quinta-feira, abril 30, 2009

UM BLOCO TRANSVERSAL

SIC-N, com Mário Crespo. Mais um Frente a Frente. Paula Teixeira da Cruz e Alberto Martins. Firme a primeira contra a lei do financiamento dos partidos. Enfunado o segundo na sua defesa. Depois, alugures, o que se preconiza como cenário eleitoral ideal nas próximas legislativas. Concordo inteiramente com Paula Teixeira da Cruz: não à ideia de um Bloco Central reeditado, nefasto e danoso, mais do mesmo devorismo irresponsável. Um óbice aos interesses de Portugal. Tudo pela bela ideia de um «Bloco Transversal», algo que aqui defendemos convictamente: um Governo e um Parlamento Plurais, onde a negociação seja criativa, permanente, leal, tensa e imaginativa, próxima das pessoas e se dê em todos os domínios e dossiês. É preciso lavar o esterco acumulado e que faz do abuso das maiorias e do vicioso excesso de leis e leis más na República a sua principal perversão. A proliferação de estatutos de privilégio e autofavorecimento entre as elites deve sujeitar-se a morigeração e bom senso. É preciso atalhar a todas as causas da degenerescência portuguesa, começo da Corrupção e da Ineficácia mais desmoralizadora. Avolumam-se as leis iníquas, precipitadas, mal construídas. Leis más e Leis a mais, logo, Labiríntica Corrupção em larga escala. Um Bloco Cívico a envolver transversalmente todos os partidos e deputados de boa vontade, corajoso a abrir o Parlamento a independentes puros, sensível aos Movimentos Cívicos e a todas as vozes da Sociedade. Um projecto construtivo comum, sob a égide da Ética, da Transparência Praticada, da verdade pensada e dita, afastada da espectacularidade enganosa, mas humilde o suficiente para se colocar sob escrutínio contínuo e directo dos cidadãos. Pelo contrário, o PS de Alberto Martins, desfasado que está da nossa percepção global do seu legado de surdez obstinada e de oco militante, mostra a mesma soberba a que o seu partido nos vem habituando ao longo de estes quatro anos a roçar a autocracia pseudo-iluminada. Uma surdez deliberada que supõe possa um País Moderno dar-se ao luxo de prescindir da vontade e convicção de o máximo de portugueses cooperando em favor de um só pseudo-Iluminado exclusivo qualquer, com a sua lista de parasitas clientelares e carteira de favorecidos. Um líder egolátrico em detrimento das pessoas? Nem pensar! Há que acordar para os efeitos de quatro anos de uma deriva oligocrata nunca vista em trinta e cinco, saturada de propaganda e trafulhice. Há que acordar antes que seja tarde.

ALBERTO MARTINS DEBATE-SE

Pela Lei do Financiamento preparada à porta fechada e dada a comer/aprovar na AR (O PCP serve de biombo). Paula Teixeira da Cruz fala das entorses e das portas abertas ao branqueamento de capitais. Na SIC-N. O PCP é exemplar na prestação de contas, diz PTdC.

PCP E IGREJA UNIDOS, BELO SINAL

Quanto a mim, dos melhores sinais dados à Sociedade POortuguesa. Só desejo o estreitamento e o contacto permanente entre a Igreja e o PCP, no âmbito da Crise e para além dela, vigilantes e críticos de uma realidade desumanizada e cruel com os mais pequenos. Ambos, PCP e Igreja, mostram-se capazes de assumir compromissos sólidos ao serviço das pessoas e de respeitá-los na íntegra, ao contrário das instituições capturadas pelos Interesses e ao seu serviço: «O PCP e a Igreja Católica acreditam que podem caminhar juntos no combate aos problemas sociais provocados pela crise. O líder comunista Jerónimo de Sousa pediu a acção do Estado, ao passo que o presidente da Conferência Episcopal notou a que Igreja está preocupada com as necessidades da população.»

NEW FLU, ENSAIO SOBRE A BRANDURA


Para além da prudência natural das pessoas, atendendo ao estado da arte no conhecimento e prevenção das pandemias é muito mais plausível que as medidas tomadas, estado a estado, minimizem o impacto global do H1N1, mas o lado submerso de toda esta questão diz respeito ao dinheiro que o alerta planetário e o medo da morte movimentam com os impactos negativos no turismo e no transporte aéreo e positivos nos lóbis farmacêuticos. Perante problemas sociais e económicos muito graves, afectando massas incontáveis por todo o planeta, por contraste com situações de enriquecimento exponencial escandalosas de uma minoria blindada, que armas brandiria uma eminência parda mundial? A que manobras de diversão deitaria mão? O Medo tolda a lucidez e a pequena e lucilante lucidez dos povos encaminha-se para uma legítima exigência da sua intervenção directa e co-responsabilização directa no rumo dos seus governos, no destino das suas nações. Delegar e confiar nos eleitos é perigoso. O bem geral tem sido alienado por todo o planeta ao bem particular num oportunismo predatório. Restringir a democracia simplesmente a eleger e a delegar numa elite é arriscado, passível de corrupção. Em Portugal, por exemplo, os últimos dez anos viram o Assalto mais Feroz e Devastador aos Orçamentos de que há memória. A lógica que preside à atribuição de reformas sornas a Silva Lopes e a uma pesada multidão pequena de luminárias do Regime como ele, de tão imorais apesar de legais, fazem de Portugal pura e simplesmente INVIÁVEL a médio prazo. Divergir começa nessa imoderada fantasia obscena portuguesa, inaugurada nos primeiros governos constitucionais, levada à perfeição por Mário Soares implícita ou explicitamente e que consiste em onerar os OEs com despesa imoderada no plano das mordomias, sinecuras, benesses. O Regime está podre em quase tudo. Nesse âmbito, já só tem Osso. A Crise é devastadora, mas será também uma oportunidade para um shift político que passa por uma cidadania activa, actuante, vigilante e exigente, interventiva directa e imediatamente. O tempo do Poder 'democrático' delegado segundo o paradigma dos séculos XIX e XX, sem escrutínios apertados e sem que em tempo real as pessoas tenham uma palavra de peso a expender, está a chegar ao fim. Que nenhuma New Flu ou Gripe A no-lo faça esquecer: «Os casos de gripe mexicana em Espanha aumentaram hoje de 10 confirmados para 13, anunciou a ministra da Saúde Trinidad Juménez. No Reino Unido foram confirmados três novos casos (são agora oito), e em Washington um funcionário do Banco Mundial foi infectado. A Organização Mundial de Saúde diz que não há razões para aumentar o nível de alerta.»

RANCOR. AMOR. LOUCURA

Quem, por esse mundo, segrega silenciosamente um desespero possessivo que urde matar os semelhantes mais distraídos nessa distracção intoleravelmente feliz de mortais? Quem se enoja com o amor e a festa de que os outros mortais ainda são capazes? Quem foi remetido às cordas da falência, ao abismo da fome e só aspira a retaliar nos que passam incólumes e sorridentes a todas as Crises e não estendem a mão humana e auxiliadora a vivalma? O arrefecimento brutal das economias, com a desigualdade gritante e escandalosa que nenhuma livre concorrência justifica, permite antecipar mensagens tão arrepiantes como a de hoje, assassina, gratuita, na Holanda. O individualismo ocidental, sendo a magnífica conquista que é, possui ao mesmo tempo o gérmen venenoso da demissão solidária. Todos os que atascaram e malograram na vida possuem uma percepção alterada da própria realidade e o facto de a prórpia derrota ser matéria de escondimento não permite o acesso natural ao benefício comunitarista de um apoio corajoso, de uma amizade autêntica porque, dentro do individualismo vencedor e meritológico, ninguém assume derrotas, perdas, falências, misérias por desporto sob a comiseração cínica alheia. Esta percepção dilacerada da própria realidade, dentro do isolamento e da abdicação ética de que se é vítima e que se deseja retribuir matando, conduz à abominação doentia aos outros em alto grau tal que qualquer um e qualquer uma pode ser vítima. A loucura não se explica. Matar o semelhante não é uma equação resolúvel cientificamente. Há cem anos, certamente a miséria europeia, a fome europeia, a ambição europeia, o orgulho europeu, engendravam, como um fermento de intolerância e ressentimento agindo na sombra, aquele morticínio geral e tresloucado das Grandes Guerras, intolerância e ressentimento esses que os factos holandeses de hoje, de modo misterioso e simbólico, evocam: «O despiste de um carro que atingiu deliberadamente uma multidão causou quatro mortos e 13 feridos na Holanda durante um desfile para celebrar o Dia da Rainha. Entre a assistência estava a rainha Beatriz e a restante família real, mas nenhum membro desta sofreu ferimentos.»

