E então fecho-me em copas. Engulo o engulho e resguardo os cêntimos. Isolo-me no casulo egoísta, individualista, civicamente fechado que caracteriza o bom português metido consigo mesmo, hermético às causas comuns. Sigo desenrascado como calhe, de repente morto de fome a apodrecer num quarto por aí. Aliás, temos o Medina Carreira, o José Gomes Ferreira para se escandalizarem por mim e verberarem delicada e respeitosamente os filho da puta por mim. E não saio de casa.

TENHO VISTO MORTE

Todos os dias caminhava mais de dez quilómetros, atravessando a Avenida da República, Gaia, e depois o todo o Bolhão, Porto, para ir e voltar do trabalho. Às vezes, mesmo com uma larica impiedosa a incendiar-me as entranhas, não entrava em lado nenhum, em nenhum estabelecimento, aguardando pacientemente o embalo do autocarro para só depois, chegado a casa, morfar qualquer coisa. Gravaram-se-me os rostos sulcados do Bolhão, a juventude tropical da Avenida da República, no primeiro caso, a quantidade de ociosos encostados às paredes ou de cócoras, no segundo. Em contraste com tanta ruína, turistas, milhares de turistas varam a minha cidade Porto-Gaia todo o santo ano: orientais, nórdicos, mirando metodicamente as nossas paredes e longes. Quantas vezes me perguntei onde pára certamente tanto dinheiro despendido por estes estrangeiros abismados com o Porto visto de Gaia e com Gaia entrevista do Porto. Por que não o sinto em lado nenhum? Por que motivo, se por azar e moção raríssima passo por um tasco na Ribeira, a comida sabe a merda e sou tratado à pressa como se com essa pressa o dinheiro lhes fosse mais abundante, corrida contra o Estado para enriquecer depressa e basar daqui?! Agora não saio de casa. Não gasto um cêntimo a não ser nas mesmas fraldas, nos mesmos iogurtes, nas mesma vitualhas que alimentam as filhas e permitem ir passando assim, assim. Reparo que estou só. A não ser o fervoroso acto de blogar quotidiano, a minha solidão social é proporcional ao civismo rasca que consente a contestação descabelada ao encerramento e corte mamante das Fundações, basta ouvir o fórum da TSF para ver como Portugal, além de desgovernado, se ingoverna e a miséria mental e cívica é lei. Quem vê e ouve Soares vê um egocentrismo geral que horrorizaria um dinamarquês. Estou fodido, embora menos quando algum raro leitor amigo, algum admirador sincero desta tarefa, tem um discreto gesto que não lhe pese. Não ter esperança é como estar morto e só ver morte. A minha paisagem começa a tornar-se demasiado monótona.

BALOFO CARUNCHO LINO, MENDONÇA, CAMPOS

TURN UP THE LOVE

PIGMEU PASSOS, MAIS UM NA LONGA LISTA

Cansaço do caralho vir algum filho da puta falar-nos da Direita Portuguesa ou da Esquerda Portuguesa quando tudo tem sido devastação, negociar ruinosamente contra o Estado, passar dos Governos para os Privados e dos Privados para os Governos a fim de garantidamente decidir em causa e ganância próprias. Num País desorganizado e armadilhado por sucessivos Governos, não há condições para governar, isto é, para fazer o que deve ser feito e proteger os cidadãos e contribuintes à cabeça de tudo. O Presidente da República transformou-se num manifesto problema, antepondo os interesses da própria reeleição para um 2.º mandato à observação nojosa e denúncia explícita de um ataque final à sustentabilidade do País por um Governo a todos os títulos criminoso. Cavaco tardou a agir. Um Povo bem informado, de olhos bem abertos, derrubaria o Governo socialista antes de perpetrar os 90 mil milhões de acréscimo de dívida pública em quatro anos, irrompendo, como por estes dias os espanhóis irrompem, pelas praças, escadarias e câmaras do Roubo Político ainda em decurso. Continuamos a ser explorados. No nosso colo cai um Memorando e, um ano depois, constatamos ter andado Passos Coelho a engonhar na questão abominável das PPP, nas fundações, institutos e outros lixos instituídos de furto silencioso aos Portugueses. Confiámos bovinamente na bondade dos sacrifícios sobre pessoas e empresas e confiámos que o armistício de uma responsabilização política e pessoal de José Sócrates só poderia ser um sinal de nobreza no combate político e não mais um capítulo de transigência, cumplicidade e inacção justiciária para com um trajecto negro, asqueroso contra Portugal. No meio disto, deste cenário de herança negra e amarelismo governativo, o PS está absolutamente morto e entalado. O PS, tal como o Pontifical Soares, não é carne nem peixe. É de Direita quando desgoverna, dado o seu problema de gula incomensurável que por três vezes atirou Portugal para uma delicada situação de incumprimento da dívida pública, ou então, na Oposição, assume um discurso de Esquerda Tonta, covarde, das duas maneiras traindo o interesse nacional, cegos de ambição pelo Poder, viciados em toda a sorte de Negócios Ruinosos de Regime, tacticistas rançosos, reles oportunistas, medíocres nas ideias, incapazes de construtividade. O Regime é corrupto. Os partidos são corruptos. Enquanto a pequena corrupção desaparece, a Grande Corrupção medra, tomando o PS a dianteira nessa imagem, nessa fama e nesse proveito: o PS já não é socialista em sentido absolutamente nenhum a não ser para os ingénuos e petrificados no idealismo dos anos setenta, cegos de paixão clubística por uma facção afinal hábil a ratar. À vista do PS, perante uma palavra do PS, um aceno de retórica trágica do PS, sempre pomposo e desmemoriado, os credores fogem horrorizados, sabendo os danos grosseiros que esta gente causou às contas públicas. Quando este PS fala em menos austeridade, o postulado soa tão desencarnado e irrealista quanto a sanha excessiva de saque e esmagamento que Merkel e Passos perpetraram sobre nós com os resultados pífios que se conhecem. A sanita da História registará a má fé merdífera do PS no desenho do Memorando que um seu Governo minoritário negociou a contragosto, após sorver o dinheiro que sorveu. Depois de emporcalhar a política e o espaço público desde 2005, Sócrates, um pigmeu de merda, muito dado ao bródio, a quem a manápula da Justiça tarda em espancar, foi para a vida em Paris. Caso de polícia repleto de dolo, vive em grande. Veio Passos, correcto e contido, converter-se noutro pigmeu banal, dogmático, divorciado das gentes, coisa de que Portugal não precisa. Quem nos libertará do socialismo negreiro e explorador das pessoas a contento somente das elites políticas e dos empórios da banca e outros rendeiros?! Por que continua a haver socialistas tão escandalosamente fora da cela como Dias Loureiro laureia a pevide e Oliveira e Costa descansa em casa?! Haverá coisa mais corrupta que este Regime do Rendimento Social de Inserção sem critério, como um veneno desmobilizador, e de outros Rendimentos Perpétuos a escandalosas taxas de vómito em benefício dos mesmos, sempre blindadas e sempre inegociáveis?! Como tolerar que a Merda Total da TSU, que um Borges ou outro camelo qualquer sussurrou a Passos, possa ter sido sequer cogitada por este Governo de Emergência?! Por que se oprime e persegue o trabalhador e se evita atacar os privilégios instalados, as rendas abusivas, a despesa infrene?! Como é que a execução do Orçamento de 2012 falhou tão clamorosamente?! Como pôde o Governo Passos, com a tontaria da TSU, perder as gentes já comidas, já traídas, já usadas, já chuladas com as campanhas populistas e intrujonas de Sócrates contra Portugal?! Os partidos em geral e o PS em particular reduziram a sua história de defesa do socialismo e da social-democracia a merda devorista, comprometendo um Regime só democrático para quem negoceia e ganha monopolisticamente o meu sangue e o do resto dos portugueses nas PPP Rodoviárias, Lusopontes, PPP da Saúde, preços esclavagistas e insultuosos da EDP. Por que motivo o PS não vota em conjunto com os demais partidos pela libertação dos garrotes monopolistas, gás, energia, combustíveis, IVA, que nos foram postos?! Por que não execra explicitamente o passado recente do partido, os crimes e abusos impensáveis de Sócrates, a sua bancarrota, a sua obra de endividamento risonho, optimista e brutal desde 2005, obra cujas consequências milhões de portugueses hoje amargam?! Não há insulto nem ofensa suficientes ao mau carácter e à desonra de ex-governantes e dirigentes estigmatizados pelo veneno de decidir sistematicamente contra os Portugueses e contra o Estado, permanecendo impunes apesar de tudo o que de negativo se decidiu recentemente, mas do Governo Passos esperávamos tudo, menos que fosse pigmeu. Mais um pigmeu na longa lista desastrosa de pigmeus que com falinhas mansas se fazem eleitos pelo Povo, e logo se esquecem dele, o castigam e fustigam e flagelam, deixando para o fim renegociar pouco, e muito a medo, quanto de mais ruinoso se perpetrou contra Portugal. Já agora, que tal um chuto no cu do Tecno-Borges ou de quem congeminou a TSU?!

