domingo, maio 31, 2009

FC PORTO, UMA CULTURA DO TRIUNFO


No tempo certo, sem precipitações nem confusões, Jesualdo acaba de anunciar o prolongamento do seu vínculo por mais dois anos ao FCPorto. Triunfar é importante, mas é um fruto que emerge e só é perene na Paciência. A sofreguidão por ganhar rapidamente tem trucidado as hipóteses de um grande clube como o Benfica se estruturar no plano organizativo. Aí as relações humanas são cruciais porque devem ser estáveis, intensas, leais, claras. Recordo-me como se fosse hoje: o modo displicente como o Benfica tratou o seu experiente e viril lateral Veloso, quando este abandonou a carreira, provocou mais danos duradouros no clube que o consulado desastroso, socratinizante do megafalsário e trapaceiro Vale e Azevedo. Era uma cultura de raça e de camisola que se malbaratava simbolicamente num só jogador raçudo sem a devida homenagem nem o conferir-lhe daquela continuidade presencial capaz de transmitir aos novos o seu saber. Uma injustiça e uma crueldade que ainda hoje se pagam caras na Luz. Estamos em 2009. O FCPorto é hegemónico e continuará a ser hegemónico, a não ser que os milhões sepultados anualmente no Benfica sejam gastos com sabedoria e não a pagar indmnizações a treinadores pelo malogro de uma época e a renovar meio plantel. A metade que entra pela primeira vez no clube sempre olhará para a metade que saíu a pensar que o problema não pode ser apenas da qualidade dos jogadores, mas a do Clube: «O FC Porto derrotou hoje o Paços de Ferreira, por 1-0, na final da Taça de Portugal. O golo de Lisandro López, aos seis minutos, deu aos portistas a vitória na competição pela 14.ª vez. Esta é também a sexta vez que o FC Porto vence o campeonato e a Taça na mesma temporada.»

"JOGGING" DA LEBRE E DA TARTARUGA

Não é preciso muito esforço para compreender que o vitalismo jogging-corredor e esbracejante nos púlpitos faz de Sócrates a Lebre de La Fontaine, pedante e convencidolas, e que a pequena passada discreta, por vezes oculta, de MFL faz dela a Tartaruga de La Fontaine. A moral da história é a mesma. O importante é pôr fora de combate as pretensões do chavismo socratinesco em Portugal e pôr de lado uma incompetência que não se manca e uma lata que não se farta. Quanto a Vital, pelas barbaridades ditas e por dizer, percebe-se que é um indivíduo assustador e que, quando se transcende, se transcende em péssimo. Associado ao PS SA não podia encaixar melhor naquele punhado de assanhados do Poder capazes de qualquer lellonice para o efeito: «O cabeça-de-lista socialista às europeias, Vital Moreira, contactou hoje com dezenas de cicloturistas no "Calçadão de Matosinhos", enquanto a poucos quilómetros, no Parque da Cidade do Porto, José Sócrates confraternizou com praticantes de "jogging".José Sócrates, que hoje à noite estará presente no comício da campanha europeia socialista de Viseu, aproveitou uma manhã livre de agenda para fazer a sua corrida num dos espaços verdes mais emblemáticos do Porto.»

«ALÓ PRESIDENTE» OLÁ, AUTORITARISMO


Assente na segurança precária proporcionada pelo dinheiro do Petróleo, Chávez é, apenas por esse respaldo, um confortável tirano fazendo o que todos os tiranos fazem, talvez com o benefício da aprendizagem de outras experiências menos duradouras porque basicamente sangrentas. Prega ao Povo, por um lado. Por outro, serve uma clientela activista e apaixonada que o serve a ele. Ceva os seus e as suas famílias. A retoricazinha pedagógica interna não consegue esconder a perfídia do desrepeito pelas regras democráticas elementares, o autoritarismo paternalesco e a auto-absolutização. Neste ponto caberia perguntar, quem é o mestre de quem?! Será o Chávez que não compra Magalhães nem conclui os negócios-Lena* acordados com Portugal o mestre de Sócrates?! Ou será o Sócrates que processa jornalistas e vive da Anunciatura Repetida de Buffets Caros e do Nulo e Irrelevante o mestre de Chávez?! Dá para ver que estão bem um para o outro: «O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, cancelou ontem uma edição da série de programas televisivos "Alô Presidente", iniciada há 10 anos.Este cancelamento abrupto de uma das edições especiais de aniversário da rúbrica verificou-se depois de uma polémica com o escritor peruano Mario Vargas Llosa, o qual dissera que a Venezuela se arrisca a ser uma nova Cuba.»
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* «O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, assumiu hoje na Figueira da Foz que o processo relativo à construção de 50 mil casas pré-fabricadas na Venezuela tem tido uma evolução mais lenta que as expectativas iniciais."Sei que tem havido, relativamente às expectativas de rapidez na execução deste contrato que existiu inicialmente, algum retardar, alguma evolução mais lenta do processo", disse Mário Lino aos jornalistas, em declarações à margem de uma iniciativa da Ordem dos Engenheiros. O ministro das Obras Públicas frisou, no entanto, desconhecer se o contrato entre o grupo português Lena e o governo de Hugo Chávez, no valor de dois mil milhões de euros, está em risco. "Acho que não, não sei, não tenho conhecimento", frisou Mário Lino. O jornal Expresso escreve hoje, em manchete, que "Chávez suspende mega contrato com Portugal", explicando depois que um negócio "considerado o símbolo da diplomacia económica", que previa a entrega de 50 mil casas pré-fabricadas pelo Grupo português Lena ao Governo venezuelano de Hugo Chávez, nunca passou de intenção apesar da pressão de Portugal a Caracas, não existindo sequer um contrato específico assinado. "O negócio de dois mil milhões [de euros], anunciado com pompa, está em risco", escreve o Expresso, porque "Caracas procedeu a uma revisão do seu orçamento tendo em conta a baixa do preço do petróleo". Mário Lino disse hoje que existiu um "contrato feito" e que ele "tem a sua evolução normal", mas lembrou que se a alta dos preços do petróleo afectou muitos países, "hoje a baixa do custo do petróleo afecta outros, a Venezuela é um produtor de petróleo", disse. "Não sei em pormenor como é que isso está, isso é um contrato entre uma empresa privada e as autoridades da Venezuela, o que fiz foi estimular, contribuir para que esse contrato se pudesse realizar", argumentou o ministro.
JLS/RCS. Lusa/Fim»

U2 MYSTERIOUS WAYS

POR MANUELA MOURA GUEDES


O modo como um Primeiro-Ministro terceiro-mundiza Portugal observa-se à saciedade, bastando atentar nos processos por ele movidos recentemente a alguns jornalistas já conhecidos da Opinião Pública e dos Cidadãos, procurando com isso condicioná-los grotescamente. Coisa inaudita. Inédito recurso. Sinal grosseiro. A sociedade assiste a esta pouca-vergonha impávida e serena, sem um frémito de vómito. Essa bovinidade, uma vez mais, também explica a situação de Portugal na pontita da cauda da Europa a par de doze anos de PS de pântano em pântano. Não lhe bastava, ao sr. Sócrates, criticar o tom do Jornal Nacional de Sexta-feira, conforme fez no Congresso Soviético de Espinho. Tinha também de condicioná-lo, impondo barreiras à normalidade da investigação que nos deu, pobre país!, misérias e descalabros do mais grave envolvendo o sr. Sócrates e muitos dos amigos consabidos que encontramos a ele associados pela Independente e noutras andanças dubitativas do mais dúbio do duvidoso, basta ler por alto a trapalhada mal-cheirenta da Cova da Beira, segundo a investigação também sediada na TVI, nenhuma das quais, investigações, contraditada fosse em que factos fossem. E os portugueses consentem em ser enganados, em ser-lhes sonegada a verdade inteira de como se malbarataram recursos financeiros finitos, Fundos Comunitários, sumindo-se em bolsos misteriosos?! A imprensa tem de ser livre. Uma sociedade com escasso jornalismo de investigação como a nossa está condenada à decadência e à morte cívica mediante convulsões primeiro a medo, em breve com todo o ardor da Rebelião semeada por décadas de desmandos, incúria criminosa com a res publica. A Justiça falha, é subserviente a um poder político que nomeia os seus titulares segundo desígnios sornas e lógicas alheias ao seu escopo essencial?! O que será de nós se ao menos os jornalistas não cumprirem os seus deveres de desenterrar o lodo acumulado pelos políticos mal-cheirentos do Regime?! As fugas ao segredo de Justiça têm sido providenciais para um mínimo de moralização e começo de escândalo pelos escândalos eles-mesmos, os quais são por demais e muito há que se ignora. Espera-se da classe jornalística a defesa intransigente da liberdade de imprensa e a condenação, com manifestações em massa, na rua, todos os dias, de um Primeiro-Ministro que se considera certamente um deus intocável ao colocar processos contra vários jornalistas por fazerem notícia dos aspectos esconsos e pouco recomendáveis do seu trajecto perfurão na política nacional. O comportamento do Primeiro-Ministro é um ataque à liberdade de imprensa, é uma mordaça que visa condicionar e aterrorizar toda a classe. Ora, a falta de solidariedade dos próprios jornalistas para com Manuela Moura Guedes é sintomática da sul-americanização e da selvajaria que deflagra em Portugal, silenciosamente, na sombra, perpetrada por detentores do poder do dinheiro e da influência, mas não da Razão Recta nem sequer da velha Razão que é a marca genética constitutiva do melhor da Civilização Ocidental. Os sanguessugas políticos no Poder e a gentalha mais oportunista e servil medra neste pauís silencioso e lodoso, não já País, mas Pauis. O jornalismo livre não pode ser perseguido e amordaçado. Como é possível que nem uma voz se tenha elevado em defesa da jornalista Manuela Moura Guedes e do jornalismo livre e fundamentado?! Serve tal frieza de diagnóstico da doença de que padece a nossa 'democracia', o estertor do Regime. Já temos a Justiça desactivada e perdida, se os jornalistas se deixam comprar e não defenderem um jornalismo de investigação independente e a sua própria liberdade então será o fim. E é isto mesmo que este Primeiro-Ministro testa com sucesso aparente, dada a dormência e a miséria moral com que alguma Opinião Pùblica pactua. Continuar a ver o alastrar do Medo? Ver a lógica da Mordaça? Assistir ao triunfo descarado da Mentira? Notar que a Falsificação é premiada? Perceber que a Perseguição sectorial é tolerada e bem vista? Admitir que a Pressão não obtém sanção nem dela decorrem consequências? Fingimento de Acção Executiva? Esbulho dos Pobres? Extorsão Fiscal sobre uma classe média exangue e endividada? Ricos muitíssimo mais Ricos? Pobres cada vez mais Pobres? Todos os que se revejam neste lixo anormalóide, neste enganar-nos com o sorriso mais cínico, e o queiram ver a desenvolver-se à toa no nosso País empobrecido porque saqueado faça o favor de continuar a votar com alegria nos seus apoiantes indefectíveis e apaixonados representantes.