REMATADO ERRO. ESCÂNDALO CRASSO

Bastou uma semana, após o foguetório preso contra o Enriquecimento Ilícito, para os partidos trocarem as voltas e enveredarem por um caminho largo que susceptibiliza a corrupção e os compadrios, envolvendo-os a eles mesmos nesse perigo potencial. Escandaliza sobremaneira aprovar-se uma lei [«A nova lei aumenta praticamente para o dobro (de 2500 SMN para 5000 IAS, quase um milhão de euros a mais) o limite máximo de despesas realizadas na segunda volta das eleições presidenciais. E reduz a metade o número de votos que um pequeno partido tem que obter para ter direito a receber subvenções públicas: em vez de 50 mil votos, basta-lhes conseguir 25 mil.»] que é o grau zero da seriedade e beneficiará potencialmente toda a espécie de organizações partidárias e para-partidárias, especialmente e sobretudo as que fizeram mais 'amigos', serviram mais 'interesses', se prostraram e prestaram diante dos Empórios que gravitam, Orçamento após Orçamento, em torno do nosso dinheiro. Ora são esses partidos, e esses partidos são desde logo e à cabeça o PS, que se preparam para enriquecer ilicitamente por muito que o legitime a lei. Partidos ricos somados a instituições com gastos sumptuários, entre populações cada vez mais mal servidas politicamente, politicamente traídas no Ambiente pela ganância dos empreiteiros mais as suas estradas redundantes e repetidas, por essa mesma ganância sem sentido. Isto é um Escândalo, digno da mais ultrajada rebelião. Efectivamente ouve-se falar de um consenso partidário na orgia, consenso no regabofe, consenso na imoralidade. Se o deputado Seguro é a única excepção, não é de estranhar porque se mostra o único incapaz de atraiçoar a nossa sensibilidade e percepção das coisas: «O deputado socialista António José Seguro vai “furar” o consenso partidário e votar contra a alteração à lei do financiamento dos partidos, que prevê um aumento significativo nas receitas em dinheiro vivo e que a Assembleia da República vai hoje aprovar.»

APÓS O ESCÂNDALO, A INCONSEQUÊNCIA

Não esperamos outra coisa que a indignação de Alegre e de outros interventores democráticos privilegiados os quais, com todos os defeitos e fragilidades humanas que possam ter, simplesmente não toleram atropelos, como os da IGE em Fafe, a valores humanistas fundamentais. O problema é que por muito que se indignem, por muito que por força das evidências as devidas desculpas se derramem depois e mesmo a sociedade pareça acorde num só parecer condenatório, não haja quaisquer tipo de consequências que exprimam um repúdio exemplar. No fim de contas, todos reconhecemos em Condoleezza Rice e em Dick Cheney responsáveis espirituais pela adopção do waterboarding, por exemplo, e não os administradores directos de tal tipo de sessões inumanas autorizadas. Embora só tardiamente responsabilidades tenham sido apuradas porque Rice e Cheney foram salvaguardados da exposição pública condenatória enquanto ainda em funções, seria de esperar que todas as consequências fossem extraídas e todas as explicações para o waterboarding fossem prestadas. Daí que nos devamos questionar sobre se não serão os permissores e autores morais de uma tal abordagem pidesca em Fafe, e não propriamente ou em exclusivo um dado inspector que a operacionalizou grotesco, a merecer uma vez mais censura com respectiva extração das devidas consequências. E redijo 'uma vez mais' tendo em conta o já longo rol de trucidações valorativas e atentados morais na Escola por parte da Tutela de que os Movimentos de Professores e os professores individualmente dão abundante conta. Censura dos cidadãos, assunção de responsabilidades, consequências [ou alguém se demite ou é demitido]: é assim que em Democracia se aplaca um povo ultrajado e se supera um abuso, um excesso, uma ofensa aos cidadãos. É assim numa Democracia que funcione. Não é algo, porém, que se possa esperar num Regime moralmente pestilento, adiantado num triste espectáculo decompositivo: «A ser verdade, o caso “é um atentado à liberdade, ao espírito da escola pública e à constituição”, e demonstra que o dito inspector “enganou-se na profissão”. “Um inspector de Educação não pode agir como um inspector de polícia para incentivar alunos a denunciar professores e outros alunos”, reforça Alegre. A ser verdade, o caso “é um atentado à liberdade, ao espírito da escola pública e à constituição”, e demonstra que o dito inspector “enganou-se na profissão”. “Um inspector de Educação não pode agir como um inspector de polícia para incentivar alunos a denunciar professores e outros alunos”, reforça Alegre. O deputado-poeta aproveita para citar outro poeta e pensador: “Dizia Antero de Quental que mesmo quando nos julgamos muito progressistas, pode emergir dentro de nós um fanático e um inquisidor. Eu espero que este fanático e este inquisidor não reapareçam no Portugal democrático, muito menos na escola pública.”»

HUDDLED MASSES YEARNING TO BREATHE FREE

Oportunamente remetido pel'O Afilhado para uma pertinente reflexão norte-americana, a merecer leitura integral, com cujos pressupostos básicos devemos concordar, logo num tempo em que muitos desejam encontrar bodes expiatórios e execrar simplisticamente a imigração como competidora com os 'aborígenes lusos' pelo escasso emprego, como símbolo de caos e degradação urbana, e como foco agravado de criminalidade e perda/erosão das identidades locais. Lendo 'The immigration fallacy' percebemos que não é nem tem de ser assim: «The United States, this fabled land of immigrants, has fallen dismally far behind countries like Australia and Canada in openness to immigration. The Statue of Liberty may as well be moved to Vancouver's English Bay where the "huddled masses yearning to breathe free" are now rather more welcome than in New York Harbor. Many Americans, convinced by arguments like Samuel Huntington's, have come to believe that the institutions we so rightly cherish are too dependent on a feeble, endangered cultural inheritance to survive the bustling presence of strange languages, exotic gods, and pungent foods. That cultural fragility argument is false, and it deserves to die.» Will Wilkinson, The Week

quarta-feira, abril 29, 2009

DON'T KEIJI FUKUDA US

Que o Mundo era um pequeno Ovo já o sabíamos. O H1N1 aparentemente é um caso bem sucedido de internacionalização. O tempo da Humildade está a caminho, mas em Portugal nem sinal de H1N1. De resto, nem ouro, nem petróleo, nem indústria, nem pescas, nem emprego, nem rei nem roque. Livre-se Portugal do vírus como não pôde livrar-se dos despedimentos colectivos fraudulentos a pretexto da Crise ou da pseudo-'supervisão' do BdP: «A Organização Mundial de Saúde disse estar perto de declarar a subida do nível de alerta de pandemia de 4 para 5 para a gripe mexicana. “Ainda não estamos lá, mas a estamos a aproximarmo-nos”, afirmou em Genebra Keiji Fukuda, director-geral adjunto da OMS. [...] O principal critério para a passagem da fase 4 à fase 5, um nível atrás do mais elevado da escala de alerta da OMS, é precisamente a existência de dois focos autónomos de infecção em dois países diferentes.»

RÉDEA SOLTA AO GOVERNO PS


Por que motivo uma larga maioria vai observando na nudez desfilante do Poder-PS o exercício frequente de uma abominação democrática?! Porque a observação geral da experiência governativa nesta legislatura-PS mostra não saber a cúpula de este partido levar o outro a sério, pondo-se no seu lugar. Não reconhece a sua dignidade de semelhante, não simpatiza com as suas dores, com as suas infelicidades que por erro pessoal, acidente fortuito ou necessidade biológica o aflijam, como mais cedo ou mais tarde nos podem afligir a todos. O outro são as pessoas comuns que o Governo-PS deveria servir e cujos interesses e bem-estar deveria acautelar. Um Governo-PS é basicamente um Assalto ao Orçamento. Usar as circunstâncias, as pessoas para benefício próprio do Poder, isso, sim, ocupa as mentes. Usar crianças para subreptícia propaganda partidária sob a pata governamental é, por isso mesmo, segundo esta ética minorca, perfeitamente normal e ninguém será demitido ou demitir-se-á pela exorbitância. Não em Portugal nem sob a gestão absolutista do sr. Sócrates. Para o Governo-PS, só em período pré-eleitoral é possível pensar um pouco mais nos orçamentos precários da velhice, na debilidade insuperável de tantos portugueses, no abandono, nas perturbações emocionais ou mentais, nas perdas do que é mais querido ou mais indispensável. As ameaças e agressões violentas de uma criminalidade só deflagrada e infrene graças a um CPP feito para as mais diversas impunidades merecem uma nótula, mas sempre que casos escabrosos ocorram. O País vive assim sob a prática continuada de um processo entranhado de Mentira em que os mais Fortes e Menos Escrupulosos se cevam e agem sobre a Maioria, infelizmente ainda nos estágios iniciais da Alegoria da Caverna Cívica Nacional. O Governo-PS escarnece todos os dias, com um sorriso sonso e redundantemente escarninho, do direito que o Povo Português tem a uma comunidade política purificada, que lhe garanta, como lhe compete, dentro do possível, rápida e eficiente assistência comunitária aos que sofrem directamente a Crise e ajuda aos que, por qualquer razão, pouco ou nada podem ajudar-se a si próprios. No entanto, parece ideologia e praxis-PS agir em todas as coisas à custa da liberdade e da dignidade das pessoas, por exemplo, quando o Estado, a pretexto de ajudar os inválidos, as empresas, o emprego, acaba por ajudar ainda mais os Fortes, para não dizer exclusivamente os Fortes e Cúmplices da sua Reeleição. A pouco e pouco formula-se assim a noção de que para o Governo-PS toda a população não passa de um agrupamento de mentecaptos incapaz de julgar a essência da acção governativa para além das doses cavalares de Propaganda de Distorcer e de Anunciar o Anúncio do Anúncio. Nos tempos que correm, não faltam desgraças e elas põem-nos nas mãos uns dos outros, aumentando o poder colectivo sobre cada indivíduo. É muito importante zelar por que esse poder seja utilizado apenas para remediar carências e debilidades. Não para as perpetuar sob a anestesia de uma pseudo-compaixão autoritária eivada de trafulhice sucessiva: «O Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Educação sobre se vai instaurar um inquérito para apurar responsabilidades no caso da utilização de crianças, alegadamente sem autorização, num tempo de antena do PS. Uma situação que o BE classifica de “muitíssimo grave”.»