PPP, UM PAÍS ROUBADO HORROROSAMENTE

UM PEDITÓRIO QUE INCENDEIA O FACEBOOK

Cheira mal, cheira a Jamé!
«Não é só assobiar para o lado e fazer de conta que tudo começou em Julho de 2011!!!... Sobre a retirada de subsídios de Férias e Natal Querem o vosso subsídio? Peçam-no ao fugitivo de Paris os 90000 milhões de euros que aumentou na dívida pública entre 2005 e 2010. Peçam-no ao fugitivo de Paris, que decidiu nacionalizar o BPN, colocando-o às costas do contribuinte, aumentando o seu buraco em 4300 milhões em dois anos, e fornecendo ainda mais 4000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro. Peçam-no ao fugitivo de Paris os 695 milhões de derrapagens nas PPP só em 2011. Peçam-no ao fugitivo de Paris que graças à sua brilhante PPP fez aumentar o custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões. Peçam ao fugitivo de Paris os 300 milhões que um banco público emprestou a um amigo do partido para comprar acções de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero. Quem paga? O contribuinte. Peçam ao fugitivo de Paris os 450 milhões injectados no BPP para pagar os salários dos administradores. Peçam ao fugitivo de Paris, os 587 milhões que gastou no OE de 2011 em atrasos e erros de projecto nas SCUT Norte. Peçam ao fugitivo de Paris os 200 milhões de euros que ?desapareceram? entre a proposta e o contrato da Auto-estrada do Douro Interior. Peçam ao fugitivo de Paris os 5800 milhões em impostos que anulou ou deixou prescrever. Peçam ao fugitivo de Paris os 7200 milhões de fundos europeus que perdemos pela incapacidade do governo de programar o seu uso. Peçam ao fugitivo de Paris os 360 milhões que enterrou em empresas que prometeu extinguir. Peçam ao fugitivo de Paris para cancelar os 60000 milhões que contratou de PPP até 2040. Peçam ao fugitivo de Paris que usou as vossas reformas para financiar a dívida de SCUT e PPP. Peçam ao fugitivo de Paris para devolver os 14000 milhões que deu de mão beijada aos concessionários das SCUT na última renegociação. Peçam ao fugitivo de Paris os 400 milhões de euros de agravamento do passivo da Estradas de Portugal em 2009. Peçam ao fugitivo de Paris os 270 milhões que deu às fundações em apenas dois anos. Peçam ao fugitivo de Paris os 3900 milhões que pagou em rendas excessivas à EDP tirados à força da vossa factura da electricidade. Mas peçam também ao PCP e à CGTP, cujos sindicatos afundaram as empresas públicas em 30000 milhões de passivo, para encherem a pança aos camaradas sindicalizados com salários chorudos e mordomias pagos pelo contribuinte. E peçam, ainda, ao PCP e ao BE, que ajudaram o PS a aprovar um TGV que já nos custou 300 milhões só em papelada, e vai custar outro tanto em indemnizações E, já agora, agradeçam também ao fugitivo de Paris o “sucesso” do dinheiro empatado no Aeroporto de Beja! O pior é que todos estes factos são mesmo verdadeiros.» via Facebook de S L Sousa Mendes

TRÊS ROUBOS INSTITUCIONALIZADOS

«Há privilégios em que nenhum governante teve até hoje coragem de tocar. São despesas públicas inatacáveis, sagradas, as mais onerosas das quais são os juros da dívida pública, as rendas das parcerias público-privadas e as regalias da EDP. Os juros de dívida são actualmente a maior despesa do estado e consomem cerca de nove mil milhões de euros por ano. Representam mais do que todo o serviço nacional de saúde, equivalem ao valor de salários de toda a função pública. Apesar de conseguir hoje financiamentos a taxas inferiores a dois por cento, o governo continua a pagar os juros agiotas contratados na Banca nos tempos negros de Sócrates. Poderia colocar dívida internamente através de certificados de aforro a uma taxa de três por cento, mas prefere pagar ao FMI a cinco. A esta iniquidade juntam-se as rendas pagas pelas PPP, em particular as rodoviárias. Neste modelo de negócio, garantem-se rentabilidades obscenas às concessionárias, da ordem dos 17%. A renegociação dos contratos constitui uma exigência da Troika, mas os privados mantêm os seus privilégios intactos, até hoje. O governo deveria suspender de imediato os pagamentos e obrigar à redução das rendas. Em alternativa, poderia nacionalizar, pelo seu justo valor, os equipamentos concessionados; ou até alargar os prazos da concessão, desde que passasse a receber rendas, em vez de as pagar. O terceiro dos roubos institucionalizados consiste na extorsão, através da factura da electricidade, de rendas para financiar negócios na área de energia. Hoje, apenas 60% do valor da factura corresponde a consumos. O remanescente é constituído por impostos e outras alcavalas, pomposamente designadas de serviços de interesse económico geral. Estes tributos enriquecem os parceiros da EDP, subsidiando nomeadamente as eólicas e tornam o preço da energia incomportável. Assim, as famílias mais humildes passarão frio no Inverno, algumas empresas deixam de ser viáveis e encerram. Impõe-se a redução dos custos energéticos. É também urgente a diminuição dos gastos com as PPP e com os juros de dívida. Mas, por falta de coragem, os governantes preferem deixar o povo à míngua, enquanto alimentam estas autênticas vacas sagradas.» Paulo Morais