sábado, maio 30, 2009

REPROVAÇÃO PELOS NÚMEROS

Ainda há pouco um bom amigo me invectivava a respeito de um facto para ele cristalino. O de que este Governo Maioritário PS colocou tudo na ordem, professores e outras classes profissionais que abusavam de múltiplas maneiras dentro do sistema. Foram sustidas e castigadas, obrigadas a cumprir os seus deveres e a temer reprimendas e punições, a submeter-se a directórios de pais e de alunos. Hordas de professores incompetentes foram postos em respeito pelas políticas a doer de este Governo-PS. Eu gostaria de compreender como é que declarar toda uma classe profissional como tipicamente incompetente e laxista, absentista contribuiu para a melhoria do Sistema e como é que fustigando o Sistema nos seus supostos agentes mais motivandos, depredando-lhe a coesão, dividindo-a em estirpres, e sentido prático, cumulando-a de burocracia asna, se obtém qualquer acréscimo qualitativo. Na verdade, o estigma lançado sobre todos os professores, sobre toda a classe docente, não teve bondade nem foi revelador de uma inspiração deontológica para dentro da classe por parte do ME. Foi um acto Destrutivo e é apenas como acto Despromocional e Destrutivo em larga escala que deve ser lido. Primeiro menoscabar e desprezar. Depois fatiar e usar de controlo a seu bel-prazer. Eis o legado do ME, cacos que levarão séculos a colar. Um Partido-PS insaciável por Poder anseia pela tarefa do controlo absoluto sobre mentes e corpos. Quanto mais estúpido e mais a-crítico seja um Povo, mais gado depredável e controlável. O 'todo-poderoso' e 'imprescindível' Sócrates aspira a um Povo e a um País assim, na palma da sua mão, disponível para enganar ainda mais, disponível e enredável na Mentira como único fruto plausível da Política, de acordo com este Gangue. Manifestações como a de hoje, fome de todas as desobediências legítimas e urgentes, servem para lembrar que dizer "Não" é possível: «A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou hoje em 70 mil as pessoas que percorrem a Avenida da Liberdade na manifestação dos docentes convocada pelos sindicatos do sector, mas a PSP aponta para entre 50 e 55 mil.»

GANHAR? NEM JUÍZO NEM VERGONHA

A via-sacra do Cabeça Vital soma e segue com umas no cravo outras na ferradura, de desastre em desastre, de desacerto em desacerto, de trauliteirice em caceteirice. Cada vez que esganiça discurso, sai asneira. Improvisar ideias e varrer de asserções e apodos reles os adversários, manchando-os com os Crimes Económicos de Poucos no BPN, segundo o Cabeça, deve ser o melhor caminho, incapaz de repara a classe de víboras lesivas de Portugal de que está cercado. Será que a questão Freeport e todas as imensas demais similares que fizeram e fazem de Sócrates uma estrela cadente de berbicachos e nuvens negras tingem todo o Partido Socialista de falcatrua e desonestidade elevada a Políticas?! Depois do Congresso Aclamativo de Espinho, tingem. Depois dos bloqueios à demissão de Lopes da Mota, tingem. Depois do Muro levantado a fim de proteger Vitor Constâncio da inevitabilidade de largar o tacho ineficiente, tingem. O PS actua corporativamente e quando é assim a verdade patente a todos os olhos sofre, a ética pública sofre, a moral pública sofre. O PS Aristocracia de Favores e Imunidades perpétuas dana Portugal e nem percebo como se pode elogiar este sangue azul e esta aristocracia do esterco comportamental na vida pública, o fim da picada da ética republicana afinal aputalhada em primeiríssimo lugar e precisamente pelos que enchem a boca com ela. Vital está como Cabeça de um Partido onde já somente um punhado de homens inteiros e íntegros se salva da ira que acomete uma Opinião Pública atenta e informada: Henrique Neto, António José Seguro, Maria de Belém mostram divergir de um não olhar a meios e a venalidades para vencer. À imagem da verdadeira face tiranóide e violenta de Sócrates, quanto mais derrotado e desmobilizador, mais Vital se afadiga em proclamar méritos e vitórias inexistentes e em fazer comparações tão convicentes como nem no pior teatro. É por isso mesmo uma cruz, uma via-sacra chegar esta candidatura de rastos ao Calvário do dia 7 de Junho para verificar como o PS afocinhará na realidade sempre negada da Derrota Recorde; é também uma cegueira aquela que segue os passos do Cabeça, ele que trouxe para a Campanha o registo livre e contundente de alguma blogosfera e tem feito dos seus pronunciamentos bocas apaixonadas próprias de quem observa a vida pública do lado de fora da representação, a qual precisa de parecer ter elevação e ao mesmo tempo ter efectivamente elevação: «O cabeça de lista do PS às europeias afirmou hoje que a campanha socialista está a ganhar, incluindo nas sondagens, questão em que lançou um ataque aos analistas que falam em empate técnico com o PSD. Vital Moreira falava no almoço-comício do PS em Vila Franca de Xira, que juntou algumas centenas de apoiantes e que foi aberto com uma intervenção da presidente da Câmara local, Maria de Luz Rosinha.»

SE AS REGRAS FOREM IMORAIS?

Palavras para quê?! A desonestidade intelectual, cultural e moral faz-se de concessões ao torcionarismo totalitário injustificado do Poder Político como as de que foram capazes os integrantes de este Agrupamento de Escolas, esquecendo que o Velho do Restelo não era parvo nenhum mas também nem sempre está onde o apontam: «A avaliação dos professores é como o desporto: “Se eu estou dentro de um determinado jogo cumpro as regras, posso discuti-las depois, mas não no jogo”. A táctica é do director do Agrupamento de Escolas de Carcavelos. Adelino Calado é professor de Educação Física e está habituado ao fair-play. Daí que na sua escola a polémica avaliação tenha sido feita “com tranquilidade”, pois não quiseram “negar à partida uma ciência que desconheciam”. Fora das quatro linhas da escola o derby foi outro: mais de metade dos professores juntou-se aos protestos. Quase no final da partida, Adelino Calado admite ser cedo para conclusões. Reconhece “muitas vantagens” ao polémico modelo, mas deixa um cartão vermelho à pressa com que foi lançado.»

VITAL, MARIA DE LURDES, PS = FRACASSO

Gente proveniente da Esquerda, até da Extrema-Esquerda, dos vários ramos do Movimento Anarca, usando e preconizando velhos processos de insistência e cerco (sobre sectores, grupos, classes) processos da velha e extinta extrema-esquerda originária, processos colocados no entanto ao serviço da ultra-Direita-PS em sentido económico, neoliberal, do anti-serviço público. Resultado? O mais absoluto Fracasso.

EPISÓDIOS SAPATEIROS DE UM CRIME

A síntese de um combate espiritual e cultural entre professores e as lógicas diabólicas de este ME, comissão liquidatária dos activos humanos na Educação, está feita, tem sido feita. Por razões de mais dinheiro nos Orçamentos de Estado, aliás completamente devorados pelas clientelas fartas e gradas do PS e do PSD, quando este lá está, este Governo planificou e conduziu malevolamente um Crime Político e Sistémico contra o Ensino Público, na verdade contra os portugueses e só à superfície da angústia e da desmoralização directamente contra os professores. Gato por Lebre é a sua insígnia. Espoliar os pequenos e mais pobres, eis o rasto das suas pégadas. Um ponto da situação mostraria que a classe docente está neste momento animicamente exangue. Assim como eleitoralmente é notório que o PS treme com o que vê e com o que sabe ser o sentimento geral da população para consigo, basta ver a falta de empatias exemplificada por uma Edite Estrela, um Vitalino, na rua como peixes fora de água: por muitos velhinhos e desempregados que o PS meta em autocarros, a vinte e cinco euros por cabeça, para flanar bandeiras, aplaudir, comportados e bem sentados a escutar atentamente, nas salas onde piranhescamente o Cabeça e Candidato Vital cuspilha insultos aos adversários, as derrotas que se avizinham para o PS serão históricas. A tirania nas políticas. O autocratismo nos comportamentos do mono-líder, uma imagem milimétrica feita de sorriso, mangas arregaçadas e escárnio pelo que não seja PS. O absolutismo como deriva deixaram um ferrete odioso ao PS propriedade de um homem perigosíssimo para o que ainda resta da democracia portuguesa em manifesto perigo. De farsa em farsa, paulatinamente, semeando a cizânia das fracturas colegiais nas escolas, fomentando a desigualdade arbitrária na Escola entre docentes, chantageando malignamente pessoas que ensinam e se doam na profissão como se o não fossem nem doassem, e não passassem de números, este Ainda-Governo desonestamente acantonou a Docência na sua divisão e nos seus clamores, minimizou os impactos dos seus protestos, vampirou-lhe a energia e a legitimidade para contestar a pseudo-avaliação que politiza os desempenhos e abre, com o expediente orçamentalesco das quotas, a porta a toda a arbitrariedade, dependência política, perseguição a indivíduos. Ninguém melhor para conduzir esse assédio e desmantelamento anímico, a essa compressão brutal, a essa burocratização canina que a 'socióloga' instantânea mais cara de pau em trinta e cinco anos de experiências democráticas e educativas. Maria de Lurdes, tal como os dois restantes membros do Galheteiro Ministerial, o mau-virguleiro Valter e o Kapo Pedreira, aplicaram sapateirescamente uma execranda política à imagem e semelhança da probidade e honestíssima biografia do sr. Sócrates. Falsificar está instituído no País do Magalhães. Quanto mais Falso, melhor. Quanto mais Medo e Inautêntico, mais vitórias do Governo PS e cantares de glória no Ministro ASS e nos demais. Na verdade, o Crime Político existe. A desonestidade pode não ser apenas individual e relativa aos dinheiros que se aprendeu a abarbatar à pala do Estado e do Status Político. Desonestidade pode ter um nome e chamar-se simplesmente 'Política' ou 'Governo'. Em trinta e cinco anos intituitivamente o povo português sempre resistiu a atribuir ao perigoso partido socialista uma maioria absoluta. Fica demonstrado à saciedade por que ordem de motivos: «Nos últimos dias, Eduarda Luz, professora da Escola Secundária Eça de Queiroz, voltou a gastar uma parte importante do seu tempo a tentar mobilizar os colegas para a manifestação de hoje em Lisboa, a terceira nacional contra o novo Estatuto da Carreira Docente e o modelo de avaliação de desempenho dele decorrente, e onde Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores, espera que venham a participar cerca de 50 mil.»