«NÃO CONTEM COMIGO PARA ESSA MERDA»

COMO (NÃO) POLITIZAR A MORTE GRIPAL

Que o célebre discurso da Crise [aquele que ao longo de meses nos foi derramado como sendo ela fundamentalmente um problema dos outros a que resistiriamos imunes] não se repita nem se transponha para o da iminente pandemia da Gripe Mexicana. Não é um problema dos outros. Porém, conhecendo como conhecemos a grande lógica governamental de subalternização do povo português, é natural que se embarque por aí: «Um bebé de 23 meses morreu de gripe mexicana no Texas, Estados Unidos, confirmaram as autoridades locais. Foi a primeira morte com esta doença fora do México. Nos EUA já foram confirmados 65 casos e o número tem aumentado também na Europa.»

IGE/ME TRESANDA A RANÇO REPRESSOR


Sapateirescamente, os técnicos não-docentes que sucessivamente assumiram funções de Tutela na Educação falharam-na, traíram-na. Lurdes é apenas mais uma titular com mais desastre na proporção sapateira do estilo estalinizante. Para azar de Portugal, ela constitui uma espécie de ponto culminante do mais devastador serviço operado na Educação em apenas quatro anos de turbilhão repressivo e castrador, símbolo de uma vingança pelo ressaibo acumulado numa certa sociedade portuguesa que, simplista, imputa responsabilidades aos docentes pelos naufrágios pessoais. Sob esta legislatura, resultou um trambolho caótico na Escola: demasiado superficial, demasiado errada e errónea para ser Escola, antes lugar psicológico português errático, labiríntico, humanamente dessorado, graças ao desmantelamento moral dos docentes operado no Ensino Público. Ora, nesta legislatura, testemunha-se um estalinismo repressor nunca visto nem imaginável após o 25 de Novembro. O que é que a Inspecção Geral da Educação julga que é, em pleno século XXI, após todos os inúteis episódios repressivos e intimidatórios do passado eurocidental e euroriental? Pervertida agora nas suas estritas finalidades, a IGE não foi concebida para abordar pidescamente um protesto adolescente hiperbólico ocasional nem para servir de tentacular braço vindicativo ao serviço de uma qualquer ministrazeca efémera, sem perfil, sem empatia, sem a confiança dos agentes no terreno, sem cultura humanística, fundamentadamente odiada por todos porque agindo apesar dos outros, contra eles, vexando-os, humilhando-os, maltratando-os. Não nasceu a IGE para dar formação em Bufaria. Não nasceu para ensinar a Delação. Esta gente pode tentar torturar a realidade como quiser. Isso reverterá contra si. Todas as Margaridas activistas do Grotesco Abuso cairão, elas que 'fazem' a lei segundo finalidades convenientes e são a lei quando improvisam mecanismos de poder tirânico mais eficaz. Maria de Lurdes diminuíu-se ainda mais com mais este episódio sintomático da Ideologia que permeia um Governo Maquiavélico em quase tudo. Ela será sempre recordada como não recordável de todo, mera testa de ferro de uma política desproporcionada, errada, brutal, dentro do Grande Gato por Lebre Sistémico ofensivamente chamado 'reformas', produto com ranço no interior e laço luzidio a sebo no envólucro, vendido pelo sr. Sócrates à distraída sociedade portuguesa sobretudo a que odeia Livros e odeia ainda mais Pensar por Si Mesma. Recorde-se que tal negregada mixórdia do sr. Sócrates provou não passar de an arrant fraud and a concoction of piss and ink: «Vários meses depois de a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ter sido recebida com ovos, a Inspecção-Geral de Educação (IGE) foi ouvir os estudantes, maiores de 16 anos, da Escola Secundária de Fafe. A Associação de Pais contesta o método de interrogatório que, diz, incentiva a um "comportamento denunciante" e "é absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril".»

SUPRASSUMO DA LITIGÂNCIA

«Sócrates alterou a estratégia em relação a este caso. Em Janeiro, depois de se saber que o seu nome consta numa lista de suspeitos da polícia inglesa sobre alegadas irregularidades na aprovação do Freeport, desdobrou-se em declarações, comunicados e reacções, tendo mesmo convocado os jornalistas por duas vezes. Agora deixou de fazer comentários sobre a investigação. Paralelamente, passou a actuar judicialmente e encarregou o seu advogado, Daniel Proença de Carvalho, de apurar se há matéria para apresentar queixa contra quem o esteja a difamar. Segundo noticiou ontem o semanário "Expresso", foram já apresentadas queixas-crime contra José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes, Ana Leal, Carlos Enes e Júlio Barulho, todos da TVI, pela exibição do referido DVD e por notícias relativas ao caso Freeport emitidas pelo operador privado de TV. Também processados foram Cristina Ferreira, Paulo Ferreira e José Manuel Fernandes, do PÚBLICO, pela edição do trabalho sobre a compra, abaixo do valor real, do apartamento na Rua Castilho, em Lisboa, onde vive o primeiro-ministro. O jornalista do "Diário de Notícias "João Miguel Tavares foi também processado por uma crónica que assinou no jornal. Ontem, contactados pelo PÚBLICO, PSD e CDS recusaram reagir à divulgação do DVD. Já o dirigente do PCP José Neto declarou que “começa a ser mais visível que a presunção de inocência do primeiro-ministro não o desobriga de se disponibilizar para o rápido esclarecimento deste caso”. Também o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considerou que “a Justiça deve investigar estes elementos”.»

DEBATE EUROPEIAS

Nuno Melo brilhou. Ilda cansou. Miguel Portas seduziu. Rangel dominou. Vital perdeu.

terça-feira, abril 28, 2009

NÁUSEA DOS ANÚNCIOS HIPÓCRITAS

Habituemo-nos à retórica inconsequente do PS, campo de concentração das iniciativas de e a reboque do BE. Recordemos sempre que esse diz que faz, mas não faz, esse promete, mas não cumpre, é a regra do jogo-PS com que se visa salvaguardar o statu quo ultracorrupto no País. É uma corrupção que precisa de respaldo. E tem-no nos partidos 'estruturantes'. Estruturantes, segundo Cavaco. Desestruturadores de tudo, segundo a nossa experiência cívica. E bem sabemos que este debate anti-corrupção/enriquecimento ilícito ganha um relevo muito mais doloroso em momentos de Crise, quando a Falta mais generalizada, a Fome mais omnipresente, a Injustiça mais aguda, a perseguição política mais sorna, subreptícia [da parte perseguidor], excruciante [da parte perseguido], com as armas do ostracismo social pela miséria induzida ou do emprego sonegado, em tantos casos, tal tópico clama por intervenção imediata uma vez que a ofensa da Corrupção à Cidadania surge redobradamente intolerável num País que se arrasta. Aqui emergem os partidos em contacto com a realidade, como o BE, e os partidos em grosseira alienação fantasista, como o PS. Os partidos da utopia da dignidade humana concretizável, como o BE, e os partidos do exclusivo benefício directo próprio, como o PS. Ora, o PS degenerou num partido do exclusivo benefício directo próprio a partir do Estado mas de modo exponencial nesta Legislatura. No mais asqueroso dos sentidos. Quem vê qualquer a-propósito em quádruplas reformas que perfazem mais de 100 000 euros/mês?! A facilidade com que esta podridão alastra. Quem o vê nelas, nessas reformas, ainda que legitimadas por leis imorais desenhadas imoralmente pelos políticos do PS/D/CDS para permitirem imoralidades de este tipo dentro da lei?! Isso enquanto outros portugueses mal sobrevivem com 271 euros/mês. Não admira que neste jogo sórdido, o PS esteja a desempenhar activa e cinicamente o papel triste dos falsos compromissos e a cavar revolta e profunda desilusão: «O Bloco de Esquerda (BE) considera que a proposta do Governo acerca do enriquecimento injustificado é uma forma de “incentivar o crime económico”. Francisco Louçã considera “inaceitável” que o Estado dê a quem enriquece de forma não justificada a oportunidade de manter 40 por cento desses rendimentos. O líder do BE criticou o governo por ter apresentado essa proposta no mesmo dia em que o partido apresentou, na Assembleia da República, três projectos de lei de combate à corrupção. “Responderam à nossa iniciativa, mas nunca concretizaram a proposta”, aponta Louçã. [...] O Bloco propôs ontem que as mais-valias urbanísticas decorrentes de actos administrativos revertam a 100 por cento para o Estado, bem como o fim da distinção entre corrupção para acto lícito e ilícito. Os bloquistas vão propor, ainda nesta sessão legislativa, a criminalização do enriquecimento ilícito e um maior controlo dos casos de enriquecimento injustificado.»