terça-feira, setembro 25, 2012

UMA PEQUENA RAZIA, RAZIA TARDIA E A MEDO

O raciocínio é este: primeiro começam pelos ossos do Regime, que é quem trabalha e não escapa ao Fisco. Depois, muito depois, passam à carne do lombo do Regime que são estes esquemas e institutos e fundações, isentos de Fisco e até aqui com apoios graúdos do Estado. E, mesmo assim, continuaremos a pagar pela medida grande décadas de criatividade, benesses e mordomias. A ironia é que, preso por ter cão preso por não ter, talvez haja quem levante a voz contra um Governo que corta a mama à Fundação Cidade de Guimarães, à Fundação Casa de Bragança, à Fundação Oriente e à Fundação para as Comunicações Móveis, que vão perder totalmente os apoios públicos, e corta ainda a medo a teta rancorosa da Fundação Soares. Com ousadias destas, e postestades assim beliscadas, é um milagre que o Governo continue de pé. Soares, Sua Exaltadíssima Miopia, virá com mais desconchavo gritar pela queda à metralhadora do irreverente Governo Passos.

SOCIALISMO É SOCIODÍVIDA E SOCIODESPESISMO

«... de onde veio o endividamento privado no período 2000-2008? Não ocorreu por geração espontânea, mas teve origem nos incentivos, nas garantias, nas políticas públicas de promoção de aquisição generalizada de propriedade imobiliária com forte e diversificado suporte público. (No limite a própria baixa dos juros que suportaram este endividamento privado foi ajudada pelo laxismo do BCE que aceitou, nas mesmas condições, colaterais para os créditos das mais diversas origens e qualidades.) Mas o caso português deve ser destacado. Em Portugal, houve um aumento autónomo da despesa pública que não foi provocado pela despesa privada e pela crise. O fenómeno verificado na Europa também se verificou aqui, mas ele sobrepõe-se, acumula com um anterior e enorme crescimento da dívida pública. O grande arranque da dívida pública portuguesa dá-se a partir de 2000 e não apenas, como na Europa, após 2008. Só em Portugal (42,1% contra 40,8%) e Alemanha (10,8% contra -5,9%) o crescimento do peso da dívida pública foi superior ao da dívida privada. Em média, na União Europeia a diferença foi abissal; 0,5% contra 43,4%. Na Europa, o crescimento da dívida pública em 2008-2011 parece ser consequência da dívida privada de 2000-2008. Mas em Portugal há uma autonomia clara do crescimento da dívida pública que vem de 2000-2008.» Avelino de Jesus

HAVEMOS DE PARIR UMA NÁUSEA COLECTIVA

GUIA

ELES ESTÃO FORTES, MAS CHORAM

Hoje, Correio da Manhã
O Sporting de Sá Pinto está apenas a adiar um colapso certo com imediata troca de treinador. Ontem, o estado de agonia desportiva prolongada obteve mais uma golfada para adiar o seu desfecho lógico e o Gil não andou longe de apontar a estocada. Ricardo Sá Pinto, infelizmente, não tem nada a dizer ao balneário e aos adeptos a não ser um esbracejar aflitivo contra moinhos de vento e vozes que passam, acrescido ao grande abandono a que foi votado pela Direcção. Ter de ouvir um ano inteiro um técnico a dizer que estão fortes, que a equipa está forte, haja o que houver, observe-se o que se observar, mesmo sem fundamento no jogo jogado, começa a ser patético. Estão tão fortes que uma vitorizinha arrancada a ferros os deixa a chorar de emoção como se fossem bebés?! Nada mais humilhante para um grande clube que deixar de ser normal e habitual ganhar. Tudo isto mudaria um pouco se o Ricardo tivesse coragem de falar acerca de futebol. Só acerca de futebol.

TRAPAÇA, PODRIDÃO E MENTIRA

«Entre 1995 e 2000, Portugal manteve uma dívida pública, em percentagem do PIB, substancialmente inferior à média da Europa. O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional. [...] A narrativa que atribui à crise o insuportável endividamento publico português não é apenas uma atrevida e errónea interpretação do passado. Ela serve o desígnio de alimentar a insistência nos mesmos erros de política económica que nos trouxeram à desgraçada situação de falência.» Avelino de Jesus
A podridão do Regime passa pela confusão instalada, pela fraqueza dos actores políticos, pelo seu severo desgaste e erros crassos cometidos. Perante a corrupção política instalada, que um Jornal ou um Blogger ataquem corruptos e mentirosos não nos tem salvado deles, das suas obras, do deslumbrante despesismo bacoco e balofo. Aliás, pelo contrário, confirma-se a cada passo que um Povo também tem sempre o que merece se é incapaz de reconhecer um carteirista prestidigitador no papel de Primeiro-Ministro e até vota nele duas vezes. Daí que seja de menos que se persiga e denuncie ad hominem, quando tudo nasce na falta de carácter de um só que nos dá pão e circo, enriquecendo no processo, e medra até que o pão acabe e o circo colapse. Foram cinco de circo e de pão até ao nosso fragoroso colapso. Repare-se que nenhuma conspiração político-mediática contra a trajectória maligna dos Governos-PS alterou o rumo do voto geral e da bancarrota: não havia alternativa, dizia-se. Passos Coelho, mal e porcamente assessorado no passo em falso da TSU, apanha com a ira geral porque não sabe o que fazer para colocar o País a crescer e para pagar o que se gastou abusivamente com escolas de luxo renovadas e derrapadas, com hospitais PPP equipados e derrapados, com estradas PPP redundantes, derrapantes e portageadas onde ninguém circula a desunir populações e territórios, com computadores para crianças com fome, com cursos instantâneos para adultos sem emprego, com apoios em troca de dinheiro e de votos no PS aos mais carenciados, com apoios com o dinheiro que aparece sempre aos mais capacitados para descobrir e inovar de preferência longe de Portugal, com a peta que pagamos todos os meses na factura pesada da EDP, isto é, taxas para pagar os parques de energias renováveis, com sistemas de burocratização e espionagem da administração pública, com apostas estratégicas no desenvolvimento do conúbio PT-Governos-PS, com a modernização das exportações para a Venezuela e a Líbia, com políticas de negócios estrangeiros ousadas e ambiciosas com a Mongólia e os Paraísos Fiscais, com crescimento do prestígio de Portugal como País cada vez mais qualificado e até vanguardista em certas áreas apesar de tombar numa retumbante e humilhante bancarrota, a terceira em trinta e cinco anos, com intervenção externa. Basta ver que atingimos a ruptura, a bancarrota e a falência, mas as estatísticas oficiais-maquilhadas e matraqueadas pelos Governos-PS são um primor ao registarem que em cinco anos se conseguiu reduzir a pobreza de 29% para 20% e que em 2009 Portugal registava a mais baixa taxa de pobreza de sempre: 17,9%, como se depois cair tudo isso não redundasse nesta queda a pique na desigualdade, no desespero, na emigração maciça, uma vez que quem enriqueceu foi a classe dos amigos, afilhados e enteados do poder instalado. Portanto, que centenas de milhares de portugueses tenham saído à rua exclusivamente para insultar o Gatuno Passos só pode ser piada. Se o Estado, mesmo esbulhando o contribuinte, não consegue fazer face à dívida pública e ao défice, não pode ser um problema de última hora, mas o cumular de políticas insustentáveis e mentirosas dos últimos anos que nos deram cenários e fumos falsos assentes em dívida e não em PIB, assentes em dinheiro que não temos.