sexta-feira, maio 29, 2009

CONDENAR MMG É SERVIR O PODER

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas não inspira toda a confiança que deveria. Se boa parte dos media nacionais são media capturados e avençados pelo Poder, por quem dá mais, por redes de dependência e fidelidades a quem pode e não a quem tem razão, por que motivo destoaria o CDSJ da lógica dominante?! É nítido que o Jornal da TVI é um espinho cravado no Filme Reeleitoral do sr. Sócrates, mas não vale tudo. Uma das coisas em que Saramago não erra é na noção de uma penetração diabólica de novas formas extraordinárias de explorar as pessoas por parte das multinacionais, dos oligopólios. Para que explorar à fartazana e sem pudor as pessoas passe incólume, pois muitas vezes sem denúncia e sem combate, isso é porque velhos sindicatos e velhos sindicalistas estão em todo o mundo muito a jeito para se deixarem comprar e entrar na rotina de cobertura/negligência aos interesses dos poderosos. Esta é a grande lição que o capitalismo mundial absorveu de dois séculos sociais tensos, o XIX e o XX. Tudo se fará por silenciar a voz intrépida de Manuela Moura Guedes no que solitariamente ousa denunciar e os demais se acobardam de expor por ser verdade. E estes pronunciamentos sucessivos e cirúrgicos, agora do CDSJ, não visam outro efeito ao serviço do ventríloquo habitual, pretextuando minudências incómodas para quem são incómodas. Do mesmo modo, tudo se fará por reduzir os sindicatos do mundo inteiro a instrumentos do Poder, comprados por ele, quando a paciência e os interesses em causa não forem muito compagináveis com negociação paciente e uma visão integrada da problemática do trabalho e da sociedade. Cheira a um novo Auschwitz lentamente instituído numa compreessão lenta dos mais fracos até à confinação pela miséria. A outra coisa não se entrega o Sistema que à promoção antidemográfica mundial, do controlo de mentes e corpos, numa compressão a bem ou a mal: «O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", na sequência da discussdão que a apresentadora teve em directo com o bastonário da Ordem dos Advogados.»

BRASIL E A CAMADA PRÉ-SAL

Porque ser gigante não chega. É preciso abrir, partilhar com o mundo a oportunidade aberta pela abundância dos recursos energéticos brasileiros em pleno esforço por mudança de paradigma sentido na Europa, no Japão e nos EUA de Obama: «O Brasil convidará a partir do próximo ano companhias petrolíferas internacionais a disputarem concessões na camada do pré-sal, afirmou hoje o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao "Financial Times"[...]O pré-sal é uma camada de reservatórios de petróleo e gás-natural que se encontram sob uma camada de sal, abaixo do leito marinho, a cinco mil a sete mil metros de profundidade, na região litoral entre Santa Catarina e Espírito Santo e foi descoberta pela Petrobras em 2007. Segundo a companhia petrolífera brasileira, a pré-sal têm no mínimo 90 mil milhões de barris de petróleo. Até à descoberta as reservas brasileiras eram de 12,2 mil milhões de barris..»

LOPES E A JIGAJOGA DO EUROJUST

Antes de se dirimir um equívoco com a acuidade de esta informação: «A agência noticiosa espanhola EFE corrigiu a informação segundo a qual Espanha assumiria a presidência do Eurojust. Trata-se da presidência da Conferência de Procuradores-Gerais e Fiscais da União Europeia.» futurava-se por aqui um rol de hipóteses, afinal ainda inviáveis, do tal ainda-equívoco: Não se percebe em que termos se verifica esta súbita substituição de Lopes da Mota na presidência do Eurojust pelo espanhol Conde-Pumpido, mas deve ter sido accionado um artigo orgânico impeditivo qualquer que permitisse uma forma menos ostensiva de afastamento de Lopes da Mota e um aparente recurso suavizador para este salvar a face, tanto quanto este conceito se lhe aplica em algum momento, no organismo europeu, o que parece longe de ser o caso. Ver-se-á se é assim ou há outras lógicas e outras iniciativas, uma vez que o próprio não tinha nada de que a sua consciência o acusasse ao contrário do que acabou por evidenciar o Relatório de Vitor Santos Silva, ainda oculto num dos bolsos de Pinto Monteiro. Depois da substituição na presidência na Jigajoga Eurojustiana, resta a Lopes da Mota a oficialização tout court da sua demissão do Organismo: «A Espanha vai assumir a presidência do EUROJUST, a rede de fiscais europeus, com Cândido Conde-Pumpido a substituir o português Lopes da Mota, após acordo dos 25 Ministérios Públicos da União Europeia (EU), alcançado hoje em Praga.»

EUFEMISMO LELLO OU KRIPTONITE

Sintomático da falta de tino, é aquilo que se ofereceu dizer a Lello quando confrontado com as suspeitas que recaem sobre António Montenegro, pessoa que Lello muito bem conhecerá. Não ter nada a dizer não impediu que dissesse que prostituição «não é muito conciliável com a diplomacia» [sic]. Então o que é? Mais ou menos conciliável, conciliável assim-assim? Na verdade, ainda hoje corrigindo o bom rigor a que Maria de Belém se sentiu obrigada perante as declarações rasteiras de Vital, Lello ficou chocado. Não se detectou o mesmo choque perante mais este escândalo, por enquanto só fumo, em breve, com a devida investigação, o fogo que se antecipa. São como uma praga de coelhos estes escândalos sucessivos, provando a necessidade de o bom senso dos cidadãos activos ser supervisor directo dos cargos dos representantes políticos. É aos cidadãos que os representantes devem prestar contas, demitindo à mais leve suspeita, coisa a que ainda resistem Constâncio, Sócrates e Lopes da Mota: «O embaixador português em Dacar, António Montenegro, foi chefe de gabinete de José Lello, entre 1999 e 2000, quando o actual deputado pelo PS exercia funções de secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.Questionado pelo PÚBLICO, José Lello confirmou que António Montenegro foi seu chefe de gabinete. Já sobre a actual suspeita de que António Montenegro está envolvido num caso de prostituição no Senegal, onde está colocado, José Lello declarou: “Esta coisa que lhe imputam, não sabia. Li no jornal. Não tenho nada a dizer. Mas, a provar-se, não é de facto muito conciliável com a diplomacia”.»

NASCIMENTO EM FUNÇÕES VITALÍCIAS

Cheira a que o Provedor de Justiça cessante, Nascimento Rodrigues, esse grande acorrentado do pútrido Regime III República chamado, tem este Governo, o Estado-PS de Elisa, em péssima conta. Não são apenas os demais cidadãos a queixar-se da glutonaria constitutiva da agremiação de interesses enclavinhados-PS e do não olhar a meios nem ter critérios de bom senso. A denúncia pelo PdJ do seu comportamento desadequado para com a Paróquia de Campolide recorda a tudo e todos que uma coisa chamada quero, posso e aniquilo é a marca-padrão do Ainda-Governo: «O Provedor de Justiça acusa o Governo de procurar um meio de enriquecimento “indevido, injusto, imoral” com a proposta de alienar à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, por 1,26 milhões de euros, a Igreja Paroquial de Santo António de Campolide.»

CACETEIRISMO-PS, QUO VADIS?

Não há a mínima dúvida de que o caminho desesperado de ofender o adversário seguido por natureza, feitio e tendência pelo lado Caceteiro de Vital manifestam o congelamento no tempo de esse Candidato e Cabeça do PS. Juntando-se ao grupo dos que nos processos congelaram no tempo: ASS e Maria de Lurdes Rodrigues. Certamente que com o pasmo gerado nos espíritos pelas as gaffes e facadas rasteiras sucessivas é que Sócrates não acomoda sono. Os efeitos afundam este PS numa derrota recorde. O Ainda-PS certamente não pode dormir, descobrindo a conta em que o tem a generalidade do povo português, grande apreciador das conclusões do Jornal de Manuela Moura Guedes, às sextas-feiras, a única jornalista que disseca, expõe e comenta desvergonhas e grunhices impunes no largo background socratinesco com os amigos duvidosos de que sempre se rodeou até lhe sair o jackpot de nos apascentar com gula e salivação por perpetuação. E aqui, a humílima líder do PSD, que ninguém vê e a propaganda socratinesca menoscaba, pode comparecer para dar uma estocada no topete de Vital, colocando entre tábuas o touro de uma campanha para esquecer: «A líder do PSD,. Manuela Ferreirta Leite, desafiou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, a dizer se se revê nas afirmações do candidato socialista às eleições europeias, Vital Moreira, que associou “figuras gradas” do PSD ao escândalo e à “roubalheira” do BPN.»

LELLO, O GRANDE OMNÍVORO

O fervor clubístico de Lello é aquilo que se sabe: intenso como um Cio. Sequioso como um Zelo. Intenso como um arrojado ao chão pelas bolachas e as migalhas do Poder. Contra o atrito nesta auto-estrada das declarações correctivas de Maria de Belém é que Lello, o Tachesco, se insurge. Pode-se esperar sempre o pior de línguas delinquentes como a sua. Provavelmente, Maria de Belém conhece os dossiês o suficiente para explicar com grafismo ao sr. Omnívoro Lello que, no caso BPN, estão envolvidos os interesses e desmandos do bloco central de interesses. Como alguém lembrou, para cumplicidades e auxílios todos os poderosos se guardam as costas reciprocamente nas vantagens. Nunca em caso de queda em desgraça. Cair em desgraça é o deflagrar público de uma corrupção moral privada prolongada. Dias Loureiro, importantolas, a olhar de mau o Rodrigo Guedes de Carvalho na SIC vale por mil palavras biográficas. Daí que o modo grunho e abusivo como Vital procura colar as figuras gradas do PSD à roubalheira do BPN-Gate é de uma sem-vergonhice extrema, assim como assalto à lobo de Lello. Nada a esperar de gente que não se enxerga e não olha a meios. Louvo Maria de Belém que faz com todos os deputados da Comissão de Inquérito uma equipa das melhores, mais eficientes e mais entrosadas da democracia, para além do instinto de Bando que Lello e quejandos praticam e promovem com o tal Zelo Cio democraticamente cego e atoleimado: «O dirigente do PS José Lello defendeu hoje Vital Moreira no desafio que fez ao PSD para explicar a "roubalheira" no Banco Português de Negócios (BPN), considerando "displicente" a deputada socialista Maria de Belém neste caso."Não me choca o termo 'roubalheira' que foi usado por Vital Moreira para caracterizar o caso BPN. O que me choca é a displicência da deputada Maria de Belém, tentando minorar o impacto das palavras proferidas pelo nosso cabeça de lista nas eleições europeias", declarou à agência Lusa José Lello, membro do Secretariado Nacional do PS.»