TORGAL VOLTA A PECAR DE LÍNGUA OMISSA

Aparentemente, o bispo castrense Torgal voltou a perorar, incorrendo em pecado, porém, de esta vez não foi contra o discurso oficial da Igreja politicamente incorrecto acerca preservativo. Foi contra o estado da Justiça em Portugal. Não profeticamente sob o ângulo acusatório dos que a constrangem, pressionam, rasuram, protelam, calam e manipulam porque detêm todo o poder para a subordinarem aos seus interesses. Não. Disse que nos deveríamos envergonhar da Justiça somente na óptica da violação do segredo de Justiça, da calúnia. E basicamente ficou tudo dito. Tinha este Torgal um adequado tom Marinho Pinto, portanto empolado na direcção do Poder. Eu bem digo que superabundam certos Conde Andeiro em Portugal, derreados de morte pela mesma Leonor Teles.

RUPTURA RATADA E ROTA

Cisão no movimento Ruptura.

H1N1 COMO BOLEIA DE CHARME

Num processo tão dinâmico e sujeito a reversões, como parece comportar-se esta perigosa estirpe gripal, nenhum discurso pode ousar ser assim tão definitivo. Acima de tudo não pode narcotizar o público nem induzir a uma falsa tranquilidade. O excesso de mediatismo da ministra da saúde, nesta matéria, serve apenas para fazer esquecer que há um problema enquanto se passa a relevar haver uma só voz agindo sobre ele. À falta de bons actores políticos, qualquer bóia incidental, como a progressão global do H1N1, é agarrada num certo primarismo comunicacional fácil, reincidente e reiterado. Definitivamente, o Governo não foi constituído para tarefas omnipresentes de relações públicas ou para a rotação de actores segundo critérios de exposição favorável e de imagem oportuna. Não foi. Mas mesmo aí, a passerelle foi integralmente açambarcada e esgotada por um só até à agonia, ao excesso emético dada a insultuosa abundância de Aparições Anunciantes do Zero e do Oco: «A ministra da Saúde Ana Jorge esclareceu hoje numa conferência de imprensa que não se confirmaram as suspeitas que caiam sobre duas portuguesas que regressaram domingo do México e que apresentavam um quadro clínico gripal. As duas mulheres não têm o vírus H1N1, da gripe mexicana, tal como já tinha adiantado hoje ao PÚBLICO o director geral de Saúde Francisco George.»

DEFESA DA CASTRAÇÃO MORAL


The Castration of Uranus: fresco by Vasari & Cristofano Gherardi (c. 1560, Sala di Cosimo I, Palazzo Vecchio, Florence).
Como se fosse mau*. Servindo quem serve, Vital é uma espécie de arquitecto das ideas e antecipador dos factos e veredictos futuros. Para isso constrói monumentos sofistas para servir docilmente os interesses sobre quem as ideias, os factos e os veredictos incidam. À liberdade da expressão do disparate contraditório e antitético não se tem poupado o doutor conimbricence, ex-estalinista fervoroso e pequeno Mefistófeles. A experiência conta muito. O mal de estas afirmações profundas e sibilinas de Vital é o facto de muitos de esses em que Vital está a pensar e labora por proteger com língua de pau, coitados!, esses que aspiram à defesa ou reposição da própria honra, começam em primeiro lugar por não a ter. O que têm é músculo financeiro para litigâncias perpétuas. O que têm é uma agressividade inesperada, incompatível com o múnus de servidores supostamente leais da Nação Portuguesa. Além do açaime, das palas, Vital sonha com alterações à Convenção/Lei que possa castrar moralmente os adversários políticos, os opinadores e investigadores jornalísticos, sob o alçapão da 'honra', mas deixe incólumes e postos em sossego esses corruptos políticos que não se mancam. Muito bem, Vital! O outrora zelo pró-PCP é sempre zelo, agora vertido na direcção de quem dá mais. O medo como arma dos políticos. A reverência açaimada do lado dos que opinam. Castração, claro. Claro que, na antecipação de uma derrota justiciária, no plano dos processos a jornalistas, o paleio desculpabilizador venha já a caminho. Como? Mediante a linguagem mefistofélica de Vital: «O constitucionalista Vital Moreira vaticinou hoje, em Coimbra, uma prevalência crescente da liberdade de expressão relativamente ao direito à honra e bom-nome* nas decisões judiciais portuguesas, por influência da jurisprudência comunitária.[...] "O Tribunal Europeu tem uma posição mais libertária em relação ao direito de expressão", afirmou, frisando, em caricatura, que "é livre atirar sobre políticos" e que há um "direito ao insulto quando do outro lado estão políticos". Manifestando-se contrário a esta análise restritiva do direito ao bom-nome e honra pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, Vital Moreira declarou-se a favor da interpretação conforme a Constituição e legislação penal em vigor. "Isto coloca um problema claro que é a possibilidade efectiva de divergências. O risco de os tribunais portugueses condenarem jornalistas e directores de jornais por crimes contra a honra e em Estrasburgo as decisões fracassarem", afirmou. Na sua perspectiva, nesta questão "não há saída", que se poderia vislumbrar se a Convenção fosse alterada, no sentido de proteger o direito à honra. "A capacidade de influenciar a jurisprudência de Estrasburgo é menor do que a de ceder à jurisprudência de Estrasburgo", observou, prevendo que possa haver uma tendência para os tribunais portugueses decidirem de acordo com a Convenção em detrimento do equilíbrio de direitos fundamentais existentes na Constituição da República Portuguesa..»

APETECE-ME SHOSTAKOVICH


HINO AOS CHEQUES-DENTADURA

Com alguns cheques-justiça*, bem tirados como cafés pelas mãos de sebo ultraleais do mega-advogado Daniel Proença de Carvalho*, o PM poderia obter apoio justiciário para os nove processados por delito de investigação e de opinião, afinal desfavorável ao seu melhor lado, o mais fotogénico, o de ouro. Sim, porque é caríssimo litigar. Caríssimo, claro, para muitos cidadãos, mas não para o clube de todas as velhas traficâncias de interesses, conluios, imoralidades de homens-verme, assassinos graduais de Portugal. A comédia governamental segue o seu percurso natural, circense e impudica, agora tardiamente com os pobres dentes de algumas crianças: «O primeiro-ministro considerou hoje o programa cheque-dentista como um bom exemplo de "concertação estratégica" entre público e privado e admitiu estender esta experiência a outras áreas do Serviço Nacional de Saúde (SNS). [...]. Segundo a ministra, seriam abrangidas 190 mil crianças dos sete, dez e 13 anos, somando-se ainda mais 20 mil cheques-dentista a crianças de quatro e cinco anos.»
________
* «José Sócrates É corrupto! Disse Charles Smith no DVD. A TVI faz falta. José Sócrates deveria ter vergonha e demitir-se. O advogado dele, o Proença de Carvalho, é um individuo que não olha a meios para os fins, que enquanto aceitava defender as vítimas da Casa Pia e a Casa Pia, andava em conversas cumplices com a malta do PS, com Sócrates. Um advogado que aceitou defender as vítimas e a Casa Pia!!! Uma vergonha, que é coisa que ele não mostra ter na cara. E ele, como sabe, eu tenho escritório aberto e pode falar comigo quando quiser! Proença de Carvalho mete-me nojo! Nojo mesmo! Um indivíduo que fez trabalho sujo no caso Casa Pia. Aliás, na segunda-feira entra na PGR queixa crime para averiguar esta tramóia da Casa Pia e da posição de Proença de Carvalho. Não seria assim se a Ordem dos Advogados não fosse uma máfia ao serviço dos donos, ricos e corruptos. É que depois de nas escutas - no Processo Casa Pia - Proença falar com Sócrates a solidarizar-se com o PS, mesmo assim andou a receber dinheiro da Casa Pia, numa situação cobarde de conflito de interesses.Ao mesmo tempo que Sócrates chamava "puta " a Felícia Cabrita, dizia "filha da putice a torto e a direito, e dizia "puta que pariu... os poderes", querendo dizer a separação de poderes, e Manuel Alegre trabalhava para Jorge Sampaio demitir o Governo PSD! E diziam que Cavaco Silva estava preocupado com o caso Casa Pia! É esta vergonha que temos em Portugal. Um nojo! Uma falta de vergonha de um amigo do dono da SIC - SIC que agora tem o PS a dominá-la -, bem como a Maçonaria. É esta gente que domina Portugal! Um ex-inspector da PJ, como é Proença de Carvalho, que tem um percurso tão sinuoso como o seu sorriso cínico que agora é advogado de José Sócrates, o homem que "tirou" a licenciatura na Universidade mais corrupta do Mundo!E é este indivíduo que vai redigir a queixa contra os corajosos jornalistas que publicam factos contra Sócrates? Sócrates devia pedir perdão, de joelhos, ao Povo português pelo facto de ter obtido a licenciatura na Universidade Independente.Nesta, desde falsificação de assinaturas de uma juiza, até falsificação de assinaturas de várias pessoas, passando por burlas com milhões de euros, de tudo isto está acusado o "Reitor" Arouca, o homem que dava aulas a Sócrates!! Eis a Universidade de prestígio de que falava Sócrates!Não admira os chega para lá contra os magistrados do caso Freeport, as tais "pressões". Nojo!»