MORREREMOS DO PROTESTO E DA FALTA DELE

Acho poético que os Polícias, isto é, Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicada, Guardas Prisionais, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Polícia Marítima, também protestem e se manifestem no próximo Sábado, braço dado com a CGTP. O Estado arrasta os ossos, endividado até à raiz dos cabelos, por isso há-de ser ainda mais sensível e abrirá prontamente as pernas a quem berre muito. Lindo. Além de emigrarmos até à morte, vamos protestar até à morte também.

COMO SE DIZ EM MANDARIM?

Sob uma muito conveniente pseudo-democracia, opaca e iníqua, políticos do PS, PSD e CDS-PP destruíram Portugal, engordaram pessoalmente com os recursos dos contribuintes esmagados e empobrecidos, e destroçaram o Futuro. Por isso emigramos e emigraremos até à morte: 在一个非常方便的不透明,不公平的伪民主,政治PS,PSD和CDS-PP摧毁了葡萄牙,养肥的资源纳税人亲自和贫困粉碎,粉碎了未来。所以和移民死亡. Em alemão: Unter einer sehr günstigen Pseudo-Demokratie undurchsichtig und unfair, politische PS, PSD und CDS-PP Portugal zerstört, gemästet persönlich mit den Ressourcen Steuerzahler und verarmten zerkleinert und die Zukunft zerstört. Also haben wir hier links ab und wanderte nach dem Tod; em árabe: تحت مريحة للغاية ديمقراطية زائفة PS، مبهمة وغير عادلة السياسية، ودمرت PSD PP-CDS البرتغال، مسمن شخصيا مع دافعي الضرائب والموارد الفقيرة وسحق تحطم المستقبل. لذلك نحن هنا ترك وهاجر حتى الموت.

SONHO POR QUE NOS NÃO FODAM A PACIÊNCIA

Cigarra negra
Ministros, deputados e outro pessoal agregado à tragédia do Regime têm a estrita obrigação de não nos foder a paciência. Não seria pedir de mais.

segunda-feira, setembro 24, 2012

ONDE ATACAR O MONSTRO DA DESPESA

«Na página do Facebook, Carlos Moreno deixou algumas sugestões ao Governo a propósito da reunião da concertação social que vai discutir as alternativas às mexidas na taxa social única, tal como foram propostas. É uma lista extensa e coloca o dedo nalgumas das feridas que, se não forem curadas, deixarão Portugal em muito má posição para superar o estado de permanente crise orçamental, vivida em ciclos sucessivos de expansionismo e austeridade que conduziram o país ao poço em que está mergulhado. O ex-juiz conselheiro do Tribunal de Contas diz que "o Governo devia apresentar e quantificar o montante que, dos 1.300 milhões de euros de rendas a pagar em 2013 às concessionárias de PPP, vai cortar. Devia, também, apresentar e quantificar o montante que em 2013 vai cortar nas rendas excessivas a pagar às produtoras de energia que vivem praticamente em monopólio. Devia apresentar e quantificar o montante que vai cortar em 2013 às fundações, associações, institutos e outras entidades que têm atravessado a crise sem perder um cêntimo".» João Cândido da Silva

GIL PRESTES A CILINDRAR ALVALADE

Luthor_kryptonite
Vieira pode até ser o coveiro do Sport Lisboa e Benfica, tendo sozinho aberto a tumba de um passivo que vale por dois do Sporting Clube de Portugal, mas neste momento o problema desportivo mais candente é outro: o SCP de Ricardo Sá Pinto não carbura e hoje todos temem ou aguardam que o Gil humilhe Alvalade ao ponto de não faltarem sport-lisboa-e-benfiquistas a querer assistir in loco a esse tombo. É deprimente que o Ricardo Sá Pinto nem se dê conta da fraqueza e desmobilização total, intra e extrabalneário, que o seu discurso gera. Pobre, perro, repetitivo, bloqueado, pessoalizante, autocentrado, fantasioso: não adianta haver garra, talvez o mito da garra, sem que no terreno se vislumbre cultura táctica, coesão, e sobretudo um pensamento profundo do jogo, adaptado a cada momento e circunstância. Sá não é, decididamente, um intelectual do jogo e por isso, ou também por isso, não atrai nem irradia energia. Não é convincente. Depois há um velho e severo problema de liderança no SCP que explica o já longo cortejo de treinadores sempre mal defendidos e atirados para um insucesso fatal. É sobretudo essa a kryptonite que enfraquece o clube.

VIBRADORES, CIGARRAS E CIGARRETES

Não vale a pena assobiar para o lado. As cigarras do ministro Miguel Macedo só podem ser os que enriqueceram graças a apoios chorudos do Estado-PS e que hoje vivem como nababos em Paris e no raio que os parta, postos a salvo de todo o cuidado, rindo às gargalhadas dos milhares que se têm manifestado com palavras de ordem tardias e deslocadas. Nesse tempo, quando Portugal ia pelo melhor dos mundos possíveis, havia analistas, comentadores e jornalistas que calavam quaisquer observações negativas ou suspeitosas ao trajecto devastador do Governo-PS, cujas baças personalidades andavam excitadas consigo mesmas não cabendo de autoexcitação e auto-sexo consigo mesmas, lambendo-se e chupando-se a si mesmas de autofascínio. As cigarras do último dinheiro, antes de isto dar o berro, atiravam-se a obras, supiravam por mais betão, faziam inaugurações. Cantavam e cantavam. Ao contrário da fábula, quem amarga, sofre e chora, antes, durante e depois, são as formigas.

CARDOZO, OS POSTES E O ÁRBITRO

Os problemas de tesouraria já se traduzem no relvado. À primeira oportunidade, a um primeiro resultado negativo, ao primeiro pretexto, o Sport Lisboa e Benfica revolta-se, chateia-se e entristece, menos com os lapsos e falhas de jogadores como Cardozo, ao que se sabe com problemas pessoais que cheguem, que com os postes e o árbitro. É um problema quando Jorge Jesus surge no colóquio-embate com os jornalistas com um discurso tão nervoso quanto inseguro, como se em vez de falar de futebol, a melhor defesa fosse o ataque a qualquer alvo em movimento. 

POR QUE SE ENERVAM ELES COM AS PPP?!