SÓCRATES NÃO É BUFO


A brincadeira peninsular dos comícios inter-PS's, o espanhol e o português, além da comédia de revelar o portunhol de extrema comicidade socratesiano que se soma à tragédia do inglês atípico, revelou-se amarga para a imagem de Zapatero, reconhecidamente impoluto, embora revelado como 'desastrado' com o modo como a Crise flagela-lhe o povo e a imagem do Governo internamente. Não tendo no currículo vapores de suspeição como os que albega em grande quantidade Sócrates, Zapatero tem agora este embaraço do uso de um aviãozinho, o Jacto Falcon, para serviço partidário, o que estava reservado para serviço exclusivo do Estado Espanhol. Juno e a Nuvem. Depois das nulas justificações de Pinho* por ter improvisado usos abusivos e caríssimos do Falcon das FA, nota-se só agora contenção porque a hora é a de cometer o mínimo de erros, o mínimo de escândalos, para além de quatro anos cheios de ambos. Pior, a companhia de Sócrates no fim de contas embaraça qualquer um menos avisado. Certamente que da próxima vez Zapatero não se deixará enganar pelo português que lhe garantira que, tal como acontece em Portugal, nestas coisas, 'no pasaría nada'. E agora, mantendo-se calado sobre toda a verdade do Falcon espanhol no qual regressou a Coimbra, Sócrates conserva-se igual a si mesmo: incapaz de bufaria contra o camarada. A sua especialidade é mesmo pressões, não bufarias. E claro, é dar largas aos seus indefectíveis apoiantes e servidores para que desencadeiem processos que façam dos outros bufos, sobretudo alunos ex-portadores de ovos (recorde-se Fafe) e apodos radicais (recorde-se o aftermath da assuada na António Arroio): «O gabinete de José Sócrates não esclareceu como regressou sábado a Portugal o líder do PS para participar no comício em Coimbra com o seu homólogo espanhol, José Luis Zapatero, depois de ter participado num congresso do PSOE em Valência, noticia hoje o semanário “Sol”.»
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*«Admiro a gelatinosa coluna vertebral dos que apesar de provarem constantemente a sua incapacidade e incompetência não se demitem. Admiro-os quase tanto como admiro os que sendo responsáveis por eles não os demitem com receio de admitirem o seu rotundo falhanço. Uma viagem de Falcon do ministro da Economia à Alemanha, em Dezembro de 2005, para visitar a Volkswagen, nunca foi paga à Força Aérea. A factura, no valor de 19.561 euros, foi enviada pelo gabinete de Manuel Pinho para a Agência para a Promoção do Investimento - API - mas Basílio Horta recusou-se a pagar. Pinho reenviou-a à API e a agência reenviou-a ao Ministério. Agora ninguém sabe onde está a factura. (...) Ordem para calar Manuel Pinho, que passou a semana a acompanhar Cavaco Silva numa visita oficial à Alemanha, deu, mal chegou, instruções ao seu gabinete para que não comentasse oficialmente o assunto. (...) Mas esta não terá sido a única factura que Manuel Pinho deixou por pagar pelas suas viagens no jacto oficial. Em Julho de 2006, uma nova deslocação do ministro de Economia, também de Falcon, não foi paga. Desta vez o destino foi uma fábrica do grupo Ikea na Polónia que se viria a instalar em Portugal. Na altura, a deslocação foi requerida via Protocolo de Estado, mas Pinho, os seus assessores e um jornalista foram os únicos ocupantes do jacto. A factura de 22.985 euros que custou esta viagem está por pagar até hoje. O Ministério da Defesa também confirma. Cada hora de Falcon custa à Força Aérea cerca de 600 euros. O Expresso sabe que a FA tem um total de cerca de oito milhões de euros a haver em viagens e serviços ao Estado. Expresso Ângela Silva e Luísa Meireles»

VITAL, O BITAITESCO CABEÇA VIPERINA


A história recente prova que, voluntária ou involuntariamente, quaisquer sondagens imediatamente prévias a um escrutínio mentem porque cumprem um serviço de alavancagem artificial de uma tendência em perigo ou em declínio e visam a desmobilização e desmoralização do voto noutras forças políticas perante resultados tidos como verosímeis. Já muitos perceberam que, para além do princípio absoluto da incerteza, todos os partidos crescem à excepção do PS cuja regressão se arrisca a colocá-lo na terceira força política logo a seguir ao BE. A somar ao anti-apelo no voto PS que o desinteressante e bitaitesco Cabeça Vital Viperina representa, há todo um cenário de marcas antidemocráticas disseminadas em quatro anos, perseguições subtis, discurso trauliteiro, bocas farfalhudas que não constroem e muito menos convencem. O orgulho deslavado que Vital ostenta num partido que, sob o consulado de Sócrates, esmaga diferenças, oprime opositores, exclui quem se lhe opõe, divide a sociedade e fracciona as vontades de uma Nação que precisa acima de tudo estar unida, além de ridículo marca-lhe o destino. Ninguém pode votar num partido e numa governação chavísticas de Portugal, em lideranças exclusivistas, autocratas, incapazes de interagir com a sociedade e com as suas forças vivas, um partido praticante e aperfeiçoador de um modelo de empobrecimento geral galopante e de esbulho generalizado na direcção oposta de todas as palavras melífluas. Vital, para piorar, num estilo pífio, leniniza-estaliniza o próprio discurso, mentido e atoardando, e dobra a ética em quatro para fazer prevalecer os intentos de poder pelo poder que o seu PS simboliza. E já não simboliza mais nada. É impossível não tomar consciência do estatuto meramente devorista e clientelar do PS e, ainda pior, na lata que não se manca dos seus Sócrates, Constâncio e Lopes. Nem venham com o papão de que, com uma esquerda forte, o investimento estrangeiro se ausentará do nosso país. Nesse ponto, com a agremiação PS-Governo no poder, nunca o investimento estrangeiro em Portugal foi tão insignificante. Política e burocracia fiscais explicam-no à saciedade. Cleptocracia à solta, extorsionarismo como política e despesa pública em rédea solta, eis o PS governamentalesco de Vital no máximo das suas incapacidades. Mais um esforço e Portugal sai da UE e adere ao MERCOSUL: «Uma subida das intenções de voto no PS, que se distancia do PSD, e no PCP, que ultrapassa o BE, são as duas novidades do estudo sobre intenção de voto para as eleições europeias de 7 de Junho feito pela Eurosondagem para a Renascença, Expresso e SIC.»

quinta-feira, maio 28, 2009

SEIS MESES EM CIMA

Seis meses em cima de Oliveira e Costa com o estrito desejo de sugar avenças do Grupo SLN. Não podiam ser só os outros. Coisa podre! E ainda se queixam do actual estado generalizado de suspeição?! Queixem-se do estado de pouca vergonha política que nos trouxe até aqui e compreendam por que motivo Portugal não tinha por onde crescer, sugado por clientelas, com os Orçamentos de Estado subtraídos em simulacros e habilidades sucessivas por esta gente absolutamente reles em postos de alta responsabilidade. Queremos saber o nome de todos os que têm um passado a sugar e a esmagar Portugal, condenando um povo plácido de contribuintes explorados e corneados a pagar desmandos sobre desmandos. Que nenhum escape ao crivo da Justiça e à melhor Comissão de Inquérito Parlamentar, do mal o menos!, que o Decadente Regime soube parir: «Oliveira Costa, ex-presidente e fundador do grupo SLN/BPN, revelou na sua audição no Parlamento que houve um secretário de Estado que o pressionou durante seis meses para receber avenças do grupo SLN, tendo-se escusado a revelar o nome, por conselho do seu advogado. [...] Em causa está um pagamento próximo dos 200 mil euros que Oliveira Costa assegurou aos deputados ter pago do seu próprio bolso. "Um ex-ministro? Não, mas se disser secretário de Estado...", afirmou Oliveira Costa na terça-feira sobre alguém que forçou a SLN a pagar avenças. .»

HOMENS DE PERDIÇÃO E DEPREDAÇÃO NACIONAL

«HOMENS SEM QUALIDADES O dr. Cavaco, verdadeiramente, nunca foi bem um político ou estadista convincente e providencial. Um chefe que inspirasse confiança. Um espírito à altura do seu papel. Para tal era preciso carácter, integridade, autoridade pessoal, lucidez, vigor, cultura. Não era necessário ser intelectualmente grande, bastava prudência e sinceridade pela "coisa" pública. No invés, o dr. Cavaco apenas quis sobreviver para a sua viagem pessoal, mesmo quanto sugeria estar a tutelar os desígnios pátrios. Sorte grande a sua, desilusão a de todos nós. As vagas teorias sobre a Democracia, Portugal ou a Europa desse filho pródigo de alguma direita saudosa (o novo Messias) morreram logo na razão dos curiosos desmandos que a sua governação divulgou. A felicidade pública do nativo, artificialmente excitada, expirou mesmo antes de se avistar a "aritmética economista" do seu vindouro "oásis". Como diria Ramalho Ortigão: "os deuses eram de palha". O dr. Cavaco não nos salvou da ruína, da decadência, não modificou o regime ou o sistema político, não soube construir uma Res Publica, uma democracia. Apenas se rodeou no poder (sem que qualquer indignação se lhe visse) de um sem número de "adesivos" ou curiosos "senadores" que, mesmo aparentemente servis, astutamente o utilizaram para despojarem o orçamento do Estado. Os seus "procuradores do povo" arrumaram, antes de tudo, a sua própria clientela e souberam bem representar os seus interesses pessoais. O dr. Cavaco, no meio do seu azedume contra a canalha, só conduziu o país para a confusão e abuso de uma "rede clientelar" de consequências absolutamente desastrosas. A política pós-Cavaco passou a ser uma "questão de compadres", de intrigas e as "avenidas do futuro" construídas, herança da sua obra financeira, foram um inegável "brinde" aos novos caudilhos. A trágica destruição das instituições, o desamparo à sociedade civil, o cansaço e a desmoralização a que hoje assistimos (e a que estamos condenados) venceram-nos definitivamente. Não por acaso estes dias irae da desvairada governação do regedor Sócrates são consequência funesta disso tudo. A lista dos Dias Loureiros, Oliveira e Costa, os prebentados de Macau, os melífluos Constâncios, o Lopes da Mota e os Freeport intermináveis que lentamente surgem, não têm fim à vista. A degeneração é total. Não há que estranhar! NOTA: Ontem o dr. Cavaco, depois do pedido de demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado, disse que não distingue "um de outro dos 19 conselheiros de Estado" e que todos lhe mereciam "igual respeito". Esta infeliz observação é quase um insulto ao próprio Conselho de Estado e, reconhecidamente, os conselheiros não mereciam tal "entusiasmo". O dr. Cavaco fez de Dias Loureiro o cérebro da sua campanha presidencial, levou-o para o Conselho de Estado e fez a sua apologia até ao fim. Que mais imprevistos ou incidentes precisamos de assinalar?» Almocreve das Petas