MAIS EANES E MENOS ESTERCO

«O GENERAL RAMALHO EANES COMO RESERVA ÉTICA DE PORTUGAL - A FORÇA EMERGENTE Ramalho Eanes é uma personalidade incontornável da nossa Democracia. Em 25 de Novembro de 1975 derrotou o PCP — que até se acobardou — e a extrema esquerda, utópica e irresponsável. Mário Soares prejudicou Ramalho Eanes, intencionalmente , quando o impediu de receber a reforma enquanto militar e enquanto ex-Presidente da República, através da lei n.º 26/84, de 31/7Esta lei foi uma lei "ad hominem", cobarde e anti-ética. No ano de 2008 o General Ramalho Eanes não aceitou receber mais de UM MILHÃO DE EUROS, de retroactivos, na sequência da alteração legislativa para beneficiar Cavaco Silva, para este poder acumular reformas. Para Cavaco Silva poder receber todas as pensões de aposentação, de reforma, o Governo de José Sócrates fez aprovar a Lei 28/2008, de 3/7, o que daria a Ramalho Eanes o direito a todos os retroactivos. Ramalho Eanes não aceitou esta indignidade e acinte. Os valores que defende e que são os seus não pactuam com tamanha ofensa. [...] José Sócrates e o seu Governo já não governam para o Povo. Tentam manter-se no Poder, a todo o custo, através da demagogia, dos golpes, da manipulação da comunicação social, no ataque através do direito criminal aos que têm outra opinião, que manifestam a sua discordância política e que metem a nú os quintais do PS. Nunca as palavras do General Ramalho Eanes — grande militar,grande estadista, grande referência ética portuguesa —, foram tão actuais. Portugal e os portugueses estão nas horas da amargura. Há que reagir! Na forma adequada e proporcional, seja qual for. Se Cavaco Silva tivesse a dimensão de Ramalho Eanes, José Sócrates tinha caído no caso da licenciatura, ou tinha sido agora demitido o Governo, quando se sabe que o PM português é suspeito na Justiça — sobretudo da do Reino Unido — de ser corrupto, o que é a maior ofensa que se pode fazer a um estadista: ser investigado noutro país por corrupção! Mas Cavaco Silva está, afinal, a apoiar o PS e a não ouvir os portugueses que o elegeram e pensavam ter um Presidente da República e não uma pessoa sem força para meter na linha quem quer que seja. Pela minha parte entendo que Ramalho Eanes deverá ter agora um papel muito importante, porque Portugal precisa, nesta hora de abandalhamento total, de granel como dizem os marinheiros, de corrupção endémica e de gente que rasteja para lamber as botas ao Poder.» José Maria Martins

A IMPONDERÁVEL LEVEZA DO CENSÓRIO



«OS BONS E OS MAUS Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa. Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório. Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril.» Mário Crespo, JN

ABRAM ALAS PARA A GRIPE MORAL


Num país onde basta um titular de um cargo público negar uma qualquer acusação plausível para isso equivaler a uma prova de alguma coisa ou algo de tranquilizador para todos [porque como tal nos é vendido como correspondente a um ponto final a quaisquer perguntas incómodas a partir de tantos indícios] temos a obrigação de olhar com desconfiança para todos os manipuladores e gestores de dados. Prudência e sentido crítico do discurso oficial é o que urge ter porque todos os planos de contingência são de pequena monta perante a grande peste moral que por aí grassa: «O director-geral da Saúde, Francisco George, não confirma a existência de casos suspeitos de gripe suína em Portugal e remete qualquer explicação para a conferência que terá hoje lugar às 15h00 no Ministério da Saúde. Contudo, de acordo com a edição de hoje do “Correio da Manhã”, duas portuguesas que regressaram domingo do México foram assistidas no hospital Amadora-Sintra e foram aconselhadas a não sair de casa durante pelo menos dez dias.»

AO FEDOR DA FRAUDULÊNCIA


ASS, enquanto trauliteiro-mor, não saberá aconselhar absoluta subtileza ao Cio-PS por espectáculo e reeleição-favas contadas?! Não haverá por ali mais discrição e capacidade de passar incólume, isto é, tentar abdicar de dar motivos de condenação por práticas abusivas de contaminação de planos?! Essa pestilência antidemocrática e fraudulenta crassa é alguma espécie de vantagem para alguém?! O Estado não é o PS nem os seus desígnios de serviço a Portugal deveriam ser deturpados por uma gente sem freio ético. Capturado pelo PS e, nessa mesma pavorosa perversão, prodigiosamente caracterizado por Eduardo Cintra Torres, o Estado parece esmagado pelos mais disparatados despesismos e certamente enlouquece com esta gula-PS por perpetuar-se apesar de si mesmo, venal, incompetente, ilimitado na fantasia, sempre a fundir-se com os interesses particulares contra o real interesse do País. Não sei se temos povo para colocar esta gente numa redoma de humildade e sentido dos outros, mas estas práticas tresandam: «O Ministério da Educação pediu a uma escola do primeiro ciclo de Castelo de Vide autorização para filmar crianças a utilizar o Magalhães. Mas, segundo conta hoje o Rádio Clube e o jornal “24 Horas”, as imagens acabaram por passar num tempo de antena do Partido Socialista, na RTP, no passado dia 22.»

VITAL E O ASQUEROSO ARGUMENTÁRIO


Quer dizer, o progressismo abrutalhado de Vital, ASS, Margarida Moreira, Maria de Lourdes e Sócrates, essa caterva de trucidadores da Constituição e promotores de Leis a Martelo, com o seu revolucionarismo socialmente devastador e orçamentalmente despesista, é que estão certos? Ser faccioso e trauliteiro, acossador de jornalistas, cínico apologista de que se pinte o diabo-a-quatro contra pequenos, pobres, adversários, professores, e se use de toda a complacência com correligionários por acaso incorrendo em delito político ou outro, então é isso que merece apoiados? Uma vez mais, o Avô Cantigas canta amanhãs clepto-oligocratas que esmagam e lixam socialmente a todos, menos aos grandes, aos interesses, à massa de abonados do Regime, encostados e abotoados como ele, Vital, os quais prostrando-se diante de toda esta imoralidade decadente e desigualitária, onde todos os escândalos são possíveis, servidos a frio, se limitam a mamar calados e a adorar o Patrão. Prostre-se bajulatoriamente Vital com a sua língua de pau complementar da agenda negra Câncio, mas deixe-nos na escassa paz que ainda nos sobra: «O surpreendente conservadorismo e reaccionarismo do PSD mostra bem que ele entrou em ruptura com o seu passadoVital Moreira

segunda-feira, abril 27, 2009

PARA BLOQUEAR O BLOCO CENTRAL


Pois, qualquer solução que pense no País e não num catálogo hirto de compromissos cegos, cegamente mantidos apesar da realidade de degradação social com imponderáveis e imprevistos nos desempenhos e indicadores da economia, merece ser viabilizada. Isso também significa que, após tanta alternância errática entre as clientelas do PS e do PSD, ao longo de 35 anos, seria melhor não houvesse da parte do eleitorado qualquer temor em moralizar o Estado de alto a baixo com opções nunca de antes votadas. Acabar com a rebaldaria-PS/PSD, a qual, deixando tudo em pantanas nas contas públicas, nos deixa governo após governo no pântano do perigo da insustentabilidade do país e sobretudo no estigma da desigualdade, da miséria, da fome, da exclusão, porque suga os sucessivos OEs e os diverte do seu fim primário, acumulando despesa, maus exemplos de luxo supérfluo, de gastadorices abusivas no cerne alinenado do Estado, carros e Parlamento, viagens-Falcon e Ministérios, salários obscenos para Gestores Públicos. Parece óbvio que o sr. Sócrates aos interesses que se cevam dos OEs não antepõe nem prioriza o interesse mais geral do País e das suas contas levadas a sério, com limpidez e não malabarismos da treta pontual e propagandesca. Se esta legislatura começou sob a égide do combate ao Défice, empobrecendo e esmifrando os frágeis, forceja agora por terminar sob o signo do mais Despesismo Infrene. Poucas vozes lhe põem freio na aleivosia irresponsável que alguma MFL. Da sucessão de gaffes até a esta capacidade de deixar ultranervoso o Ainda-PM, fez-se um caminho e a esta luz quer Menezes, quer Rio semelham o Sistema silencioso e velho, em matéria de aparelhística partidária, apto a fazer do Estado a placa giratória uma vez mais da rançosa clientelagem que nos trouxe a esta desigualdade grotesca e cruel. Para moralizar Portugal, será necessário votar massivamente em qualquer coisa, menos no PS irritante, pomposo e peneirento do sr. Alienado Sócrates, quer num certo PSD oportunista, sempre à espreita de quem, no final, ficará por cima a fim de se estar e aparecer do lado certo. Cambada de cromos Isaltinos, caladinhos como ratos em toda a abusiva socratesca situação anunciante e oca!: «A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, veio hoje reafirmar a sua recusa sobre um Governo do Bloco Central, na sequência de uma notícia da SIC-Notícias sobre a entrevista a Mário Crespo e na qual a presidente social-democrata admitia acordos com o PS.»