A pouco e pouco toda a gente com dois palmos de testa compreende a que ponto o Estado Português está refém e foi armadilhado pelos que queriam permanecer no Poder custasse o que nos custasse. E compreende que as PPP terçadas pelos socratistas estão repletas de bicho. Tudo aponta para a evidência de esses contratos terem sido celebrados contra o Estado e contra os Contribuintes, para tanto bastando o quanto as cláusulas, anexos secretos, estudos e estimativas alarmam e escandalizam os técnicos mais isentos. Faz parte do senso comum saber que os beneficiários abusivos são a Banca, as empresas envolvidas. Sabe também quais os beneficiários comissionistas directos, assessorados pela consultoria caríssima e inútil dos mega-escritórios de advogados: ex-decisores socratistas, o que explica vidas desafogadas que nenhuma actividade profissional ou riqueza anteriormente conhecida justificam. Houve, evidentemente, PPP no curtíssimo e atribulado Governo de Barroso-Portas-Santana. Mas o que se sabe é que, mesmo à vista de uma escalada descomunal de endividamento e explosão do défice, os socratistas devoristas, ávidos, sôfregos, ranhosos e imbecis, broncos e analfabrutos, insistiram numa puta de uma receita que, está provado!, engolfa os Estados em dívida descontrolada, em custos supervenientes, em juros sufocantes. Hoje fala-se das PPP socratistas nos cafés, confeitarias e supermercados. Fala-se não porque outros as não tivessem feito, mas porque as deles foram excessivas, exorbitantes, uma calamidade para as contas públicas. Por que motivo insistiram numa receita que por todo lado, da Inglaterra ao Brasil, está provado que derrapa e entra em galopante descontrolo?! Voz do Povo, voz de Deus. Ninguém tem culpa que a imagem de socratistas corruptos a meterem ao bolso como se o Estado fosse um enorme BPN se implante naturalmente nas psiques. Esse e tantos outros desmandos foram consentidos graças à opacidade e desonestidade de velhos e rançosos processos de decisão e também à iliteracia e a baixíssima cidadania das turbas que, alienadas e ignorantes antes, agora surgem a gritar e a ganir «Gatunos!» desfocadas dos antecedentes, de anos e anos de gatunagem. Os cafés, as praças de táxis constatam o óbvio: estamos em pré-bancarrota, não há dinheiro, porque os socratistas andaram a gamar o tempo todo. Já só falta que apareçam no Portal do Governo todos excertos desses contratos com as tais cláusulas rançosas expostas. Já se sabe, e o caso Freeport apenas o confirma, que os corruptos absolutos absolutizam todos os processos possíveis de fuga e disfarce. Temos todas as razões para suspeitar dos negócios do Estado que escapam à atenção de variadas entidades, que não são escrutinados por qualquer metodologias de análise e variadas agendas. Ora, neste contexto de enormes problemas para fazer face ao défice e à dívida pública com brutais custos sociais associados, não pode haver nem perdão nem contemplações para com a corrupção dos ex-decisores políticos de topo. Os Países geridos por tiranos, ditadores e corruptos baqueiam sempre. Os casos de corrupção na União Europeia, que se saiba, não determinaram a falência correlata de nenhum País como determinaram a bancarrota no nosso caso. Por cá estamos à espera de saber tudo sobre todas as mais recentes PPP. Se Paulo Portas e António José Seguro as referem como óbices ao défice, propondo-as ou como alvos absurdos de taxação ou como passíveis de emergente renegociação é porque o berbicacho é grosso. Falta quantificar, explicar e demonstrar por que motivo o Estado Português está refém delas, capturado por elas, e por que motivo foram negociadas e feitas, apesar de se saber sufocariam as nossas contas. Já sabemos por que se enervam e espumam de raiva os socratistas ao constarem estar o senso comum e a Opinião Pública a acordar para os danos, incúria e malfeitorias dos Governos anteriores. É muito fácil e confortável instigar a populaça a apostrofar de «Gatunos» os que agora se vêem a braços com o défice e os compromissos assumidos em nome do Estado Português por outros e lançados para o futuro. Há quem não se interesse tanto por apurar que políticos enriqueceram e comem do bom à conta de secretas comissões criminosas em negócios ruinosos para Portugal. A nossa desgraça é proporcional à vida demasiado fácil, demasiado airada, demasiado boa desses ladrões doentios e grotescos.

CIGARRAS FRAUDULENTAS DA POLÍTICA

Percebo a intenção de Miguel Macedo, ao elogiar a via sacra do Povo para ultrapassar uma crise agudizada por longos anos de cigarras socialistas canoras, impantes de autoglorificação, grandiloquentes de optimismo furado e fraudulento. Foram mais de dez anos, de facto, com poucas formigas, sem crescimento do PIB, item que por exemplo Guterres, sendo Primeiro-Ministro, desconhecia imperdoavelmente, anos em que com, desavergonhada evidência, todas as cigarras socialistas da política prosperaram na proporção inversa à prosperidade de Portugal e dos portugueses. Por que será?! Porém, discursos como os de Paulo Macedo só se aceitam na sua profundidade completa com bons exemplos vindos de cima e com Justiça em cima do lombo vergonhoso dos que enriqueceram enquanto cigarras da retórica charlatã e das comissões pessoais em negócios de Estado. A vida está demasiado boa e demasiado fácil para José Sócrates e os seus agentes provocadores. Até quando?

domingo, setembro 23, 2012

KANSAS, DUST IN THE WIND

I close my eyes, only for a moment, and the moment's gone 
All my dreams, pass before my eyes, a curiosity 
Dust in the wind, all they are is dust in the wind. 
Same old song, just a drop of water in an endless sea 
All we do, crumbles to the ground, though we refuse to see 
Dust in the wind, all we are is dust in the wind 
[Now] Don't hang on, nothing lasts forever but the earth and sky 
It slips away, and all your money won't another minute buy. 
Dust in the wind, all we are is dust in the wind 
Dust in the wind, everything is dust in the wind.

ÚLTIMO ÓSCULO E LAVA-MÃOS DE PINTO MONTEIRO

Segundo creio, o mês de Outubro dar-nos-á um novo Procurador Geral da República. Os casos, lixos, indícios que arrolam José Sócrates num manto de suspeição interminável nunca deram descanso ao pré-demissionário, quase aposentado, Pinto Monteiro. Se saísse sem um gesto consequente relativamente a um caso que fosse envolvendo aquele ex-político, a sua passagem pela Procuradoria ficaria marcada pelo signo da miserável e ostensiva captura total da sua função, associado à hora negra de Portugal, por alguma razão ou soma de razões atirado para a pré-bancarrota. Assim, ao solicitar antecipadamente que se apurem alegados pagamentos ao ex-Primeiro-Ministro, antes da certidão extraída pelo Tribunal do Montijo chegar ao DCIAP, dado aquele ter detectado fortes indícios de corrupção, Pinto Monteiro lava as mãos e como um Judas santo oscula o perpétuo indiciado Sócrates, remetendo para outro incumbente o desfecho dessa investigação. Sairia sempre mal na fotografia. Mas poderá sair, pelo menos, menos mal.