MENEZES ERRA O ALVO E O PROBLEMA

Menezes, como quase sempre, sendo o excelente autarca que é, não quer compreender que a suspeição generalizada em Portugal, neste momento é o último recurso dos cidadãos e o efeito de atitudes e comportamentos políticos degradantes ao longo de décadas. Saber-se o que se sabe de Dias Loureiro, de José Sócrates e de alguns mais determina que os cidadãos e a cidadania se pronuncie quotidianamente e faça livremente os seus juízos. Faz parte do jogo democrático e, se não fizer, algo vai muito mal em dada sociedade. Uma sociedade feita de encobrimentos a este nível explode, olhando para a vida nada fácil do cidadão comum. Durante as dormentes décadas de 'democracia', o que se verificou foi o contrário. Pouco se sabia. Ninguém queria saber. Os desmandos praticados caíam no oblívio e a confiança cega nos líderes eleitos suportava tolerar-se quaisquer deslizes e comportamentos anti-éticos que aliás não eram tímbre acentuado de nenhum deles. O paradigma mudou. A imprensa, o jornalismo que investiga e estuda os dossiês, os blogues que vão mais longe no conhecimento e na reflexão, tudo isto coloca os cidadãos, sempre sujeitos a estar sob os dois pesos e duas medidas da Justiça, de sobreaviso e muitíssimo melhor informados. Votar PS, após as trapalhadas e tropelias passadas e presentes sem fim de Sócrates, é um acto de loucura cívica. Menezes tem de compreender que os cidadãos são soberanos e cidadãos informados exercem o seu juízo e a sua soberania votando e opinando. A suspeição é o mínimo que se pode ter e é até um luxo a que o povo empobrecido português se dá. É bom que o cidadão Menezes compreenda que o Poder Político e os poderes intermédios não podem fazer o que queiram, comprar silêncios, esperar tolerância dos cidadãos e contribuintes. A atitude de inibição prolongada da própria demissão bem como as versões que lhe completam o quadro de carácter fazem de Dias Loureiro, aos olhos da opinião pública, um ser humano estranhíssimo, alienado entre milhões de euros, perdido em relação aos seus próprios limites, deslumbrado com as próprias relações sociais, ele que, sendo apenas político, se converteu rapidamente num milionário da política. Ora, Dias Loureiro tem irmãos de alma e atitude. Desde logo José Sócrates. Não, as dores de Menezes deveriam ser outras. Porventura as nossas. As queixas de Menezes deveriam confluir com as nossas e nunca lamentar que saibamos e pensemos o que pensamos e sabemos de estes caracteres nascidos para a impunidade e a irresponsabilidade crónica, gente que nunca se manca, que espera altíssima protecção e suprema isenção de quantas trapalhadas e tropelias cometam por serem Fortes, Endinheirados, Poderosos. Esse sistema que vicia e subverte a democracia portuguesa está a chegar ao fim. As lógicas de Sociedade Secreta com protecção desmedida dos Rendeiros e Loureiros e outras Aves de Rapina está a chegar ao fim. Em primeiro lugar, os Portugueses. Em primeiro lugar, Portugal. E muita sorte têm porque aparentemente já não se mata nem morre como no tempo de Sidónio: «Portugal vive hoje um "estado insuportável" de "suspeição generalizada" onde todos são suspeitos e todos duvidam uns dos outros, afirmou hoje o presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Luis Filipe Menezes.Em entrevista à Lusa em Madrid, o autarca comentava assim os últimos desenvolvimentos em relação ao caso BPN, nomeadamente a decisão de Dias Loureiro de renunciar ao seu cargo no Conselho de Estado. Preferindo não comentar directamente essa decisão, Felipe Menezes insistiu que Dias Loureiro, "como qualquer outro cidadão, tem o direito de utilizar todos os instrumentos do estado de direito para se defender", cabendo dar-lhe, como a qualquer cidadão "a possibilidade de se defender". "Não deve haver no Estado de direito julgamentos públicos antecipados de quem quer que seja", afirmou em Madrid, onde hoje recebeu o o prémio "Master de Oro" atribuído pelo "Fórum de Alta Dirección", associação criada em 1982 sob a presidência honorífica do rei Juan Carlos.»

TEJO VERDE TEJO MORTO

Certamente que um Governo que desonera os prevaricadores ambientais com coimas agora simbólicas nem sequer interpelará Espanha por este tratamento terceiro-mundista a um rio nobre da península e do Planeta. Era de elencar responsabilidades e de apor exigências sérias a montante, pois um Tejo verde por cinquenta quilómetros é morte garantida em massa a jusante: «O Tejo internacional está completamente coberto de verde, devido à poluição vinda de Espanha. A situação este ano é a pior de sempre, alerta a associação ambientalista Quercus.»

MORAIS SARMENTO EXISTE

Não leio nesta intervenção de Morais Sarmento qualquer acinte. Pode até ser construtiva. Não fosse o fenómeno Rangel e o descalabro PSD seria manifesto. Só por falta de realismo os dois grandes partidos gémeos do Poder Alternante e até ao momento Desastroso, não perceberão que quer um quer outro, mas sobretudo o PS descaracterizado e prepotente, obterão votações sintomáticas de um certo cansaço da parte do eleitorado nacional. Os partidos da esquerda, os partidos e movimentos minoritários, mas também o PP, beneficiarão de esse profundo e justificadíssimo descontentamento com dois partidos que descarrilaram Portugal do crescimento, da riqueza harmoniosamente distribuída, da convergência com a Europa desenvolvida e, no caso de este PS, dos valores elementares do pluralismo e da democracia praticada. Sócrates e os seus são um deplorável e perigoso pesadelo português. Os directórios europeus dos grandes e ricos países conseguiram impor para Portugal grandes desmantelamentos produtivos e isso tem sido fatal, nem sequer alimentarmente somos autónomos, condenando-nos a uma economia da Praia, do Campo e da Floresta para outros que nem sequer os próprios portugueses fruirem, estância de europeus reformados. Morais Sarmento tem sido muito arguto e incisivo diante de Santos Silva tocando nas principais feridas da legislatura. Tem atacado com a-propósito pleno os PS e tem sido clarividente e autónomo nas críticas que faz mesmo ao seu próprio partido. Se isto atrapalha é mau sinal. Ainda que Sarmento queira existir para o futuro do Partido e do País, forçando a tónica e aparecendo à força, deve perceber-se que não se devem destruir e desprezar os que pensam por sua cabeça seja em que instituição for: «O ex-ministro Nuno Morais Sarmento entrou hoje inesperadamente na campanha para as europeias de 7 de Junho. E logo para dizer que não sentiu nem percebeu as diferenças entre o candidato do seu partido, Paulo Rangel, e o do PS, Vital Moreira.»

U2 I STILL HAVEN'T FOUND WHAT I'M LOOKING FOR (LIVE)

VITAL E O MURO-PS POR CONSTÂNCIO

A fantástica agremiação corporativa tachisto-devorista PS não consegue ver para além dos seus interesses instalados. Repare-se como a desonestidade moral, intelectual e ética do Cabeça Vital não o conduz limpidamente à conclusão pela necessidade de demissão do Governador Vitor Constâncio. Para Vital, o mundo PS é suficiente e harmonioso. Para ele, punir prevaricadores do caso BPN não é muito mais que exigir-lhes demissão de cargos públicos. E é muito mais que isso. Ora, Constâncio o regulador que não regulava, ao demitir-se por um conjunto cada vez mais consistente de razões (incompetência, laxismo, contemporização, conivência pela inacção) não satisfará senão a necessidade imperiosa de remoralização do sistema bancário e regulador nacional e a necessidade que os cidadãos sentem de causa/consequência sobretudo para quem fazendo tão pouco e tão menos do que o exigido, ganha tanto e tanto e tanto. Em última análise, o insulto da não demissão atempada de Dias Loureiro é o insulto da não assunção de responsabilidades por Vitor Constâncio. Um País com tubarões chamuscados mas intocáveis porque apegados aos cargos como Dias Loureiro, Vitor Constâncio, Lopes da Mota e José Sócrates não é respirável e o escândalo ofende-o e enfraquece-o dia após dia. Até quando seguirão os passos sornas de Dias Loureiro, antes de finalmente capitular aos factos, Constâncio, Sócrates e Lopes da Mota?!: «Vital Moreira considera “tardia” a renúncia de Dias Loureiro ao cargo de conselheiro de Estado, considerando que “face às circunstâncias a decisão impunha-se”. Em contraponto, defendeu o governador do Banco de Portugal no caso BPN: “São os prevaricadores que devemos punir”, não os reguladores.»

ERC OU COMO CASTRAR E CENSURAR

Depois das inúmeras trapalhadas da ERC acerca das propaladas pressões de José Sócrates sobre José Manuel Fernandes, Director do Público, com a perda de gravações dos depoimentos e contradições insanáveis que não arrostaram com quaisquer consequências para o PM, o que é habitual em alguém que supera Dias Loureiro na lentidão com que assume responsabilidades e age em consonância, compreende-se que a ERC não é um organismo isento («Os membros da entidade reguladora não foram unânimes no voto do parecer. Favoravelmente à condenação da TVI votaram José Alberto de Azeredo Lopes, Elísio Cabral de Oliveira, Maria Estrela Serrano e Rui Assis Ferreira, tendo estes dois últimos decidido apresentar uma declaração de voto. Já Luís Gonçalves da Silva votou contra, tendo também apresentado uma declaração de voto.») e independente, mas actua segundo os princípios obscuros que visam impactar favorável e cirurgicamente na Opinião Pública os desígnios de Poder Absoluto do Autocrata Sócrates mais o seu 'optimismo' calamitoso e desastrado para o País. Apenas um peão numa guerra mais vasta que o Ainda-PM está a perder contra a TVI, contra o Público e contra a Cidadania, a ERC teria de merecer atendimento e respeito dos cidadãos caso, por exemplo, outro!, não inventasse paridades temporais ao cortar ao professor Marcelo, com os seus livros e notas culturais, os minutos que cortou em face ao tempo de antena dado ao discurso estritamente político de António Vitorino, que passa explicando, como a criancinhas, as políticas ultraliberais de este Governo absolutista incapaz de obedecer às regras democráticas mais elementares: «A TVI, mais concretamente algumas das suas emissões do Jornal da Noite de 6.ª Feira, foi condenada pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social por “desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”.»