PALAS, PALITOS E MORDAÇAS


Cada qual, Vital/Lino, quer parecer menos censório que o outro e fugir das implicações simbólicas das palavras, mas a verdade é que perante a pequena política de comentar as ideias e críticas alheias, em aspectos cruciais, como o que se fará de uma dívida pública agravada com o chamado 'investimento público' na Mota-Engil e equiparados, os adjectivos ou atributos 'salazarento' e 'cinzento' não são os mais democráticos. E foram apostos por um daqueles a Rangel. Sobretudo, se nos lembrarmos que Palas atrapalham o Governo da necessidade de grande prudência e de um enfoque Realista com o que fazer com o dinheiro de todos. Palas removidas e Palitos aplicados para obrigar certos olhos a abrirem-se para as pessoas, em vez de se abrirem para os oportunismos costumeiros e que nos condenam pela certa, com um sorrisinho no rosto: «O ministro das Obras Públicas garantiu hoje não querer colocar "mordaça nenhuma" ao líder parlamentar do PSD, e, pelo contrário, desafiou Paulo Rangel a esclarecer o seu pensamento sobre desenvolvimento do país."Não me passa pela cabeça pôr qualquer mordaça no dr. Paulo Rangel, antes pelo contrário. Eu quero mesmo é que o dr. Paulo Rangel fale mais vezes e se torne mais claro o seu pensamento acerca do desenvolvimento do país, que está em perfeita contradição com a posição do governo português", afirmou o ministro das Obras Públicas, à margem do seminário Oportunidades de Negócio na construção na América Latina, que decorreu hoje em Lisboa.»

FANTASMINHAS DANADINHAS


H1N1 ACUMULA PUTATIVOS ÓBITOS


Somente os números de óbitos divulgados, devidamente comprovados, permitirão aos cidadãos do mundo tomar as obrigatórias precauções, evitando expor-se cada qual desnecessariamente à incerteza. Importa de todos os modos estar atento, informado e aprender tudo o que for útil e vital para contrariar uma potencial pandemia em progressão: «O número de mortes devido à nova estirpe de gripe suína já terá atingido as 150 no México. Nos Estados Unidos, o Centro de Controlo e Prevenção das Doenças diz existirem 40 casos confirmados em cinco estados, incluindo 20 em Nova Iorque, mas são todos casos de gravidade moderada. No Reino Unido há os primeiros casos confirmados.»

QUANDO AMONTOAR MATAVA MAIS


Militär-Notfallkrankenhaus während der Spanischen Grippe in Kansas
O sentido de quarentena e estrito isolamento era ainda muito incipiente há noventa e um anos. Entre ir de Peste e ir de Guerra, no período de 1918 a 1920, em muitos casos, quem foi de Peste poupou-se a ir de Guerra poucos anos depois. E muitos daqueles a quem a Peste poupou, a Guerra ceifou mais tarde. Ir vai-se sempre. Por isso mais valia ser solidário, enquanto se está por ir. Infelizmente, o espírito de Wall Street, colheita 2004-2008, tem sete vidas como os gatos.

DIREITO DE HUMOR NEGRO


Defendo o direito do Direito de Opinião ao Humor Negro!

NUNCA VEM SÓ

Um mal.

VASSILIOU OU BESSER? E.U. AOS PAPÉIS


Neste momento, se eu fosse europeu e viajante intercontinental, mergulhado na confusão prudencial e laxa lançada respectivamente pelos europeus Androulla Vassiliou e Richard Besser, não saberia o que fazer. Voaria? Não voaria? Na verdade, Eu, europeu, não me sinto europeu. Vivo em Portugal e sou tratado como um insubmisso vírus contagioso a ameaçar uma certa noção de Estado partidarizado capturado por interesses egoístas inconfessáveis. Sinto-me, portanto, africano ou sul-americano. Quando acordei, em quatro anos, já era Pobre, fora Esbulhado em três tempos. Lembro-me com terror das cartas do Fisco em 2006, 2007 e 2008, das retenções dos reembolsos, das coimas e multas desproporcionais, arbitrárias e injustas por factos de 2003, quando outra lei vigorava, segundo a qual qualquer mediador honesto imobiliário lidava naturalmente. Recordo como o BES naturalmente me sonegou justiça: um documento de assunção de dívida que me isentaria de sofrer a imoderação criminosa e derrotante do Fisco. Foi BES. Foi Banca. Fora-me dito que não haveria nisso, em ser empobrecido e sodomizado pelo Estado e pela Banca, qualquer dor. Mentira. Qualquer africano sabe o que é sofrer e sonhar com a Europa que imagina, não a que existe e devassa e oprime. Conhece as narrativas de travessias míticas, onde frequentemente a terra prometida europeia, na verdade, evola-se na Morte Europeia, em Águas Europeias, única Promessa africana. Um sul-americano sabe a Prostituição e a Exploração Laboral europeia em certos antros europeus. Em face de tudo isto, o H1N1 é entretenimento mediático, enquanto não se provar um exímio matador massivo, a abrir noticiários e a abreviar, precisamente pela morte, o sofrimento de miséria de alguns milhares já de tudo excluídos quanto mais da própria vida. Nestas coisas, as estatísticas como argumento para agir ou não agir são um mal mais geral, planetário. Já não somente mais uma obsessão de abécula falcatrua governamental portuguesa: «A União Europeia está a recomendar que se evitem viagens aos Estados Unidos ou México que não sejam essenciais. “Pessoalmente, eu tentaria evitar viagens que não fossem urgentes às zonas em que têm surgido casos de doença, para minimizar os riscos em termos pessoais e reduzir os riscos potenciais de transmitir a infecção para outras pessoas”, disse a comissária europeia com a pasta da Saúde, Androulla Vassiliou. [...] Richard Besser, responsável pelos Centros de Controlo e Prevenção das Doenças dos EUA, considerou a recomendação europeia exagerada. “Estamos empenhados em encontrar novos casos de gripe suína, e é provável que encontremos alguns casos mais graves e outros menos graves. Nesta altura, não acho que deveriam existir restrições ou recomendações para que não se visite os EUA”, disse citado pelo “New York Times”.»

LAVRA UM IMPOSTOR FOGO ELEITORAL

A máquina mal explicada do Estado-PS engendra toda a espécie de Abortos e pseudo-realidades impostoras de pseudo-justiceirismo administrativo. Não nos admiremos que este teatro de Frei Teixeira, o teatro dos Dez Descartados Gestores de Topo da Função Pública, seja mais uma daquelas imposturices pantomineiras onde o «pela primeira vez em Portugal» branqueia outras injustiças e perseguições, essas, sim, a sério, e necessariamente sobre pequenos funcionários. E não faltam exemplos de pequenos injustiçados engasgados e engolidores em seco pela fusão do político com o administrativo. O Estado-PS é perverso e persecutório, mas só os perseguidos e prejudicados é que o notam. Ok, e uns quantos espíritos lúcidos observadores dos factos brutos de esta Legislatura Devorista e Ávida. Rebentaria escandaleira se soubéssemos dos seus números, da distribuição das suas 'avaliações', das suas promoções, da invenção de cargos e da contabilidade criativa. Até parece que esta cena do SIADAP pia ou fia fino. Não pia. Não fia. Os Dez Afastados devem ser dos tais redundantes e politicamente volantes e o mais certo é que os responsáveis distribuam primeiro as classificações livremente e depois é que vão aos textos legais procurar as "competências" e "objectivos" que as possam justificar. Mas todos, não apenas Dez Gestores de Topo. E o mais certo é não estarem a ser cumpridos os objectivos em todas as dimensões — o sistema é um tríptico [os objectivos institucionais, em seguida e, em função destes, os objectivos dos dirigentes e, finalmente, em função dos dois anteriores, os objectivos dos funcionários] —, na óptica na lealdade política e das metas parvas, de vómito, tais como as que impendem sobre os polícias da PSP, pelas quais, no caso do objectivo previsto — 250 detenções! — ser ultrapassado, dada esquadra terá uma avaliação negativa porque não foi capaz de estabelecer os objectivos com um grau de realismo adequado, portanto, se os guardas detiverem 250 pessoas no primeiro trimestre, terão de fazer vista grossa o resto do ano, senão lá se vai a promoção: «O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, confirmou hoje o afastamento de funções de dez dirigentes de topo da função pública por irregularidades na aplicação do sistema de avaliação de desempenho dos funcionários.»