PASSOS, PROENÇA E O PARISIENSE

Após anos de rotineiro apagamento e irrelevância, João Proença regressa ao cerne do que possa ser determinante para superar esta Crise enquanto parte digna e construtiva, papel à sua maneira assumido igualmente pelo Fóssil Arménio, que na verdade não tem sido tão fóssil quanto ameaçara inicialmente, ao apresentar agora propostas de bom senso no combate à evasão fiscal e captação de novas receitas fiscais sobre o capital. Contrariando um compromisso de lealdade e negocialidade como princípio irredutível no trabalho social, Passos, com a opacidade da TSU, assemelhou-se ao pior do péssimo Sócrates. João Proença diz o que todos sabem acerca de Diálogo, Lealdade, Fiabilidade, que é tudo o Sócrates não tinha. Passos, pressionado para agir a contento da tranche condicionada pela Troyka, anunciou a Nova TSU sem consultas prévias, sem um acerto de agulhas prévio com os parceiros sociais. Erro de palmatória. Nisso se assemelhou à fuga ao diálogo social de José Sócrates, para quem tudo servia perfeitamente enquanto simulacro de negociação, meios e propaganda para outros inconfessáveis fins. Com Sócrates, tínhamos, pois, um simulacro de diálogo social e mesmo as medidas de carácter laboral e social que foram discutidas e negociadas, foram-no sem verdadeira abertura e construção em comum, pois obedeciam a um princípio que transcendia o diálogo e estava ditado à partida. Paradoxalmente, quando Sócrates «teve pela frente uma grande crise económica» degradou ainda mais o nível de dívida artificializando apoios, investimentos e financiamento que nada e ninguém escrutinou no seu efeito reprodutivo, transformando o Governo-PS numa das maiores torradeiras de dinheiro da Europa, com ajustes directos e mais PPP e a Parque Chular, tudo a bombar luxos, dinheiro à fartazana, festa final sem olhar a gastos. João Proença sabe que foi precisamente por causa dos simulacros e negaças de diálogo e negociação que se gerou um movimento anti-Governo Sócrates na Assembleia da República e na Concertação: não se dialoga com quem espreita, calcula e conspira para desacreditar toda a Oposição, todas as Oposições, ignorando a Sociedade Civil, apenas para seguir a sós e escondido no trabalho devorista e amiguista de sempre. Em tempos de grande crise económica, o Governo Minoritário de José Sócrates fechou-se, simulou negociar coligações, mas quis ser sempre minoritário para, com os mesmos vícios, a mesma opacidade, a mesma gula irresponsável por negócios ruinosos, a mesma politização crassa das finanças públicas, passar diante do eleitorado e da Opinião Pública por falsa vítima, falso coitadinho e injusto acossado dos demais. O tiro saiu-lhe pela culatra. João Proença conhece por dentro a podridão moral do actor político Sócrates, cujos frutos amargos estão à vista e no paladar de todos. Não estaríamos aqui sem a gula pelo Poder a todo o transe de José Sócrates.

ROUBOCRACIA E LIBERAL-EXPERIMENTALISMO

Em conversas com amigos, de um lado sociais-democratas, do outro socialistas, convergimos em execrar expressamente o neoliberalismo ou, no fundo, veteroliberalismo, patenteado talvez nas medidas mais secas e desumanas do Governo Passos. O problema é que, após um certo vazio de valores morais, cívicos, humanísticos no exercício eleitoralista do Poder, coisa que pautou os últimos Governos socialistas reduzindo-os à manobra de enganar pelo máximo de tempo possível toda a Opinião Pública, venha uma corja de ex-assessores desse mesmo saque, desse mesmo ludíbrio, gente que vogava ao sabor do refrão do momento, colocar-se do lado dos oponentes a tal concepção neoliberal da política, da economia, da vida civil. Há muito nos damos conta de que a democracia em Portugal não é uma Democracia em Portugal. Um Regime que protege e ampara parasitas, como Soares e muitos outros, e os faz prosperar contra nós, não é uma democracia. Não estamos representados pelos que contra nós, contra os interesses e a prosperidade do Povo, assinam negócios tão horrendos, tão danosos, tão criminosos, que, dir-se-ia, só possíveis por animais que matariam a própria mãe para viver depois em luxo e prazer parisienses o resto da vida. Que me importa ou me vale que o pessoal rasca socratista se bata contra os liberais e os tecnocratas, se lhes abriram a porta com a sua Despudorada Roubocracia?! Daí esta desilusão com um Regime que deve morrer para que o Novo surja. Abominar este Regime refundado no 25 de Abril agudiza-se e fundamenta-se na injustiça que se impôs e prevalece, uma vez que os partidos não esgotam nem exprimem todas as moções de uma sociedade plural. No caso português, a nossa crise económica só é simultaneamente regimental porque foi o Regime que permitiu dois Governos-PS que cavaram de modo insano e criminoso uma dívida pública colossal. Depois, quando a confiança interna e externa no último desses Governos de Rapina se esgotou completamente, veio Passos Coelho com o seu manual reformista-violentador, levando tudo a eito, reeducando a frio uma sociedade atirada para a subsidiologia e para crostas de interesses instalados. O mal disto, sinceramente, é que seja sobretudo o Povo, as Gentes, a pagar e a levar com cortes cada vez mais brutais, mas não todos quantos, pesando no Défice, sempre abocanharam não despicienda parte dos Orçamentos. Em Democracia, e a Democracia não está em causa numa mudança de forma de Regime, o exercício do Poder Executivo não deveria abrir as portas a ladrões sem o devido castigo ou mecanismos de evacuação. Ladrões que negociaram contra os interesses dos Contribuintes com comissões pessoais por cada uma das decisões a favor do Privado, como os Governos Sócrates, que governavam em festa, impantes de soberba e autismo, que substituíam o diálogo e a audição da sociedade civil pelo amiguismo e o favorecimento da própria clique e de quantos se vendessem vendendo uma opinião favorável ao preclaro líder e iluminado partido, enquanto na verdade a degradação económica e a insustentabilidade do Estado lavravam num fogo silencioso. Uma das piores consequências disso foi a chegada depois de um bando de Zelosos de cartilha dogmática em riste a salvar-nos dos efeitos de um tal consentimento em Ladrões Negligentes, impondo novos fardos insuportáveis à inofensiva maioria. Só um Rei, uma Justiça despartidarizada e desparasitada, um Parlamento aberto e imputável, deputado a deputado, e uma sociedade civil vigilante e exigente, poderiam defender-nos da vileza, da demagogia, de processos charlatães do tipo socratismo. Também dispensamos o experimentalismo neoliberal à bruta. 

O PROBLEMA DO SPORT LISBOA E BENFICA

Jorge Jesus sabe que o problema do passivo sport-lisboa-e-benfiquista vai pautar a época 2012-2013. Falar em baixar salários, conforme fez Vieira, era qualquer coisa a evitar se tal envolve, por exemplo, treinadores e jogadores. Caberia a um bom presidente usar de sigilo na dimensão dinheiro, salários, prémios de jogo, não fosse o dinheiro um motivador por excelência. Quando se faz pública uma tal necessidade é porque importa pressionar mediaticamente as psiques do pessoal interno para que se abram ao novo panorama. Mas tudo isto diminui o suposto candidato ao título.