PRESSA EM SEPULTAR JESUS

Nada de novo. Depois de Dias Loureiro, o poderosíssimo e perigosíssimo Dias Loureiro, finalmente se ter demitido, facto arrancado a ferros, quando se esperava a demissão dos corpos directivos do Benfica pelas sucessivas épocas sem títulos e logo duas em terceiro lugar na Liga, não, o que se passa é que o Clube uma vez mais está a caminho de mais uma indemnização bilionária, desta vez a Quique, o bode expiatório solitário de uma época naufragada. O Benfica secretamente procura contratar Jesus, contratou-o já, certamente com pressa de o sepultar também como sepultou Manuel José e outros portugueses. Sofregamente, ano após ano, um clube desorientado aliena trabalho, convivência firmada, cumplicidades de campo e de balneário. Cada vez que recomeça, regride um passo e nem sempre a qualidade de um extraordinário treinador como Jesus poderá compensar tanto activo alienado, pelo contrário. Ao ver como são tratados os que supostamente falham, qualquer treinador na Luz não pode sentir segurança nem respaldo, se não sair pelos sapatos, sai pelas calças. Ninguém pode deixar de pensar que esta saída airosa chamada contratação de Jesus é somente o bote urgente de salvação da actual Direcção, isto é, como falha sistematicamente no presente, logo instila esperança no futuro imediato na maior parte dos casos mediocrizando misteriosamente os técnicos promissores que chegam como vencedores e saem vexatoriamente humilhados e despromovidos. O problema é também a falta de estabilidade e de credibilidade no Benfica que o secretismo em certos negócios críticos acarretam apenas porque envolvem indemnizações nada pequenas. Aguardemos com atenção na esperança de que Bruno Carvalho venha trazer o rumo que falta a um Clube que merece bem mais: «A Comissão do Mercado de Valores Mibiliários (CMVM) solicitou à Euronext a "suspensão imediata" das acções da Benfica SAD, até que esta divulgue informação relevante sobre a contratação de Jorge Jesus como técnico do Benfica para as próximas duas temporadas.»

quarta-feira, maio 27, 2009

DIAS LOUREIRO: ABATIDO. INCONVICENTE

Quem apenas olhasse e nem ouvisse o Conselheiro de Estado demissionário Dias Loureiro, no Jornal da Noite da SIC, perceberia naquele abatimento um discurso perfeitamente oposto às palavras desalentadas, altamente denunciador do que é convicção geral acerca dele e altamente inviabilizador do conteúdo formal com que procura justificar a própria demissão tardia. Se muito mais cedo optasse por se libertar dos vínculos ao Conselho de Estado não teria permitido a degradação tão aguda da própria imagem, nem teria gerado e agravado um mal-estar que arrola a Presidência da República e a percepção que os cidadãos fazem dos detentores de cargos de responsabilidade pública. Dos indícios de essa contaminação e degradação moral dilatada no tempo, Dias Loureiro não se livra de ser o que é. Culpado! Para além da cara fúnebre que Manuel Dias Loureiro ostente, também nunca mais se livrará de esta pérola sinistra, que talvez tenha empregue com Cavaco Silva nos últimos meses e com outras figuras que nunca caçaram com o Rei de Espanha: «Veja lá como me trata. Quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras.» Depois de sacudirmos o perigoso e sonso Loureiro da imunidade do CdE e da impunidade de que parecia querer beneficiar devido às altas relações que fez questão de coleccionar como os seus Porches e Empresas Fictícias, temos ainda Constâncio para alijar da pseudo-supervisão, Lopes da Mota para ver demitido da pseudo-parceria justiciária europeia e também, com festa e champanhe, falta-nos despachar todo o Governo Autocrático & Fingidolas de Sócrates, irmão de Armas e de Alma de Loureiro que tanto elogia o optimismo bacoco do primeiro, e aos quais temos de dizer, votando: "Vejam lá como tratam de Portugal e da vida dos Portugueses. Quando hostilizam, envergonham, maltratam o nosso País, desprezando ostensivamente os cidadãos, eleitores e contribuintes, o Povo não é para brincadeiras.": «Manuel Dias Loureiro recusou hoje a ideia de que renunciou ao cargo de conselheiro de Estado devido às acusações que lhe foram ontem feitas pelo ex-presidente do BPN, José Oliveira e Costa, no Parlamento. O ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva afirmou que esta era uma decisão que já andava a amadurecer há 15 dias e decorre "da ideia que estava a passar [para a opinião pública] de que o Conselho de Estado me estava a proteger".»

LOPES, OUTRA PROBLEMÁTICA DO EGO

Sendo evidente que mesmo perante a suma gravidade dos factos atinentes a Lopes da Mota, o PS tem servido de lóbi desesperado, protector, o qual, de refúgio em refúgio, adia o desfecho inevitável neste romance, nada impedirá para aquele um desfecho semelhante ao de Dias Loureiro. Mais empurrada que voluntária demissão. O PS refugia-se num artigo para impedir uma audição parlamentar, intercede por Lopes, procurando escudá-lo à voracidade legítima dos deputados com as suas questões. Expô-lo a um filtro aberto perante a sua própria versão seria abrir ainda mais brechas que mal sustentam as flébeis posições de Alberto Costa e de José Sócrates, cujos nomes ditos e reditos como não ditos ou pronunciados nos recados das pressões, dificilmente se livram das labaredas de uma autoria moral de da convicção pública de nada mais que isso. Se a demissão de Conselheiro de Estado tardou penosamente num Loureiro porventura com secretos argumentos de mesquinha chantagem sobre Cavaco Silva, e ela se justificava há imenso tempo, que forças tenebrosas impedem que Lopes da Mota se afaste como plenamente se justifica?! Que equilíbrio de forças, chantagens implícitas e argumentos subterrâneos equilibram ainda e até quando tal posição insustentável?! Nada de novo virá pelo menos de quaisquer esclarecimentos prestados na Assembleia da República e tudo nos autoriza a pensar que o Relatório de Vitor Santos Silva só permanece ainda oculto porque se plenamente revelado teria um efeito devastador não apenas para o tripé Costa, Sócrates, da Mota como para o desenho e desfecho das votações no PS nas próximas Europeias. Os dados estão lançados. O que não falta é argumentos para não votar PS e até para votar contra o PS: «As possibilidades do presidente do Eurojust Lopes da Mota ir à Assembleia da República prestar esclarecimentos aos deputados sobre as alegadas pressões no caso Freeport estão esgotadas. E o CDS acusa o PS de se refugiar num artigo da lei para inviabilizar a audição do procurador.»

NOVAS DE UMA CONSOLIDAÇÃO

No FCPorto opera-se a pequenos ajustes e clarificações no plantel e abrem-se as portas a outros tantos negócios imperdíveis e até indispensáveis com as saídas que se perfilam. Mística, experiência de vitória, calo de balneário e liderança interna são aspectos que nunca se podem descurar numa renovação parcial de um grupo por acaso lavantado do chão, desde os tropeções iniciais da época finda. Um grupo que foi capaz de crescer e afirmar-se vencedor só pode agora sair reforçado com a mestria que o FCPorto tem revelado na gestão harmoniosa, promotora e reabilitante dos seus jogadores. À falta de confirmação sobre a continuidade ou não de Bruno Alves, é bom saber que Rolando e Fernando, duas figuras consolidadas e afirmadas na defesa, continuarão ainda mais tranquilos com o prolongamento dos seus contratos, um sinal interno claro. Enquanto clube traquilo e que tranquiliza os seus activos, o FCPorto tem portanto acrescidas razões para encarar o futuro com a garra habitual, consolidando o plantel na sua base estruturadora. Caso Bruno Alves saia, quem lhe herdará o pulso, quem o sucederá a mandar no balneário com a autoridade dos capitães, exemplares guerreiros, de que o clube há décadas não prescinde?!: «Os futebolistas Rolando e Fernando, que ganharam a titularidade na equipa portista em ano de estreia no plantel profissional, prolongaram esta quarta-feira, o contrato com o FC Porto até 2014.»

VITAL, CATA-DISPARATES, ESCOLTADO

LOUREIRO, SÓ UM EMBARAÇO A MENOS

Tardou até ao supremo tédio uma decisão autodemissionária da parte de Dias Loureiro. Deu margem a que se pensasse ter ele o PR sob chantagem de alguma maneira ou um respeito nulo pela pessoa e figura presidenciais, para não dizer nula consideração pelos cidadãos. Recentemente colado e plangente no lançamento de uma Biografia encomiosa a Sócrates era mais um sinal que nada augurava de bom quanto a colagens e a oportunismos desesperados a figuras de demasiado poder abrutalhado. Ainda mais quando nem sabemos o que pensar de alguém capaz de dizer a alguém [Oliveira e Costa] uma frase peregrina e caricata como esta: "Veja lá como me trata. Quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras". Como escreve, e muito bem!, José Manuel Fernandes, Director do Público: «... em política, como na vida pública, o que parece é. E o que já foi ouvido a várias testemunhas que passaram pela Comissão de Inquérito, designadamente a pessoas como uma imagem de seriedade sólida, como António Marta, do Banco de Portugal, contradiz de forma tão clara, tão contrastante, os seus depoimentos que criou dúvidas que não se limpam com uma simples reafirmação de tudo o que disse. Na opinião pública há, no mínimo, seriíssimas dúvidas não apenas sobre se mentiu ou fala verdade, mas também sobre todo o seu comportamento no caso BPN/SLN. Comportamento ético e comportamento no quadro das leis da República.» Um outro espinho encravado no enfermo Regime Português é a ainda situação embaraçosa de Lopes da Mota para o Governo e para País ao permanecer no Eurojust contra todas conclusões divulgadas e apreciadas pela Opinião Pública. Depois de forçado até ao limite e o limite foi o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, ter enviado um pedido ao Conselho de Estado a pedir o levantamento da imunidade de Dias Loureiro, espera-se que a divulgação integral do Relatório de Vitor Santos Silva por Pinto Monteiro ou a revelação de mais um quisto moral qualquer na história das 'pressões', portanto, só no limite do insustentável, Lopes da Mota seja posto a andar ou nos faça o obséquio de desenvergonhar nas instâncias europeias e nacionais, saindo por seu relutante pé. A escola de ninguém se mancar, muito PS e muito a cara de esta legislatura, deve dar lugar a outro modo despojado e humilde de estar na vida pública: «Dias Loureiro terá já pedido a sua demissão do cargo de conselheiro de Estado. De acordo com a SIC Notícias, o antigo dirigente do PSD já terá também solicitado uma audiência ao procurador-geral da República.A informação surge depois de ter sido noticiado que o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, enviou um pedido ao Conselho de Estado a pedir o levantamento da imunidade de Dias Loureiro, segundo avançou hoje o Correio da Manhã.»