A CAMINHO DA ABECULIZAÇÃO

«A substituição do debate pelo marketing, a cedência à espectacularização da vida política, a substituição do conteúdo pela forma, é um caldo de cultura para uma despolitização anómica da democracia, que propicia o adormecimento cívico. Só num país adormecido é que se acha não só natural como positivo que o primeiro-ministro substitua nas entrevistas as respostas por "mensagens" repetidas ad nauseam e claras intimidações aos jornalistas (e convenientes processos em série que podem não ser vitoriosos mas complicam e muito a vida às pessoas visadas) para não tratarem dos temas proibidos, a começar pelo Freeport. O mesmo caso Freeport que permitiu a Mário Soares fazer um apelo à censura, sem qualquer sobressalto cívico de ninguém, ou a um secretário de estado invectivar a Ordem dos Notários, por tornar público o que é público. E exemplos não faltam.» JPP, Abrupto

PROVINCIANISMO ENDÉMICO LUSO

Bo, a merda!

IL XUNGA CONTUMAZ

Tomás, Tomás, mas tu não vês o que o Il Xunga diz e faz?! Não reparas no despesismo contumaz, Tomás?! Não se promova a Paloncice Esquerdea à conta das falinhas aldrabonas de um Pantomineiro Menor!

BLATERAR À CONDE ANDEIRO

Emídio Rangel, em tendenciosite bajulatória e desconstrução simplística da realidade, semelha um cortejo triste e uma possessão espírita. Possui-lo-á o espírito de porco do Conde Andeiro?! Que Sócrates foi incorporado por Leonor Teles, não há dúvidas. Isto não vai acabar nada bem.

ESPANHA! ESPANHA! PATRANHA!


Apesar de o Porta-Aviões Bancário Português parecer resistir a uma série de tiros sucessivos em cheio, e ostentar um rombo-roubo escandaloso, intrincado, ramificado, no BPN, mostra-se preparado para resistir a qualquer novo torpedo de ficar a arder em milhões. Desde que possa esmifrar os clientes portugueses, conforme faz há décadas. Desde que o Estado acorra pressuroso em seu auxílio capturando ainda mais favorecimento mútuo e dependência estrutural tóxica da Política com a Finança. O Povo, esse sofre em silêncio e reaprende o que é a Fome e a Esploração. O Liberalismo Desenfreado nos produtos financeiros é hoje um touro preso pelos colhões, no Rodeo da Vida Económica, montado precariamente por quem o monta: uma vez solto, salta, esperneia, devasta tudo e quem o monta em gula por ganho tenta manter-se no seu dorso. À derradeira, o chão será o destino e de montador passa a esmagado pelos cascos cegos do monstro esganado. De falência em falência (a catalã Habitat), de créditos incobráveis em créditos incobráveis, o que é que não colapsará?! Como é que Espanha resistirá a um desemprego de 17% a 20%? Terá Zapatero, também ele, um sorriso alarve e optimista, irrealista e alienado, no rosto? Quando discursa tresandando a horroroso, terá também aquele gesto da mão direita que, subindo e descendo, parece masturbar um falo imaginário, como ontem no Algarve sob a Tenda Reles de Anunciar? Quando é que se assumem os 10% a 11% de taxa de desemprego em Portugal? Por que motivo Silva Lopes não pôde dispensar a um pai de família, como eu, ontem mesmo, uns 20 euros para leite em pó infantil? Onde pára a puta da solidariedade portuguesa?! Ninguém se admire que só possa crescer e inflamar-se um desejo de que Roma, essa Roma impudica devoradora dos próprios filhos, Arda e se Foda, sem tirar que, ao mesmo tempo [ceterum autem censeo], Carthaginem esse delendam: «O Banco Português de Investimento (BPI), a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Espírito Santo (BES) têm aproximadamente 130 milhões de euros em créditos concedidos à empresa catalã Habitat, a quinta maior promotora imobiliária de Espanha, em risco de se tornarem incobráveis, já que esta empresa pediu há um ano a protecção de credores. [...] Os bancos referenciados nos sites internacionais, em 2008, como tendo maior exposição à Habitat são, para além da La Caixa, a Caja Madrid, com 220 milhões de euros, o Santander (Santander Totta), com 218 milhões de euros, o BBVA, com 190 milhões de euros, e o Banco Popular, onde Américo Amorim possui cerca de sete por cento do capital, com 178 milhões de euros.»

domingo, abril 26, 2009

CORRUPTISSIMA RESPUBLICA, PLURIMAE LEGES

«O Governo “julga” que não vão ser necessários edifícios, equipamentos, recursos financeiros e docentes. Julga! Não é uma maneira de gerir o maior departamento do Estado. A criação do limite de 18 anos sugere imediatamente um problema: a idade de acesso ao mercado de trabalho é de 16 anos! Há aqui qualquer coisa que não bate certo. O governo “pensa” que não. Pensa! E que dizer dos alunos de 18 anos feitos a quem falta um ano de escolaridade no secundário? O governo “entende” que não há problema. Entende! Quem são estes trinta mil alunos que vão ser abrangidos? Trabalham? Onde? Em quê? Por que saíram do sistema? São pobres? Incompetentes? Incapazes de estudar? Sem apoios familiares? O governo não sabe. Se sabe, não diz. Mas vai fazer qualquer coisa. Quer dizer, vai dar dinheiro. Parece ser a única coisa que ocorre ao governo: dar dinheiro. Que vai o governo fazer com os que já fizeram 18 anos, mas ainda estão por exemplo a acabar o básico? Não sabemos. Será que o governo mandou estudar seriamente as razões concretas do abandono no fim do básico e no secundário? Que se saiba, não. Teve o governo a preocupação de investigar esta população que abandona a escola? Tem algum conhecimento, não apenas uma ideia, das consequências desta entrada na escola de umas dezenas de milhares de alunos renitentes, de jovens que já trabalham ou de adolescentes cujos pais não ajudam? As declarações dos governantes sugerem que têm mais palpites.» António Barreto, Jacarandá

IRRA, FNV, LOGO A PÉS JUNTOS?


Ó Filipe, o predicativo 'torpedo' incidia somente sobre o post e frugal era por ser curto e não por ser irrelevante. Irra! Por uma vez, por uma única vez, entras a pés juntos e deixas-me, ao ler-te o comentário, inesperadamente com a imagem de um peixe-balão, importante, inflado, espinhoso! Tenho também um livro ou dez por publicar. Lá virá o dia em que, apesar de avesso à lógica de conhecimentos reprodutivos que tudo possibilitam num circuito de poucos dentro de um casulo perpetuamente urdido por e para poucos, eu Publique o que tenho.

H1N1 MUTANTE E MORTÍFERO


Todo o cuidado é pouco quando, aliado a uma Crise que fragiliza as instituições e as famílias sob todos os pontos de vista, surge uma doença causada pelo vírus H1N1, combinação das estirpes dos vírus suíno, aviário e humano para já propagando-se no México e nos Estados Unidos. A contaminação faz-se a partir do porco contaminado, ou de objectos contaminados, para o ser humano. A OMS preocupa-se com a capacidade de o vírus se transmitir de ser humano para ser homem. Oxalá seja contido e combatido e não tenha características propagatórias de um Speedy González: «A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou ontem para o "potencial pandémico" da gripe suína, provocada por uma mutação do vírus A H1N1, aconselhando os países a reforçarem a vigilância. Hoje insistiu que o vírus pode evoluir e tornar-se mais perigoso. A Comissão Europeia garantiu hoje que, até ao momento, não foi registado nenhum caso de gripe suína na Europa. Desde 13 de Abril, o novo tipo de vírus matou, pelo menos, 81 pessoas no México e já chegou aos Estados Unidos.»