sábado, setembro 22, 2012

AS RUAS TRANSBORDAM CONTRA O REGIME



Alguns cretinos de rabo trilhado ousam comparar duas manifestações, a de 12 de Março de 2011 e a de 15 de Setembro de 2012, como se não fossem a mesma, exactamente a mesma, nos fundamentos mais profundos. Foram duas e a mesma manifestação de mal-estar regimental, de saturação pela frieza, ineficácia e perfídia do Poder Político. Ambas foram massivas. Foram ambas apartidárias, transpartidárias, genuínas, nossas. Em ambas, insurgimo-nos quer contra a corrupção, contra o engano demagógico do Governo Devorista Sócrates, quer contra um saque fiscal prevalente para nada e coisa nenhuma, quer contra a impunidade patente nos múltiplos casos arrolando um Primeiro-Ministro de índole mais que duvidosa, um cúmulo na sequência do que, em suma, temos agora assistência financeira externa, um programa de ajustamento, uma Troyka de que carecemos e um Governo com Troyka, os quais inevitavelmente comprimem a nossa existência colectiva a fim de que uma dívida pública de 200 mil milhões de euros, o dobro do PIB, seja paga. Não se sabe como. Temos a existência enquanto Povo minada por antigos incumbentes, os mais daninhos e videirinhos no exercício do Poder que vimos em mais de cem anos. O Regime segregou dissensões horrendas no início do século XX, uma ditadura sufocante por quarenta anos e esta democracia de ladrões políticos imunes e impunes. As nossas Mega-Manifestações podem mudar o Regime, refundá-lo, dar-nos a escolher novas formas e modalidades. 12 de Março. 15 de Setembro. Duas manifestações. Uma só reacção nacional ao Lixo Incompetente e Saqueador a que erroneamente temos chamado Poder Político. Temos muito a temer. Temos razões para temer a miséria que advém por fim de anos de incúria e rapacidade. Sentimo-nos ameaçados. O Regime, por acaso uma República Putrescente, Medíocre, Rasteira, Sem Classe, traiu-nos em quase todos os capítulos e com requintes de obscenidade, incompetência e ranço. O Regime está morto. Podemos escolher outro. 

MORTA A TSU, FICARÁ INTACTA A ABOMINAÇÃO

Segundo o comunicado pós-Conselho de Estado, ontem, a TSU está morta. Porém, se o saque não for assim, será assado. Escandalizo-me que não haja coragem para expor todos os números imputáveis aos que tiveram responsabilidade pela situação económica do País. Um benefício evidente do recuo da TSU por parte deste Governo foi que resultasse de uma reacção popular massiva. Evidentemente que poucos têm noção do buraco tenebroso fomos atirados e que custos e sacrificios são necessários para dele sair: já não se trata de uma questão deste Governo, mas de constrangimentos herdados e contextuais a que nenhum Governo poderá escapar, fale manso ou acovarde-se como se acovardar. O Primeiro-Ministro mostrou que os acontecimentos e as vozes que se levantem têm o poder de transformar a sua determinação experimentalista em acomodação de alternativas, em flexibilidade e em bom senso. Certo é que faça este Governo o que fizer, herdou um lastro pesadíssimo e escandaloso que atenta indirectamente contra a sua credibilidade: é um escândalo termos tido à frente dos destinos de Portugal uma figura reles como Sócrates ou inane como Teixeira dos Santos, tal como é um escândalo não termos uma noção o mais completa possível das PPP de que sintomaticamente todos falam, Seguro, Portas, Gaspar, e que, a par de outros actos de devastação governativa passados, nos condenam a uma dramática vertigem de pânico dada a situação de emergência nacional. É injusto imputar o afundamento do País e a crise económica a todos os actos falhados e tentativas desesperadas do Governo Passos para nos colocar a crescer o que nunca crescemos na primeira década do século XXI. Necessitamos de outra austeridade. Necessitamos de denunciar a incompetência e a ruína que nos trouxeram ao ponto dramático em que estamos. Cuidado com quem assobia para o lado e se arroga nada ter a ver com o nosso desastre. Cuidado com as vozes caninas dos socratistas que, após anos de vampirização dos Orçamentos, nos aparecem agora virginalmente colados às coreografias de Esquerda e às rasuras institucionais de Esquerda. O imbecil Soares deu o mote: derrubar o Governo resolvia-lhe o problema dos 30% a menos da subvenção estatal.

ONTEM, DIA DE TER VERGONHA

Para vós uma vida de merda.
Para mim uma vida fácil.
O caos há muito acalentado por quem fodeu com Portugal e se pôs a salvo está possivelmente mais perto. Batemos no fundo há muito tempo. Ontem, diante do Palácio de Belém, foi dia de ter vergonha. Mas todos os dias portugueses são dias para ter vergonha. O Povo, nós, todos os oprimidos e esbulhados, começamos a reagir na rua, mas esta rua é tardia. Sem nada a perder, desempregados, desvalidos, pequenos esbulhados pelo Fisco, como eu, ao longo de anos de perseguição e saque injustos e agora mais agravados ainda, podemos e devemos encher as praças todos os dias para que se punam Governos Corruptos, Governos de Aparências, Governos de Endividamento e Benesses que sorrateiramente a este abismo nos conduziram. Enchamos as praças, as vielas e as ruas da cidade para que as actuais políticas económicas da Troyka e do Diabo castrem outros que não os pequenos. Mas ninguém se engane. Há ex-agentes, ex-actores políticos demasiado interessados no caos, na confusão e no desastre institucional, queda do Governo, exoneração de eleitos, para melhor se ilibarem de terem roubado e danado a sustentabilidade de Portugal, quando eram eles a Sorver o Estado Português em Benefíco Próprio. Quem decidiu contra nós no passado está aflito, mesmo tendo este Governo como lento renegociador de quantos contratos ruinosos havia. Reagir somente à TSU é pouco. É preciso que reajamos contra todos os ladrões que passam impunes e até recompensados por terem sido nada mais que ladrões lustrosos e retóricos, decisores danosos dos interesses gerais. É preciso responsabilizar não apenas os impotentes do Presente, mas os Intrujões do Passado recente. A isso há-de conduzir a energia reprimida até aqui e que se vai soltando à medida em que o nosso problema de empobrecimento fatal e galopante se colocar inexorável, à prova da moção espontânea da rua, conforme se coloca, dentro de cada um de nós. Ir à rua com os filhos é pouco. Importa que levemos os nossos idosos e também os nossos animais de estimação: todos devem poder insultar, execrar e abominar parte da classe que dormiu na forma, que se isentou de nos procurar, consultar para decidir por amor e em serviço das gentes. Os que apostaram em enriquecer pessoalmente enquanto nos enganavam e os que hoje nos enganam com o intuito de nos salvarem da bancarrota não mais podem ter a vida facilitada por igual. Temos de rejeitar o discurso da desresponsabilização dos governantes passados porque o buraco de miséria que eles cavaram para nós está aí. É uma obra com mais de uma década, obra precipitada pelo socratismo e não é à toa que os socratistas, hoje colados à extrema-esquerda das pedras atiradas e das montras partidas, procuram a todo o transe colar-se ao extremismo do protesto que melhor os camufle de culpas. Roubou-se tremendamente no passado. Hoje, os Governos Europeus querem equilibrar as contas rapidamente porque tempo é dinheiro e menos juros. Pode ser transversal a nossa rejeição da imoralidade, da injustiça, da nula equidade patente nas decisões dos Tecnocratas da Finança em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, mas se hoje somos esfolados vivos, se hoje se perpetra o roubo aos trabalhadores a favor da liquidez das empresas, esse é um fruto amargo cuja semente foi lançada à terra há meia dúzia de anos. Ainda que seja tarde de mais, o nosso lugar é na rua. Sempre foi.