VITAL, ZIGUEZAGUE REGRESSIVO

Vital é um candidato insólito nos assomos de ridículo na Campanha e revela-se um Cabeça de cabeça perdida, recheando o Comité Central de Imagem e Marketing Político do PSS (Partido Socialista Socratinesco) de inúmeras razões para insanáveis dores de cabeça. Ziguezagueando por um labirinto alienígena de bocas e apodos grotescos aos adversários, ora a um ora a outro, sem ideias e, mesmo se as tivesse ou expusesse, seriam precisamente as que condenam largos milhões de seres humanos aos mesmos detritos e aos mesmos restos que a Crise apenas veio explicitar, ainda veremos o Cabeça Vital a fazer ataques desesperados aos Movimentos Cívicos, ao MEP, ao PEV e ao PP apenas por verificar, nas sondagens por cujo mapa de intenções papagueia as suas bojardadas, que também existe uma transferência de votos do PS para essas forças e movimentos políticos. Vital já percebeu a própria falta de músculo na estrada e o desfasamento com gente concreta de nada sabe ou quer saber. Sabe, sim, é que o fim está próximo. E será com estrondo, por mais que ziguezagueie ora atacando uns, ora atacando outros. Regredirá e fará regredir o PS para resultados muito ao nível do que Sócrates, o verdadeiro Ventríloquo, merece: «Com a generalidade das sondagens a traduzir uma transferência de votos do PS para o Bloco de Esquerda, o cabeça-de-lista socialista ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, passou ontem em Vila Real a mensagem de que PCP e os bloquistas "são a mesma coisa" em Estrasburgo, porque ambos fazem parte de um grupo político dominado por comunistas.»

CRASSO VIEIRA, CRASSO BENFICA

Enquanto o Benfica persistir nesta táctica de perpetua vitimização, nem será levado a sério nem os verdadeiros problemas organizacionais serão atendidos. Uma vez mais, a mentalidade pobre, ultrapassada, autodesculpabilizante, encerra o segredo do inêxito. Urge mudar de ares nesta forma de fazer 'política desportiva'. O Benfica merece um Pensamento Estratégico e uma criatividade sem limites e não uma imagem crassa, sem chama, baça, pelo fatalismo trágico das narrativas do seu presidente crasso. É por isso que me parece ser de voltar uma página na história do clube e escolher, na próxima oportunidade, Bruno Carvalho, cujo pensamento tem calado e é pró-activo. O choradinho e a cantiga do corneado (por árbitros ou seja por quem for) não estrutura absolutamente nada em campo e muito menos num balneário. Antes respalda os erros dos que entram em campo e protege a falta de mérito próprio porque enquanto a culpa for sempre alheia, o empenhamento nunca será total e absoluto. Uma equipa temível faz-se por outro caminho. E esse caminho começa por estar cada vez mais nas mãos sem títulos dos sócios: «O título do artigo publicado hoje no site oficial do Benfica é sintomático: “Uma verdade inconveniente”. Num extenso e pormenorizado balanço da época, o clube “encarnado” chega a uma conclusão: “O Benfica viu ser-lhe subtraída a módica quantia de 16 pontos devido a crassos erros de arbitragem.”»

JOÃO GONÇALVES, O LIVRO


O meu aplauso de puro contentamento por este livro do João Gonçalves, a sair muito em breve: «Importante é o Medeiros Ferreira ser um espírito livre e independente das baias partidárias. Aceitou, sem hesitações pueris, prefaciar este livro com um texto magnífico. O resto é meu e procura, neste ano de tantos votos e de fim de legislatura absolutista, responder a uma pergunta muito básica: estamos melhor em 2009 do que estávamos em 2005? Ou, como se lê na capa, por que é que estamos como estamos?» João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos

BRASIL DE D. SEBASTIÃO


Fascinante refúgio brasileiro para um Mito Português, Vivo ou Morto, não fosse o Mito esse Nada que é Tudo.

A CAPITAL — JOÃOZINHO MENDES

«— Fica por minha conta! Há-de encher-se este ventrezinho! E então que vamos ter um rico Inverno em Lisboa! Sassi em S. Carlos, cancanistas francesas no Casino... Naturalmente fornada nova de espanholas... Não lhe digo mais nada...» Eça de Queiroz, A Capital, p. 9, Edição Livros do Brasil, Lisboa.

ANGOLA OU PORTUGAL, DITADURA ECONÓMICA


«Em Angola, esmagadoramente, pensa-se e age-se hoje com uma fatalidade idêntica à que acontece em qualquer parte do Mundo: a esquerda (se é que ela alguma vez se assumiu) parece ter-se auto demitido de sua lógica e de sua perseverança, pelo que o resultado é o espaço vazio deixado ao “mercado” e às suas quimeras sócio-político-ideológicas de que o neoliberalismo é a principal aberração; na lógica à direita, eminentemente capitalista, o estado é “catapulta” do “mercado” e de suas elites, o que é um exemplo de quanto é possível um “socialismo” para um punhado de privilegiados, à custa da ditadura económica, da miséria e até da morte para o resto, (basta fazer a radiografia do estado da saúde e do que vai ocorrendo quotidianamente nos hospitais e clínicas do país).» Martinho Júnior, Página Um

terça-feira, maio 26, 2009

OLIVEIRA E COSTA DEPOJADO E HUMANO

Não consigo tirar os olhos do Canal ARtv. Oliveira e Costa, recentemente convertido confesso ao prazer do ócio e da leitura, diverte-me e até me seduz a uma franca compaixão. Diante da Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, tem, obviamente, muita coisa para contar, ainda oculta imenso, e tem saídas muito cómicas, como um avozinho reencontrado no essencial, com uma sabedoria de última hora. Num um misto de sinceridade e de cinismo, sobre a estratégia, desejos e cobiças em Joaquim Coimbra a certa altura interroga-se com graça: «Para que quer ele tanto dinheiro? Vai morrer e deixa cá tudo. Às tantas apanha um Karma e numa reincarnação qualquer ainda terá de sofrer muito.» O Oliveira e Costa que se dispõe a falar está leve. Já se libertou do vício do trabalho. Ainda pode arrasar imensa reputação precária, mas fazê-lo num registo leve, com um divertido sorriso igualmente morituro no rosto.

VITAL ESTALINIZA À FORÇA TODA

O 'reaccionário' Venal Vital, na ausência de limpidez e sentido de gente portanto daquela compassividade elementar evangélica por pessoas, a começar pelas Políticas preconizadas, segrega epítetos vazios para os adversários como certos brônquios segregam gelatinoso e esverdeado muco. Isso significa que o fim está próximo. Será estrondoso. O que pensar de um candidato que obtenha os resultados que um PCP tem obtido?! O terceiro lugar ou pior?! [Esta tarde, na minha junta de Freguesia, however, pude observar o caciquismo local PS a organizar as votações encomendadas a soldo implícito entre os mais singelos do poviléu. Um casal. Ambos desdentados, magros, tisnados, entre os quarenta e os cinquenta, tinham dúvidas sobre as respectivas secções de voto. Alguém lhas esclarecia de um modo pedagógico e pegajoso. Era a solicitude dos pobres cidadãos que denunciava o desejo de frete.] Nada mudou. [A pobre mulher ressequida, cujo maxilar inferior alojava um dente solitário a evocar os seis meses de idade, tinha um problema logístico e estava apoquentava com o 'dever' de voto...] Efectivamente, nada mudou desde Ramalho e Eça.

IAROSLAVL, TERROR ZARUBINA TAKE 2

Perante as imagens chocantes, altamente desmascaradoras, na reportagem da NTV Russa, fica-se com a impressão de que a intuição de alguma Opinião Pública Portuguesa minimamente informada, rápida nos seus julgamentos ou ajuizamentos sumários em relação aos mais diversos espécimens excêntricos no seu comportamento social, como é o caso de Natália Zarubina, está um passo, apenas um 'passo', à frente dos veredictos arrastados e ponderadíssimos da nossa Justiça. As fundamentações talvez padeçam de um problema de preconceito norteador fundamental, o de que, para além do pensamento social circunstante formalizado sobre alguém em Portugal, a biologia institui como um direito, apesar de desmentido pela irresponsabilidade continuada, por negligência e maus tratos como sistema de vida. Ou deixou de ser válido que uma imagem (uma sequência delas) valem por mil palavras?!: «A NTV exibiu imagens da criança russa que foi retirada à família Pinheiro a ser esbofeteada pela mãe biológica que acusou o casal português de querer vender Alexandra para "retirar órgãos"."Sabe-se lá o que eles poderiam fazer com ela? Vendê-la para retirar órgãos ou até mandá-la para uma casa de prostituição", acrescentou Natália Zarubina, a mãe biológica, ao falar da família afectiva portuguesa.»