EFEITO PAVLOVIANO AMESTRADOR


Ao estudar a produção de saliva em esfaimados cães rosnadores expostos a diversos tipos de estímulos palatares, Pavlov percebeu que, com o tempo, a salivação passava a ocorrer diante de situações e estímulos que anteriormente não causavam tal comportamento. Do mesmo modo, ao ver que os portugueses, com uma mão, amavam a bufaria e a tirania, a controleirite de costumes, a vigilância das opiniões e os despedimentos por delito opinativo, a miséria disseminada, os ganhos ilegítimos, enquanto com a outra mão se comoviam com a Liberdade evocada num mísero dia vinte e cinco aprilino hipócrita, Zézito também percebeu que, com o tempo, a amestração submissa mental dos portugueses passaria a ocorrer diante de situações mandonas e de estímulos grisalhos que durante algum tempo não causaram tal comportamento. Por isso, ganhou confiança. Aterrorizava de Passado e responsabilidade-PSD o Parlamento e diziam que ele ganhava debates. Gastava balúrdios em Propaganda e diziam que era popular. Metia processos a Jornalistas que redigissem as palavras 'corrupto', 'Cicciolina' e 'Freeport' e diziam que tinha honra. Atirava dinheiro aos Bancos, aos Amigos e aos Problemas e diziam que tinha uma visão estratégica para a economia e uma saída para a Crise. E não faltaram Margaridas obesas e brutas tão papistas como o papa Zézito. Assim despontou uma multidão de três milhões de portugueses clones, lúbrica pelo Zézito, perfeita e pavlovianamente resignada e engravidável pelo Zézito. Pronta para se entregar, nos escrutínios eleitorais de 2009, e preparada para o pensamento único e a obediência pavloviana sem hesitação ao Zézito. Ser capachos fáceis, depois de quarenta anos de Salazar, entranhara-se-lhes na constituição genética, na psique, e o Zézito iconografava o grisalho santacombadense num mimetismo agressivo de pose e tique trabalhados ao espelho e pensados ao pormenor pela equipa de acessores de Imagem e Marketing Político. E não poderia ser de outro modo. Zézito tinha a sua nova maioria absoluta alarve e grunha. Povo e Zézito estavam bem um para o outro: «O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, acusou hoje o PS de estar procurar "pôr uma mordaça" nas opiniões dos sociais-democratas, devolvendo as críticas de "visão cinzenta" aos socialistas. "O PS procura pôr uma mordaça nas opiniões do PSD", acusou Paulo Rangel reagindo às críticas que o ministro das Obras Pública, Mário Lino, lhe fez hoje em Faro. [...] Segundo Paulo Rangel, o Governo está a "roubar a liberdade de escolha às gerações futuras" com o seu "programa de grandes obras públicas" porque este deixará "uma dívida monstruosa", uma "renda anual de 1500 milhões de euros até 2040, durante 30 anos".»

GRANDE PARTIDO DA ESQUERDA DESPESISTA

Pois*.
_____
«Uma vergonha. O aluguer daquele ecrã de fundo - o maior do país - custa mais de 70 mil euros por dia. O congresso durou 3 dias. É mais um dia para instalar e desinstalar. Só para o número. E o povo à fome. Tenham vergonha!!! O Cavaco sabia do que estava a falar quando falou dos gastos...»

SORRIR. ROSNAR. MORDER.


«Claro, eu não mordo!»
Mordeduras políticas frequentes e intentadamente cerceadoras, sarjeta-ASS [punições de jornalistas, retaliações sobre jornalistas, omissões estratégicas nos convites a jornalistas para integrarem comitivas governamentais em viagens de Estado], Mordacidade jornalística natural contra os tiques tiranóides, anunciantes e 'ostensivamente aldrabões' do sr. Sócrates, amplos Anticorpos justificados pautam esta relação tempestiva e tempestuosa entre PM e profissionais dos jornais. Mas quem começou esta guerra? O homem que se serve de um jornalismo benévolo, omisso, de favor e rédea curta, hipercontrolado pelo só agora apagadíssimo ASS, um homem proprietário da RTP (como nem Santana* alguma vez sonhou), das Rádios Públicas e alvo do evidente e incansável favor/fervor dos Directores/Editoriais do JN e DN, o homem que telefonou dúzias de vezes para a Direcção de Jornais menos dóceis pressionante e impressivo, quando o assunto o arrolava em ridículos pícaros eventos sornas passados de ponderosa gravidade, o homem que vexou e atirou à rua classes profissionais com simplismos e generalidades expondo-as à opinião simplória e preconceituosa da arruaça, o homem que usou a divisão e o conflito sociais como armas de vantagem política e de capitalização de um esbulho sistémico, um homem assim só poderia querer fomentar esta guerra pessoal anti-jornalistas e logo com os capítulos picantes que se prometem vizinhos. Mimético da grisalhice capilar salazaresca. Democrata como Putin, sensível como Mugabe, desprendido como Chávez, eis Sócrates. Um estigma de intolerância inédito foi recentemente lançado de modo chavista por ele sobre a classe jornalística, excluíndo João Marcelino!, com os nove processos movidos a jornalistas e com o elenco do jornal de 6.ª da TVI como jornalismo 'travestido'. Há por isso um olhar mais increpado dos que escrevem e relatam contra um homem afinal demasiado Litigante-Lavagante para ser PM. Não admira que ocorram insólitos e imprevistos com bastante tempero, como este: «José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas. E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes. Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente.“Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta. O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”. Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.» Insólitos, no entanto, lidos por alguns comentadores sob o prisma errado e hirto de um sacrilégio cometido contra a figura 'reverenciável' do PM. Como não há-de ser triste e deprimente um País com tais abéculas contraídas e submissas?! Entretanto, um preparado governamental de Piss and ink faz o seu caminho em Portugal.
_______
* «E o senhor primeiro-ministro desculpar-me-á, mas quero dizer-lho com clareza: esse episódio é um episódio indigno de um governo democrático e é um episódio inaceitável. E isso é uma nódoa que o vai perseguir, porque essa nódoa não vai ser apagada facilmente, porque é uma nódoa que fez Portugal regressar aos tempos em que havia condicionamento da liberdade de expressão. E peço-lhe, senhor primeiro-ministro: resista à tentação do controle da comunicação social. Não vá por aí, porque nós cá estaremos para evitar essas tentações.» General Pinto de Sousa, 14 Outubro 2004.

COMPULSIVO DESPOJAMENTO INDUZIDO


Creio na compaixão como bem e realização humana suprema. Creio no despojamento como etapa espiritual para aceder a um Bem Espiritual ainda Maior, mas dispenso esse despojamento induzido que a lógica oligocrata portuguesa diligentemente promove* e que nos vai remetendo a uma parda miséria, não fosse esta uma sociedade a mais desigual da Europa logo atrás dos Estados Unidos. Sim, Inequality is the mother of all evils! Que faremos de ti, Portugal, com os teus passos de veludo rumo a uma explosão social indignada que não deixará pedra sobre pedra?! Não sei. Ó luz aziaga! O meu despojamento induzido e compulsivo, já agora, precisa urgentemente de 20 euros para comprar leite em pó, dos 0 aos 6 meses, que me custa 13, 89 euros de quatro em quatro dias, o que com 271 euros de subsídio de desemprego não posso comportar. O meu despojamento compulsivo e induzido pede-os às reformas acumuladas de Regime de Almeida Santos e de Mário Soares, pede-os às reformas legais mas imorais de Silva Lopes, pede-os ao Primo chinês de José Sócrates, ao Tio dele e aos donos daquelas empresas poderosíssimas que favoreceu e para as quais trabalhou abnegadamente nestes quatro anos, pede-os ao exemplo de meritocracia em Armando Vara, e pede-os ao exemplo de cristianismo financeiro em Jardim Gonçalves, pede-os à rapaziada clientelar do PS e à mancomundada rapaziada clientelar do PSD, a primeira crente numa reedição da Mama Orçamental proporcionada por uma nova Maioria Absoluta, caso o povo seja parvo e a segunda altamente indiferente, já que mama de qualquer modo para estar quieta, calada e sossegada mais PS menos PS. Pedir não é crime. Roubar é. E a Gente que Rouba em alto Grau em Portugal também é tida em altíssimo apreço quase por toda a gente. São 20 euros de merda. Pede-os também, o meu despojamento induzido e compulsivo, exclusivamente a todos os filhos da puta de que não me recordo o nome mas que certamente amaldiçoam Portugal com os impostos milionários a que fogem transformados em obras de arte milionárias, guardadas no recôndito milionário dos Casinos, e convertidos em milionários automóveis de luxo. Tudo isto é triste, tudo isto é podre, tudo isto é Portugal: «No final da missa de canonização desta manhã, o Papa Bento XVI referiu-se ao "sentido de compaixão e despojamento de quem deu os seus bens aos mais desfavorecidos", falando do Santo Condestável.Ao contrário do que sucedera durante a homilia, em que destacara apenas a dimensão do militar que realizara "os princípios da vida cristã", Bento XVI falou, na alocução final do Regina Coeli, da "nobre lição de renúncia e partilha" dada por Frei Nuno de Santa Maria. Sem essas características, referiu o Papa, "será impossível chegar àquela igualdade fraterna característica de uma sociedade moderna, que reconhece e trata a todos como membros da mesma e única família humana".»
______
* «Spain and Portugal are Mediterranean neighbours with many cultural connections and close parallels in their recent history – both democratised in the 1970s after the fall of authoritarian regimes. One difference is that Spain is the more ethnically diverse, and diversity is sometimes said to strain social solidarity. But Spain is mid-table in the inequality league while Portugal is near the top. And the chart shows that the Portuguese side of the Iberian peninsula has many more social problems. [...] In unequal societies, such as Britain and the US, psychiatric prescriptions are also particularly high.[...] What is true of individual sickness also applies to social diseases, such as illiteracy and crime. Unequal societies have more prison, more mental illness and more illiteracy – often many times more.»