METRONOMY, THE LOOK

You're up and you'll get down
You never running from this town
Kinda think you said
You'll never get anything better than this
'Cause you're going round in circles
And everyone knows you're trouble
Cause you read it in a big book
And now you giving me the look look
But just remember how we shook shook
And all the things we took took
This town's the oldest friend of mine
Get up and we get down
We're always running round this town
And to think I said
We'd never make anything better than this
'Cause we're always in small circles
And everyone thinks we're trouble
We didn't read it in the big book
And now we're giving you the look look
Just remember how we shook shook
And all the things we took took
This town... This town...
This town's the oldest friend of mine
This town... This town... This town...

O COITO, HORAS DE RECLUSÃO EM BELÉM

Governo disse estar disposto a "estudar alternativas à alteração da TSU"
Por vezes não sei o que pensar de Portugal. Estou desesperado. Ao meu lado há gente desesperada. As pessoas que gritam muito por muito tempo é porque estão desesperadas. Mas há um mês já bastava. Há um ano já bastava. Há dez anos e há vinte já bastava. As contas manhosas dos Governos de Portugal e as dívidas malignas contraídas no passado e atiradas para diante pelos Governos de Portugal, pelos Cravinho, pelos Lino, pelos Campos, essas terão de ser pagas. Dizer basta deveria significar antes de qualquer coisa que não podemos consentir e não poderíamos ter consentido em tão criminosa incúria e gestão danosa do Estado Português. Era mais isso que ir agora assassinar os bombeiros e maltratar os médicos, mais trambolhão, menos trambolhão da TSU. É muito fácil fabricar popularidade, com intrujice e malabarismo, e governar nela. Difícil é ter de fazer o que todos os conhecedores da condição lastimável das contas públicas reconhecem ter de ser feito. Custa muito ver um Povo inteiro no papel de marido corno a acordar tardiamente de uma gravíssima constatação que já todos sabiam: ter sido traído milhões de vezes.

POUCOS RESISTEM AO OPPAN GANGNAM STYLE

Esta dança do cavalo imaginário está a dar a volta ao mundo.

sexta-feira, setembro 21, 2012

MAOMÉ E O ISLÃO TÊM UM VÍRUS QUALQUER

Um vírus que, à menor provocação, conduz a crimes, violências, mortes, loucura colectiva. Se são estes os frutos pacíficos e tolerantes que o Profeta e o Islão têm para dar ao mundo, estamos conversados: «Violentos confrontos provocaram pelo menos 13 mortos - 17 segundo a televisão árabe Al-jazira - e cerca de 200 feridos 
em manifestações realizadas esta sexta-feira em várias cidades 
paquistanesas contra um filme amador norte-americano 
que ridiculariza o profeta Maomé.» Público

UMA CULTURA DA BURLA E DO BRANQUEAMENTO

O restrito número de socratistas que ainda ousa bolçar opinião a escudar anos de latrocínio alegre sobre contribuintes e contumaz opacidade deliberada nas contas públicas, atira-se dia sim dia sim a quantos, sendo livres a opinar fora da caixa restrita de facção, regressam ao passado das governações socratistas para bater no Intocável Sócrates. Depois de Pedro Santos Guerreiro ter sido alvo de recente reeducação económica segundo a infalibilidade socratista do PEC IV e do aumento manhoso à Função Pública em 2009, chegou a vez de Luís Menezes Leitão.apanhar com o argumentário encornado do pessoal onanista de serviço. O coitado do homem Luís não tinha o direito de embarcar na tese universal de que Sócrates é o rei dos mentirosos por ter mentido em pleno Parlamento: «Sócrates foi apanhado a mentir no Parlamento sobre o caso TVI e foi imediatamente desculpabilizado pelos seus deputados que diziam que se tivesse ocorrido não era grave. O inquérito parlamentar que então foi aberto, e que podia ditar a demissão de Sócrates, evitando o que ocorreu posteriormente, foi convenientemente encerrado com o acordo do PSD. E ficou provado que mentir compensa em Portugal.». O que foi o pobre Menezes Leitão escrever. Pronto, deu um exemplo de mentira. Haveria mais? Com certeza. Infinitos e sistemáticos exemplos de mentiras. Ora proferidas na missa diária das aparições na TV. Ora em treta-chuva no Parlamento, fugindo às questões directas que lhe eram colocadas, repetindo anúncios tão falsos como falidos. No entanto, para os zelosos defensores do bom nome precário do ex-Primeiro-Ministro, não se lhe pode apontar uma mentira sem se ficar obrigado a listá-las a todas. Tudo quanto se aponte de negativo, nefasto e nefando a esse ex-actor político pertence ao domínio da difamação, da calúnia, do atentado ao bom nome. As escutas que o apanham em conspiração activa e pornográfica contra uma Jornalista e uma Estação de TV, são ilícitas. O conteúdo não conta. E como é que esses zelosos chupadores de calipos justificam que o Burlão tenha dito no Parlamento que não tinha tido conhecimento das intenções e preparativos para o eventual negócio PT/TVI, quando as escutas mostraram que ele falou acerca desse negócio com Vara antes do episódio parlamentar?! Os anais defensores do bom nome precário de Sócrates mostram-nos o caminho: separar os papéis. No papel de Primeiro-Ministro, Sócrates não tinha tido esse conhecimento. Já a título privado, sim, conhecia-o, participava conspirativo e estava ao corrente do que fazer nos círculos empresariais e jornalísticos. Se isto não é ridículo... E pronto, para essa malta que um Primeiro-Ministro conspire contra uma estação de TV é legítimo. O problema é o meio pelo qual se obteve a informação de que, em Portugal, um Primeiro-Ministro ousou negociar, urdir, conspirar activamente pela compra de uma Estação apenas por que se desse uma mudança editorial de um serviço noticioso. O direito à privacidade é outro dos argumentos da malta que lambe o chão por onde o parisiense larga as migalhas comissionistas. Se há coisa que lhes está atravessada são as escutas a Vara. Para quem aprendeu a chantagear e a fugir das próprias responsabilidades e malfeitorias, ter sido apanhado foi a suprema derrota. Na rede de Vara estava a bisca histérica Sócrates. E isso é um problema e um vexame para essa conspícua gentalha. Como se investigação legítima se confundisse com espionagem ou como se Sócrates estivesse isento de qualquer propósito investigativo, uma vez investido de responsabilidades públicas. Evidentemente que se os políticos têm relações duvidosas, relações perigosas contra o interesse nacional, devem ser escutados. A privacidade dos políticos [o que ganham, como gastam, de onde lhes veio a riqueza] acaba a partir do momento em que são investidos papéis que envolvem a prestação de contas cabais ao Povo, às instituições do Estado. Nem todas as conversas tidas ao telefone com amigos expõem uma linguagem chula e intencionalidade ilícita como aconteceu entre Sócrate e Vara. O que é certo é que a indecência prevaleceu. A geometria e a aritmética da impunidade em Portugal atingiram a perfeição com os casos sucessivos de José Sócrates. Nenhum socratista é levado a tribunal. Paris continua deliciosa para aquele que se vê reflectido pelas águas de La Petite Seine para só ver a Burla a Portugal que merece o bom nome, a Burla aos Portugueses que toma os próprios actos ilícitos por difamação, a Burla aos Contribuintes que toma por calúnia as próprias malfeitorias listadas uma a uma. O que foi Luís Menezes Leitão escrever, coitado!