QUIQUE TEM ARGUMENTOS

Há um argumento implícito em Quique que não poderá ser de nenhum modo negligenciado. Um ano de Portugal e um ano de Lisboa são, para um espanhol que não seja burro e orgulhoso como um Graeme Sauness eternizado no Benfica, uma verdadeira iniciação a um completamente outro tipo de vida. Lisboa é de uma viscosidade sensual irresistível à qual muitos sucumbem e tem inscrita nos seus lugares as marcas da derrocada moral assim como de todas as possibilidades de regeneração. Talvez o teste do sucesso, para um treinador diferente como Quique, se jogue mais na vida lisboeta que propriamente nos Estádios de Futebol semana após semana. Lisboa tem qualquer coisa de feérico, um magnetismo dispersante que até um homem do Norte não veste facilmente muito menos à primeira. O efeito d'A Capital nos seus arrivistas é tão entontecedor e euforizante conforme o que se relata no romance homónimo de Eça de Queiroz. Não morreu o que se pode chamar de efeito capital-mortífero da Capital, basta ver como Artur, vinte e três anos, deixa a modesta terra natal, Ovar, e vai para Lisboa, alimentando ilusões, convencido de que por lá haveria melhor lugar para um escritor e jornalista, ingénuo, derrota após derrota, regressa ao lugar natal, perante cuja vida monótona sente ainda saudades da Cidade, e isto embora tivesse ele saído «daquele inferno em Lisboa, como um vencido de uma batalha», com feridas por toda a parte — no seu amor traído por uma ardente e ágil prostituta espanhola, na sua ambição profissional de sucesso sucessivamente iludida. Ora, as singelas premissas do romance eciano mantêm-se até para um espanhol. Quique foi capturado pelo mundo da fantasia de Luís Filipe Vieira, terreno já de si movediço. A única coisa de mágica e fantástica na Luz é o desperdício de talento e os erros de julgamento técnico sucessivos (registo o meu acordo às observações de b entre as quais o erro de ejectar o contributo técnico e ambiental de Diamantino e Chalana), aliás naturais em quem desconhece o território. Nunca se saberá, porém, se este ano foi uma vacina para o futuro do treinador castelhano, caso fique. Subir degraus é muito mais avisado que estar sempre a saltar etapas e repetir experimentalismos mais arriscados que promissores. Afinal de onde proveiro o sucesso de Quique quando ainda orientava em Espanha?!: «Quique Flores foi apresentado na Luz a 24 de Maio de 2008. Não fez promessas, mas fixou objectivos quando chegou ao Benfica. "Temos de subir dois degraus. Um é recuperar a Liga dos Campeões e o outro é ser campeão." Palavras que, amanhã, fazem um ano. Falhados todos os degraus, há quem esteja disposto a empurrá-lo escada abaixo. Haverá algum corrimão que ampare Quique Flores?»

COM O MANIFESTO CONJUNTO

«1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas. 2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública. 3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.» Manifesto Conjunto
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De um modo insistente e cansativo, nunca contaram para a tirania ou ditadura econónómica esbulhante preconizada por este Governo as sondagens directas, presenciais dos Professores em luta contra políticas desonestas. Por enquanto, o galheteiro ministerial ainda vai brincando com os números, tentando atirar ridicularia para cima da adesão ao combate legítimo dos professores. Veremos o desenlace das próximas eleições e o modo como terão de engolir a democracia na sua plenitude, não a imposição arbitrária de medidas, de castrações, de moções unilaterais, não a perseguição a alunos manifestantes anti-Ministério ou a professores manifestantes, procurando aquilatar quem esteve e quem não esteve, não estimulando à bufaria contra quem quer que seja, mas acatando o bom senso e a verdade onde quer que estejam. Nem sindicatos nem lóbis, a verdade e o bom senso estão do lado dos professores, dos diversos movimentos e também dos sindicatos refrescados pela transparência e pela lógica autónoma dos desígnios partidários eventualmente subjacentes: «Os sindicatos afirmam que a adesão dos professores à greve nas duas primeiras aulas de hoje variou entre os zero e os 100 por cento, enquanto o ministério destaca que só nove em cada cem professores faltaram hoje ao trabalho.»

HULK PAGA A APOSTA

Mesmo vencendo a Taça de Portugal, conforme se espera, apostas à parte, é justo que o jogagor revelação da Liga Portguesa 2008/2009 Hulk pague a aposta de um jantar ao seu 'primo' Ferreira. A energia que o Incrível consome tem de ter alguma explicação na grande quantidade e qualidade que o nutre. E isso deve ser caro! Por outro lado, a hora é de solidariedade para com todos aqueles jogadores cujos vencimentos estão em atraso e a aposta entre os dois bem que poderia ser bem mais criativa e até caritativa. Fica a sugestão: «O brasileiro Ferreira, do Paços de Ferreira, manifestou hoje um "desejo especial" de vencer a aposta ao "primo" Hulk, do FC Porto, adversário dos "castores" na final da Taça de Portugal.»

BPN: JOAQUINS DE PERDIÇÃO

A leitura exaustiva na Comissão de Inquérito Parlamentar, por Oliveira e Costa, de uma versão da sequência de eventos dentro do BPN-SLN até ao facto consumado da nacionalização como aparente último recurso, castiga fortemente a ideoneidade de um grupo de quatro accionistas, incluindo Joaquim Coimbra e Joaquim Nunes, que de urdidura em urdidura queriam desmembrar o grupo em seu proveito. Para além de tudo o que se puder acrescentar para preencher o puzzle-BPN e organizar o labirinto-BPN de toda esta questão danosa para o País, fica a sensação de que Oliveira e Costa está demasiado só nos calabouços de uma prisão preventiva ainda simbólica de mais para ser levada a sério. Dias Loureiro acumula razões para ter vergonha, desautorizado por todos e por todos acusado de mentir, como agora por Oliveira e Costa, é mais um que dos que em Portugal não se mancam e cuja consciência gelatinosa está num ponto sem retorno: «O ex-presidente do BPN, José Oliveira e Costa, está a explicar, na comissão de inquérito parlamentar, por que razão o banco nunca foi vendido a uma entidade estrangeira, alegadamente por acção de "um grupo de 10 accionistas que conscientemente manipularam factos para fazer abortar a venda do grupo."» O depoiimento de Oliveira e Costa sobre Dias Loureiro tem ironia e chove no molhado reforçando uma imagem bem vincada na opinião pública tanto quanto uma ideia sobre alguém pode ficar gravada na nossa psique colectiva: «Oliveira Costa disse que o antigo ministro tem uma "problemática do ego" e que as declarações que prestou na comissão de inquérito "correspondem ao modelo que Dias Loureiro idealizou ser o seu papel na SLN, que tem uma forte componente heróica". O ex-banqueiro disse ainda que Dias Loureiro "suportou a sua versão [sobre a reunião no BdP] numa descarada deslealdade".»

FABULOSA VAGINITE SOCRATINESCA

Naturalidade e proximidade espontânea é coisa que o magestático e 'superior' Sócrates não conhece. Nos seus furores de derrotado em breve, evita acrescidamente e ao máximo os constrangimentos dos que o contestam e lhe contestam as Políticas Desonestas. Assepticamente afastados, coisa feia!, esquece-se este Poder Provisório Enganoso que os professores são gente e se procuram penetrar na sua vaginite errónea tal não deveria constituir qualquer ameaça ou perturbação à sacrossanta imagem do sr. Sócrates. Suma hipocrisia. Absolutismo extremo: «Um grupo de professores foi hoje afastado pela PSP do local onde pretendia entregar uma moção a José Sócrates, minutos antes da chegada do primeiro-ministro para visitar, em Coimbra, as obras de uma rede de fibra óptica.»

FERVILHA UMA ÂNSIA DE REVOLUÇÃO


Instalou-se um Clostridium Difficile devastador e mortífero na nossa Democracia. Medra uma baba demagógica corrosiva, um fingimento de acção e visão do País, na verdade abandonado aos bichos da Mentira e do Oportunismo precisamente nos que apodam os demais de oportunistas. Em apenas quatro anos, os problemas criados pelo Poder Político e pelo seu associado, o Dinheiro sequioso por mais Dinheiro, são superiores aos resolvidos. O Dividir para reinar instituído por Sócrates não salva o seu Governo incompetente mas destrói Portugal na crispação e no desespero que alastra por incúria administrativa. A falta de uma cultura de participação, de pluralismo, de debate interno multidisciplinar e multilateral, abre caminho para o desenho do Quero, Posso e Mando nas mãos de Impreparados Crónicos, Improvisadores Natos, Autocratas com Presunção Proporcional à própria Incompetência, a começar pela incompetência democrática chamada desprezo dos cidadãos. Um Primeiro-MInistro sempre zangado e anunciativo no Parlamento, de estilo Absolutista, Escarninho dos demais, incapaz de reconhecer uma boa ideia se alheia, basicamente é estarmos entregues à estupidez sem remédio. Nem Durão Barroso na Comissão Europeia nem os líderes sucessivos que assumiram a pasta de Primeiro-Ministro puderam fazer ou souberam fazer algo de indelével, inteligente, no sentido de colocar Portugal na senda da riqueza e do crescimento. Muito pelo contrário. Sem uma visão estratégica adequada às gentes e necessidades portuguesas, improvisaram caminhos de submissão a directivas estranhas, aplicando a eito um dictat económico vindo de fora, favorecendo circularmente os mesmos abancados do Regime. O modelo de capitalismo aplicado em Portugal vem de fora, uma forma extremada de pseudo-reformismo a qual ao mesmo tempo que pressiona o privatizar a eito, extingue empregos por força do argumento largo chamado racionalização de custos e automação, não os pode repor defendendo as populações da miséria progressiva: quando as Máquinas sucedem aos Homens e o Lucro de poucos condena as Famílias de quase todos. Por causa de essas atabalhoadas políticas imorais e da avidez imediatista dos verdadeiros dependentóides do Estado, agravam-se os piores sinais de decadência do País, da perda da soberania logo na singela questão da independência alimentar. O desfasamento dos políticos em relação às Gentes assim como o envelhecimento e repetência por décadas dos mesmos nos mesmos lugares de eleição condena-nos. Uma legislação de excepção para políticos e partidos, uma lógica de reformas milionárias para um núcleo pesado e vasto de mais para o País que temos, embora aparentemente restrito no número de beneficiários vitalícios do Regime, tudo isto associado a uma lógica esbulhatória nas políticas fiscais, escavacando de parco desempregados, precários, pobres, classe média, cavando um empobrecimento compulsivo das Pessoas, todo este cenário augura que a geração revolucionária dos nossos avós e bisavôs regresse com uma fúria nova para repor equilíbrios e bom senso. Os bisnetos de Afonso Costa e Costa Gomes insurgir-se-ão contra o caminho em que persiste o capitalimo universal. As Políticas são inadequadas e imorais, mas a depravação de alguns políticos também é chocante: Sócrates bateu todos os recordes da sapateirice com os métodos divisores desastrados da sociedade, com a sua forma displicente para com as pessoas concretas, pelas palavras opostas aos actos, pelo vício dos actos performativos meramente externos, simulacros, negócios falhados, espectáculos degradantes e deprimentes com vista à manutenção de um Poder sem méritos nem outras ideias senão o deixar rolar. Outra marca radical não nos deixa esta fase final da III República senão os que dela beneficiaram nababa e privilegiadamente como Mário Soares. Desactivando a mando externo a economia nacional e as saídas de emprego e sobrevivência, os decisores condenaram-nos. Se aos aspectos inovadores e rançosos da I República de Afonso Costa sucedeu uma versão diversa na II República, com a esperança de reposição dos valores da direita no 28 de Maio de Gomes da Costa, hoje, é a entropia. Caduca e fenecida, a III República tem já pouco tempo de agonia antes que novos movimentos e rebeliões venham colocar um basta ao grande fingimento de Acção que pontua os últimos governos constitucionais.